sábado, 14 de fevereiro de 2015

Cientistas apontam que núcleo da Terra se divide em 2 regiões distintas

Cristais de ferro no centro do planeta se formaram em sentidos diferentes.
Pesquisadores analisaram ecos de terremotos para determinar estruturas.


O núcleo interno da Terra possui um núcleo próprio com cristais alinhados em direções diferentes (Foto: Divulgação/Universidade de Illinois)
O núcleo interno da Terra possui um núcleo próprio com cristais de ferro alinhados em direções diferentes (Foto: Adaptação sobre imagem de divulgação/Universidade de Illinois/Nature)

Cientistas chineses e americanos publicaram um estudo que indica que o núcleo interior da Terra é uma região sólida composta por duas partes distintas -- uma interna e outra externa --, o que pode trazer novas informação sobre a origem de nosso planeta, segundo o artigo publicado nesta terça-feira (10) pela revista "Nature Geoscience".
A pesquisa, feita por especialistas da Universidade de Illinois (EUA) e de Nanquim (China), sugere que o núcleo interior é subdividido, diferentemente do que se pensava até então. A equipe de geofísicos acredita que as estruturas dos cristais de ferro existentes nessas duas regiões sejam diferentes entre si. No núcleo interior externo, os cristais ficam no sentido dos polos (norte-sul), enquanto no núcleo interior interno, estão no sentido leste-oeste (veja ilustração acima).
Para chegarem a essa conclusão sem perfurar o centro da Terra, a equipe liderada por Xiaodong Song, professor da Universidade de Illinois, escutou as vibrações causadas por terremotos e analisou as alterações que elas sofriam na medida em que viajavam através de nosso planeta.
A descoberta pode apresentar uma nova informação sobre a origem de nosso planeta, segundo cientistas
"O fato de estarmos descobrindo diferentes estruturas de distintas regiões do núcleo interno pode acrescentar algo para nós sobre a longa história da Terra. Poderia ser a chave para a evolução do planeta", disse Song.
A descoberta aponta que o núcleo interno contém cristais de diferente escala, que se formaram em condições distintas. Isso indica que nosso planeta pode ter sofrido uma mudança dramática durante esse tempo.
A esfera central da Terra, que se está a mais de 5.000 quilômetros abaixo do solo, começou a se solidificar há cerca de um bilhão de anos, e continua crescendo aproximadamente 0,5 milímetro por ano.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/02/cientistas-revelam-nova-visao-do-nucleo-da-terra.html

Imagens da Nasa revelam lado oculto da Lua

Vídeo divulgado pela agência espacial mostram uma das maiores crateras conhecidas do Sistema Solar.

Imagens da Nasa revelam lado oculto da Lua (Foto: Reprodução/BBC)
Imagens da Nasa revelam lado oculto da Lua (Foto: Reprodução/BBC)

Um mapeamento de cinco anos de duração da Nasa revela mais detalhes da face oculta da Lua. Assista ao vídeo.
Imagens feitas pela espaçonave-robô Orbitador de Reconhecimento Lunar deram origem a um vídeo divulgado nesta semana pela agência espacial americana.
O lado da Lua que não pode ser visto a partir da Terra abriga uma região acidentada chamada de bacia do Polo Sul-Aitken, resultado de um dos maiores e mais antigos impactos conhecidos no Sistema Solar.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/02/imagens-da-nasa-revelam-lado-oculto-da-lua.html

Missão da Nasa envia imagens inéditas de Plutão com uma de suas luas

Capturadas a 200 milhões de km de distância, fotos marcam contagem regressiva para aproximação que culminará em julho.

Plutão e a lua são apenas as manchas brancas registradas pela sonda a 200 milhões de km do planeta anão  (Foto: Nasa JHU APL SWRI)
Plutão e a lua são apenas as manchas brancas registradas pela sonda a 200 milhões de km do planeta anão (Foto: Nasa JHU APL SWRI)

A sonda robótica New Horizons, da Nasa, enviou as primeiras imagens de Plutão e sua lua gigante, Charon.
São as primeiras fotos enviadas desde que a missão da Nasa começou sua contagem regressiva para chegar perto do planeta anão em julho.
Plutão e seu satélite aparecem como manchas brancas nas fotos, que foram tiradas de uma distância de 200 milhões de quilômetros.
Mas em maio, a missão New Horizons deverá enviar fotos melhores do planeta anão – que está a 5 bilhões de quilômetros da Terra.
Por enquanto, não há muitas descobertas ou conclusões científicas que possam ser feitas com essas fotos iniciais.
A principal utilidade das imagens é garantir que a sonda esteja alinhada corretamente para o encontro histórico marcado para pouco mais de cinco meses, quando a sonda chegará perto de Plutão.
Os controladores da missão agora conduzirão uma série de pesquisas óticas de navegação. Eles querem garantir que a New Horizons não esteja indo, por engano, na direção de algum detrito próximo ao sistema de Plutão – especialmente, quando a sonda viaja a 13 km/s.
Plutão e a lua são apenas as manchas brancas registradas pela sonda a 200 milhões de km do planeta anão
Fotos

Concepção artísitca da espaçonave New Horizons, atualmente em rota rumo a Plutão, é mostrada nesta imagem divulgada pela Nasa (Foto: Reuters/Science@NASA)
Concepção artísitca da espaçonave New Horizons, atualmente em rota rumo a Plutão, é mostrada nesta imagem divulgada pela Nasa (Foto: Reuters/Science@NASA)

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/02/missao-da-nasa-envia-imagens-ineditas-de-plutao-com-uma-de-suas-luas.html

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Astrônomos encontram planeta com anéis maiores que Saturno

Após analisar dados colhidos por observatório que lê eclipses em outros sistemas, cientistas acreditam ter descoberto gigante gasoso com sistema de anéis.

Representação artística do que pode ser a aparência do sistema de anéis descoberto  (Foto: Ron Miller/BBC)
Representação artística do que pode ser a aparência do sistema de anéis descoberto (Foto: Ron Miller/BBC)

Astrônomos holandeses e americanos afirmam ter descoberto um planeta com um sistema de anéis gigantesco, 200 vezes maior do que os anéis de Saturno.
Segundo os pesquisadores, esta é a primeira estrutura deste tipo detectada em volta de um planeta fora do Sistema Solar.
Os cientistas afirmam que o sistema provavelmente tem mais de 30 anéis, cada um medindo dezenas de milhões de quilômetros de diâmetro.
Espaços detectados no sistema de anéis também sugerem que parte do material em volta do planeta pode estar se unindo para formar luas - um fenômeno que pode ser observado nos anéis de Saturno.
"Você pode pensar nisto (neste sistema) como um tipo de super-Saturno", disse o professor Eric Mamajek, da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos.

Exoplanetas

Esta imagem mostra como o sistema seria visível na Terra caso estivesse no lugar de Saturno (Foto: N. Kenworthy/Leiden/BBC)
Esta imagem mostra como o sistema seria visível na Terra caso estivesse no lugar de Saturno (Foto: N. Kenworthy/Leiden/BBC)

Os anéis foram encontrados graças a dados levantados pelo observatório SuperWASP, que pode detectar exoplanetas quando estes cruzam em frente às estrelas em volta das quais orbitam - provocando um enfraquecimento da luz emanada por estas.
Neste caso, os astrônomos observaram uma série complexa de eclipses profundos que durou 56 dias. Eles acreditam que este fenômeno foi causado por um planeta com um sistema de anéis gigante que bloqueou a luz enquanto passava em frente da estrela J1407.
"A curvatura da luz, de ponta a ponta, levou cerca de dois meses, mas podíamos ver mudanças rápidas no espaço de uma noite", disse à BBC o líder da pesquisa Matthew Kenworthy, da Universidade de Leiden, na Holanda.
"Durante o período entre meia e uma hora, a (luz da) estrela podia diminuir entre 30 ou 40%", acrescentou.
Se os anéis de Saturno fossem do mesmo tamanho dos observados neste planeta, eles seriam visíveis da Terra durante a noite e muito maiores do que a Lua cheia.
No ano passado os astrônomos tentaram encontrar o planeta, olhar diretamente para o corpo celeste e não apenas para os eclipses, mas não conseguiram.
Mesmo assim, Kenworthy acredita que a única coisa que poderia manter estes anéis unidos "é um planeta".
A equipe de pesquisadores acredita que o planeta provavelmente é um gigante de gás, como Júpiter, mas entre dez e 40 vezes maior.
Amadores
O planeta distante, batizado de J1407b, também poderá dar pistas sobre o processo que levou à formação de luas em volta de gigantes gasosos em nosso Sistema Solar.
"A comunidade de ciência planetária cria teorias há décadas, (especulando) se Júpiter e Saturno teriam, em um estágio inicial, discos em volta deles que levaram à formação de satélites, disse Eric Mamajek.
Os astrônomos encontraram pelo menos uma falha na estrutura dos anéis.
"Uma explicação óbvia (para esta falha) é que um satélite se formou e abriu esta falha. A massa do satélite poderia ser algo entre a Terra e Marte", disse Kenworthy.
Os pesquisadores estão incentivando astronônomos amadores a co-monitorar o sistema da estrela J1407, para ajudar a detectar o próximo eclipse dos anéis.
As observações da J1407 podem ser relatadas à Associação Americana de Observadores de Variações de Estrelas (AAVSO, na sigla em inglês).

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/01/astronomos-encontram-planeta-com-aneis-maiores-que-saturno.html

Revelada estrela mais antiga orbitada por planetas do tamanho da Terra

Sistema composto pela estrela e cinco planetas tem 11,2 bilhões de anos.
Planetas levam 10 dias para orbitar estrela, 2,5 vezes mais velha que Sol.


Sistema Kepler-444 é 2,5 vezes mais velho que nosso sistema solar: é formado por uma estrela e cinco planetas com tamanho similar ao da Terra (Foto: Tiago Campante/Peter Devine/Divulgação)
Sistema Kepler-444 é 2,5 vezes mais velho que nosso sistema solar: é formado por uma estrela e cinco planetas com tamanho similar ao da Terra (Foto: Tiago Campante/Peter Devine/Divulgação)

Astrônomos anunciaram, nesta terça-feira (27), a descoberta da estrela mais antiga conhecida pela ciência circundada por planetas com tamanhos similares ao da Terra. Ao todo, são cinco planetas que orbitam ao redor da estrela, que fica a uma distância de 117 anos-luz da Terra.
O sistema foi batizado Kepler-444 em função da sonda Kepler, projetada para procurar novos planetas fora do Sistema Solar. O que chamou a atenção dos astrônomos foi a idade do sistema: 11,2 bilhões de anos. Para se ter uma idéia, o nosso sistema tem 4,5 bilhões de anos. Quando a estrela se formou, o unviverso tinha apenas 20% de sua idade atual.
Seus cinco planetas são um pouco menores do que a Terra. Para orbitar seu sol, levam menos de dez dias, a uma distância menor que um décimo daquela que separa a Terra do Sol, tornando-os muito quentes para serem habitáveis. A descoberta foi publicada nesta teça-feira (27) na revista científica "The Astrophysical Journal".
Estrela velha e especial
"Nunca vimos algo assim. É uma estrela muito velha e seu grande número de pequenos planetas a torna muito especial", afirmou o coautor da descoberta, Daniel Huber, da Universidade de Sydney.
"É extraordinário que um sistema tão antigo e com planetas do tamanho da Terra tenha se formado quando o universo estava nascendo, com um quinto de sua atual idade", acrescentou.
Os astrônomos podem medir a idade de um planeta distante usando uma técnica chamada asterosismologia, que mede as oscilações da estrela causadas pelas ondas sonoras em seu interior.
Essas ondas causam pequenos pulsos no brilho da estrela, que podem ser analisados para medir seu diâmetro, massa e idade.
Steve Kawaler, professor de astronomia da Universidade do Iowa, explicou que Kepler-444 é muito brilhante e pode ser facilmente vista com telescópios.
"Sabemos que planetas do tamanho da Terra foram formados ao longo dos 13,8 bilhões de anos da história do Universo", afirmou Tiago Campante, da Universidade de Birmingham. "Isso cria condições para a existência de vida antiga na galáxia", concluiu.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/01/revelada-estrela-mais-antiga-orbitada-por-planetas-do-tamanho-da-terra.html

Nasa revela que asteroide que passou perto da Terra tem minilua

Primeiras imagens do asteroide 2004 BL86 revelaram pequena lua de 70 m.
Objeto passou a 1,2 milhões de km da Terra na madrugada desta terça.


Animação mostra asteroide 2004 BL86 e sua minilua, pequeno ponto em movimento na parte de cima da imagem (Foto: Jet Propulsion Laboratory/Nasa)
Animação mostra a órbita do asteróide 2004 BL86 em reçlação à órbita da Terra, representada em azul (Foto: NASA/JPL-Caltech)

As primeiras imagens do asteroide 2004 BL86, que passou perto da Terra entre a noite desta segunda-feira e a madrugada desta terça (27), revelaram que o objeto tem uma pequena lua.
Cientistas trabalhando na antena da Rede de Espaço Profundo de Goldstone, da Nasa, observaram nas imagens de satélite a presença da minilua de cerca de 70 metros orbitando ao redor do asteroide, que tem cerca de 325 metros de diâmetro.
O astro passou a uma distância de 1,2 milhões de km da Terra, ou 3,1 vezes a distância da Terra à Lua. No Brasil, o asteroide ficou mais visível entre 23h de segunda e 4h da madrugada de terça. Mas era preciso ter um pequeno telescópio ou binóculo para ver o asteroide.
A Nasa já tinha divulgado que, apesar do tamanho do asteroide e de sua proximidade com a rota da Terra, não havia perigo de colisão. "Embora não represente uma ameaça à Terra num futuro próximo, é uma abordagem relativamente perto de um asteroide relativamente grande, o que nos proporciona uma oportunidade única para observar e aprender mais", disse em comunicado o astrônomo Don Yeomans, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena
O asteroide, que orbita o Sol a cada 1,84 ano, foi descoberto há 11 anos pelo telescópio Linear (Lincoln Near-Earth Asteroid Research), localizado no Estado do Novo México. De acordo com a Nasa, o 2004 BL86 deve ser o maior asteroide a passar tão perto da Terra até a chegada do 1999 AN10 em 2027. A Nasa atualmente rastreia mais de 11 mil asteroides em órbitas que passam relativamente perto da Terra. A agência espacial norte-americana diz ter localizado mais de 95% dos maiores asteroides, aqueles com diâmetro de 900 metros ou mais, com órbitas que os levam relativamente perto da Terra.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/01/nasa-revela-que-asteroide-que-passou-perto-da-terra-tem-minilua.html

Nasa divulga imagens impressionantes de observatório de raio-X

Chandra faz imagens do Universo ao medir raios-X emitidos por objetos de alta energia como buracos negros e restos de supernova.

Esta galáxia, a Cygnus A, a uma distânciad e 700 milhões de anos-luz, contém uma bolha gigante preenchida com raios-X quentes que emite gás detectado pelo Chandra (azul) (Foto: Nasa/CXC/SAO)
Esta galáxia, a Cygnus A, a uma distânciad e 700 milhões de anos-luz, contém uma bolha gigante preenchida com raios-X quentes que emite gás detectado pelo Chandra (azul) (Foto: Nasa/CXC/SAO)

A Nasa divulgou uma série de imagens impressionantes de estrelas e galáxias a milhões de anos-luz de distância da Terra.
As imagens foram feitas pelo Observatório de Raios-X Chandra, um telescópio espacial que custou 1,1 bilhão de libras (R$ 3,9 bilhões).
O Chandra faz imagens impressionantes do Universo ao medir raios-X emitidos por objetos de alta energia, como buracos negros e restos de supernova.
A divulgação das imagens é parte das celebrações do Ano Internacional da Luz.

Quando uma estrela maciça explodiu na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite da Via Láctea, deixou para trás esse escudo de detritos chamado SNR 0519-69,0 (Foto: Nasa/CXC/Rutgers/J.Hughes)
Quando uma estrela maciça explodiu na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite da Via Láctea, deixou para trás esse escudo de detritos chamado SNR 0519-69,0 (Foto: Nasa/CXC/Rutgers/J.Hughes)

Esta galáxia - Messier 51 (M51), apelidada de Whirlpool (redemoinho), é uma galáxia espiral, como a nossa Via Láctea, localizada a cerca de 30 milhões de anos-luz da TerraNasa/CXC/SAO (Foto: Nasa/CXC/SAO)
Esta galáxia - Messier 51 (M51), apelidada de Whirlpool (redemoinho), é uma galáxia espiral, como a nossa Via Láctea, localizada a cerca de 30 milhões de anos-luz da TerraNasa/CXC/SAO (Foto: Nasa/CXC/SAO)


Objeto conhecido como MSH 11-62, contém uma nebulosa interior de partículas carregadas (Foto:  Nasa/CXC/SAO/P.Slane)
Objeto conhecido como MSH 11-62, contém uma nebulosa interior de partículas carregadas (Foto: Nasa/CXC/SAO/P.Slane)

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/01/nasa-divulga-imagens-impressionantes-de-observatorio-de-raio-x.html