terça-feira, 25 de agosto de 2015

Asteroide não atingirá a Terra em setembro, diz Nasa

Boatos na internet diziam que asteroide destruiria parte das Américas.
Teoria não tem embasamento científico, afirmou a Nasa em comunicado.


Foto da Terra foi feita por câmera 'Epic' (Earth Polychromatic Imaging Camera), do satélite DSCOVR (Deep Space Climate Observatory (Foto: Nasa/Divulgação)
Foto da Terra foi feita por câmera 'Epic', da Nasa, divulgada em julho de 2015: Terra não deve ser atingida por asteroide em setembro (Deep Space Climate Observatory (Foto: Nasa/Divulgação)


O mundo pode respirar aliviado. Um asteroide gigante não irá se chocar com a Terra e destruir grande parte das Américas, explicou a Nasa após a divulgação de uma série de boatos pela internet.
Blogs e sites de notícia informaram que um grande asteroide atingiria a Terra entre o meio e o fim de setembro perto de Porto Rico, provocando uma grande destruição em toda a região.

Asteroides perigosos conhecidos têm menos de 0,01% de chance de impactar a Terra nos próximos 100 anos, dizem cientistas
 
Mas esta teoria não tem nenhum embasamento, informou o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em um comunicado nesta semana, tentando acabar com estas previsões catastróficas.
"Não há nenhuma base científica - nenhuma evidência - de que um asteroide ou outro objeto celeste irá atingir a Terra nestas datas", declarou o gerente do projeto de Objetos Próximos da Terra do Laboratório de Propulsão a Jato, Paul Chodas.
O laboratório explicou que todos os asteroides perigosos conhecidos têm menos de 0,01% de chance de impactar a Terra nos próximos 100 anos.
"Se existisse algum objeto grande o suficiente para fazer esse tipo de destruição em setembro, teríamos visto alguma coisa agora", disse.
A Nasa informou que "teóricos do juízo final" fizeram previsões semelhantes no passado, incluindo a alegação de calendário maia em 2012, que não eram apoiadas pela ciência e se mostraram falsas.
"Mais uma vez, não existe nenhuma evidência de que um asteroide ou qualquer outro objeto celeste está em uma trajetória que impactará a Terra", disse Chodas.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/08/asteroide-nao-atingira-a-terra-em-setembro-diz-nasa.html

Curiosity tem nova 'selfie' em Marte divulgada pela Nasa

Robô fez autorretrato em cima de rocha da qual recolherá amostras.
Há três anos em Marte, Curiosity imita humanos para fazer 'selfies'.


Nasa divulgou nova 'selfie' do robô Curiosity, que está em missão em Marte desde 2012 (Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS)
Nasa divulgou nova 'selfie' do robô Curiosity, que está em missão em Marte desde 2012 (Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS)

O robô Curiosity, que está em missão em Marte desde 2012, teve uma nova "selfie" divulgada pela Nasa nesta quinta-feira (20).
O autorretrado foi feito em cima da rocha marciana "Bucksin", a sétima que o explorador recolhe amostras para análises. A imagem é de 5 de agosto, mas foi divulgada somente hoje.
A fotografia feita pelo Curiosity é uma combinação de dezenas de imagens fotografadas pelo robô e montadas em um mosaico e se diferencia das selfies anteriores por ser feita em baixo ângulo.
Para tirar uma "selfie", a Nasa explica que o robô imita a ação humana: a câmera, que estava no fim do seu braço robótico (que não aparece na foto acima por se tratar de uma combinação), foi posicionada para baixo, em relação ao corpo do Curiosity.
O robô está há três anos em Marte - ele pousou no dia 5 de agosto de 2012. Desde então, cumpriu seu principal objetivo científico, de acordo com a agência espacial: identificar evidências de que Marte teve condições de abrigar vida no passado.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/08/curiosity-tem-nova-selfie-em-marte-divulgada-pela-nasa.html

Campanha arrecada US$ 720 mil para restauração de traje de Neil Armstrong

Doações de mais de 9 mil pessoas ajudaram a ultrapassar meta inicial.
Traje deve ficar pronto para 50º aniversário de chegada à Lua, em 2019.


Graças a um "crowdfunding", um financiamento colaborativo lançado pela instituição americana de ação e pesquisa Smithsonian, o traje espacial que Neil Armstrong usou para caminhar na Lua será restaurado, após uma arrecadação robusta de quase US$ 720 mil.
Um total de 9,5 mil pessoas contribuiu para a campanha "Reboot the Suit", que foi lançada no site Kickstarter e encerrou na quarta-feira (19), ultrapassando a meta de US$ 500 mil.
A inesperada quantia vai permitir que o Smithsonian tenha dinheiro de sobra para preservar e exibir um segundo traje espacial usado por Alan Shepard, o primeiro americano no espaço. "É surpreendente", declarou à AFP o diretor de serviços digitais do Smithsonian, Yoonhyung Lee, falando no Museu Aéreo e Espacial Nacional, em Washington. "Nós realmente não esperávamos que fôssemos atingir a meta tão rapidamente, quanto mais ultrapassá-la nesse nível. Foi um grande triunfo para nós".
A campanha começou no dia 20 de julho, no 46° aniversário da histórica aterrissagem lunar do Apollo 11. A instituição planeja que o traje branco e o capacete estejam prontos para visitação até o 50° aniversário, em 2019.
"O traje é muito sensível", explicou à AFP a curadora responsável pela restauração, Lisa Young.
"Está chegando ao seu 50° ano de vida. Boa parte de seus materiais foram feitos para uso temporário - para chegar à lua e voltar".
Amstrong morreu em Ohio, sua terra natal, há três anos, aos 82 anos.

Traje de Neil Armstrong será restaurado com financiamento colaborativo  (Foto: Eric Long/National Air and Space Museum, Smithsonian Institution via AP)
Traje de Neil Armstrong será restaurado com
financiamento colaborativo (Foto: Eric Long/National
Air and Space Museum, Smithsonian Institution via
AP)
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/08/campanha-arrecada-us-720-mil-para-restauracao-de-traje-de-neil-armstrong.html

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Cometa Tchouri e sonda Rosetta alcançam ponto mais próximo do Sol

Sonda busca origens da vida na Terra.
É a 1ª vez que sonda acompanha cometa até ponto mais próximo do Sol.



Imagem divulgada pela Agência Espacial Europeia em 12 de junho mostra o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko pelas lentes da Sonda Rosetta (Foto: ESA/Rosetta/NavCam )
Imagem divulgada pela Agência Espacial Europeia em 12 de junho mostra o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko pelas lentes da Sonda Rosetta (Foto: ESA/Rosetta/NavCam )

 O cometa "Tchouri" - acompanhado pela sonda europeia Rosetta - alcançou nesta quarta-feira (12) o ponto mais próximo ao Sol em sua trajetória, uma nova etapa em sua missão de busca pelas origens da vida na Terra.
Às 23h03, pelo horário de Brasília, o cometa atingiu seu periélio, o ponto mais próximo ao Sol de sua órbita elíptica de seis anos e meio. O cometa 67P/Tchouriumov-Guerasimenko se encontra a 186 milhões de quilômetros do Sol e a 265 milhões de quilômetros da Terra.
É a primeira vez que uma sonda espacial acompanha um cometa até o ponto mais próximo do Sol.
Os cientistas esperam que os jatos de gás muito poderosos sob o efeito do calor permitam a captura de partículas orgânicas deixadas pela formação do sistema solar e presas há 4,6 milhões de anos no gelo do "Tchouri".
Os cometas são pequenos corpos do sistema solar constituídos de um núcleo feito de gelo, de materiais orgânicos e pedras, e cercado de poeira e gás.
Ao se aproximar do Sol, o gelo subterrâneo do cometa se transforma em vapor, provocando tempestades de gás e poeira e projetando partículas.
"Este é o momento de mais ação", declarou à agência France Presse Mark McCaughrean, assessor científico da Agência Espacial Europeia (ESA).
Forma de pato Devido à sua forma, o "Tchouri" é muitas vezes comparado a um pato. O cenário mais emocionante, segundo o cientista, seria se o "pescoço de pato" se quebrasse revelando o material enterrado.
"Este seria realmente o Santo Graal... ver o interior do cometa", afirmou entusiasmado McCaughrean, mesmo que a maioria dos cientistas acreditem que o cometa não é tão instável a ponto de se quebrar.
Após atingir o periélio, o 67P/Tchouriumov-Gerasimenko se afasta do Sol seguindo uma longa curva elíptica de sua órbita de seis anos e meio.
"Estamos à procura de matérias-primas virgens que podem escapar" da parte de baixo da camada de poeira deixada pelo último periélio, explica Mark McCaughrean.
Novas informações
O robô espacial europeu Philae permanece em silêncio há mais de um mês, e caberá à sonda Rosetta capturar essas partículas.
Rosetta está atualmente localizada a cerca de 300 km do cometa e não pode chegar mais perto sem o risco de ficar perdida na tempestade de gás.
Os instrumentos da Rosetta podem coletar partículas, mesmo em sua distância atual, mas em concentrações muito baixas, e "ela não poderia pegar os raros", segundo McCaughrean.
Os cientistas também podem, graças a fotos tiradas por Rosetta, comparar a aparência do cometa antes e depois do periélio.
Estas imagens, as amostras de gás e outras medições feitas pela sonda devem trazer novas informações sobre a composição do cometa e o seu ciclo.
O Philae está estacionado no cometa desde o seu pouso turbulento, em 12 de novembro de 2014. Após sete meses de hibernação, voltou a fazer contato com Rosetta em oito ocasiões.
Mas desde 9 de julho, data de seu último sinal, permanece em silêncio.
"Philae pode estar ativo... mas como não temos nenhum contato, não sabemos nada de sua condição", disse à AFP Patrick Martin, chefe da missão Rosetta.
Quando o cometa se afastar do sol e suas tempestades de gás se acalmarem, os cientistas esperam chegar perto e restabelecer contato com o pequeno robô precioso.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/08/cometa-tchouri-e-sonda-rosetta-alcancam-ponto-mais-proximo-do-sol.html

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Universo está morrendo lentamente, diz estudo científico

Energia produzida por galáxias é menor que há 2 bilhões de anos, diz.
'Universo está fadado ao declínio', diz pesquisador da Austrália.


Composição de imagens mostra como uma galáxia típica aparece a diferentes comprimentos de onda no rastreio GAMA (Foto: ICRAR/GAMA and ESO)
Composição de imagens mostra como uma galáxia típica aparece a diferentes comprimentos de onda no rastreio GAMA (Foto: ICRAR/GAMA and ESO)

O Universo está morrendo pouco a pouco, segundo uma equipe internacional de cientistas, que concluiu que a energia produzida atualmente por 200 mil galáxias é duas vezes menor que há dois bilhões de anos.
Os pesquisadores realizaram as medições mais precisas de energia já realizadas até agora em uma ampla zona do espaço.A energia produzida se dividiu em dois nos últimos dois bilhões de anos e não para de cair, concluíram.
"A partir de agora, o Universo está fadado ao declínio", explicou Simon Driver, membro do Centro Internacional de Pesquisas Radioastronômicas (ICRAR) da Austrália, que participou do projeto.
"O Universo se estirou no sofá, se cobriu com uma manta e se prepara para um sono eterno", acrescentou.
Os pesquisadores utilizaram sete dos telescópios mais potentes do mundo para observar durante oito anos galáxias em 21 longitudes de onda diferentes - como as infravermelhas ou as ultravioletas -, no âmbito do estudo Gama.
O estudo é fruto da colaboração de uma centena de cientistas de mais de 30 universidades australianas, europeias e americanas.
Boa parte da energia que circula no universo foi gerada depois do Big Bang, mas também há uma liberação constante de energia nova graças à fusão termonuclear das estrelas.
"Esta energia nova ou é absorvida pela poeira (...) ou viaja (pelo espaço) até que se choca em algo como uma estrela, um planeta (...)", afirmou Driver.
Os pesquisadores sabem há tempos que o ritmo de criação de estrelas no Universo está em declínio. Mas este estudo demonstra que a produção de energia diminui de forma similar nas diferentes longitudes de onda, ressalta Andrew Hopkins, do Observatório Astronômico Australiano.
Os pesquisadores esperam que os dados recolhidos também permitam melhorar a compreensão do processo de formação de galáxias.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/08/universo-esta-morrendo-lentamente-diz-estudo-cientifico.html

domingo, 9 de agosto de 2015

Observatório no Chile fotografa bolha 'fantasma' no espaço

Corpo celeste que lembra uma bolha é a nebulosa Coruja do Sul.
Nebulosas planetárias são fases da evolução de estrelas.


O conjunto de telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO) registrou uma nebulosa planetária que parece uma grande bolha “fantasma” brilhando na escuridão no universo. Apesar de parecer sobrenatural e misterioso, este objeto astronômico é conhecido dos cientistas.

A nebulosa fotografada, com nome oficial de ESO 378-1, tem apelido de Coruja do Sul, por ser parecida com sua “prima” no hemisfério norte, batizada de nebulosa Coruja. A nebulosa Coruja do Sul, localizada na constelação de Hydra, é um fenômeno relativamente recente, comparada com a vida útil típica de diversos bilhões de anos de uma estrela. Ela tem “apenas” algumas dezenas de milhares de anos.

Segundo o ESO, a imagem divulgada nesta quarta-feira (5) é a melhor já obtida da nebulosa Coruja do Sul.

A nebulosa Coruja do Sul foi registrada pelo conjunto de telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO) (EMBARGADO ATÉ 5/8) (Foto: ESO)
A nebulosa Coruja do Sul foi registrada pelo conjunto de telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO) (Foto: ESO)

As nebulosas planetárias foram descobertas no século 18 e receberam o nome de forma equivocada, por sua semelhança com planetas gasosos gigantes. Os fenômenos são, na verdade, fases da evolução de estrelas.

Conforme o astro vai "morrendo", uma intensa radiação vinda do núcleo é registrada e camadas da estrela vão sendo expelidas. Depois de que a maioria das camadas saem, o núcleo estelar que sobrou começa a emitir radiação ultravioleta, que então ioniza o gás que a circunda. Essa ionização faz com que a concha de gás comece a brilhar.
Depois que as nebulosas planetárias “morrem”, o núcleo estelar remanescente queima por mais bilhões de anos. As nebulosas planetárias têm um papel crucial no enriquecimento químico e na evolução do Universo.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/08/observatorio-no-chile-fotografa-bolha-fantasma-no-espaco.html

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Foto da Nasa mostra estação espacial passando em frente à Lua

Imagem foi feita por fotógrafos da Nasa depois de algumas tentativas.
Atualmente, seis astronautas estão a bordo da estação espacial.



Foto mostra Estação Espacial Internacional (pequena mancha escura no centro) passando em frente à Lua (Foto: Nasa/Bill Ingalls)
Foto mostra Estação Espacial Internacional (pequena mancha escura no centro) passando em frente à Lua (Foto: Nasa/Bill Ingalls)

Uma imagem impressionante feita por fotógrafos da Nasa mostra a Estação Espacial Internacional (ISS) passando em frente à Lua neste domingo (2).
Na imagem, a ISS aparece como um pontinho escuro perto do centro da Lua. Em entrevista ao site "Spaceflight Insider", o fotógrafo responsável pela imagem, Bill Ingalls, conta que esta não foi a primeira tentativa de captar o momento em que a ISS passa em frente à Lua.
Círculo vermelho destaca onde está estação (Foto: Nasa/Bill Ingalls)
Círculo vermelho destaca onde está estação
(Foto: Nasa/Bill Ingalls)

O flagra foi feito dois dias depois da ocorrência da lua azul, fenômeno definido como a segunda lua cheia do mês.
Atualmente, a ISS é "habitada" por seis pessoas: os astronatuas da Nasa Scott Kelly e Kjell Lindgren, os cosmonautas russos Gennady Padalka, Mikhail Kornienko e Oleg Kononenko e o astronauta japonês Kimiya Yui.
"Esta não é uma foto extremamente difícil de fazer. A maior parte é preparo, fazer a lição de casa
coletando informações sobre quando  e onde a passagem ocorrerá e, então, conhecer as capacidades e limitações do equipamento. Finalmente, trata-se de chegar à locação e torcer por um tempo bom", disse Ingalls ao site americano.
Embora possa parecer que a estação espacial esteja passando pertinho da Lua, ela está, na verdade, muito mais perto da Terra. Para se ter uma ideia, a ISS orbita a uma distância de cerca de 320 km da Terra. Já a Lua orbita a 384,4 mil km de nosso planeta.

Montagem feita com 9 frames mostra movimento de Estação Espacial Internacional em frente à Lua  (Foto: NASA/Bill Ingalls)
Montagem feita com 9 frames mostra movimento de Estação Espacial Internacional em frente à Lua (Foto: NASA/Bill Ingalls)

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/08/foto-da-nasa-mostra-estacao-espacial-passando-em-frente-lua.html