A primeira década do século foi marcada por alguns dos eventos climáticos mais extremos da história, de acordo com o relatório sumário do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudança Climática) para o período.
O texto diz ainda que a temperatura média do planeta tem aumentado 0,21°C por década.
"Apesar de climatólogos acreditarem não ser possível atribuir eventos extremos individuais à mudança climática, cada vez mais se conclui que muitos eventos recentes teriam ocorrido de modo distinto --ou não ocorreriam-- na ausência da mudança climática", diz o documento.
À exceção de 2008, cada um dos anos da década 2001-2010 aparece entre os dez mais quentes já registrados. O recorde foi em 2010.
O relatório mencionou a onda de calor do Brasil em 2006, a da Europa em 2003, o ciclone Nargis, em Mianmar, e o furacão Katrina, nos Estados Unidos, como acontecimentos emblemáticos da década.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2013/07/1305913-terra-esquenta-021c-por-decada-e-sofre-mais-com-extremos.shtml
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Espaço será destino turístico em 5 anos, diz líder de organização
Exploração econômica da órbita terrestre é inevitável, diz John Spencer.
Projetos comerciais que levam pessoas ao espaço serão comuns.
Tomar um refrigerante em um hotel com vista para a Terra será possível em menos de 20 anos, segundo especialistas em turismo espacial, um novo ramo comercial que levanta questões típicas de histórias de ficção científica que ainda precisam de respostas baseadas em fatos reais.
O fundador da Space Tourism Society, John Spencer, disse que a exploração econômica da órbita terrestre e dos corpos celestes próximos é inevitável. O que ainda não foi estabelecido é como a expansão humana pelo sistema solar será administrada.
Em meia década já será uma moda entre mais ricos experimentar a gravidade zero e tirar fotos da Terra em um voo da Virgin Galactic ou da SpaceX. Além disso, haverá uma estação orbital de uso turístico que será construída pela Bigelow Aerospace.
"Daqui a seis ou sete anos teremos o primeiro hotel no espaço com capacidade para 40 pessoas. Na próxima década, retornaremos à Lua e cinco anos mais tarde um hotel será construído lá", explicou Spencer.
Nessa época, a Planetary Resources estará perfurando algum dos 1.500 asteroides que orbitam regularmente próximos à Terra em busca de água e minerais, e saltos estratosféricos como o de Felix Baumgartner serão um novo tipo de esporte radical.
Os cruzeiros espaciais, as corridas de carros pela Lua, e a colonização de Marte parecem tecnicamente possíveis, mas fazer é mais fácil do que conseguir manter.
Internet espacial
Para que estes avanços deem origem a um lucrativo mercado será necessária uma rede de serviços atualmente inexistente que facilite, entre outras coisas, que um hóspede lunar possa pagar uma bebida ou um passeio a uma cratera, responder e-mails e atualizar o perfil do Facebook.
"Qual é o endereço IP do espaço?", questiona em voz alta o diretor de comunicações do PayPal, Anuj Najjar, em entrevista sobre a iniciativa PayPal Galactic, apresentada oficialmente pela empresa, pertencente a eBay, em um evento na sede do Instituto SETI, na Califórnia.
O PayPal Galactic surge, segundo seus idealizadores, para fomentar um debate público que permita solucionar os desafios de fazer negócios fora do planeta. "As perguntas são muitas e complexas para uma companhia possa respondê-las sozinha", disse Najjar. Ele acrescentou que o modelo de pagamentos do PayPal poderia ser utilizado no espaço se houvesse a infraestrutura adequada.
A Space Tourism Society e o SETI também apoiam o projeto do PayPal que ainda precisa do envolvimento de organismos internacionais e de países dispostos a fixar um marco regulador das atividades espaciais.
"Os governos se organizam, normalmente, no âmbito de fronteiras nacionais, mas discutimos desafios aos quais esses limites não se aplicam. Talvez os governos não sejam um modelo adequado, e devamos pensar em algum tipo de ONG", sugeriu Jill Tarter, diretor do SETI.
Tarter esclareceu que, no SETI, apenas um pequeno grupo de cientistas se dedica à busca de sinais alienígenas. A maioria deles são astrobiólogos que pesquisam a existência de vida no universo de maneira multidisciplinar, característica com a qual a iniciativa do PayPal Galactic se identifica.
"Acho que teremos que começar a pensar em algo equivalente à Teoria Especial da Relatividade de Einstein para as finanças e em como definimos o tempo quando nem todos estiverem na Terra, atual marco de referência", comentou a astrônoma cuja carreira inspirou a personagem de Jodie Foster no filme "Contato" (1997).
"Uma coisa é certa: não haverá dinheiro no espaço', afirmou Najjar que também não dúvida de que "o sistema bancário terá que ser adaptado" ao novo contexto. Isso poderia levar à criação de uma divisa específica, como os créditos imperiais de "Guerra nas Estrelas", os federais de "Jornada nas Estrelas" ou os cubits de "Galactica: Astronave de Combate".
Fonte: http://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/2013/07/espaco-sera-destino-turistico-em-5-anos-diz-lider-de-organizacao.html
Projetos comerciais que levam pessoas ao espaço serão comuns.
| Nave de turismo espacial da Virgin Galactic em voo impulsionado por foguete (Foto: AP Photo/Virgin Galactic, Mark Greenberg)
|
Tomar um refrigerante em um hotel com vista para a Terra será possível em menos de 20 anos, segundo especialistas em turismo espacial, um novo ramo comercial que levanta questões típicas de histórias de ficção científica que ainda precisam de respostas baseadas em fatos reais.
O fundador da Space Tourism Society, John Spencer, disse que a exploração econômica da órbita terrestre e dos corpos celestes próximos é inevitável. O que ainda não foi estabelecido é como a expansão humana pelo sistema solar será administrada.
Em meia década já será uma moda entre mais ricos experimentar a gravidade zero e tirar fotos da Terra em um voo da Virgin Galactic ou da SpaceX. Além disso, haverá uma estação orbital de uso turístico que será construída pela Bigelow Aerospace.
"Daqui a seis ou sete anos teremos o primeiro hotel no espaço com capacidade para 40 pessoas. Na próxima década, retornaremos à Lua e cinco anos mais tarde um hotel será construído lá", explicou Spencer.
Nessa época, a Planetary Resources estará perfurando algum dos 1.500 asteroides que orbitam regularmente próximos à Terra em busca de água e minerais, e saltos estratosféricos como o de Felix Baumgartner serão um novo tipo de esporte radical.
Os cruzeiros espaciais, as corridas de carros pela Lua, e a colonização de Marte parecem tecnicamente possíveis, mas fazer é mais fácil do que conseguir manter.
Internet espacial
Para que estes avanços deem origem a um lucrativo mercado será necessária uma rede de serviços atualmente inexistente que facilite, entre outras coisas, que um hóspede lunar possa pagar uma bebida ou um passeio a uma cratera, responder e-mails e atualizar o perfil do Facebook.
"Qual é o endereço IP do espaço?", questiona em voz alta o diretor de comunicações do PayPal, Anuj Najjar, em entrevista sobre a iniciativa PayPal Galactic, apresentada oficialmente pela empresa, pertencente a eBay, em um evento na sede do Instituto SETI, na Califórnia.
O PayPal Galactic surge, segundo seus idealizadores, para fomentar um debate público que permita solucionar os desafios de fazer negócios fora do planeta. "As perguntas são muitas e complexas para uma companhia possa respondê-las sozinha", disse Najjar. Ele acrescentou que o modelo de pagamentos do PayPal poderia ser utilizado no espaço se houvesse a infraestrutura adequada.
A Space Tourism Society e o SETI também apoiam o projeto do PayPal que ainda precisa do envolvimento de organismos internacionais e de países dispostos a fixar um marco regulador das atividades espaciais.
"Os governos se organizam, normalmente, no âmbito de fronteiras nacionais, mas discutimos desafios aos quais esses limites não se aplicam. Talvez os governos não sejam um modelo adequado, e devamos pensar em algum tipo de ONG", sugeriu Jill Tarter, diretor do SETI.
Tarter esclareceu que, no SETI, apenas um pequeno grupo de cientistas se dedica à busca de sinais alienígenas. A maioria deles são astrobiólogos que pesquisam a existência de vida no universo de maneira multidisciplinar, característica com a qual a iniciativa do PayPal Galactic se identifica.
"Acho que teremos que começar a pensar em algo equivalente à Teoria Especial da Relatividade de Einstein para as finanças e em como definimos o tempo quando nem todos estiverem na Terra, atual marco de referência", comentou a astrônoma cuja carreira inspirou a personagem de Jodie Foster no filme "Contato" (1997).
"Uma coisa é certa: não haverá dinheiro no espaço', afirmou Najjar que também não dúvida de que "o sistema bancário terá que ser adaptado" ao novo contexto. Isso poderia levar à criação de uma divisa específica, como os créditos imperiais de "Guerra nas Estrelas", os federais de "Jornada nas Estrelas" ou os cubits de "Galactica: Astronave de Combate".
| Nave de turismo espacial da Virgin Galactic em voo impulsionado por foguete (Foto: Mark Scientific.com e Clay Center Observatory/Divulgação) |
Fonte: http://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/2013/07/espaco-sera-destino-turistico-em-5-anos-diz-lider-de-organizacao.html
Estudo mostra novas evidências sobre a formação de galáxias
Galáxias crescem ao agregarem material que a rodeia, dizem cientistas.
Dados foram coletados no Observatório Austral Europeu (ESO).
Cientistas do Observatório Austral Europeu (ESO) conseguiram observar uma galáxia no processo de absorção de gás do exterior, a melhor evidência direta obtida até o momento para sustentar as teorias existentes sobre a formação das galáxias.
Os dados, coletados com a ajuda do telescópio VLT que fica no Deserto do Atacama (Chile), reforçam as teorias que defendem que as galáxias atraem e "consomem" matéria próxima para possibilitar a formação estelar e impulsionar a própria rotação.
O objeto de estudo, que deu origem a conclusões publicadas nesta quinta-feira (4) em um artigo na revista "Science", foi um estranho alinhamento entre uma galáxia distante e um "quasar" - núcleo brilhante alimentado por um buraco negro supermassivo.
"Este tipo de alinhamento é muito incomum e nos permitiu fazer observações únicas", explicou o autor principal do artigo, Nicolas Bouché, em comunicado divulgado pelo ESO, sediado em Garching (Alemanha).
A luz do quasar atravessa o material que rodeia a galáxia antes de chegar à Terra, o que faz com que seja possível explorar de forma detalhada as propriedades do gás que fica no entorno da galáxia. "Esses novos resultados nos oferecem a melhor visão obtida até o momento de uma galáxia em pleno processo de 'ingestão'"', ressaltou o ESO.
Durante o processo de criação de novas estrelas, as galáxias esgotam rapidamente suas reservas de gás, que, por isso, deve ser repostas gradualmente para que a atividade possa continuar.
O coautor do artigo, Michael Murphy, garantiu que as propriedades do gás são exatamente as que os cientistas esperavam encontrar, já que se movimenta como supunham, além de estar presente nas quantidade e composição corretas estipuladas nos modelos previamente desenvolvidos.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/07/estudo-mostra-novas-evidencias-sobre-formacao-de-galaxias.html
Dados foram coletados no Observatório Austral Europeu (ESO).
| Concepção artística de uma galáxia agregando material do meio circundante (Foto: Divulgação/ESO) |
Cientistas do Observatório Austral Europeu (ESO) conseguiram observar uma galáxia no processo de absorção de gás do exterior, a melhor evidência direta obtida até o momento para sustentar as teorias existentes sobre a formação das galáxias.
Os dados, coletados com a ajuda do telescópio VLT que fica no Deserto do Atacama (Chile), reforçam as teorias que defendem que as galáxias atraem e "consomem" matéria próxima para possibilitar a formação estelar e impulsionar a própria rotação.
O objeto de estudo, que deu origem a conclusões publicadas nesta quinta-feira (4) em um artigo na revista "Science", foi um estranho alinhamento entre uma galáxia distante e um "quasar" - núcleo brilhante alimentado por um buraco negro supermassivo.
"Este tipo de alinhamento é muito incomum e nos permitiu fazer observações únicas", explicou o autor principal do artigo, Nicolas Bouché, em comunicado divulgado pelo ESO, sediado em Garching (Alemanha).
A luz do quasar atravessa o material que rodeia a galáxia antes de chegar à Terra, o que faz com que seja possível explorar de forma detalhada as propriedades do gás que fica no entorno da galáxia. "Esses novos resultados nos oferecem a melhor visão obtida até o momento de uma galáxia em pleno processo de 'ingestão'"', ressaltou o ESO.
Durante o processo de criação de novas estrelas, as galáxias esgotam rapidamente suas reservas de gás, que, por isso, deve ser repostas gradualmente para que a atividade possa continuar.
O coautor do artigo, Michael Murphy, garantiu que as propriedades do gás são exatamente as que os cientistas esperavam encontrar, já que se movimenta como supunham, além de estar presente nas quantidade e composição corretas estipuladas nos modelos previamente desenvolvidos.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/07/estudo-mostra-novas-evidencias-sobre-formacao-de-galaxias.html
Astrônomos criam técnica que pode detectar moléculas em exoplanetas
Objetivo é tentar descobrir traços de água e outras moléculas vitais.
Dados serão apresentados nesta sexta-feira por cientistas holandeses.
Os telescópios não param de descobrir exoplanetas "potencialmente habitáveis", mas como ter a certeza de que realmente comportariam vida? Os astrônomos desenvolveram uma nova técnica para obter, a partir da Terra, traços de água e de outras moléculas vitais.
Pesquisadores que vão apresentar na sexta-feira (4) seu mais recente estudo na conferência anual da British Royal Astronomical Society em St. Andrews (Escócia). Uma equipe liderada pela Universidade holandesa de Leiden conseguiu detectar o rastro deixado no espectro luminoso por moléculas de água, sem a necessidade de telescópios ultra-poderosos.
Normalmente, os astrônomos analisam os exoplanetas medindo quanto a sua gravidade influencia a estrela em torno da qual giram. A equipe de Leiden, por sua vez, reverteu o processo ao estudar a influência gravitacional de uma estrela sobre o planeta.
E graças ao espectrógrafo de alta resolução (Crices) equipado com o Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu Austral (ESO), eles conseguiram ler os traços extremamente tênues deixados pela água de um exoplaneta (HD 189733b, localizado a 63 anos-luz e onde a temperatura é superior a 1.000° C) em sua atmosfera.
Esta técnica permitiu recentemente detectar moléculas de monóxido de carbono (CO) neste exoplaneta, mas nenhuma molécula mais complexa. "Sabíamos que isso funcionaria para moléculas simples, em comprimentos de onda mais curtos. Mas para encontrar a água, tivemos que explorar comprimentos de onda maiores, onde a atmosfera realmente começa a bloquear os sinais que nós procuramos", explicou em um comunicado Jayne Birkby, astrofísica que liderou o estudo.
"Não tínhamos certeza que iríamos encontrar alguma coisa. E ficamos muito felizes quando o sinal apareceu! Isso significa que ainda podemos fazer muito mais com essa técnica", acrescentou.
Se a água (H2O) pôde ser identificada, os cientistas acreditam que isto abre caminho para rastrear outras moléculas intimamente relacionadas com a vida, tal como o oxigênio (O2) e metano (CH4), especialmente quando o telescópio gigante (E-ELT) da ESO no Chile entrar em serviço a partir de 2020.
"Na próxima década, nosso trabalho ajudará os astrônomos a refinar suas buscas por planetas semelhantes à Terra - e possivelmente por vida - em órbita em torno de outras estrelas do que a nossa", explica Jayne Birkby.
Bilhões de exoplanetas
Desde o início da década de 1990, cerca de 900 planetas que orbitam outras estrelas que não o Sol foram descobertos, de acordo com os números mais recentes da agência espacial americana (Nasa). Estatisticamente, recentes estudos estimam que eles poderiam totalizar bilhões em todo o Universo.
A maioria dos exoplanetas descobertos até agora é maior do que a Terra. Mas alguns são rochosos e localizados em áreas consideradas potencialmente habitáveis, nem muito longe nem muito perto de sua estrela. Uma área que não é nem muito quente nem muito fria para ser incompatível com a presença de água em forma líquida, condição necessária - mas não suficiente - para a existência de vida.
"Potencialmente habitável" não significa "habitado" e os meios de observação atuais são insuficientes para analisar a presença de água ou outras moléculas complexas que estão a anos-luz de distância de nós.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/07/astronomos-criam-tecnica-que-pode-detectar-moleculas-em-exoplanetas.html
Dados serão apresentados nesta sexta-feira por cientistas holandeses.
Os telescópios não param de descobrir exoplanetas "potencialmente habitáveis", mas como ter a certeza de que realmente comportariam vida? Os astrônomos desenvolveram uma nova técnica para obter, a partir da Terra, traços de água e de outras moléculas vitais.
Pesquisadores que vão apresentar na sexta-feira (4) seu mais recente estudo na conferência anual da British Royal Astronomical Society em St. Andrews (Escócia). Uma equipe liderada pela Universidade holandesa de Leiden conseguiu detectar o rastro deixado no espectro luminoso por moléculas de água, sem a necessidade de telescópios ultra-poderosos.
Normalmente, os astrônomos analisam os exoplanetas medindo quanto a sua gravidade influencia a estrela em torno da qual giram. A equipe de Leiden, por sua vez, reverteu o processo ao estudar a influência gravitacional de uma estrela sobre o planeta.
E graças ao espectrógrafo de alta resolução (Crices) equipado com o Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu Austral (ESO), eles conseguiram ler os traços extremamente tênues deixados pela água de um exoplaneta (HD 189733b, localizado a 63 anos-luz e onde a temperatura é superior a 1.000° C) em sua atmosfera.
Esta técnica permitiu recentemente detectar moléculas de monóxido de carbono (CO) neste exoplaneta, mas nenhuma molécula mais complexa. "Sabíamos que isso funcionaria para moléculas simples, em comprimentos de onda mais curtos. Mas para encontrar a água, tivemos que explorar comprimentos de onda maiores, onde a atmosfera realmente começa a bloquear os sinais que nós procuramos", explicou em um comunicado Jayne Birkby, astrofísica que liderou o estudo.
"Não tínhamos certeza que iríamos encontrar alguma coisa. E ficamos muito felizes quando o sinal apareceu! Isso significa que ainda podemos fazer muito mais com essa técnica", acrescentou.
Se a água (H2O) pôde ser identificada, os cientistas acreditam que isto abre caminho para rastrear outras moléculas intimamente relacionadas com a vida, tal como o oxigênio (O2) e metano (CH4), especialmente quando o telescópio gigante (E-ELT) da ESO no Chile entrar em serviço a partir de 2020.
"Na próxima década, nosso trabalho ajudará os astrônomos a refinar suas buscas por planetas semelhantes à Terra - e possivelmente por vida - em órbita em torno de outras estrelas do que a nossa", explica Jayne Birkby.
Bilhões de exoplanetas
Desde o início da década de 1990, cerca de 900 planetas que orbitam outras estrelas que não o Sol foram descobertos, de acordo com os números mais recentes da agência espacial americana (Nasa). Estatisticamente, recentes estudos estimam que eles poderiam totalizar bilhões em todo o Universo.
A maioria dos exoplanetas descobertos até agora é maior do que a Terra. Mas alguns são rochosos e localizados em áreas consideradas potencialmente habitáveis, nem muito longe nem muito perto de sua estrela. Uma área que não é nem muito quente nem muito fria para ser incompatível com a presença de água em forma líquida, condição necessária - mas não suficiente - para a existência de vida.
"Potencialmente habitável" não significa "habitado" e os meios de observação atuais são insuficientes para analisar a presença de água ou outras moléculas complexas que estão a anos-luz de distância de nós.
| Concepção artística da 'superterra' Gliese 667 Cc (Foto: ESO/L. Calçada) |
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/07/astronomos-criam-tecnica-que-pode-detectar-moleculas-em-exoplanetas.html
Rússia adia lançamento de satélites após acidente com foguete
Na terça-feira, foguete Proton explodiu após decolar de Baikonur.
Suspensão vale até que mudanças aumentem a confiabilidade.
A Rússia decidiu adiar o lançamento de vários satélites depois do acidente de terça-feira (2) com um foguete Proton, que explodiu pouco depois de decolar da base de Baikonur.
Um lançamento estava previsto para 20 de julho para colocar em órbita um satélite de televisão europeu Astra 2E.
Outros lançamentos estavam programados para agosto, setembro, outubro e novembro.
"Estes lançamentos serão adiados até a aplicação das propostas da comissão de investigação para aumentar a confiabilidade dos Proton", afirmou uma fonte da agência espacial russa à agência Interfax.
Na terça-feira, um foguete Proton-M explodiu pouco depois da decolagem de Baikonur, no Cazaquistão, e liberou na atmosfera 600 toneladas de combustível altamente tóxico. O foguete colocaria em órbita três satélites do sistema Glonass - o equivalente russo do sistema americano GPS.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/07/russia-adia-lancamento-de-satelites-acidente-com-foguet.html
Suspensão vale até que mudanças aumentem a confiabilidade.
A Rússia decidiu adiar o lançamento de vários satélites depois do acidente de terça-feira (2) com um foguete Proton, que explodiu pouco depois de decolar da base de Baikonur.
Um lançamento estava previsto para 20 de julho para colocar em órbita um satélite de televisão europeu Astra 2E.
Outros lançamentos estavam programados para agosto, setembro, outubro e novembro.
"Estes lançamentos serão adiados até a aplicação das propostas da comissão de investigação para aumentar a confiabilidade dos Proton", afirmou uma fonte da agência espacial russa à agência Interfax.
Na terça-feira, um foguete Proton-M explodiu pouco depois da decolagem de Baikonur, no Cazaquistão, e liberou na atmosfera 600 toneladas de combustível altamente tóxico. O foguete colocaria em órbita três satélites do sistema Glonass - o equivalente russo do sistema americano GPS.
| Técnico observa explosão de foguete russo (Foto: STR/AFP) |
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/07/russia-adia-lancamento-de-satelites-acidente-com-foguet.html
Satélite que monitorava oceanos falha e é desativado, diz Nasa
Jason-1 está no espaço desde 2001 e ajudou a meteorologia.
Equipamento feito pelos EUA e França falhou em transmissão de dados.
O satélite Jason-1, que acompanhou o aumento do nível do mar por mais de uma década e ajudou meteorologistas de todo mundo a realizarem melhores previsões meteorológicas, entrou em colapso nesta quarta-feira (3) e já não consegue mais realizar transmissões de dados.
O equipamento foi construído em uma parceria entre os Estados Unidos e a França, sendo lançado ao espaço em 2001. De acordo com a agência espacial americana, Nasa, o satélite deve ficar sem bateria nos próximos 90 dias, mas vai permanecer em órbita por pelo menos mil anos antes de cair em qualquer parte do planeta.
O Jason-1 foi responsável por realizar uma vasta varredura da superfície dos oceanos, realizando medições precisas sobre a altura das ondas e as mudanças de temperatura nos mares.
Além disso, segundo os cientistas, o equipamento foi fundamental para controlar dados sobre o El Niño e outras condições climáticas. O El Niño é caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico perto dos trópicos, afetando o regime de chuvas nessas regiões.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/07/satelite-que-monitorava-oceanos-falha-e-e-desativado-diz-nasa.html
Equipamento feito pelos EUA e França falhou em transmissão de dados.
| Ilustração mostra satélite Jason-1, projeto dos EUA e França, que desde 2001 monitorava os oceanos. Equipamento entrou em colapso e parou de transmitir dados para a Terra (Foto: Arquivo/Nasa/AP) |
O satélite Jason-1, que acompanhou o aumento do nível do mar por mais de uma década e ajudou meteorologistas de todo mundo a realizarem melhores previsões meteorológicas, entrou em colapso nesta quarta-feira (3) e já não consegue mais realizar transmissões de dados.
O equipamento foi construído em uma parceria entre os Estados Unidos e a França, sendo lançado ao espaço em 2001. De acordo com a agência espacial americana, Nasa, o satélite deve ficar sem bateria nos próximos 90 dias, mas vai permanecer em órbita por pelo menos mil anos antes de cair em qualquer parte do planeta.
O Jason-1 foi responsável por realizar uma vasta varredura da superfície dos oceanos, realizando medições precisas sobre a altura das ondas e as mudanças de temperatura nos mares.
Além disso, segundo os cientistas, o equipamento foi fundamental para controlar dados sobre o El Niño e outras condições climáticas. O El Niño é caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico perto dos trópicos, afetando o regime de chuvas nessas regiões.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/07/satelite-que-monitorava-oceanos-falha-e-e-desativado-diz-nasa.html
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Luas de Plutão ganham nomes de Kerberos e Styx após voto popular
Cientistas abriram consulta para que público pudesse votar em nomes. Inspiração foi o mundo subterrâneo da mitologia clássica.
Depois de uma votação popular, a quarta e a quinta luas de Plutão receberam oficialmente os nomes de Kerberos e Styx, respectivamente. O anúncio, publicado pela EFE, é da União Astronômica Internacional (UAI), que avaliou e reconheceu as sugestões do público.
A decisão de pedir o palpite da população para batizar as luas foi do grupo de pesquisa responsável pelas descobertas dos satélites, que ocorreram em 2011 e 2012.
Mas a escolha não foi totalmente livre. O líder do grupo de pesquisa, Mark Showalter, do Seti Institute, determinou que as sugestões deveriam estar relacionadas com a mitologia clássica para combinarem com os nomes das outras três luas de Plutão: Nix, Hydra e Charon.
Os três primeiros colocados no concurso popular foram Vulcano, Cerberus e Styx. A avaliação da UAI excluiu o nome Vulcano, que havia ficado em primeiro lugar, por este ter sido usado anteriormente para denominar um planeta hipotético que ficaria entre Mercúrio e o Sol. Ainda que se tenha descoberto posteriormente que o planeta não existia, o termo “vulcanoide” passou a designar os asteroides existentes na órbita de Mercúrio.
A organização também determinou a alteração do nome Cerberus para Kerberos, para evitar confusão com um asteroide denominado 1865 Cerberus. Na mitologia grega, Cerberus (ou Cérbero) era um cachorro de muitas cabeças que guardava a entrada para o mundo subterrâneo dos mortos. Já Styx, segundo a mitologia clássica, era uma deusa que reinava sobre o rio subterrâneo também chamado Styx (ou Estige).
A UAI atua como reguladora do processo de nomeação dos corpos celestes e assegura que os nomes funcionem bem para as diversas línguas e culturas.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/07/luas-de-plutao-ganham-nomes-de-kerberos-e-styx-apos-voto-popular.html
| Luas de Plutão têm nomes inspirados na mitologia clássica (Foto: NASA, ESA e M. Showalter - SETI Institute) |
Depois de uma votação popular, a quarta e a quinta luas de Plutão receberam oficialmente os nomes de Kerberos e Styx, respectivamente. O anúncio, publicado pela EFE, é da União Astronômica Internacional (UAI), que avaliou e reconheceu as sugestões do público.
A decisão de pedir o palpite da população para batizar as luas foi do grupo de pesquisa responsável pelas descobertas dos satélites, que ocorreram em 2011 e 2012.
Mas a escolha não foi totalmente livre. O líder do grupo de pesquisa, Mark Showalter, do Seti Institute, determinou que as sugestões deveriam estar relacionadas com a mitologia clássica para combinarem com os nomes das outras três luas de Plutão: Nix, Hydra e Charon.
Os três primeiros colocados no concurso popular foram Vulcano, Cerberus e Styx. A avaliação da UAI excluiu o nome Vulcano, que havia ficado em primeiro lugar, por este ter sido usado anteriormente para denominar um planeta hipotético que ficaria entre Mercúrio e o Sol. Ainda que se tenha descoberto posteriormente que o planeta não existia, o termo “vulcanoide” passou a designar os asteroides existentes na órbita de Mercúrio.
A organização também determinou a alteração do nome Cerberus para Kerberos, para evitar confusão com um asteroide denominado 1865 Cerberus. Na mitologia grega, Cerberus (ou Cérbero) era um cachorro de muitas cabeças que guardava a entrada para o mundo subterrâneo dos mortos. Já Styx, segundo a mitologia clássica, era uma deusa que reinava sobre o rio subterrâneo também chamado Styx (ou Estige).
A UAI atua como reguladora do processo de nomeação dos corpos celestes e assegura que os nomes funcionem bem para as diversas línguas e culturas.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/07/luas-de-plutao-ganham-nomes-de-kerberos-e-styx-apos-voto-popular.html
Assinar:
Postagens (Atom)