sábado, 29 de junho de 2013

Nasa testa robô que irá a Marte no deserto do Atacama

SANTIAGO, 28 Jun 2013 (AFP) - Zoe, um protótipo do qual sairá um robô que a Nasa enviará em missão a Marte em 2020, faz testes de funcionamento no deserto do Atacama, no norte do Chile, que reúne as mesmas características físicas do planeta vermelho.

O robô explorador iniciou os testes com um primeiro trajeto em um terreno situado 2.300 metros sobre o nível do mar, em pleno deserto do Atacama, e sob o estudo de cientistas da Universidade de Carnegie Mellon dos Estados Unidos e da Universidade Católica do Norte do Chile.

"Começou em 15 de junho, percorreu 30 quilômetros. Testamos equipamentos deste protótipo para aproveitar as partes que sejam utilizáveis" que serão incorporadas ao robô que viajará em 2020, disse esta sexta-feira à AFP Guillermo Chong, pesquisador do Departamento de Ciências Geológicas da Universidade Católica do Norte.

O deserto do Atacama, o mais árido do mundo, foi usado pela agência espacial americana em ocasiões anteriores para testar outras unidades que viajaram em missões espaciais, graças à semelhança de sua superfície e condições climáticas com outros corpos celestes.

"A radiação ultravioleta, a 'hiperaridez', as mudanças de clima entre o dia e a noite, a falta de macrovida e a ausência de água" são algumas das analogias entre Marte e o deserto do Atacama, afirmou o pesquisador.

O protótipo, cujo movimento é controlado dos Estados Unidos, fará testes até o próximo domingo no deserto chileno.

Durante este tempo, Zoe buscará vestígios de microvida no deserto, enquanto os especialistas revisarão seus equipamentos como sensores usados para a detecção de vida, a definição de minerais que venham a ser coletados, a captação de energia e para tirar fotografias.

Zoe tem um peso aproximado de 771 quilos. Seu chassi é feito de alumínio e outras ligas, tem várias câmaras e na parte superior tem dois painéis solares, enquanto suas rodas são de bicicleta, mas o robô que irá a Marte terá rodas de metal, sustentou Chong.

O robô, que já foi testado em 2005 nestas paragens, também conta com um laboratório interno e uma broca que lhe permitirá fazer sondagens de até um metro de profundidade, mediante os quais poderá detectar microorganismos.

O investimento durante a fase de testes do protótipo chegará a 100.000 dólares.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2013/06/28/nasa-testa-robo-que-ira-a-marte-no-deserto-do-atacama.htm

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Superlua

video

Sonda Voyager 1 ainda não saiu do Sistema Solar, apontam estudos

Artigos sobre a sonda da Nasa foram publicados na revista 'Science'.
Objetivo inicial do equipamento era investigar os planetas do Sistema Solar.


Ilustração da Nasa mostra a Voyager 1 na nova região do espaço em que agora se encontra (Foto: Nasa/Divulgação)
Ilustração da Nasa mostra a Voyager 1 na nova região do espaço em que agora se encontra (Foto: Nasa/Divulgação)

Estudos divulgados na edição impressa da revista “Science” desta sexta-feira (28) apontam que a sonda Voyager 1, da agência espacial americana (Nasa) ainda permanece no Sistema Solar. Desde o verão passado, o equipamento explora território virgem, onde é possível sentir os efeitos do espaço interestelar. Os cientistas desconhecem a amplitude dessa região ou quanto mais a sonda deve viajar para sair, definitivamente, do Sistema Solar.

“Poderá ocorrer em qualquer momento ou demorar vários anos”, afirmou Ed Stone, cientista-chefe do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, responsável pela missão, referindo-se à saída da Voyager da região. Stone descreveu inicialmente essa zona inexplorada em uma reunião da Associação de Geofísica dos Estados Unidos, ocorrida no ano passado. Três artigos publicados na “Science” desta semana confirmaram a informação.
Pouco depois que a Voyager 1 entrou nesta região, em agosto passado, partículas carregadas de baixa energia, que até o momento a sonda havia detectado em abundância, de repente, se afastaram, enquanto que raios cósmicos de alta energia do espaço interestelar começaram a atingir o equipamento.

As leituras de um dos instrumentos da sonda mostraram um aumento abrupto da intensidade do campo magnético, mas nenhuma mudança na direção, um sinal de que a sonda não saiu do Sistema Solar.

Projeto ambicioso
A Voyager-1 foi lançada em 5 de setembro de 1977 e sua "sonda irmã", a Voyager-2, em agosto do mesmo ano. O objetivo inicial das duas sondas era investigar os planetas Júpiter, Saturno, Urano e Netuno - tarefa que completaram em 1989.
Em seguida, elas foram enviadas para mais além no espaço, na direção do centro da Via Láctea. No entanto, suas fontes de energia, feitas de plutônio, devem parar de produzir eletricidade em cerca de 10 a 15 anos, quando seus instrumentos e transmissores irão parar de funcionar.
As Voyagers se tornarão "embaixadores silenciosos" da Terra enquanto se movem pela galáxia. Ambas transportam discos de cobre banhados a ouro com gravações de saudações em 60 línguas, amostras de música de diferentes culturas e épocas, sons naturais da Terra e outros sons produzidos pelo homem.

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/06/sonda-voyager-1-ainda-nao-saiu-do-sistema-solar-apontam-estudos.html

Nasa lança telescópio espacial para estudar atmosfera solar

O satélite IRIS decolou no foguete Pegasus XL, a partir de base na Califórnia.
IRIS ficará em uma órbita a 643 km da Terra antes de abrir painéis solares.



Foguete Pegasus XL leva satélite IRIS ao espaço. (Foto: Reprodução / Nasa)
Foguete Pegasus XL leva satélite IRIS ao espaço.
(Foto: Reprodução / Nasa)
A Nasa lançou na madrugada desta sexta-feira (28) um telescópio espacial para começar a desvendar os segredos da baixa atmosfera do Sol, região desconhecida onde se formam os ventos solares que castigam a Terra regularmente.
O satélite IRIS ('Interface Region Imaging Spectrograph') decolou no foguete Pegasus XL, da empresa americana Orbital Sciences. O lançamento ocorreu na base militar de Vandenberg, na Califórnia, às 2h27 GMT desta sexta (23h27 de quinta, 27, em Brasília).
O IRIS ficará em uma órbita a 643 km da Terra antes de abrir seus painéis solares. O custo da missão é de US$ 182 milhões.
Esse telescópio ultravioleta pode captar imagens de alta resolução a poucos segundos de intervalo nessa região pouco explorada do Sol situada em sua superfície e sua coroa. A coroa se estende por vários milhões de quilômetros, diluindo-se no espaço.

O satélite IRIS ('Interface Region Imaging Spectrograph').  (Foto: Jim Dowdall / Nasa / Lockheed Martin / Via Reuters )
O satélite IRIS ('Interface Region Imaging Spectrograph'). (Foto: Jim Dowdall / Nasa / Lockheed Martin / Via Reuters )

O objetivo dessa missão de pelo menos dois anos é entender como são gerados os ventos solares carregados de partículas magnéticas nessa misteriosa zona.
Assim, será possível melhorar a previsão sobre as tempestades magnéticas que se dirigem para a Terra e que são um fator de perturbação para a rede elétrica. Essa região do Sol é também uma fonte de emissões de raios ultravioletas que têm um impacto na base da atmosfera e no clima terrestre, de acordo com a Nasa.
"O IRIS vai ampliar nossas observações do Sol para uma região até o momento difícil de estudar", explicou Joe Davila, do Centro Goddard de Voos Espaciais da Nasa e responsável científico da missão IRIS.

Regiões mais baixas da atmosfera do Sol, em imagem divulgada pela agência espacial americana (Foto: Nasa/AP)
Região baixa da atmosfera do Sol, em imagem divulgada pela Nasa. (Foto: Nasa / AP Photo)


Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/06/nasa-lanca-telescopio-espacial-para-estudar-atmosfera-solar.html

quarta-feira, 26 de junho de 2013

'Robô-astronauta' que interage com humanos é apresentado no Japão

Kirobo será enviado para teste na Estação Espacial Internacional.
Versão 'terrestre' poderá fazer companhia para idosos e crianças.



Kirobo é um robô especializado em comunicação que irá conversar com astronautas no espaço (Foto: Shizuo Kambayashi/AP)
Kirobo é um robô especializado em comunicação
que irá conversar com astronautas no espaço
(Foto: Shizuo Kambayashi/AP)

O pequeno "robô-astronauta" Kirobo foi apresentado oficialmente nesta quarta-feira (26) no Japão e tem como proposta interagir e conversar com humanos. Ele será enviado para a Estação Espacial Internacional onde será realizado, pela primeira vez, um teste de conversação com o comandante Koichi Wakata, que fará parte da 38ª expedição à base na órbita terrestre entre novembro e dezembro de 2013 (clique aqui para assistir ao vídeo; em inglês).
O Kirobo, um pequeno e leve robô, usa um programa de reconhecimento de voz criado pela Toyota. De acordo com os criadores, seu objetivo é ajudar a resolver problemas criados por uma "sociedade cada vez mais individualizada e menos comunicativa". Na estação espacial, o objetivo do robô é fazer companhia aos astronautas, mas no futuro ele deve viver junto com idosos e crianças, conversando e ensinando.
 O nome Kirobo significa "robô astronauta". Uma versão da máquina humanoide que ficará na Terra - e deve ser comercializada nos próximos anos - se chamará Mirata, que significa "integrante de suporte", em tradução livre.
Os dois pesam 1 quilo, têm altura de 34 centímetros e, por enquanto, falam apenas japonês. Eles conseguem reconhecer as pessoas por meio de câmeras que fazem o papel de olhos usando um sistema de reconhecimento facial.
Para o Kirobo ir para o espaço, muitos testes foram realizados. Ele voou em um avião que simula gravidade zero, passou por testes de energia eletromagnética e de calor, tudo para não ter problemas na estação.

Imagem dá detalhes sobre o Kirobo e o Mirata (Foto: Divulgação/Kibo Robot Project)
Imagem dá detalhes sobre o Kirobo e o Mirata (Foto: Divulgação/Kibo Robot Project)

Criador do Kirobo conversa em ele em demonstração no Japão (Foto: Shizuo Kambayashi/AP)
Criador do Kirobo conversa em ele em demonstração no Japão (Foto: Shizuo Kambayashi/AP)

Fonte:  http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2013/06/robo-astronauta-que-interage-com-humanos-e-apresentado-no-japao.html

Após falha, Nasa atrasa lançamento de sonda para estudar Sol em um dia

Sonda Iris vai ser lançada nesta quinta (27) para estudar a atmosfera solar.
Lançamento foi adiado devido à problema de energia em base americana.


Regiões mais baixas da atmosfera do Sol, em imagem divulgada pela agência espacial americana (Foto: Nasa/AP)
Região baixa da atmosfera do Sol, em imagem divulgada pela agência espacial americana (Foto: Nasa/AP)

A agência espacial americana (Nasa) adiou em um dia o lançamento de uma nova sonda para pesquisar o Sol. Chamada de Iris (sigla para espectógrafo de imagem e interface de região, em tradução livre do inglês), a sonda seria lançada nesta quarta-feira (26), mas vai ser enviada ao espaço apenas na quinta (27) devido a uma falha de energia.
A queda de energia ocorreu na base da Força Aérea Americana de Vandenberg, na Califórnia, segundo a agência. O problema atrasou a preparação para o lançamento nesta quarta, mas a Nasa acredita que a eletricidade vai estar restabelecida e a situação resolvida a tempo, até quinta-feira.
A sonda Iris fará observações sobre como o material solar se move, acumula energia e se aquece enquanto viaja por uma região pouco estudada na atmosfera baixa da estrela, diz uma nota da Nasa.
"As interações entre as regiões da fotosfera [superfície solar mais visível] e da coroa do Sol alimentam a atmosfera solar, que tem um calor da ordem de milhões de graus centígrados, e direcionam o vento solar", afirma a agência espacial, em nota.

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/06/apos-falha-nasa-atrasa-lancamento-de-sonda-para-estudar-sol-em-um-dia.html

Cápsula espacial Shenzhou-10, da China, retorna à Terra

Os três astronautas voltaram em segurança após concluir missão.
Pequim quer instalar uma estação espacial habitada até 2020.


A primeira astronauta chinesa enviada ao espaço foi Liu Yang, sai da cápsula Shenzhou-10. (Foto: Xinhua,Ren Junchua/AP)
A primeira astronauta chinesa enviada ao espaço foi Liu Yang, sai da cápsula Shenzhou-10. (Foto: Xinhua,Ren Junchua/AP)

A cápsula Shenzhu-10 regressou à Terra, pousando em segurança no território chinês após a conclusão da missão tripulada mais longa da história espacial da China.
Shenzhu-10, que significa 'Navio Divino', transportava dois homens e uma mulher - a primeira a ser enviada pela China ao espaço. Ela pousou nesta quarta-feira (26) às 8h07 local (21h08 de terça-feira, em Brasília) nas estepes da Mongólia interior, após 15 dias em órbita da Terra.
A missão faz parte de mais uma etapa do ambicioso programa espacial chinês. Pequim fixou como objetivo instalar uma estação espacial habitada até 2020.
Cápsula espacial chinesa Shenzhou-10 retorna à terra e pousa na Mongólia. (Foto: Xinhua,Ren Junchua/AP)
Cápsula espacial chinesa Shenzhou-10 pousa
na Mongólia. (Foto: Xinhua,Ren Junchua/AP)

A TV chinesa mostrou técnicos em torno da cápsula para abrir a escotilha de aço, e a aproximação dos médicos que farão as primeiras avaliações nos três tripulantes. Logo em seguida, fotos dos tripulantes foram divulgadas pela Xinhua New, a agência oficial da China.

Missão
A nave chinesa Shenzhou-10 retornou após concluir uma missão em que estava previsto o acoplamento manual a um módulo espacial. Os astronautas acoplaram a nave duas vezes ao módulo espacial Tiangong-1, onde realizaram experimentos médicos. Uma palestra à distância foi dada para crianças em idade escolar, acrescentou a agência.
A nave espacial concluiu a difícil manobra de se desacoplar manualmente do módulo antes de retornar à sua órbita anterior. Foi o primeiro teste do gênero do tipo realizado pela China, sgundo a Xinhua, e marca o avanço do país rumo à meta de construir uma estação tripulada permanente no espaço até 2020.
Só em 2003, o país asiático enviou seu primeiro "taikonauta" (nome pelo qual astronautas são conhecidos na China) ao espaço. O desenvolvimento espacial chinês ainda é menor do que o da Rússia e dos Estados Unidos, segundo a agência France Presse. Mas o programa é muito ambicioso e inclui planos de levar um chinês à Lua no futuro.
Pequim vê seu programa espacial bilionário como um símbolo de seus esforços para obter uma posição global de destaque, por meio do desenvolvendo da tecnologia, de acordo com a France Presse.

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/06/capsula-espacial-shenzhou-10-da-china-retorna-terra.html

Missão espacial chinesa é concluída e astronautas devem voltar à Terra

Previsão é que astronautas da Shenzhou-10 voltem na quarta-feira (26).
Meta da China é construir estação espacial tripulada até 2020, diz agência.


A bordo da nave Shenzhou X estão, além de Wang, os astronautas Zhang Xiaoguang e Nie Haisheng, o comandante de voo. (Foto: CCTV / AP Photo)
Astronautas a bordo da nave espacial chinesa Shenzhou-10 (Foto: CCTV / AP Photo)

A nave chinesa Shenzhou-10 concluiu uma missão em que estava previsto o acoplamento manual a um módulo espacial. O retorno dos três astronautas da missão está previsto para esta quarta-feira (26), noticiou a agência oficial Xinhua.
Os astronautas concluíram sua missão depois de terem acoplado a nave duas vezes ao módulo espacial Tiangong-1, onde realizaram experimentos médicos. Uma palestra à distância foi dada para crianças em idade escolar, acrescentou a agência.
A nave espacial concluiu a difícil manobra de se desacoplar manualmente do módulo antes de retornar à sua órbita anterior. Foi o primeiro teste do gênero do tipo realizado pela China, sgundo a Xinhua, e marca o avanço do país rumo à meta de construir uma estação tripulada permanente no espaço até 2020.
Só em 2003, o país asiático enviou seu primeiro "taikonauta" (nome pelo qual astronautas são conhecidos na China) ao espaço. O desenvolvimento espacial chinês ainda é menor do que o da Rússia e dos Estados Unidos, segundo a agência France Presse. Mas o programa é muito ambicioso e inclui planos de levar um chinês à Lua no futuro.
Pequim vê seu programa espacial bilionário como um símbolo de seus esforços para obter uma posição global de destaque, por meio do desenvolvendo da tecnologia, de acordo com a France Presse.
Foguete Longa Marcha 2-F levou o módulo Shenzhou-10 ao espaço com os astronautas Nie Haisheng, Zhang Xiaoguang e Wang Yaping (Foto: Reuters)
Foguete Longa Marcha 2-F levou o módulo Shenzhou-10 ao espaço (Foto: Reuters)

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/06/missao-espacial-chinesa-e-concluida-e-astronautas-devem-voltar-terra.html

terça-feira, 25 de junho de 2013

Cientistas podem ter encontrado até sete planetas em torno de estrela

Cientistas estimam três exoplanetas em torno da estrela Gliese 667C.
Dados foram obtidos com a ajuda de telescópios do ESO.


Impressão artística do sistema em torno da estrela Gliese 667 (Foto: Divulgação/ESO)
Impressão artística do sistema em torno da estrela Gliese 667 (Foto: Divulgação/ESO)

Uma equipe de astrônomos do  Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgou nesta quarta-feira (25) a descoberta de um sistema de até sete planetas que orbita a estrela Gliese 667C, sendo que três deles seriam exoplanetas, com forte possibilidade de existir ali alguma zona habitável.

Estudos anteriores apontaram que a estrela Gliese 667C abrigava três planetas, um deles considerado uma super-Terra. Agora, após uma reavaliação do sistema, os astrônomos acrescentaram novas observações feitas com o equipamento Very Large Telescope, do ESO.
Com isso, encontraram provas de que pode haver até sete planetas em torno da estrela. Os cientistas confirmaram que três desses planetas seriam exoplanetas.
A Gliese 667C tem um terço da massa do Sol, encontra-se na constelação de Escorpião e é uma estrela fria e tênue. Isso faz com que a zona habitável se encontre em uma área do tamanho da órbita de Mercúrio, muito mais próximo da estrela do que no caso do nosso Sol.

Ilustração mostra possibilidade de haver até sete planetas em torno da estrela Gliese 667C (Foto: Divulgação/ESO)
Ilustração mostra possibilidade de haver até sete planetas em torno da estrela Gliese 667C (Foto: Divulgação/ESO)

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/06/cientistas-podem-ter-encontrado-ate-sete-planetas-em-torno-de-estrela.html

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Satélite descobridor de exoplanetas vai ser aposentado, diz agência

CoRoT sofreu problemas técnicos e já não responde a comandos.
Agência Espacial Francesa divulgou decisão nesta segunda-feira (24).


Impressão artística do equipamento CoRoT, criado para detectar planetas alienígenas que são parecidos com a Terra (Foto: Divulgação/Agência Espacial Francesa)
Impressão artística do equipamento CoRoT, criado para detectar planetas alienígenas que são parecidos com a Terra (Foto: Divulgação/Agência Espacial Francesa)

A Agência Espacial Francessa (CNES) divulgou nesta segunda-feira (24) que o satélite CoRoT será desligado, encerrando a missão de descobrir exoplanetas e explorar a composição interna de estrelas.
O CoRoT, sigla em inglês para Convecção, Rotação e Trânsito Planetário, foi lançado em dezembro de 2006 e sua missão durou mais que o tempo previsto pelos pesquisadores.
Foi a primeira missão espacial dedicada a procurar exoplanetas e desde 2007 já encontrou 34 (todos confirmados posteriormente) e mais 5 outros que estão próximos de serem confirmados.
Entre os numerosos achados do satélite figura o exoplaneta CoRoT-9b, que tem o tamanho de Júpiter e orbita uma estrela semelhante ao Sol e que foi descoberta na constelação de Serpente, há 1.500 anos-luz de distância da Terra.
Falhas
De acordo com o blogueiro do G1, o astrônomo Cássio Barbosa, em 2 de novembro do ano passado o sistema de transmissão de dados do equipamento parou de funcionar. A telemetria mostra que todos os outros sistemas estão funcionando perfeitamente, pois toda ordem vinda da Terra é processada. No entanto, o CoRoT não responde.
Os engenheiros sabem disso por que a temperatura interna dos circuitos aumenta todas as vezes que enviam algum comando.
As falhas no sistema de transmissão de dados e seu backup aconteceram quando o satélite passava sobre uma região chamada Anomalia Magnética do Atlântico Sul. Nessa região, o cinturão de Van Allen, com partículas carregadas que envolve a Terra, se aprofunda.
Essa anomalia é conhecida e muito temida pelos engenheiros de satélites, pois qualquer equipamento que tenha que atravessar a região precisa ter uma blindagem muito mais robusta, como acontece com a Estação Espacial Internacional.
Ao que parece, a causa mais provável da falha foi uma sobrecarga ou mesmo um curto circuito provocado pelas correntes induzidas nos circuitos elétricos

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/06/satelite-descobridor-de-exoplanetas-vai-ser-aposentado-diz-agencia.html

sábado, 22 de junho de 2013

Fenômeno deixa Lua maior e mais brilhante na noite deste domingo

A noite de domingo (23) promete ser de espetáculo no céu com a chamada Superlua, um nome popular para se referir ao perigeu lunar, o ponto de maior aproximação do satélite com a Terra.
Espera-se que a Lua esteja 14% maior e cerca de 30% mais brilhante do que em dias normais.
Quem perder a chance de observar o fenômeno só terá outra chance no ano que vem.
Por conta da órbita elíptica, a distância entre a Lua e a Terra varia. A cada 30 dias, ela atinge seu ponto de aproximação máxima com a Terra. No perigeu, ela fica cerca de 356 mil km distante da Terra, enquanto a média é de aproximadamente 380 mil km.
Mas, como na maioria das vezes isso não coincide com a Lua cheia, fica mais difícil perceber o fenômeno.
"Quando o perigeu acontece na Lua cheia, fica bem mais fácil de notar a diferença, especialmente por conta do aumento do brilho", explica Gustavo Amaral Lanfranchi, coordenador do mestrado em astrofísica da Universidade Cruzeiro do Sul.
O pesquisador diz que o melhor horário para observar a Superlua é no início da noite, quando ela está perto do horizonte.
"Assim fica mais fácil comparar com o tamanho dos prédios e das árvores", completa o cientista.
MARÉS
A Lua influencia nas marés da Terra, mas, segundo os cientistas, não há motivos para esperar ondas perigosamente acima do normal.
"A diferença é pequena", completa Lanfranchi.

Superlua vista no Rio de Janeiro em maio do ano passado
Superlua vista no Rio de Janeiro em maio do ano passado

Fonte:  http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2013/06/1299172-fenomeno-deixa-lua-maior-e-mais-brilhante-na-noite-deste-domingo.shtml

Exposição em Londres explora imagens históricas do universo

Fotos de telescópios mostram formação de estrelas, galáxias em espiral e crateras da Lua.

A mostra "Visões do Universo", no Museu Nacional Marítimo de Londres, exibe mais de cem imagens do espaço, explorando o desenvolvimento da fotografia com telescópios e a compreensão de nosso lugar no universo.

 Nossa Lua, normalmente prateada, é vista como um arco-íris em um mapa topográfico. Aqui, as cores selecionadas artificialmente foram usadas para revelar a altura da paisagem nos lados mais distantes e mais próximos da Lua. Branco, vermelho e amarelo indicam terrenos mais altos, azul e roxo mostram as terras baixas (Foto: Nasa/GSFC/DLR/Arizona State University)
Nossa Lua, normalmente prateada, é vista como um arco-íris em um mapa topográfico. Aqui, as cores selecionadas artificialmente foram usadas para revelar a altura da paisagem nos lados mais distantes e mais próximos da Lua. Branco, vermelho e amarelo indicam terrenos mais altos, azul e roxo mostram as terras baixas (Foto: Nasa/GSFC/DLR/Arizona State University)

Entre as imagens mais famosas está a foto Pilares da Criação, feita pelo telescópio Hubble, mostrando pontas de colunas gigantes com nós de gás se condensando para formar novas estrelas. A imagem foi feita em 1995. Veja galeria de fotos.
A mostra também tem imagens mais recentes, como a de uma região de formação de estrela mais próxima da Terra, uma foto feita a partir de 520 imagens e que mostra a Nebulosa de Órion com detalhes inéditos, e mais de três mil estrelas em vários estágios de formação.
A exposição "Visões do Universo" fica no Museu Nacional Marítimo de Londres até 15 de setembro.
 No mundo das imagens do espaço, os astrônomos usam paletas de cores diferentes para dar vida e cores até às áreas mais escuras do espaço. Acima, a Nebulosa Borboleta (Foto: Nasa/ESA and the Hubble SM4 ERO Team Hubble Space Telescope, 2009)
No mundo das imagens do espaço, os astrônomos usam paletas de cores diferentes para dar vida e cores até às áreas mais escuras do espaço. Acima, a Nebulosa Borboleta (Foto: Nasa/ESA and the Hubble SM4 ERO Team Hubble Space Telescope, 2009)

Fonte:  http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/06/exposicao-em-londres-explora-imagens-historicas-do-universo.html

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Imagem de interação de galáxias lembra pinguim cuidando de ovo

Fenômeno na constelação Hydra foi capturado pelo telescópio Hubble.
Interação entre duas galáxias próximas causa mudanças em ambas.


Imagem do telescópio Hubble mostra interação de galáxias conhecida como Arp 142, que lembra pinguim cuidando de ovo (Foto: AFP/NASA-ESA Hubble Heritage )
Imagem do telescópio Hubble mostra interação de galáxias conhecida como Arp 142, que lembra pinguim cuidando de ovo (Foto: AFP/NASA-ESA Hubble Heritage )

Uma imagem feita pelo Hubble, telescópio da Nasa (agência especial americana) e da  ESA (agência espacial europeia), mostra uma dupla de galáxias que, ao interagirem, tomaram a forma parecida a um pinguim cuidando de seu ovo.
A dupla, conhecida como Arp 142, fica na constelação de Hydra e é formada pelas galáxias NGC 2936 e pela NGC 2937.
A primeira (no centro da imagem, nas cores azul e vermelha), era originalmente uma galáxia em espiral comum que ganhou formato parecido ao de um pinguim. Ela foi modificada pela interação com sua companheira cósmica, a NGC 2937, visível nesta imagem com um formato oval branco brilhante (o “ovo”).
Quando duas galáxias ficam tão próximas uma da outra, elas começam a interagir, o que provoca mudanças espetaculares em ambas. Em alguns casos, elas podem se fundir, mas em outros elas se separam novamente.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/06/imagem-de-interacao-de-galaxias-lembra-pinguim-cuidando-de-ovo.html

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Astrônomos dizem ter descoberto nova poeira em galáxias ativas

Estudo mostra que buracos negros evoluíram e interagem nos arredores.
Poeira 'fria' descoberta por telescópio forma um vento fresco, diz autor.



Impressão artística mostra os arredores do buraco negro supermassivo no centro da galáxia ativa NGC 3783 da constelação austral de Centaurus (Foto: M. Kornmesser/ESO)
Concepção artística mostra os arredores do buraco negro supermassivo no centro da galáxia ativa NGC 3783, na constelação do Centauro (Foto: M. Kornmesser/ESO)

Astrônomos que atuam no Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile, reuniram observações detalhadas da poeira ao redor do enorme buraco negro no centro da galáxia ativa NGC 3783, localizada a cerca de 126 milhões de anos-luz da Terra, na constelação do Centauro.
Em vez encontrar toda a poeira brilhante em torno do buraco negro, como era previsto, os astrônomos descobriram que acima e abaixo dele existe um "novo Universo". É o que aponta um artigo divulgado pelo Sebastian Hönig, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, nos Estados Unidos.
Segundo o texto, publicado na revista científica "Astrophysical Journal", as observações mostram que a poeira é empurrada para longe do buraco negro como um vento fresco – descoberta surpreendente que desafia as atuais teorias e mostra como os buracos negros evoluíram e interagem com seus arredores.
Ao longo dos últimos 20 anos, os astrônomos descobriram que quase todas as galáxias têm um enorme buraco negro em seu centro. Alguns estão crescendo, criando nesse processo os objetos mais energéticos do Universo: os núcleos ativos de galáxias (AGN).
Segundo os dados obtidos, as regiões centrais dessas potências brilhantes estão cercadas por "rosquinhas de poeira cósmica", que são arrastadas pelo espaço da mesma forma como a água forma um redemoinho em volta do ralo de uma pia. Por essa razão, os cientistas pensavam que a maior parte da radiação infravermelha proveniente dos AGN havia originado essas regiões, que lembram "donuts".
Agora, porém, as novas observações da galáxia NGC 3783 mudam o cenário astronômico. Apesar de a poeira quente – que varia de 700° C a 1.000° C – ser encontrada em um "donut", os astrônomos também acharam uma enorme quantidade de poeira mais fria, tanto acima e  quanto abaixo da rosquinha principal.
A poeira recém-descoberta forma um vento fresco para fora do buraco negro. E esse vento deve desempenhar um papel importante na complexa relação entre o buraco negro e o ambiente em volta.
Segundo o artigo, o buraco negro alimenta o apetite "insaciável" do material ao redor, mas a radiação intensa que ele produz também parece fundir o material a uma certa distância. Para Hönig, ainda não está claro como esses dois processos trabalham juntos e permitem que os buracos negros cresçam e evoluam dentro de galáxias, mas a presença de um "vento empoeirado" acrescenta uma nova peça para esse quadro.
Isso permite, por exemplo, estudar uma região tão pequena quanto a distância entre o nosso Sol e o seu vizinho mais próximo, em uma galáxia a dezenas de milhões de anos-luz.

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/06/astronomos-dizem-ter-descoberto-nova-poeira-em-galaxias-ativas.html

Astronauta chinesa dá aula no espaço para 60 milhões de crianças

Foi a primeira vez que a China fez este tipo de atividade no espaço.
Em 1986, a 1ª professora no espaço morreu no acidente da Challenger.


Jovem aluna faz pergunta através de videoconferência para a astronauta e professora Wang Yaping. (Foto: CCTV / AP Photo)
Jovem aluna faz pergunta através de videoconferência para a astronauta e professora Wang Yaping. (Foto: CCTV / AP Photo)

A astronauta chinesa Wang Yaping, de 33 anos, deu uma aula nesta quinta-feira (20) a bordo da nave espacial "Shenzhou X", que foi retransmitida ao vivo para 60 milhões de crianças do país asiático, na primeira vez que a China fez este tipo de atividade no espaço.
Wang, a segunda mulher astronauta da China, mostrou aos estudantes do ensino médio do país o funcionamento de algumas leis da física na gravidade zero e, como uma típica professora, fez perguntas às crianças para que estes demonstrassem seus conhecimentos, um evento que foi retransmitido por vários canais da emissora estatal "CFTV".
A bordo do módulo espacial, Wang apresentou às crianças os seus companheiros de viagem, os astronautas Zhang Xiaoguang (que gravou a classe com uma câmera de vídeo) e Nie Haisheng, o comandante de voo, que fez uma pirueta no ar para mostrar aos estudantes a ausência de gravidade.

Wang Yaping explica aos um dos fenômenos que ocorrem no espaço.  (Foto: CCTV / AP Photo )
Wang Yaping explica aos um dos fenômenos que ocorrem no espaço. (Foto: CCTV / AP Photo )

Depois, com pêndulos, giroscópios e gotas d'água flutuando no ar, Wang mostrou às crianças vários fenômenos que ocorrem com a ausência de gravidade, uma aula que mais parecia um espetáculo de mágica.
A China é o terceiro país do mundo com capacidade para enviar astronautas para o espaço (depois de Estados Unidos e Rússia) e busca uma maior aproximação do programa espacial - que é cercado de segredos por sua origem militar - com a sua população, dez anos depois do primeiro voo tripulado.
A jovem astronauta, piloto das Forças Aéreas da China, passa a fazer parte do seleto grupo de "professores espaciais" da história, e que foi iniciado com uma tragédia, pois a primeira astronauta designada para dar uma aula no espaço, a americana Christa McAuliffe, morreu no acidente da nave Challenger em 1986.

A bordo da nave Shenzhou X estão, além de Wang, os astronautas Zhang Xiaoguang e Nie Haisheng, o comandante de voo. (Foto: CCTV / AP Photo)
A bordo da nave Shenzhou X estão, além de Wang, os astronautas Zhang Xiaoguang e Nie Haisheng, o comandante de voo. (Foto: CCTV / AP Photo)

Após o acidente, outra americana - Barbara Morgan - continuou o programa dos professores no espaço 12 anos depois, na viagem do Endeavour em 1998.
Barbara enviou na semana passada uma carta de felicitação a Wang Yaping, na qual lhe desejou sucesso em sua empreitada espacial. "Você vai estar muito ocupada lá em cima, mas reserve um tempo para olhar pela janela", disse Barbara em sua carta, enviada 'em nome dos professores e estudantes de todo o mundo'.

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/06/astronauta-chinesa-da-aula-no-espaco-para-60-milhoes-de-criancas.html

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Atmosfera de Marte era rica em oxigênio há 4 bilhões de anos

Período é anterior ao surgimento de O2 na Terra, há 2,5 bilhões de anos.
Cientistas avaliaram meteoritos e rochas na superfície do planeta vermelho.


Hubble - Marte (Foto: Nasa/Divulgação)
Imagem de Marte obtida pelo Telescópio Espacial Hubble, da Nasa, em 2007 (Foto: Nasa/Divulgação)

A atmosfera de Marte era rica em oxigênio há 4 bilhões de anos, aponta um novo estudo feito por cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Esse período é bem anterior ao surgimento de oxigênio na atmosfera terrestre, o que ocorreu há 2,5 bilhões de anos. Os resultados serão publicados na revista "Nature" desta quinta-feira (20).
Os pesquisadores avaliaram a composição de meteoritos marcianos que caíram na Terra e dados do robô aposentado Spirit, da agência espacial americana (Nasa). O veículo, que permaneceu ativo no planeta vermelho entre 2004 e 2009, analisou rochas na superfície da cratera Gusev, que foi provavelmente criada pelo impacto de um asteroide ou cometa e pode ter abrigado um lago no passado.
O fato de as rochas no solo de Marte serem cinco vezes mais ricas em níquel que os meteoritos encontrados na Terra intrigava os cientistas, e havia dúvidas se esses meteoritos eram produto da atividade vulcânica do planeta vermelho.
Segundo o professor Bernard Wood, do Departamento de Ciências da Terra de Oxford, as informações obtidas sugerem que tanto os meteoritos quanto as rochas vulcânicas em Marte tiveram origens semelhantes no interior do planeta, mas as pedras na superfície vieram de um ambiente mais rico em oxigênio, possivelmente causado pela reciclagem de materiais ricos em O2 no interior marciano.
"Esse resultado é surpreendente porque, enquanto os meteoritos são geologicamente 'jovens', com cerca de 180 a 1400 milhões anos, o Spirit analisou uma parte muito antiga de Marte, com mais de 3,7 bilhões de anos", disse Wood.
A composição geológica do planeta vermelho varia muito de região para região e, segundo os cientistas, a superfície dele provavelmente se oxidou muito cedo – processo que deu a Marte sua coloração de ferrugem, umidade e calor. Mais tarde, esse material rico em oxigênio foi arrastado para o interior de Marte e reciclado, até voltar ao solo.

Imagem de 1 bilhão de pixels feita pelo robô Curiosity, da Nasa, mosta a superfície de Marte (Foto: Nasa/JPL-Caltech/MSSS)
Imagem de 1,3 bilhão de pixels feita pelo robô Curiosity, da Nasa, mostra a superfície de Marte em alta resolução. Registro combina quase 900 fotos tiradas pelo veículo em 2012 (Foto: Nasa/JPL-Caltech/MSSS)

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/06/marte-era-rico-em-oxigenio-ha-4-bilhoes-de-anos-diz-estudo.html

Objeto luminoso e barulho chamam a atenção de moradores em Lagoinha

Clarão foi assunto mais comentado na cidade paulista nesta quarta (19).
Segundo astrofísica do Inpe, objeto avistado pode ser um meteorito.


Objeto foi avistado por moradores em Lagoinha (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)
Objeto foi avistado por moradores em Lagoinha e cidades vizinhas. (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)


Mistério no ar: um objeto luminoso no céu e um forte barulho despertaram na noite de terça-feira (18) a atenção e a curiosidade de moradores de Lagoinha, no interior de São Paulo. Esse foi o assunto mais comentado pela manhã desta quarta-feira (19) na rádio da cidade. As informações que chegaram por telefone não se referiam apenas sobre a cidade, mas de toda a região.

No fim da noite de terça-feira (18), o conselheiro tutelar Leandro Coelho estava na praça com os amigos quando avistou algo diferente no céu. "Apareceu uma luz no céu e parecia uma coisa que estava caindo. Depois de cinco minutos escutamos um barulho, um estrondo e outras pessoas viram um clarão", disse.

A notícia se espalhou de boca em boca e todo mundo agora quer desvendar o mistério. O universitário Diogo Carvalho estava na casa dele mexendo no computador quando ouviu um som incomum. "Eu ouvi um estrondo, um barulho muito diferente, atípico, que a gente não costuma ver aqui, junto com o tremor. Começou a tremer tudo, tremeu janela, tremeu porta", contou.

Ele acessou a rede social na tentativa de descobrir o que teria ocorrido e viu um vídeo de um outro internauta que mostra um objeto luminoso no céu, seguido por um rastro parecido com fumaça. Na página foram deixados vários comentários de pessoas que também teriam visto o tal fenômeno.

Moradores do Vale do Paraíba e também de outras regiões do Estado, além do Rio de Janeiro, compartilharam informações uns com os outros, mas ainda permanece o mistério. "Me parece um meteoro pelo vídeo que assisti. Se for esse meteoro, ele caiu aqui por perto, então agora resta saber onde realmente ele caiu pra gente encontrar e ver o que aconteceu", disse Diogo. Para Leandro, o mistério continua. "Uns falam que era disco voador, que era cometa, mas o que é a gente não sabe", opina.

Othon Winter, pesquisador de astronomia da faculdade de engenharia de Guaratinguetá, analisou as imagens da internet. Segundo ele, o vídeo mostra uma bola com uma cauda – características de um corpo atravessando a atmosfera. Segundo ele, o objeto pode ser natural como um pequeno asteroide ou artificial, como um satélite abandonado. O atrito entre esse corpo e a atmosfera pode causar o efeito luminoso. Segundo ele, isso é frequente, mas muitas vezes não são observados pois caem em regiões pouco habitadas.

Já a astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Nacionais (Inpe), Claudia Vilega, também assistiu ao vídeo e disse que trata-se de um meteorito do sistema solar, que em algum momento, se encontra com a terra. A especialista também informou que a queda de meteoritos pequenos é muito comum, mas nesse caso, não era tão pequeno e por isso pôde ser visto por muitas pessoas.

Fonte:  http://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2013/06/objeto-luminoso-e-barulho-chamam-atencao-dos-moradores-de-lagoinha.html

terça-feira, 18 de junho de 2013

Nasa lança iniciativa para rastrear e capturar asteroides

Medida visa impedir que novos asteroides sejam ameaça para o mundo.
EUA querem superar uma série de grandes desafios científicos.


A agência espacial americana lançou nesta terça-feira (18) uma ampla iniciativa que envolve as agências federais, a comunidade científica, o setor industrial, as universidades e o público em geral, com a finalidade de rastrear e capturar asteroides que poderiam ser uma ameaça para o mundo.
"A Nasa já trabalha no acompanhamento de asteroides que poderiam representar um perigo para o nosso planeta e, apesar de termos encontrado 95% dos maiores (com mais de um quilômetro de diâmetro), cuja órbita está perto da Terra, temos que detectar a todos", declarou a administradora adjunta da Agência Federal americana, Lori Garver.
Este projeto completa uma missão que consistirá em que uma nave não tripulada capture um asteroide e o reboque até a órbita lunar, onde poderia ser estudado por astronautas.
Esta iniciativa se emoldura em um programa da Casa Branca que se propõe a superar uma série de grandes desafios científicos em escala nacional e internacional.

Ilustração do asteroide 2012 DA14, que passa perto da Terra nesta sexta (15) (Foto: Nasa/JPL-Caltech)
Ilustração do asteroide 2012 DA14, que passou perto da Terra em fevereiro de 2013(Foto: Nasa/JPL-Caltech)

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/06/nasa-lanca-iniciativa-para-rastrear-e-capturar-asteroides-.html

Nasa divulga imagem de nebulosa que lembra borboleta

Segundo a agência espacial, estrela central brilhou em luz ultravioleta.
Imagem foi gravada em 2009 pelo telescópio espacial Hubble.


A agência espacial americana (Nasa) divulgou nesta terça-feira (18) a foto da nebulosa NGC 6302. Segundo a agência, a estrela central desta nebulosa planetária tornou-se excepcionalmente quente, brilhando em luz ultravioleta e criando o 'formato' de borboleta. A imagem foi captada em 2009 pelo telescópio espacial Hubble, instalado durante uma missão de manutenção na Via Láctea (Foto: Hubble, ESA/ Nasa/ AFP)
A agência espacial americana (Nasa) divulgou nesta terça-feira (18) a foto da nebulosa NGC 6302. Segundo a agência, a estrela central desta nebulosa planetária tornou-se excepcionalmente quente, brilhando em luz ultravioleta e criando uma imagem que lembra uma borboleta. A imagem foi captada em 2009 pelo telescópio espacial Hubble, instalado durante uma missão de manutenção na Via Láctea (Foto: Hubble, ESA/ Nasa/ AFP)

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/06/nasa-divulga-imagem-de-nebulosa-que-lembra-borboleta.html

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Nasa divulga imagem da Terra vista de Estação Espacial Internacional

Nave russa Soyuz pode ser visualizada no lado esquerdo da foto.
Painel solar aparece no canto inferior direito.


A Nasa divulgou nesta segunda-feira (17) a visão do planeta Terra visto da cúpula do lado terrestre, voltado à Estação Espacial Internacional. No primeiro plano superior esquerdo, é possivel ver uma cápsula da tripulação russa Soyuz. Já no canto inferior direito, um painel solar pode ser visto. (Foto: Nasa)
A agência espacial americana (Nasa) divulgou nesta segunda-feira (17) a visão do nosso planeta a partir da Estação Espacial Internacional (ISS). A imagem foi feita no dia 12. No primeiro plano superior esquerdo, é possivel ver uma cápsula da nave russa Soyuz. Já no canto inferior direito, há um painel solar (Foto: Nasa)

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/06/nasa-divulga-imagem-da-terra-vista-de-estacao-espacial-internacional.html

Nasa nomeia oito novos astronautas

Os oito foram escolhidos em um total de 6.100 inscrições.
Astronautas ganharão entre US$ 64 mil e US$ 141 mil ao ano.

A agência espacial americana Nasa anunciou nesta segunda-feira (17) a nomeação de oito novos astronautas, a metade deles mulheres, um número recorde desde 2009.
Os astronautas ganharão entre US$ 64 mil e US$ 141 mil ao ano, e integrarão a equipe que prepara terreno para missões da Nasa em um asteroide durante a década de 2020, e em Marte na década de 2030, informou o administrador da Nasa, Charles Bolden.
Os oito foram escolhidos em um total de 6.100 inscrições, a maior quantidade já recebida pela Nasa.
Entre as novas astronautas, estão Nicole Aunapu Mann, de 35 anos, major da Marinha e piloto de F/A 18, e Anne McClain, de 34 anos, major do Exército e piloto de helicóptero OH-58.
As outras duas são Jessica Meir, de 35 anos e professora assistente de anestesia na Escola de Medicina de Harvard, e Christina Hammock, de 34 anos, chefe da estação da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) na Samoa Americana, um território incorporado aos Estados Unidos no Pacífico Sul.
Os astronautas são Josh Cassada, de 39 anos, ex-aviador naval, Victor Glover, de 37 anos, tenente da Mariha e piloto de F/A 18, Tyler Hague, de 37 anos, coronel da Força Aérea especializado em artefatos explosivos improvisados , e Andrew Morgan, de 37 anos, major do Exército e doutor em medicina de emergência.
A última turma nomeada em 2009 incluía três mulheres. A turma de astronautas nomeada em 1998 também estava integrado por quatro mulheres, mas o grupo era maior de 25 nomeados.

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/06/nasa-nomeia-oito-novos-astronautas.html

Nasa diz ter identificado 'reservatório' de combustível de estrelas

'Piscinas' de gás hidrogênio foram descobertas na Via Láctea.
Estudo foi realizado utilizando dados do telescópio Herschel.

Reservatório de combustível estelar recém descoberto pelo observatório espacial Herschel  (Foto: Nasa/ AFP)
Ilustração mostra 'reservatório' de hidrogênio estelar recém-descoberto (Foto: Nasa/AFP)

Uma ilustração divulgada pela agência espacial americana (Nasa) nesta segunda-feira (17) mostra um "reservatório" de combustível de estrelas descoberto pelo telescópio Herschel, detalhado na cor vermelha, na imagem.
As estrelas são formadas a partir de grandes quantidades de moléculas de hidrogênio gasosas. Para localizar estas "reservas", chamadas pelos astrônomos de "piscinas", eles procuraram monóxido de carbono (CO) no espaço por um grande período de tempo.
Na ilustração, a região em laranja mostra a localização das moléculas de hidrogênio e em vermelho, aparece um "reservatório" adicional, segundo a agência de notícias AFP.

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/06/nasa-diz-ter-identificado-reservatorio-de-combustivel-de-estrelas.html

Companhia aérea cria réplica em tamanho real do robô Curiosity

Imitação motorizada pesa 350 kg e tem mais de 2 m de altura.
Empresa australiana obteve licença da Nasa para fazer campanha,


Réplica em tamanho real do robô Curiosity, criada para campanha da companhia aérea Qantas (Foto: Divulgação/Qantas)
Réplica em tamanho real do robô Curiosity, criada para campanha da companhia aérea Qantas (Foto: Divulgação/Qantas)

Uma companhia aérea criou uma réplica em tamanho real do robô Curiosity, enviado a Marte pela Nasa (agência espacial americana).
A empresa australiana Qantas obteve a permissão da Nasa para usar a imagem da sonda em sua campanha publicitária, criada para divulgar as vantagens oferecidas aos membros do programa de fidelidade.
A réplica motorizada pesa 350 kg e tem mais de 2 m de altura. Ela foi usada em anúncios impressos, televisivos e digitais. Na campanha televisiva, que já pode ser vista em um vídeo no Youtube, o robô explora lugares rotineiros, como um supermercado, um posto de gasolina e um museu.
O Curiosity de mentira também vai percorrer a Austrália por seis semanas em um tour com paradas em locais como as salas privativas da Qantas em aeroportos.

Réplica em tamanho real do robô Curiosity, criada para campanha da companhia aérea Qantas (Foto: Reprodução/ Youtube/ Qantas)
Na propaganda, a réplica passeia por um
supermercado, um posto de gasolina e um museu
(Foto: Reprodução/ Youtube/ Qantas)

Fonte:  http://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/2013/06/companhia-aerea-cria-replica-em-tamanho-real-do-robo-curiosity.html

domingo, 16 de junho de 2013

Cargueiro espacial com 6,6 toneladas de suprimentos chega à ISS

Comida, água e oxigênio foram enviados para astronautas da ISS.
Cargueiro deixará a estação espacial em outubro levando lixo e dejetos.


Veículo cargueiro se acoplou à Estação Espacial Internacional (Foto: Divulgação/Nasa/ESA)
Veículo cargueiro se acoplou à Estação Espacial Internacional (Foto: Divulgação/Nasa/ESA)

Um veículo cargueiro com 6,6 toneladas de suprimentos e carga se acoplou à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) neste sábado (15), anunciou a Agência Espacial Europeia (ESA).
O quarto dos Veículos de Transferência Automática (ATVs, na sigla em inglês) da agência se acoplou à ISS dez dias depois de lançado pelo foguete Ariane 5, da base espacial europeia de Kourou, localizada na Guiana Francesa, segundo a agência de notícias France Presse.
A nave cargueira de reabastecimento, batizada de Albert Einstein, está levando comida, água, oxigênio e experimentos científicos para os astronautas da ISS. Ela fez contato com a estação espacial às 11h07 de Brasília, informou a ESA, cerca de 20 minutos depois do que o previsto originalmente.
O cargueiro espacial tem o tamanho de um ônibus de dois andares: dez metros de comprimento e 4,5 metros de diâmetro, de acordo com a France Presse.
Ele é projetado para encontrar automaticamente o caminho rumo à ISS, navegando pela luz das estrelas e usando seus propulsores a bordo para se acoplar suavemente à estação orbital. A ESA foi contratada para construir cinco ATVs como parte de sua contribuição para o projeto da estação espacial, encabeçado pelos Estados Unidos.
Durante a missão de quatro meses, o cargueiro servirá como uma espécie de almoxarifado e compartimento adicional à ISS. Também usará seus propulsores para impulsionar a estação, que está na órbita baixa da Terra e perde altitude por causa da fricção atmosférica prolongada com altitudes mais elevadas.
O cargueiro deve se desacoplar em outubro, carregando cerca de seis toneladas de lixo e dejetos humanos e deve se incendiar sobre o Oceano Pacífico.

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/06/cargueiro-espacial-com-66-toneladas-de-suprimentos-chega-iss.html

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Sonda Messenger capta imagem de bacias na superfície de Mercúrio

Foto foi feita por equipamento que ronda o planeta desde março de 2011.
Objetivo da Nasa, que opera a sonda, é obter informações de Mercúrio.


Imagem da superfície de Mercúrio feita pela sonda Messenger. A imagem foi liberada pela Nasa nesta sexta-feira (14) (Foto: Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington/Nasa/Reuters)
Imagem da superfície de Mercúrio feita pela sonda Messenger. A imagem foi liberada pela Nasa nesta sexta-feira (14) (Foto: Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington/Nasa/Reuters)

Imagem divulgada nesta sexta-feira (14) pela agência espacial americana, Nasa, mostra formações de bacias na superfície do planeta Mercúrio. A imagem foi captada por um equipamento instalado na sonda Messenger, a primeira da história a entrar na órbita do primeiro planeta do Sistema Solar.

Segundo a agência Reuters, a fotografia, feita no dia 23 de abril deste ano, mas divulgada apenas nesta sexta, destaca as formações geológicas iluminadas pela luz solar. Uma vez por semana o equipamento instalado na sonda envia imagens para a Terra, com ênfase no hemisfério sul do planeta.
De acordo com a Nasa, essas imagens ajudarão a fornecer informações sobre a formação de Mercúrio e dados topográficos do planeta.
Investigação espacial
A Messenger (que significa "mensageiro", mas é também a sigla em inglês para Exploração, Geoquímica, Ambiente Espacial e Superfície de Mercúrio) partiu em 3 de agosto de 2004 da Terra e gira em torno de Mercúrio desde março de 2011.
A nave, com dois painéis solares para alimentação e um guarda-sol para mantê-lo fresco o suficiente para operar, vai estudar a história geológica, o campo magnético, a composição da superfície e outros mistérios desse planeta tão pouco conhecido. Quando a missão terminar, a nave vai cair na superfície do planeta.
Com um diâmetro ligeiramente maior que o da Lua (cerca de 4.800 quilômetros), Mercúrio deveria ser todo sólido, até o núcleo. Mas a presença de um campo magnético sugere que ele é parcialmente derretido por dentro.

Há décadas os cientistas precisam se contentar com as fotos feitas pela Mariner 10, de um só lado do planeta, além de observações terrestres e dados obtidos a partir de Marte e de meteoritos.

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/06/sonda-messenger-capta-imagem-de-bacias-na-superficie-de-mercurio.html

Astronauta russa se prepara para viagem ao espaço

Yelena Serova foi fotografada em centro de treinamento em Moscou.
Ela irá para missão de seis meses em estação espacial em 2014.


Yelena Serova irá para missão espacial em 2014 (Foto: AFP)
Yelena Serova irá para missão espacial em 2014 (Foto: AFP)

Uma imagem divulgada pela família da austronauta Yelena Serova  mostra a russa dentro da nave espacial Soyuz TMA, no Centro de Treinamento de Cosmonautas Gagarin perto de Moscou. Serova, de 36 anos, está treinando para uma missão de seis meses na Estação Espacial Internacional em 2014.

Fonte:  http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/06/astronauta-russa-se-prepara-para-viagem-ao-espaco.html

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Sonda vai enviar minilaboratório para pousar em núcleo de cometa

Um projeto concebido há duas décadas está perto de ser concluído, depois de quase dez anos de viagens pelo Sistema Solar.
A sonda espacial europeia Rosetta, lançada em 2004, deverá sobrevoar o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko em 2014, além de enviar um minilaboratório, o Philae, para pousar no núcleo do corpo celeste, um feito inédito.
Cometas são verdadeiros "fósseis" espaciais, surgidos há bilhões de anos e mantendo basicamente a mesma composição química.
Ao passarem perto do Sol, criam a famosa cauda luminosa que os caracteriza, ejetando poeira, água e outras substâncias.
A ESA (Agência Espacial Europeia) já tinha tradição no estudo desse tipo de astro. A sonda Giotto passou a meros 600 km do núcleo do cometa Halley em 1986. Foi um feito impressionante, que deu ímpeto ao ainda mais ambicioso projeto Rosetta.
O nome da sonda é uma homenagem à Pedra de Roseta, encontrada no Egito e que ajudou a decifrar a antiga escrita egípcia de hieróglifos, pois o mesmo texto também está escrito em grego; Philae é uma ilha onde foi achado um obelisco também usado na decifração.
As duas sondas também pretendem "decifrar" os enigmas dos cometas.


A ideia foi aprovada em 1993 e seu projeto começou em 1996, na empresa Astrium, a maior do setor espacial na Europa. Desde então o engenheiro Gunther Lautenschlaeger está envolvido com a missão.
"Em primeiro lugar, estou esperando nervosamente o despertar da Rosetta em janeiro de 2014 e interessado em saber como o 'nosso bebê' sobreviveu a mais de dois anos sem nenhum contato com a Terra", afirmou Lautenschlaeger à Folha.
A Rosetta vai monitorar a passagem do cometa pelo Sistema Solar, com especial atenção para sua atividade ao ser aquecido pelo Sol.
O laboratório Philae vai estudar a composição do núcleo do cometa. O módulo de pouso vai fazer um furo de 20 cm de profundidade para coletar amostras para análise pelo laboratório de bordo.
Graças a novas tecnologias de células solares, a sonda é a primeira a ir além do cinturão de asteroides dependendo apenas de energia solar, em vez dos tradicionais geradores térmicos.
A 800 milhões de quilômetros do Sol, o nível de radiação é apenas 4% daquele que atinge a Terra.
"Nenhuma missão anterior viajou tão longe no espaço profundo, perto de Júpiter, apenas com painéis solares; ela é com certeza uma 'espaçonave verde'", disse o engenheiro, gerente do projeto na Astrium.
A sonda tem dois painéis solares de 14 metros de comprimento cada um. Os 11 instrumentos a bordo ficam concentrados no lado que será direcionado ao cometa e são capazes de medir a composição, a massa e o fluxo de poeira do núcleo, além da interação do cometa com o vento solar de partículas carregadas eletricamente.
"Creio que a sonda vai se encontrar precisamente com o cometa e escoltá-lo chegando mais perto do Sol. Aqui começará a incerteza, com coisas como erupções e poeira. Mas a Rosetta foi projetada para sobreviver", disse Lautenschlaeger, que há dezessete anos aguarda pelo sucesso final da missão.
A parte mais "perigosa" dessa trajetória, no entanto, é o passo final, a ser dado em novembro de 2014: o pouso do minilaboratório Philae no núcleo do cometa.
Segundo o engenheiro, o módulo foi projetado para áreas de pouso extremas, mas a gravidade do cometa, cujo núcleo tem 4 km de diâmetro, é muito baixa. "E ninguém sabe exatamente o que há na superfície", afirmou.
"Pode ser poeira macia, na qual ele vai afundar; ferrita sólida, na qual pode se arrebentar; ou uma superfície de fendas, onde pode cair de lado ou de cabeça para baixo."
O que resta às equipes é cruzar dedos até 2014.
O jornalista RICARDO BONALUME NETO viajou a convite da Astrium

Fonte:  http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2013/06/1294183-sonda-vai-enviar-minilaboratorio-para-pousar-em-nucleo-de-cometa.shtml

Nave tripulada chinesa se acopla a laboratório espacial

Astronautas entraram no módulo Tiangong-1 após cerca de 3 horas.
Trata-se da missão chinesa tripulada mais longa já feita.


Astronauta Nie Haisheng entra no laboratório Tiangong-1 cerca de três horas após o acoplamento automático da Shenzhou-10, nesta quinta-feira (13) (Foto: AFP)
Astronauta Nie Haisheng entra no laboratório
Tiangong-1 cerca de três horas após o acoplamento
automático da Shenzhou-10, nesta quinta-feira (13),
como mostrado na emissora chinesa CCTV
(Foto: AFP)

A nave espacial chinesa "Shenzhou-10", com três astronautas a bordo e lançada na última terça-feira (11), se acoplou nesta quinta-feira (13) ao laboratório espacial "Tiangong-1", onde os astronautas vão realizar trabalhos de reparação e alguns experimentos.
O acoplamento aconteceu no horário previsto, às 13h18 locais (2h18 de Brasília), por procedimento automático, detalhou a agência oficial "Xinhua".
A "Shenzhou-10", que ficará em órbita por 15 dias ao redor da Terra - a missão tripulada mais longa até agora do programa espacial chinês - deve fazer dois acoplamentos com o "Tiangong-1", o módulo experimental para a futura estação espacial permanente que a China espera construir para o ano 2020.
O "Tiangong-1" ("Palácio Celestial") foi lançado em setembro de 2011 e espera-se que este ano deixe de funcionar e caia na Terra, mas o programa espacial chinês avalia a possibilidade de prolongar suas operações.
Nos próximos anos, a China lançará os módulos "Tiangong-2 e 3, este último em 2020, coincidindo com a retirada da Estação Espacial Internacional, o que pode fazer com que o país asiático seja então o único com uma base permanente no espaço.
A China lançou cinco missões tripuladas ao espaço, a primeira em 2003, e a atual está formada pelos astronautas Zhang Xiaoguang, Nie Haisheng (que já viajou na "Shenzhou-6", há oito anos) e Wang Yaping, a segunda mulher astronauta do país asiático.
A televisão oficial "CFTV" divulgou ontem imagens dos astronautas realizando na nave o festival dos navios-dragão, uma festa tradicional chinesa.

Outa imagem da CCTV mostra os astronautas Wang Yaping, Nie Haisheng e Zhang Xiaoguang já dentro do Tiangong-1. Wang é a segunda mulher chinesa a ser mandada ao espaço (Foto: AFP/CCTV)
Outa imagem da CCTV mostra os astronautas Wang Yaping, Nie Haisheng e Zhang Xiaoguang já dentro do Tiangong-1. Wang é a segunda mulher chinesa a ser mandada ao espaço (Foto: AFP/CCTV)

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/06/nave-tripulada-chinesa-se-acopla-laboratorio-espacial.html

Grupo do ITA vai aos EUA para participar de competição de foguetes

O equipamento deve alcançar três quilômetros de altitude e descer intacto.
Eles tentam o primeiro lugar no campeonato mundial que começa dia 20.


Alunos ITA vão aos Estados Unidos participar de competição de foguete (Foto: Luiz Gustavo Muniz do Nascimento/Arquivo Pessoal)
Alunos do ITA vão aos Estados Unidos participar de competição de foguetes (Foto: Luiz Gustavo Muniz do Nascimento/Arquivo Pessoal)

Um grupo de 20 alunos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), de São José dos Campos (SP), embarca nesta quarta-feira (13) para os Estados Unidos a fim de participar de uma competição sobre projetos de foguetes de sondagem.
O campeonato vai avaliar o trabalho que os alunos tiveram no último ano para projetar e construir um foguete que alcance uma altitude de três quilômetros e caia no chão intacto após o voo.  Os alunos vão concorrer na categoria considerada básica. Além dela, existe a categoria avançada que exige que os foguetes atinjam 7,5 quilômetros de altitude.
O campeonato, denominado Rocket Design (Projeto de Foguete, em inglês) será realizado na cidade de Green River, em Utah, nos dias 20 e 22 de junho. “Temos que ir antes para construir o foguete e preparar o combustível”, disse ao G1 um dos alunos envolvidos no projeto, Luiz Gustavo Muniz do Nascimento.
Segundo ele, o prêmio para o grupo vencedor é de cerca de U$ 500 (cerca de R$ 1.000). "Com todo o projeto e viagem esse programa custou cerca de R$ 50 mil. Fazemos pelo aprendizado porque esse projeto consome toda a nossa hora livre", disse. Além do ITA, patrocinadores contribuem com o custo do programa.
Essa é a terceira vez que os alunos do ITA concorrem no campeonato que está em sua oitava edição. Nos dois anos anteriores, a equipe do ITA conquistou o terceiro lugar geral e obteve a melhor pontuação de projeto da categoria básica.
Ao todo, serão 23 equipes de cinco países concorrendo. Ganha quem alcançar a maior pontuação, que é dada por mérito de projeto, apresentação, organização e lançamento entre outros fatores técnicos. "Queremos o primeiro lugar", disse Luiz. O retorno dos EUA está previsto para ocorrer no dia 24 de junho.

Fonte:  http://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2013/06/grupo-do-ita-vai-aos-eua-para-participar-de-competicao-de-foguetes.html

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Cometa sobrevive a encontro com Sol e revela seu campo magnético

Dentro da atmosfera do Sol, as temperaturas atingem milhões de graus - tão quente que até mesmo a nave espacial mais blindada não conseguiria ir. Mas objetos que passam muito perto do Sol permitem que os cientistas investiguem diretamente a coroa solar. O cometa Lovejoy, que passou a 140 mil quilômetros da superfície do astro em meados de dezembro de 2011, foi o primeiro a "sobreviver" à aproximação e sair do outro lado da coroa.
Além disso, como a cauda do cometa funciona como um cata-vento do vento solar, foi possível detectar que a cauda do Lovejoy balançou e oscilou de maneira inesperada nesta aproximação. Com isto, os pesquisadores puderam descobrir como agem os intensos e variáveis campos magnéticos perto do Sol.
A coroa solar é a atmosfera superior do Sol com muito menos brilho e, por isso, só pode ser vista quando algo o encobre.
A pesquisa, publicada na revista Science, explica que, com estes dados, é possível ajustar modelos sobre a coroa solar, incluindo como os ventos solares se formam e como são acelerados a velocidades incríveis.
Apesar de ter sobrevivido à aproximação, menos de uma semana depois, o núcleo de gelo do cometa quebrou e desapareceu, provavelmente pelo calor extremo que passou.

Fonte:  http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2013/06/12/coroa-solar.htm

Pesquisadores dizem ter descoberto novo tipo de estrela

Estudo apontou que 36 astros analisados possuem luminosidade variável.
Nova classe de estrelas ainda não foi batizada, diz observatório.


Conjunto de estrelas; estudo cuidadoso mostra que 36 delas pertencem a uma nova classe de astro (Foto: ESO/AFP)
Conjunto de estrelas; estudo apontou que 36 delas pertencem a uma nova classe (Foto: ESO/AFP)

Pesquisadores atuando no Observatório de la Silla, no Chile, dizem ter descoberto um novo tipo de estrelas com luminosidade variável. O achado consta em um artigo publicado nesta quarta-feira (12) na revista científica "Astronomy and Astrophysics".
A descoberta se baseia na medição ao longo de sete anos de mais de 3 mil estrelas situadas no agrupamento galático NGC 3766, afirma a agência de notícias France Presse. O achado foi feito por uma equipe de astrônomos suíços, que trabalharam com o telescópio Euler, situado no Chile, pertencente ao Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês).
Neste agrupamento galático, a equipe do pesquiador Nami Mowlavi descobriu um grupo de 36 estrelas que apresentaram um padrão inesperado, com "minúsculas variações regulares do seu brilho, ao nível de 0,1% do brilho normal das estrelas", afirmou o ESO, em um comunicado.
"As observações revelaram propriedades destas estrelas anteriormente desconhecidas, que desafiam as atuais teorias e levantam questões sobre a origem das variações [de luminosidade]", de acordo com o ESO.
A periodicidade das variações de brilho está entre duas e 20 horas, segundo o observatório europeu. A nova categoria de estrelas variáveis ainda não foi batizada, de acordo com a France Presse. Elas são levemente mais quentes e mais brilhantes que o Sol, ressalta o ESO.
"A existência desta nova classe de estrelas variáveis constitui um desafio para os astrofísicos", explicou Sophie Saesen, uma das integrantes da equipe de pesquisa, em comunicado divulgado pelo ESO.
"Os modelos teóricos atuais não preveem que a luz varie periodicamente e nosso esforço consiste, por isso, em conhecer melhor o comportamento desse novo tipo de estrela", acrescentou.
A origem das variações é desconhecida, mas os astrônomos observaram que algumas das estrelas parecem ter uma rotação rápida, superior à sua "velocidade crítica", limite a partir do qual as estrelas se tornam instáveis e ejetam matéria ao espaço.
"Nestas condições, a rotação rápida terá um impacto importante em suas propriedade internas", afirmou Nami Mowlavi. O estudo das variações de luminosidade das estrelas já conhecidas, que recebem o nome de "variáveis" ou "pulsantes", criou um novo ramo da astrofísica chamado algumas vezes de astrosismologia, de acordo com a agência France Presse.

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/06/pesquisadores-dizem-ter-descoberto-novo-tipo-de-estrela.html