quarta-feira, 15 de abril de 2015

70% da estrutura astronômica global ficará no Chile em 2020, diz governo

Bachelet fez declaração ao colocar pedra fundamental de novo telescópio.
Equipamento LSST será instalado na região de Cerro Pachón.


Ilustração mostra como ficará o telescópio LSST, que será construído em montanha do Chile (Foto: Reprodução/LSST)
Ilustração mostra como ficará o telescópio LSST, que será construído em montanha do Chile (Foto: Reprodução/LSST)

A presidente chilena, Michelle Bachelet, disse nesta terça-feira (14) que em 2020 seu país terá 70% da infraestrutura astronômica mundial, após a cerimônia de colocação da pedra fundamental do telescópio Large Synoptic Survey Telescope (LSST), na comunidade de Vicuña, no norte de Chile.
Bachelet afirmou que o projeto é muito esperado pela comunidade científica internacional e nacional, porque permitirá um avanço gigantesco às pesquisas em astronomia.
"Para dimensionar a magnitude da mudança, basta saber que durante seu primeiro mês de operação, a capacidade do LSST superará o que podem observar, de forma combinada, todos os telescópios anteriores", assegurou a presidente.
O novo telescópio LSST, que será instalado na região da montanha Cerro Pachón, na comuna de Vicuña, 532 quilômetros ao norte de Santiago, será integrado à rede da Associação de Universidades para Pesquisa em Astronomia (AURA), que iniciou suas atividades no Chile em 1961, instalando o Observatório de Cerro Tololo, o primeiro grande observatório internacional do país.
Salto tecnológico O novo telescópio terá 8 metros de diâmetro, câmera digital capaz de captar imagens de 3 trilhões de pixels, capacidade para explorar semanalmente o céu, identificar supernovas e asteroides próximos à Terra e mapear o cosmos em 3D.
"O salto tecnológico será revolucionário. A informação captada por este telescópio abrirá, sem dúvida, novos campos de pesquisa, novas perguntas que serão respondidas pelos cientistas de todo o mundo durante anos", acrescentou a presidente chilena.
Além disso, Bachelet destacou o trabalho da AURA, que com o tempo, disse, foi se somando a outros projetos, cada vez mais modernos, o que deu ao Chile sua posição de liderança.
"Estima-se que em 2020 nosso país concentrará 70% da infraestrutura astronômica mundial e terá os telescópios mais poderosos instalados, com um investimento próximo aos US$ 6 bihões", assegurou Bachelet.
A presidente ressaltou a importância do desenvolvimento das ciências e tecnologias para contribuir com a comunidade científica e o crescimento de seu país, de 17 milhões de habitantes.
"Depende de nós que sejamos capazes de tirar todo o proveito possível de um projeto da riqueza do LSST, e que o ponhamos a serviço de um desenvolvimento entendido em um sentido amplo: harmonioso, que respeite o meio ambiente e que seja construído a partir do conhecimento e da abertura", especificou Bachelet.
Telescópio de 3,6 metros do ESO em La Silla, um dos usados nas observações (Foto: ESO/S. Brunier)
Telescópio de 3,6 metros do ESO em La Silla, um dos instalados no Chile e usados nas observações (Foto: ESO/S. Brunier)

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/04/70-da-estrutura-astronomica-global-ficara-no-chile-em-2020-diz-governo.html

Supertempestade em Saturno inicia com interação do vapor na atmosfera

Fenômenos se estendem por milhares de quilômetros antes de finalizarem.
Espetáculo climático dura meses e é conhecido como 'tempestade branca'.


Imagem de Saturno feita pela sonda Cassini (Foto: NASA/JPL/SSI/Bill Dunford)
Imagem de Saturno feita pela sonda Cassini (Foto: NASA/JPL/SSI/Bill Dunford)

Uma vez a cada 20 ou 30 anos, uma supertempestade maior que a Terra atinge Saturno e seus anéis, oferecendo um espetáculo climático que dura meses, conhecido como as "tempestades brancas".
Esses fenômenos podem se estender por milhares de quilômetros antes de se dissiparem, algo que já havia sido documentado - mas cuja causa era desconhecida.
De acordo com um estudo publicado na revista científica britânica "Nature Geoscience", a tempestade ocorre devido à forma como o vapor de água interage na atmosfera do planeta gigante. Os autores do estudo, Cheng Li e Andrew Ingersoll, cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia argumentam que as gotas de vapor evitam que gases menos densos emerjam, esfriem e condensem, e que essa reação provoca trovoadas.
Registros feitos da Terra, com a ajuda de um telescópio, foram gravados seis vezes desde 1876, mas até agora ninguém havia explicado o motivo da frequência das tempestades.
De acordo com o trabalho de Li e Ingersoll, a frequência é devido à diferença de densidade entre as camadas superiores da atmosfera e as inferiores, uma vez que na maioria das vezes na parte de cima os elementos são menos densos do que abaixo.
Da mesma maneira que o óleo flutua sobre a água, a camada superior de Saturno permanece sobre a camada inferior, impedindo a passagem da água, para arrefecer e condensar, que é o processo normal pelo qual se formam as tempestades.
No entanto, como a camada superior é arrefecida e o calor se difunde para o espaço, esta massa torna-se mais densa e começa a cair. De acordo com o estudo, esse processo leva um par de décadas já que a atmosfera de Saturno é "muito grossa".

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/04/supertempestade-em-saturno-inicia-com-interacao-do-vapor-na-atmosfera.html

Nasa encontra evidências de água líquida em Marte

O rover Curiosity descobriu sinais da existência de 'salmouras' na superfície do planeta, formadas quando os sais no solo, chamados de percloratos, absorvem vapor de água da atmosfera.

Nasa encontra evidências de podem existir 'salmouras' na superfície de Marte (Foto: Nasa)
Nasa encontra evidências de podem existir 'salmouras' na superfície de Marte (Foto: Nasa)

O rover Curiosity, da Nasa, encontrou evidências de que pode existir água em sua forma líquida próximo à superfície de Marte.
O "Planeta Vermelho", por sua distância do Sol, seria muito gelado para conseguir manter água na forma líquida na superfície, mas sais no solo podem diminuir seu ponto de congelamento, permitindo a formação de camadas de água bem salgada – como uma salmoura.
Os resultados dão credibilidade a uma teoria de que as marcas escuras vistas nas imagens como paredes cheias de cratera poderiam ser formadas por água corrente. Essas descobertas recentes da Nasa foram divulgadas na publicação científica Nature. Cientistas acreditam que finas camadas de água se formam quando os sais no solo, chamados de percloratos, absorvem vapor de água da atmosfera.
A temperatura dessas camadas líquidas seria de -70°C – muito frio para abrigar qualquer tipo de vida microbiana da maneira que conhecemos. Formadas nos 15cm mais superficiais do solo marciano, essas salmouras também estariam expostas a altos níveis de radiação cósmica – outra coisa que poderia ser considerada um obstáculo para a existência de vida.
Mas ainda é possível que organismos existam em algum lugar sob a superfície de Marte, onde as condições são mais favoráveis.
Ciclo de evaporação
Os pesquisadores reuniram diferentes linhas de evidências a partir do conjunto de informações trazidas pelo rover Curiosity.
O Sistema de Monitoramento do Ambiente do Rover (REMS, na sigla em inglês) – basicamente, a estação meteorológica do veículo – mediu a umidade relativa e a temperatura do local de pouso do rover na cratera de Gale.
Cientistas foram capazes também de estimar o teor de água do subsolo usando dados de um instrumento chamado Dynamic Albedo of Neutrons (DAN). Esses dados reforçavam a evidência de que a água do solo estava ligada a percloratos. Finalmente, o instrumento de Análise de Amostras de Marte deu aos pesquisadores o conteúdo de vapor de água na atmosfera.
Os resultados mostram que as condições estavam adequadas para as salmouras se formarem em noites de inverno no equador de Marte, onde o Curiosity aterrissou. Mas o líquido evapora durante o dia de Marte, quando a temperatura aumenta.
Javier Martin-Torres, um co-investigador na Missão do Curiosity e cientista-chefe no REMS disse à BBC que a descoberta ainda é indireta, porém é convincente. "O que nós vemos são condições para a formação de salmouras na superfície. É parecido com quando as pessoas estavam descobrindo os primeiros exoplanetas", afirmou.
"Eles não podiam ver os planetas, mas eram capazes de ver os efeitos gravitacionais na estrela. Esses sais de perclorato têm uma propriedade chamada liquidificação. Eles pegam o vapor de água da atmosfera e absorvem para produzir as salmouras."
Ele acrescentou: "Podemos ver um ciclo de água diário, o que é muito importante. Esse ciclo é mantido pela salmoura. Na Terra, temos uma troca entre a atmosfera e o solo pela chuva. Mas nós não temos isso em Marte."
Embora se possa pensar que a água líquida se forma a temperaturas mais altas, a formação da salmoura é o resultado de uma interação entre a temperatura e pressão atmosférica. Acontece que o ponto ideal para a formação destas películas líquidas é a temperaturas mais baixas.
O fato de cientistas verem provas da existência dessas salmouras no equador de Marte – onde as condições são menos favoráveis – significa que elas podem aparecer ainda mais em latitudes maiores, em áreas onde a umidade é mais alta e as temperaturas mais baixas.
Nessas regiões, as salmouras podem até existir pelo ano todo.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/04/nasa-encontra-evidencias-de-agua-liquida-em-marte.html

Ceres, o planeta-anão, permanece um mistério para a ciência

Mini-planeta de 970 km de diâmetro é maior objeto no cinturão de asteroides.
Sonda Dawn, da Nasa, orbita planeta desde março deste ano.


 Ceres é o menor planeta anão do Sistema Solar (Foto: Nasa/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA)
Ceres é o menor planeta anão do Sistema Solar (Foto: Nasa/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA)

Considerado no passado como um planeta, depois um asteroide e agora um planeta-anão com algumas características de lua, os cientistas ainda estão intrigados por Ceres - este corpo celeste que só agora começa a ser mais bem conhecido.
Novas observações dessa misteriosa bola de rocha e gelo - de 950 km de diâmetro, orbitando ao redor do Sol entre Marte e Júpiter - acrescentaram mais ingredientes ao enigma, informaram os pesquisadores nesta segunda-feira.
A sonda Dawn (Aurora), uma missão de US$ 473 milhões da agência espacial americana (Nasa) que desde 6 março orbita ao redor de Ceres, obteve informações adicionais sobre dois intrigantes pontos brilhantes na superfície do protoplaneta. Eles já especificaram que um é muito diferente do outro.
Enquanto o ponto 1 é muito mais frio do seu entorno imediato, o ponto 5 não é, informou a equipe de cientistas da Dawn presente em Viena, no marco da Assembleia Geral da União Europeia de Geociências, organização que reúne estudantes de ciências da Terra e do espaço.
"O que podemos dizer é que um dos pontos brilhantes parece comportar-se de maneira muito diferente. Isso é tudo o que podemos dizer agora", afirmou Federico Tosi, que estuda o Ceres a partir de dados enviados pela sonda.
Os pontos 1 e 5 fazem parte das dezenas de pontos brilhantes vistos em fotografias tiradas pela Dawn em que eles aparecem como luzes sobre uma superfície cinzenta.
Descoberto em 1801 pelo astrônomo siciliano Giuseppe Piazzi, Ceres se move no cinturão de asteroides a cerca de 9,9 bilhões de quilômetros do Sol, cumprindo uma órbita completa a cada 4,61 anos terrestres.
A equipe da sonda Dawn foi capaz de reunir imagens de Ceres tiradas com diferentes comprimentos de onda de luz, explicou Tosi à imprensa.
Uma das imagens que corresponde ao que o olho humano vê mostra Ceres como uma esfera "marrom escura" com dois pontos claramente visíveis.
No entanto, nas imagens térmicas, o ponto 1 é visto como uma mancha escura em uma esfera vermelha, indicando que "é mais frio do que o resto da superfície observada na mesma hora do dia de Ceres, sob as mesmas condições de iluminação Solar", disse Tosi.
A "grande surpresa", acrescentou ele, é que o ponto 5 desaparece na imagem térmica.
"O que é certo é que existem pontos brilhantes na superfície de Ceres, que pelo menos do ponto de vista térmico parecem se comportar de maneira diferente", acrescentou.
Teorias que explicam o que são esses pontos variam de seria gelo até "minerais hidratados", ou seja, a água que não está na forma de gelo puro, mas absorvida por minerais.
Menos crateras do que se esperava
Imagem da Nasa mostra superfície do planeta Ceres em março deste ano (Foto: Nasa/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA)
Imagem da Nasa mostra superfície do planeta Ceres em março deste ano (Foto: Nasa/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA)

A presença de gelo seria difícil de explicar porque Ceres está em uma área não muito longe o suficiente do Sol para permitir a formação de "gelo estável" na superfície, explicou Tosi, membro do Instituto Nacional de Astrofísica, em Roma.
Outro aspecto intrigante são as diferenças entre Ceres e seu vizinho Vesta, um asteroide estudado pela Dawn em 2011 e 2012. Vesta é brilhante e reflete grande parte da luz solar, enquanto Ceres é escuro.
A equipe também observou menos crateras na superfície de Ceres, diferentemente do que já havia sido encontrado em Vesta.
"Quando comparamos o tamanho das crateras de Ceres com as de Vesta, foi um número bem menor do que estávamos antecipando", contou Christopher Russell, principal cientista da missão Dawn.
Outras marcas presentes na superfície, no entanto, sugerem que Ceres "teve uma história violenta em matéria de colisão", segundo Martin Hoffman, do Instituto Max Planck para a Investigação do Sistema Solar.
As coisas vão ficar mais claras nos próximos meses na medida em que a sonda Dawn - que durante semanas permaneceu lado escuro da Ceres - for se aproximando da superfície para observar sua composição e temperatura.
Os pesquisadores esperam que a missão, em seguida, forneça informações valiosas sobre a formação do nosso Sistema Solar, da qual Ceres parece ser, aparentemente, uma relíquia.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/04/ceres-o-planeta-anao-permanece-um-misterio-para-a-ciencia.html

Nasa prevê descoberta de vida alienígena até 2025

Cientista-chefe da agência espacial americana diz que haverá registros de seres de outros planetas na próxima década.

Existe vida fora da Terra? Aparentemente sim, e poderíamos descobrir sua existência na próxima década. Segundo a cientista-chefe da Nasa, Ellen Stofan, teremos registros de alienígenas que vivem em outros planetas até 2025.
Stofan acredita que serão encontrados sinais de vida fora da Terra em até 10 anos, e provas definitivas disso em até 20 anos. "Nós sabemos onde procurar. Então sabemos como procurar", disse, em um debate transmitido na Nasa TV sobre a possibilidade de encontrar outros "mundos habitáveis".
"Na maiorida dos casos, nós temos a tecnologia e estamos no processo de implementá-la. Então acreditamos que estamos definitivamente no caminho certo para isso."
O que e onde?
As primeiras descobertas de vida fora da Terra provavelmente estão mais perto do que imaginamos, mas não serão homenzinhos verdes em naves espaciais e, sim, alguma espécie de plâncton ou de alga.
Existe muita água no Sistema Solar. É quase certo que existam oceanos de água salgada sob as conchas geladas das luas de Júpiter, Europa e Ganymede, assim como na lua de Saturno, Enceladus.
A água é mantida líquida pela gravidade intensa dos planetas gigantes onde as luas orbitam, que os deforma e contribui para o aquecimento de seus núcleos.
Acredita-se que Enceladus tenha atividade vulcânica nas profundezas de seu oceano, o que manteria a água aquecida a uma temperatura de 93º.
Acredita-se que todas as três luas têm mais água em seus oceanos do que todos os oceanos da Terra juntos. Ainda não é possível saber se há vida lá, mas são ótimos lugares para começar a procurar.
E também há Marte, é claro. É quase certo que o planeta vermelho teve oceanos algum dia, e há evidências fotográficas sugerindo que ainda existe muita água escondida sob a superfície. Às vezes ela borbulha e forma rios temporários.
O rover Curiosity da Nasa – veículo destinado a explorar a superfície de Marte – recentemente descobriu "moléculas orgânicas que contêm carbono". Isso significaria "blocos de vida em construção". É deles que nós somos feitos.
No entanto, água e moléculas não significam vida.
Confiança na descoberta O próximo rover que será lançado com direção à Marte em 2020 irá buscar sinais de que pode ter existido vida no planeta.
A Nasa também tem como objetivo enviar astronautas para Marte em 2030, um passo que cientistas como Ellen Stofan acreditam que será "chave" para procurar sinais de vida, porque mesmo com câmeras ultratecnológicas, encontrar fósseis usando o veículo é muito difícil – às vezes é preciso procurar embaixo da pedra, não nela em si.
"Sou uma geóloga. Eu saio a campo e abro rochas para procurar por fósseis", disse Stofan no painel.
"Isso é difícil de encontrar. Então eu acredito fortemente que será necessário, em algum momento, colocar humanos na superfície de Marte – geólogos, astrobiólogos, químicos – para buscar provas da existência de vida que eles possam trazer de volta para a Terra para cientistas analisarem."
A Nasa também está planejando uma missão para a Europa, uma das luas de Júpiter, que deverá ser lançada em 2022.
O principal objetivo dessas missões,que custarão cerca de US$ 2,1 bilhões (R$ 6,4 bilhões), é estudar se a lua congelada tem potencial habitável e, ao fazer isso, procurar também sinais de vida nas nuvens de vapor de água que aparentemente irrompem do polo sul da Europa.
E a vida em torno de outras estrelas? O telescópio espacial James Webb, que será lançado em 2018 e custará US$ 8,8 bilhões (R$ 26,8 bilhões), é tão poderoso que pode analisar gases na atmosfera de planetas em volta de outras estrelas, buscando sinais de vida.
Missões a Marte pretendem explorar melhor a superfície do planeta em busca de resposta sobre a possibilidade de vida no planeta

Cientistas acreditam que luas de Júpiter e de Saturno podem ter ambientes propícios para a formação de vida; ilustração mostra quatro maiores luas de Júpiter (Foto: Nasa/Divulgação)
Cientistas acreditam que luas de Júpiter e de Saturno podem ter ambientes propícios para a formação de vida; ilustração mostra quatro maiores luas de Júpiter (Foto: Nasa/Divulgação)

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/04/nasa-preve-descoberta-de-vida-alienigena-ate-2025.html

Cientistas encontram glaciares sob superfície de Marte

Suspeita-se que glaciares estejam intactos por grossa capa de poeira.
Pesquisa aponta que volume de água congelada é de 150 bilhões de m³.


Marte tem milhares de glaciares enterrados sob sua superfície, água congelada suficiente para cobrir o planeta com uma capa de gelo de 1,1 metro, disseram cientistas nesta quarta-feira (8).
Os glaciares estão em duas faixas nas latitudes centrais dos hemiférios norte e sul.
A informação de radar, recolhida pelos satélites que orbitam o planeta, combinada com modelos de computadores de fluxos de gelo, mostra que Marte tem 150 bilhões de metros cúbicos de água congelada, segundo um estudo publicado na edição desta semana da revista Geophysical Research Letter.
"O gelo nas latitudes médias é, portanto, uma parte importante das reservas de água de Marte", disse a pesquisadora do Instituto Neils Bohr, Nanna Bjornholt Karlsson, da Universidade de Copenhague, em comunicado.
Os cientistas têm tentado descobrir como Marte se transformou de um planeta úmido e supostamente semelhante à Terra nos seus primeiros estágios num deserto frio e seco atualmente.
Bilhões de anos atrás, Marte, que não tem um campo magnético protetor global, perdeu grande parte de sua atmosfera. Há várias iniciativas para determinar a quantidade de água do planeta que desapareceu e quanto continua na forma de gelo nas reservas subterrâneas.
Cientistas suspeitam que os glaciares permaneceram intactos porque estão protegidos sob uma grossa capa de poeira.
Além da evidência de leitos de rios, córregos e minerais, os cientistas que estudavam reveladoras moléculas na atmosfera de Marte no mês passado concluíram que o planeta provavelmente teve um oceano de mais de 1,5 quilômetro de profundidade que cobria quase a metade do seu hemisfério norte.
Marte perdeu 87% dessa água, disseram os cientistas. Atualmente, a maior reserva conhecida de água do planeta está nas suas capas polares.
Imagem feita pelo equipamento indiano mostra o planeta Marte (Foto: Divulgação/Twitter/@MarsOrbiter)
Imagem feita por equipamento indiano mostra o
planeta Marte (Foto: Divulgação/Twitter/@MarsOrbiter)
 

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/04/cientistas-encontram-glaciares-sob-superficie-de-marte.html

Astrônomos aprofundam compreensão sobre origem da Lua

Objeto que colidiu com Terra tinha composição parecida com nosso planeta.
Estudo publicado na 'Nature' promoveu simulação de colisões.


Concepção artística representa colisão entre dois corpos planetares de composição similar, levando à formação da Lua  (Foto: Hagai Perets/Divulgação)
Concepção artística representa colisão entre dois corpos planetares de composição similar, levando à formação da Lua (Foto: Hagai Perets/Divulgação)

O planeta que colidiu com a Terra, levando à formação da Lua, pode ter tido uma composição similar à do nosso planeta, segundo um artigo publicado nesta quarta-feira (8) pela revista "Nature", o que poderia ajudar a entender a origem do satélite natural.
Acredita-se que a Lua teve origem a partir da colisão um objeto gigante, quase do tamanho de Marte, com a Terra, ainda em desenvolvimento. A hipótese é que o material que formou a Lua veio do impacto em si, que levou a expulsão de uma gigantesca nuvem de rochas e outros destroços.
No entanto, o fato de as amostras do solo lunar recolhidas pela missão Apolo demonstarem muitas semelhanças em relação ao solo terrestre intrigava os cientistas. Isso porque outros corpos do Sistema Solar têm composições muito diferentes entre si.
Para tentar desvendar esse mistério, um grupo de astrônomos, dirigidos por Alessandra Mastrobuno-Battisti do Instituto de Tecnologia de Israel, simularam colisões entre planetas e compararam a composição de cada planeta que sobreviveu ao impacto com a do corpo que se chocou contra ele.
O resultado dessas simulações foi que de 20% a 40% dos corpos que impactaram tinham uma composição similar aos planetas com os quais colidiram, enquanto os planetas que se formaram como resultado desses choques tendiam a ter composições diferentes.
O artigo assinala que combinando os resultados das simulações se pode deduzir que o corpo celeste que colidiu com a Terra devia ter uma composição similar à de nosso planeta.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/04/astronomos-aprofundam-compreensao-sobre-origem-da-lua.html