domingo, 3 de fevereiro de 2013

Jibe-robô Curiosity usa perfurador em Marte pela 1ª vez; veja foto

O jipe-robô Curiosity, que está explorando Marte, usou pela primeira vez o seu sistema de perfuração.
O equipamento do veículo robótico perfurou brevemente, sem realizar rotações, em uma camada rochosa chata no solo da cratera Gale --o local onde o Curiosity pousou em 6 de agosto do ano passado.
Imagens mostradas antes e depois da operação revelam as marcas deixadas pela ferramenta de perfuração (veja abaixo).
Apesar de veículos espaciais anteriores terem raspado a superfície de rochas em Marte, o Curiosity é o primeiro capaz de perfurar estruturas rochosas.
Jibe-robô Curiosity usa perfurador em Marte pela primeira vez
Jibe-robô Curiosity usa perfurador em Marte pela primeira vez

Engenheiros da agência espacial americana, a Nasa, estão adotando uma postura cautelosa em relação ao procedimento.
Eles precisam aferir se o que ocorre com a rocha e com o perfurador está seguindo como planejado.
Se a placa rochosa for considerada adequada, uma série de perfurações serão feitas, utilizando a rotação e a ação de percussão do perfurador, antes de uma amostra em pó ser retirada e depositada nos laboratórios que o Curiosity carrega.
VIDA BACTERIANA
A missão do Curiosity é determinar se a cratera Gale já teve, no passado, ambientes capazes de abrigar vida bacteriana.
Para isso, detalhar a composição das rochas é algo crítico para a investigação, pois há a possibilidade de as crateras manterem um registro geoquímico das condições em que elas se formaram.
Perfurar alguns centímetros dentro de uma rocha pode fornecer uma amostra que não possui as alterações que podem ocorrer na superfície devido a condições meteorológicas ou a radiações.
Desde que pousou em Marte, o jipe-robô se deslocou do ponto em que aterrisou, ao leste, rumo ao local identificado em imagens satelitais como sendo a interseção entre três diferentes terrenos geológicos.
FACA AMARELA
O veículo se encontra atualmente em uma pequena depressão chamada Baía Yellowknife. A rocha escolhida para a primeira perfuração é uma fina rocha sedimentária, cortada por sulcos do que aparenta ser sulfato de cálcio.
A rocha possui o nome de John Klein, uma homenagem a um engenheiro da Nasa recém-falecido que trabalhou no projeto do jibe-robô.
Cientistas estão empolgados com os progressos da missão feitos até agora. Muitas das rochas, assim como as encontradas na Baía Yellowknife, mostram evidências claras de depósitos ou de alterações feitos pela água.
Pouco antes de se dirigir para a baía, o Curiosity identificou aglomerações contendo contendo seixos, indicando a presença no passado de água corrente, muito provavelmente uma rede de córregos.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1225217-jibe-robo-curiosity-usa-perfurador-em-marte-pela-1-vez-veja-foto.shtml

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Asteróide de 50 metros vai passar de raspão pela Terra em fevereiro

No dia 15 de fevereiro, a rocha espacial, batizada de 2012 DA14, vai passar a 22 mil quilômetros do nosso planeta. A distância é considerada pequena em termos astronômicos e recorde na astronomia moderna.

No mês que vem, um asteróide de 50 metros de diâmetro vai passar de raspão pela Terra. No dia 15 de fevereiro, a rocha espacial, batizada de 2012 DA14, vai passar a 22 mil quilômetros do nosso planeta. Justamente na região onde ficam os satélites de comunicação e meteorológicos.
Uma distância considerada pequena em termos astronômicos e recorde na astronomia moderna. Os cientistas garantem que não há perigo de colisão. E vão aproveitar a oportunidade para estudar a pedra e calcular a interação dela com a gravidade da Terra.


Fonte:  http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2013/01/asteroide-de-50-metros-vai-passar-de-raspao-pela-terra-em-fevereiro.html

Agência espacial quer 'imprimir' futura base lunar.

Uma impressora 3D pode facilitar a construção de uma futura base lunar a partir de materiais "locais", como o solo e as rochas do satélite. Esta é a nova proposta da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), que já tem como parceiro o escritório de arquitetura Foster + Partners, responsável pelos croquis (acima). Laurent Pambaguian, que lidera o projeto da ESA, explica que os módulos tubulares da base podem ser levados de foguete e inflados na chegada. Depois, a estrutura receberia uma camada protetora de regolito (restos de materiais compactos e fragmentos de rochas e de solo que cobrem a Lua), para proteger os astronautas da radiação do espaço - o escudo seria construído pela técnica de impressão 3D e 'rebocado' por um robô


Fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia/album/2013/01/10/imagens-e-noticias-sobre-o-espaco-2013.htm#fotoNav=52

Tempestade de Saturno topeça no próprio 'rabo' e perde a força.

Composição mostra ciclo de uma tempestade gigante de Saturno no hemisfério Norte do planeta. Em janeiro de 2011 (primeira imagem), um mês depois do seu início, a tempestade ganha força com o gás quente da atmosfera e começa a se afastar do seu vórtice (seta amarela), ficando a uma distância de 40 mil quilômetros. Em maio do ano passado (segunda imagem), a "cabeça" da tempestade (seta vermelha) dá a volta no planeta e se aproxima pelo leste do vórtice, que já está menor e com menos brilho. Em julho (última imagem), a tempestade tropeça no seu próprio "rabo" (vórtice) e, com o choque, perde sua força. As imagens em cores falsas foram feitas pela sonda Cassini, da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana)


Fonte:  http://noticias.uol.com.br/ciencia/album/2013/01/10/imagens-e-noticias-sobre-o-espaco-2013.htm#fotoNav=50

Foguete russo que levava satélite dos EUA cai no Oceano Pacífico

Decolagem ocorreu nesta sexta-feira; causa do acidente não divulgada.
Satélite americano era de telecomunicações.


Um foguete Zenit-3SL de fabricação russa e ucraniana lançado de uma base do Pacífico e que transportava um satélite americano de telecomunicações Intelsat 27 caiu no oceano pouco depois de decolar, anunciou a empresa russa Energuia nesta sexta-feira (1º).
O foguete de fabricação ucraniana e com um bloco propulsor feito na Rússia foi lançado às 4h56 (Brasília) e levava a bordo um satélite de telecomunicações Intelsat-27. O lançamento foi o primeiro do programa Sea Launch para 2013.
"Um incidente aconteceu durante o lançamento do foguete Zenit. O foguete caiu no Oceano Pacífico", declarou uma fonte da empresa que fabrica sobretudo blocos de aceleração para os lançadores deste tipo. "Criamos uma comissão para estabelecer as causas deste incidente", completou a fonte.
Investigação
A empresa Sea Launch, que tem como principais sócios a Energuia e a Boeing, executa os lançamentos a partir do mar, com o objetivo de situar-se o mais próximo possível da Linha do Equador. O presidente da Energuia, Vitali Lopota, declarou à agência Ria Novosti que o incidente aconteceu na primeira fase do Zenit-3SL.
"Aconteceu depois de 50 segundos de voo. Estamos tentando determinar o que aconteceu", disse. Em um primeiro momento, o lançamento estava previsto para o fim de janeiro, mas foi adiado por "problemas de organização", sem relação com a parte técnica do foguete ou com as condições meteorológicas", segundo a empresa.
A Sea Launch foi criada em 1995 e é uma empresa mista na qual a americana Boeing possui 40%, a russa Energuia 25%, a norueguesa Kvaerner 20% e as ucranianas Yujnoie e Yujmashzavod 15% do total.
O primeiro lançamento com fins comerciais a partir de uma plataforma da Sea Launch no Oceano Pacífico aconteceu em 1999 e, até agora, foram realizados 34 lançamentos do Oceano Pacífico de foguetes Zenit-3SL com diferentes satélites comerciais.

*Com informações da France Presse e da EFE

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/02/foguete-russo-que-levava-satelite-dos-eua-cai-no-oceano-pacifico.html

Disco de estrela é capaz de gerar 50 planetas como Júpiter, diz estudo

Cientistas chegaram a essa conclusão após 'pesarem' massa do disco.
Estrela, na constelação Hidra, fica a 176 anos-luz de distância da Terra.


Astrônomos do observatório Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA), descobriram uma estrela com massa suficiente para gerar 50 planetas do tamanho de Júpiter, apesar de ser vários milhões de anos mais velhas do que as demais estrelas que geralmente dão à luz planetas.
Os cientistas chegaram a essa conclusão após conseguirem "pesar" de maneira precisa a massa do seu disco protoplanetário – disco de material em volta de uma estrela, geralmente, recém-formada – que contém todos os ingredientes para a construção de planetas. Eles são compostos principalmente de hidrogênio gasoso molecular frio, que é altamente transparente e essencialmente invisível.
Utilizando esta técnica, uma massa substancial de gás foi detectada em um disco cercando TW Hydrae, uma estrela jovem de apenas 176 anos-luz de distância, na constelação de Hidra.
“Nós não esperávamos encontrar tanto gás em torno desta estrela de 10 milhões de anos de idade”, disse Edwin Bergin, professor da Universidade de Michigan e principal autor do relatório, publicado nesta semana na revista “Nature”.
Disco de estrela pode gerar até 50 planetas do tamanho de Júpiter (Foto: Divulgação/ESA-C. Carreau)
Disco de estrela pode gerar até 50 planetas do tamanho de Júpiter (Foto: Divulgação/ESA-C. Carreau)

Segundo os astrônomos, esse tipo de disco maciço em torno da TW Hydrae é incomum para estrelas desta idade. Isso porque, dentro de alguns milhões de anos, mais material normalmente é incorporado à estrela central.
“Esta estrela tem uma massa muito maior do que a necessária para fazer nosso próprio Sistema Solar e poderia fazer um sistema muito mais exótico, com planetas mais massivos do que Júpiter”, acrescenta Bergin.
Planeta com vida
Em um estudo anterior do observatório Herschel, os cientistas já haviam identificado a TW Hydrae como uma estrela possuidora de um disco com água suficiente para encher o equivalente a milhares de oceanos da Terra.
Agora, o novo método de pesagem de disco revela que o volume de materiais disponíveis, incluindo água, pode ter sido subestimado neste e em outros sistemas.
“Com uma massa mais precisa, podemos aprender mais sobre esse sistema com relação a seu potencial de gerar planetas e a disponibilidade de ingredientes capazes de suportar um planeta com vida", acrescenta o professor Bergin.
Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/02/disco-de-estrela-e-capaz-de-gerar-50-planetas-como-jupiter-diz-estudo.html

Há dez anos, tragédia do Columbia prenunciava fim dos ônibus espaciais

Acidente que deixou sete mortos fez Nasa rever e aposentar veículos.
Cerimônia nesta sexta lembrará ainda acidentes com Apollo 1 e Challenger.


A agência espacial americana (Nasa) lembra nesta sexta-feira (1º) os dez anos do acidente com o ônibus espacial Columbia, em que morreram os sete astronautas a bordo. A tragédia marcou o início do fim da era dos voos dos ônibus espaciais e levou a uma reformulação do programa espacial dos Estados Unidos.
O chefe da Nasa, Charles Bolden, e outros altos funcionários participarão de uma cerimônia no cemitério militar de Arlington, Virgínia, perto de Washington, onde também prestarão homenagens a outros mortos em explosões de veículos espaciais, como a nave Apollo 1 e o ônibus Challenger.
Ônibus espacial Columbia explodiu há dez anos, deixando sete astronautas mortos (Foto: Nasa)
Acima, da esq.: o especialista em missões David M. Brown, o piloto William C. McCool, o comandante de carga Michel P. Anderson. Abaixo: a especialista em missões Kalpana Chawla, o comandante da missão Rick D. Husband, a especialista em missões Laurel B. Clark e o especialista em cargas Ilan Ramon (Foto: Nasa)

A Nasa recordará os sete astronautas que morreram na explosão do Columbia em 1º de fevereiro de 2003, os três astronautas da Apollo 1, mortos em um incêndio durante um exercício em janeiro de 1967, e os sete tripulantes do Challenger, que explodiu em 28 de janeiro de 1986, 73 segundos depois de ser lançado do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.
O Columbia, lançado ao espaço pela primeira vez em abril de 1981, desintegrou-se durante sua reentrada na atmosfera terrestre, a 16 minutos do pouso, quando já sobrevoava o Texas. O escudo térmico de uma das asas sofreu danos com o impacto de uma peça de espuma isolante que se soltou do tanque externo da nave pouco após seu lançamento, duas semanas antes do acidente.
Equipes de especialistas investigaram o ocorrido durante sete meses e conseguiram encontrar 85 mil peças de destroços – cerca de 38% do ônibus espacial –, mas não explicaram com detalhes o que aconteceu.
A missão STS-107 do Columbia havia tido como grande objetivo o desenvolvimento de experimentos científicos, encomendados pelas agências espaciais dos EUA, da Europa, do Canadá, da Alemanha, além de pesquisas de universidades. O trabalho deles possibilitou que 58 pesquisas fossem conduzidas fora da Terra.
A Nasa ficou mais de dois anos sem lançar ônibus espaciais. A missão seguinte foi a STS-114, que partiu em 26 de julho de 2005, com o Discovery.
Depois da explosão do Columbia, o governo do presidente George W. Bush decidiu pôr fim ao programa dos ônibus espaciais, embora tenha permitido que os três restantes voassem até 2011 para dar tempo de concluir a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), cumprindo assim com os compromissos dos Estados Unidos com seus sócios, disse à AFP John Logsdon, ex-diretor do Instituto de Política Espacial da Universidade George Washington e integrante da comissão nacional que investigou o acidente do Columbia.
O programa dos ônibus espaciais esteve a ponto de ser encerrado antes, lembrou o especialista. Em julho de 2005, durante o primeiro voo de um veículo desde a explosão do Columbia, o mesmo problema que havia sido fatal para essa nave se repetiu, mas sem que o pedaço de espuma isolante separado do tanque externo perfurasse o escudo térmico.
A frota de ônibus espaciais ficou parada em terra durante quase um ano, e o governo Bush avaliou seriamente pôr fim ao programa, explicou Logsdon. Mas o presidente acabou cedendo às pressões de parceiros internacionais para completar a ISS.
Erro fundamental
A Nasa soube muito cedo, após os primeiros voos dos ônibus espaciais, nos anos 1980, que essas naves não seriam um acesso simples e barato à estação orbital, afirmou Logsdon.
"Penso que – nas palavras da comissão de investigação do acidente – não substituir os ônibus espaciais foi um fracasso dos líderes políticos, razão pela qual os Estados Unidos ficaram confinados a uma órbita baixa durante 30 anos", disse.
Mas, segundo o especialista, "o erro fundamental foi cometido em 1971 e 1972, quando se decidiu desenvolver uma nave espacial que combinasse transporte de tripulação e carga". Para ele, teria sido melhor e menos caro separá-los.
A cápsula espacial Orion, que está sendo desenvolvida para missões tripuladas à ISS, à Lua, a asteroides e a Marte, tem um sistema de segurança que permite que a tripulação fique separada do veículo de lançamento, algo que os ônibus espaciais não tinham.
Desde o último voo de um ônibus espacial, em julho de 2011, os Estados Unidos têm usado as naves espaciais russas Soyuz para transportar astronautas à ISS, pagando US$ 60 milhões (R$ 120 milhões) por assento.
Em 2010, o presidente Barack Obama lançou um programa de incentivo ao setor privado para desenvolver sistemas de transporte de carga e astronautas à ISS. A SpaceX, uma das empresas selecionadas, já completou com sucesso os dois primeiros voos de sua cápsula Dragon, levando e trazendo de volta carga da estação internacional.

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/02/ha-dez-anos-tragedia-do-columbia-prenunciava-fim-dos-onibus-espaciais.html