domingo, 12 de dezembro de 2010

Cientistas contestam estudo sobre bactéria composta por arsênio

Reportagem do site Slate consultou especialistas que reprovaram estudo. Material avaliado poderia ter adquirido o elemento químico por acidente

Uma reportagem publicada nesta terça-feira (7/12) no site Slate traz críticas de cientistas ao estudo divulgado pela Nasa na última quinta-feira sobre uma bactéria que consegue viver com o elemento químico arsênio em seu DNA.

O anúncio repercutiu na imprensa mundial pelo fato de todas as formas de vida até então conhecidas serem baseadas principalmente na combinação de apenas seis átomos básicos: carbono (C), hidrogênio (H), nitrogênio (N), oxigênio (O), fósforo (P) e enxofre (S).

Para a professora de microbiologia Rosie Redfield, da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, o trabalho denominado "Uma bactéria que consegue crescer usando arsênio em vez de fósforo" é "sem sentido". "Fiquei impressionada com o nível ruim de ciência do artigo", disse ao site. Ela pretende escrever uma carta à revista "Science", que publicou o estudo, formalizando suas queixas.

Para o microbiologista Forest Rohwer, da Universidade Estadual de San Diego (EUA), especialista em novas espécies de bactérias e vírus em recifes de corais, a descoberta seria interessante, se fosse confiável. "Nenhum dos argumentos foi muito convincente", disse o cientista. Já Shelley Copley, da Universidade de Colorado, vai mais longe. "O artigo não deveria ter sido publicado."

Apesar das censuras, nenhum dos pesquisadores consultados pelo site negou a possibilidade de a estranha bactéria ser possível. Roger Summons, professor do Instituto Tecnológico de Massachussetts (MIT, na sigla em inglês) e um dos entrevistados, foi coautor de um estudo da Academia Americana de Ciências sobre vida extraterrestre que defendia a pesquisa em biologia com base em arsênio, publicado na "Science" em 2007.

Uma das críticas citadas refere-se ao método de retirada do DNA do micro-organismo utilizado pelos cientistas da Nasa, que deveria ter contado com precauções a mais para "limpar" o material de outras moléculas. Sem essas medidas, o arsênio pode simplesmente ter se atrelado ao DNA. "É bem trivial fazer um trabalho melhor que esse", disse Rohwer.

Para o microbiologista Alex Bradley, da Universidade Harvard, os cientistas da Nasa demonstraram, sem querer, falhas na pesquisa. Ao fazer a imersão do DNA da bactéria GFAJ-1 na água para análise, os pesquisadores deveriam ter observado uma fragmentação do material genético, já que compostos com arsênio se desintegram rapidamente no contato com o líquido.

Bradley defende que o DNA manteve-se unido por causa da presença de fosfato, mesmo em quantidades reduzidas. O pesquisador lembra que micro-organismos crescem no Atlântico Norte com níveis de fosfato 300 vezes menores que os aferidos em culturas de laboratório.

Como os pesquisadores da Nasa utilizaram sais para alimentar as bactérias que, segundo eles próprios admitiram, continham pequenas doses de fosfato, os críticos acreditam que as bactérias usaram parte dessa provisão escassa do elemento químico para sobreviver.

Norman Pace, também da Universidade de Colorado, pioneiro na identificação de micro-organismos pela análise de DNA e coautor do trabalho divulgado há 3 anos, foi outro a não poupar críticas. "Níveis reduzidos de fosfato, investigadores ingênuos e revisores ruins fazem a história desse estudo", disse.

A defesa

"Todo debate proposto deverá passar por uma revisão, da mesma forma que nosso artigo passou, com todas as discussões podendo ser moderadas corretamente", disse Felisa Wolfe-Simon, do instituto de astrobiologia da Nasa e principal autora do artigo publicado na semana passada na "Science".

Já Ronald Oremland, ligado a um órgão de pesquisa geológica norte-americano, disse que o debate sobre o estudo não pode descambar para um "fórum midiático". "Se estamos errados, outros cientistas deveriam reproduzir nossos achados. Se estivermos certos, então nossos competidores nos aceitarão e nos ajudarão a compreender melhor esse fenômeno."

A negativa de debater em público os resultados contestados não convenceu Jonathan Eisen, da Universidade da Califórnia em Davis. "Eles fizeram ciência por meio de notas para a imprensa e órgãos de mídia", disse o pesquisador. "É um pouco hipócrita eles quererem basear sua defesa agora na literatura científica."

De acordo com o site, a equipe da Nasa ofereceu a cultura de bactéria GFAJ-1 para testes que decidirão, de uma vez por todas, se o micro-organismo possui, de fato, um DNA sustentado com base no arsênio.

Nave secreta dos EUA pousa depois de sete meses no espaço

Depois de sete meses em órbita, o mini ônibus espacial X-37B pousou em uma pista comum da base aérea de Vandenberg, na Califórnia.
A nave espacial militar não-tripulada havia sido lançada em Abril.
Entre os militares, a nave é conhecida como OTV-1 (Orbital Test Vehicle, ou veículo orbital de testes).
Nave não tripulada
Esta é a primeira vez que os EUA realizam uma missão com uma nave não tripulada, totalmente reaproveitável, capaz de ir ao espaço e retornar. A extinta União Soviética chegou a fazer voos de teste com o seu ônibus espacial Buran, mas o projeto foi abandonado por ser caro demais.
Os militares não confirmaram o que o X37-B levou em seu compartimento de carga, mas especialistas especulam que devem ser sensores de diversos tipos - câmeras e radares, por exemplo - que permitam a visualização de objetos no solo com alta precisão e resolução.
Os testes desses sensores em um veículo reaproveitável é uma opção mais simples, mais barata e mais segura do que enviar satélites que não se sabe se funcionarão adequadamente. Com os sensores devidamente testados, os satélites poderão ser fabricados e colocados em órbita para tarefas de monitoramento e espionagem contínuas.
X37-B
Com 8,9 metros de comprimento, 4,5 metros de envergadura e 2,9 metros de altura, o X37-B tem cerca de um quarto do tamanho de um ônibus espacial. A nave pesa 4.990 quilogramas.
Ao contrário dos ônibus espaciais, que são abastecidos por células a combustível, a nave militar tem painéis solares que se abrem no espaço e baterias de íons de lítio.
O projeto prevê que a nave possa estar pronta para um novo lançamento em apenas 15 dias, mas um novo voo somente deverá acontecer no início de 2011.
Uma segunda unidade do X37-B, fabricada pela Boeing, já está quase pronta.
Militarização do espaço
Se havia alguma dúvida sobre a militarização do espaço, a utilização rotineira da nave espacial militar mostra que isto já é um fato.
A desmilitarização do espaço foi um objetivo perseguido pela diplomacia e pelas Nações Unidas por décadas. Estados Unidos e Israel são os únicos países que defendem abertamente a utilização das missões espaciais para fins militares.
Alguns países demonstraram preocupações com a possível utilização do X37-B para se aproximar e inspecionar satélites, sejam militares ou não.
Com seu grande motor traseiro, a nave tem uma capacidade de manobra inédita. Segundo especialistas em rastrear satélites artificiais, a nave mudou de órbita seis vezes enquanto esteve no espaço.



Nave secreta dos EUA pousa depois de sete meses no espaço
Com 8,9 metros de comprimento, 4,5 metros de envergadura e 2,9 metros de altura, o X37-B tem cerca de um quarto do tamanho de um ônibus espacial.

NASA começa teste com vela solar





NASA começa teste com vela solar
A abertura da vela solar está marcada para a madrugada desta quinta-feira, às 03h31 no horário de Brasília. Nesta ilustração é possível ver o corpo do NanoSail-D no centro da vela.


Vela solar
Nesta segunda-feira, a NASA lançou pela primeira vez com sucesso um nanossatélite a partir de um microssatélite em órbita.
O nanossatélite é o NanoSail-D, que fará o primeiro teste de uma vela solar da agência espacial norte-americana, que tem estado rotineiramente atrás dos japoneses nos testes desta tecnologia inovadora.
As velas solares, que impulsionam as naves usando a força dos fótons que incidem sobre uma finíssima película de material reflexivo, são vistas como promissoras tanto para tirar satélites em desuso de órbita, evitando o acúmulo de lixo espacial, como para levar espaçonaves além do Sistema Solar, aproveitando unicamente a luz do Sol e das estrelas.
A abertura da vela solar está marcada para a madrugada desta quinta-feira, às 03h31 no horário de Brasília. Quatro mastros telescópicos serão estendidos automaticamente e, em seguida, a vela começará a se estender, até atingir uma área total de 30 metros quadrados.
A NASA tem estado insistentemente atrás da agência espacial japonesa nas pesquisas de velas solares. Os primeiros testes em laboratório com a vela solar da NASA foram feitos em 2004, e o NanoSail-D deveria ter sido lançado em 2008.
Já o veleiro solar Ikaros, da JAXA, está usando seus cristais líquidos para navegar deste Julho deste ano.
Lançamento de um satélite por outro
O lançamento de um nanossatélite a partir de um outro satélite já em órbita é uma alternativa muito interessante para a realização de vários experimentos científicos independentes a partir usando um único foguete.
Outra vantagem é que os nanossatélites, também conhecidos como CubeSats, são muito baratos, estando ao alcance de pesquisadores universitários e de empresas privadas.
Os nanossatélites são lançados a partir de uma estrutura maior, chamada Poli-PicoSatellite Orbital Deployer (P-POD) - lançador orbital de múltiplos picossatélites, em tradução livre.
O termo picossatélite mostra a intenção de lançar satélites ainda menores - enquanto o NanoSail-D, que fará o teste da vela solar, tem a dimensão aproximada de um pacote de pão de forma, os picossatélites são cubos com cerca de 10 centímetros de lado.
O satélite FASTSAT, lançado no último dia 19 de Novembro, da base de Kodiak, no Alasca, é um P-POD que levou seis nanossatélites para o espaço.
"A ejeção perfeita do NanoSail-D demonstra a capacidade operacional do FASTSAT como um meio independente e barato de colocação de CubeSats em órbita com segurança," disse Mark Boudreaux, coordenador da missão. "Ao cumprir esta etapa, demonstramos que podemos lançar uma série de diferentes tipos de cargas usando este sistema baseado em um microssatélite autônomo."
Lixeiro espacial
Após a ejeção, o NanoSail-D começou uma contagem regressiva de três dias. Ao chegar a zero, seus braços telescópicos se abrirão e a vela solar, que está dobrada em seu interior, se estenderá para começar a captar os fótons.
O objetivo da missão é fazer com que o empuxo gerado pela colisão dos fótons do Sol com a vela solar faça com que o NanoSail-D reentre na atmosfera mais cedo do que aconteceria normalmente.
Ou seja, quanto antes o nanossatélite cair na Terra, queimando-se inteiramente durante a reentrada, maior será o sucesso da vela espacial como um mecanismo de propulsão - os cientistas calculam que ele deverá permanecer em órbita entre 70 e 120 dias.
O uso de velas solares para trazer de volta satélites sem uso é mais barato e mais simples do que equipar essas naves com motores, propelentes e sistemas de controle para dirigir sua reentrada.


NASA começa teste com vela solar
Doug Huie, pesquisador da Universidade do Alabama, segura o NanoSail-D, que mede 10 cm de altura, por 10 cm de largura e 33 cm de comprimento, e pesa 4 quilogramas.

Foguete de médio porte é lançado com sucesso no Maranhão

O lançamento do foguete brasileiro de médio porte VSB-30 V07 foi considerado um sucesso pelos técnicos do CLA (Centro de Lançamento de Alcântara), no Maranhão. O lançamento ocorreu às 13h35, horário de Brasília, e o objetivo da Operação Maracati 2 foi alcançado, já que todos os sistemas de lançamento e rastreio funcionaram "perfeitamente".
Em nota, o CLA informou que o foguete - que levou ao espaço cerca de dez experimentos de universidades, de institutos de pesquisas e de alunos - atingiu 241,9 quilômetros de altitude. O objetivo da operação era colocar os experimentos a 100 quilômetros de altitude, em um ambiente de microgravidade.
A carga útil, onde estavam os experimentos, foi recuperada após 16 minutos de voo, quando caiu, sustentada por paraquedas, a 140 quilômetros da costa. Equipes da Força Aérea Brasileira usaram dois helicópteros H-60L Black Hawk para içar e transportar a cargar útil até a base avançada, localizada na Ilha de Santana. Já em solo, a carga foi acondicionada em uma caixa de transporte para ser levada com segurança ao Centro de Lançamento de Alcântara.
De acordo com o CLA, a Operação Maracati II, iniciada no dia 16 de novembro, contou com a participação de 183 pessoas, entre técnicos do CLA, do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais e da agência espacial alemã Deutsche Zentrum für Luft- und Raumfahrt (DLR).
Os experimentos escolhidos pela AEB (Agência Espacial Brasileira) para a operação foram dois do Centro Universitário (FEI), de São Bernardo do Campo, dois da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), dois da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), um do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e um de escolas da rede de ensino público de São José dos Campos (SP), que faz parte de um projeto de iniciação científica.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Planeta com alta concentração de carbono pode ter "montanhas de diamante"

Uma equipe de astrônomos do Reino Unido descobriu o primeiro planeta com altíssimas concentrações de carbono, o que possibilitaria a existência de planetas inteiros feitos de diamantes.
Os cientistas detectaram a radiação de calor de um planeta a 1.200 anos-luz da Terra, batizado de Wasp 12b, com o telescópio Spitzer da Nasa e calcularam a atmosfera do planeta.
Marek Kukula, cientista do Observatório Real de Greenwich, em Londres, afirma que existem planetas menores no universo que tem a mesma composição, rica em carbono. E pode ser que suas rochas, ao invés de serem de sílica, são feitas à base de carbono, como o grafite usado em lápis ou até diamantes.
A descoberta sugere que podem existir planetas do tamanho da Terra em nossa galáxia que seriam muito ricos em carbono, porém diferentes da Terra. Segundo as teorias, estes planetas seriam cobertos por rochas de diamantes, que poderiam formar as montanhas e o terreno em geral.
Além disso, ao invés de mares, haveria lagoas de piche.
Wasp 12b é o primeiro planeta a ter mais carbono que oxigênio; composição é gasosa e predomina hidrogênio
Wasp 12b é o primeiro planeta a ter mais carbono que oxigênio; composição é gasosa e predomina hidrogênio
O especialista em diamantes da joalheria De Beers Robert Cheng, alerta que talvez as pedras de outro planeta não sejam o que todo mundo imagina. Ele lembra que diamantes aqui na Terra já tem formas e texturas diferentes, por isso, não se pode saber como um diamante de outro planeta iria ser.
O novo planeta Wasp 12b é o primeiro a ter mais carbono que oxigênio. Ele é um gigante de gás, como Júpiter, composto em sua maior parte de hidrogênio.
O centro do planeta pode ser composto de alguma forma de diamante, grafite e outros compostos de carbono. E agora, os cientistas vão tentar descobrir se planetas como este são comuns.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Astrônomos da Alemanha encontram planeta vindo de outra galáxia

Nem mesmo a Via Láctea está livre dos penetras. Astrônomos europeus acabam de encontrar um planeta vindo de outra galáxia bem na nossa vizinhança cósmica.
Embora a "pancadaria" sideral, com direito a colisões e até fusões entre várias galáxias, não seja novidade para os cientistas, essa foi a primeira vez que eles encontraram um planeta que tenha sobrevivido a tais pancadas.


Planeta orbita a estrela HIP 13044, que está a a proximadament 2.000 anos-luz da Terra, na constelação Fornax
Planeta orbita a estrela HIP 13044, que está a a proximadament 2.000 anos-luz da Terra, na constelação Fornax .

Batizado de HIP 13044 b, o objeto foi detectado com o auxílio de um supertelescópio no Chile. O intruso fica a cerca de 2.000 anos-luz da Terra e é um gigante. Tem pelo menos 1,25 vez o tamanho de Júpiter, que é o maior planeta do Sistema Solar.
Mas como os autores do estudo, que sairá em edição futura da revista "Science", sabem que o planeta não é "nativo" da Via Láctea? Eles chegaram a essa conclusão baseados na estrela que ele orbita: a HIP 13044.
O astro fica em uma região distante da Via Láctea conhecida como corrente Helmi. Nesse local, as estrelas têm parâmetros orbitais bem particulares, que são diferentes dos da maioria das outras estrelas na vizinhança do Sol.
Para os pesquisadores, isso indica que elas faziam parte de uma galáxia que foi engolida pela Via Láctea entre cerca de 6 bilhões e 9 bilhões de anos atrás.
REVIRAVOLTA
Na opinião dos cientistas, é uma surpresa das grandes que o planeta tenha sobrevivido à fase de expansão de sua estrela, uma gigante vermelha -estágio em que certas estrelas muito antigas ficam "inchadas", quando seu combustível nuclear começa a se tornar escasso.
"A descoberta é intrigante se considerarmos o futuro distante do nosso próprio Sistema Solar, em que esperamos que o Sol também se torne uma gigante vermelha daqui a 5 bilhões de anos", disse Johny Setiawan, um dos autores do trabalho, do Instituto Max Planck de Astronomia (Alemanha).
O fato de a HIP 13044 ser pobre em metais --com apenas 1% do que existe no nosso Sol, por exemplo-- pode provocar uma reviravolta nas principais teorias de desenvolvimento planetário.
De acordo com elas, existe uma relação direta entre a composição química das estrelas e a quantidade de planetas em seu entorno.
Nesse caso, quanto mais metais existirem na estrela, mais "filhotes" planetários ela acabaria tendo.
Nos últimos 20 anos, os pesquisadores investiram pesado na descoberta de planetas fora do Sistema Solar --hoje, são mais de 500. Nenhum, porém, orbitava uma estrela com tão pouco metal.

Astrônomos localizam 4º planeta que orbita estrela HR 8799

Astrônomos canadenses localizaram um quarto planeta que orbita a estrela HR 8799, a mais próxima do nosso Sistema Solar, segundo os detalhes da observação publicada no último número da revista "Nature".
O planeta tem aproximadamente a mesma massa que os outros três planetas que orbitam ao redor da citada estrela, mas os astrônomos ainda não puderam explicar a formação dos quatro.
Segundo o cientista Christian Marois, do Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá, centenas de planetas fora de nosso sistema foram detectados, mas poucos são suficientemente grandes e brilhantes para que seja possível obter imagens diretas.
Há dois anos, Marois e seus colegas divulgaram imagens em infravermelho de três planetas gigantes que orbitavam em torno da estrela HR 8799, que de alguma maneira lembravam os três planetas mais afastados do nosso Sistema Solar, mas muito maiores, assinala a revista científica.
Marois e seus colegas obtiveram novas imagens, feitas em um período de 15 meses, que revelam a presença deste quarto planeta gigante no sistema HR 8799, mas está mais perto da estrela que os outros três.
Estes quatro planetas parecem ter cinco vezes a massa de Júpiter, agregam os astrônomos.