quinta-feira, 16 de julho de 2015

Brasileiros descobrem novo planeta semelhante a Júpiter

Exoplaneta foi encontrado com a ajuda de telescópio do ESO, no Chile.
Achado abre possibilidade de sistema planetário parecido com o nosso.


Cientistas brasileiros lideram a descoberta de um novo planeta com massa semelhante à de Júpiter e que orbita uma estrela que tem características similares às do Sol.
O achado ocorreu graças ao instrumento Harps do telescópio 3p6 do Observatório Europeu Sul, o ESO, instalado no Chile. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (15).

Segundo um comunicado do ESO, o exoplaneta orbita a estrela HIP 11915, e sua posição nesse sistema é praticamente a mesma de Júpiter, abrindo a possibilidade de que a região em torno dessa estrela seja parecida com o Sistema Solar.
Isso porque o desenvolvimento de vida na Terra foi possível graças à presença de Júpiter e de sua influência gravitacional exercida no Sistema Solar durante a fase de sua formação.
O comunicado afirma que “tal fato leva os cientistas a crer que encontrarmos um planeta gêmeo de Júpiter é um marco importante na busca de um sistema planetário que seja semelhante ao nosso”.
Concepção artística do recentemente descoberto planeta gigante gasoso gêmeo de Júpiter em órbita de uma estrela gêmea do Sol, HIP 11915 (Foto: ESO/M. Kornmesser)
Concepção artística do recentemente descoberto planeta gigante gasoso gêmeo de Júpiter em órbita de uma estrela gêmea do Sol, HIP 11915 (Foto: ESO/M. Kornmesser)

''A procura de uma Terra 2.0 e de um Sistema Solar 2.0 completo é um dos esforços mais excitantes da astronomia"

Jorge Melendez, professor da USP e líder da pesquisa
 

terça-feira, 14 de julho de 2015

Robô Opportunity: 11 anos de Marte em 15 segundos

Agência espacial americana, Nasa, divulga vídeo com seleção de imagens gravadas por veículo que pousou no Planeta Vermelho em 2004.

Robô Opportunity capta imagens de Marte desde 2004 (Foto: Reprodução/Nasa/BBC)
Robô Opportunity capta imagens de Marte desde 2004 (Foto: Reprodução/Nasa/BBC)

Há 11 anos, o veículo-robô da Nasa Opportunity vem atravessando território marciano. Ao longo deste tempo, ele percorreu 42 quilômetros do Planeta Vermelho.
A agência espacial americana produziu um vídeo acelerado com algumas das imagens que ele registrou entre 2004 e 2015.
O Opportunity parece estar chegando ao fim da sua vida útil, que excedeu - e muito - as expectativas iniciais de apenas três meses.

Veja o vídeo.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/07/robo-opportunity-11-anos-de-marte-em-15-segundos.html

Sonda da Nasa descobre que Plutão é maior do que o previsto

Plutão tem diâmetro de 2.370km, cerca de 80km a mais do que se pensava.
Sonda New Horizons vai se aproximar de planeta anão nesta terça-feira.


Nova imagem feita pela sonda New Horizons mostra Plutão mais de perto. Equipamento da Nasa está chegando cada vez mais próximo do planeta anão (Foto: NASA/JHUAPL/SWRI)
Nova imagem feita pela sonda New Horizons mostra Plutão mais de perto. Equipamento da Nasa está chegando cada vez mais próximo do planeta anão (Foto: NASA/JHUAPL/SWRI)

Plutão sempre surpreende. Cientistas descobriram que o planeta anão é maior do que se previa, à medida que a espaçonave New Horizons, da Nasa, se aproxima para um voo rente na terça-feira, após uma jornada de quase uma década.
A sonda, que funciona com energia nuclear, estava em posição para passar no centro de uma zona-alvo de 97 a 145 quilômetros entre as órbitas de Plutão e sua lua principal, Charon, na manhã de terça-feira, disseram gerentes do controle da missão New Horizons, no Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, nos arredores de Baltimore.
Após uma jornada de quase 5 bilhões de quilômetros, traçar essa trajetória é como um jogador de golfe em Nova York acertar com uma tacada um buraco em Los Angels, disse o gerente do projeto, Glen Fountain, a repórteres.
Durante a passagem por Plutão e suas cinco luas, que deve durar 30 minutos, a New Horizons realizará uma série cuidadosamente coreografada de manobras para posicionar suas câmeras e instrumentos para centenas de observações.
Cientistas já descobriram que Plutão, antes considerado o nono e mais distante planeta do Sistema Solar, é maior do que se pensava, com um diâmetro de cerca de 2.370 quilômetros, cerca de 80 quilômetros a mais do que previsões anteriores.
Plutão agora é oficialmente maior do que Eris, um dos centenas de milhares de miniplanetas e objetos parecidos com cometas que circulam a região além de Netuno chamada de Cinturão de Kuiper. A descoberta desta região, em 1992, levou a uma reclassificação oficial de Plutão, que passou a ser chamado de "planeta anão".
E tamanho é documento, mesmo para planetas anões. Ser um pouco maior significa que Plutão consiste significativamente de mais gelo e um pouco menos de água do que o previsto, um detalhe importante para cientistas determinarem a história de como ele e o resto do Sistema Solar foram formados.
"O sistema de Plutão é um remanescente fóssil das origens de nosso Sistema Solar", disse o cientista-chefe da Nasa, John Grunsfeld. "Vamos aprender mais sobre isso."

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/07/espaconave-da-nasa-descobre-que-plutao-e-maior-do-que-o-previsto.html

Foto inédita mostra ‘coração’ na superfície de Plutão

Registro é o primeiro durante aproximação de sonda que viajou nove anos até o ‘planeta anão’

A imagem de 7 de julho sobrepõe registros de duas câmeras da New Horizons (Foto: Reuters/BBC)
A imagem de 7 de julho sobrepõe registros de duas câmeras da New Horizons (Foto: Reuters/BBC)

Após viajar nove anos e quase cinco bilhões de quilômetros, a sonda espacial New Horizons começou nesta semana a aproximação final a Plutão, revelando as melhores imagens já feitas de um dos planetas mais distantes do Sistema Solar.
A Nasa (agência espacial norte-americana) divulgou nesta quarta-feira o registro feito no dia anterior pela New Horizons, quando a sonda estava a "apenas" oito milhões de quilômetros de Plutão.
Nesta quinta, a sonda chegaria a seis milhões de quilômetros, rumo ao ponto de maior aproximação (12,5 mil km), passagem histórica prevista para 14 de julho.
Essa última imagem foi o primeiro registro enviado após a sonda entrar inesperadamente em modo de segurança, no último dia 4, e perder o contato com a Terra.
O "rosto" de Plutão visto na imagem é, em grande parte, o que será examinado de perto na próxima semana. Inclui uma ampla área escura próxima à linha do Equador de Plutão, conhecida informalmente por cientistas como "a baleia", e uma área clara em formato de coração com cerca de 2.000 km.
Planeta estranho
Na aproximação final, a sonda New Horizons ficará a apenas 12,5 mil km da superfície de Plutão. Sua câmera de alta resolução Lorri (Long Range Recconnaissance Imager) deverá então captar imagens de resolução até 500 vezes superior aos últimos registros.
A câmera Lorri é responsável pela imagem mostrada nesta página, mas as informações sobre cores foram fornecidas pela outra câmera da sonda, a Ralph.
"As imagens ainda estão um pouco borradas, mas são, de longe, as melhores que já vimos de Plutão, e vão só melhorar", afirmou John Spencer, do instituto de pesquisa SxRI (Southwest Research Institute), de Colorado, um dos parceiros da Nasa na empreitada.
"Nesse momento as imagens revelam apenas que Plutão é um planeta realmente esquisito. Ele tem algumas áreas muito escuras, outras extremamente claras, e não sabemos nada sobre o que são ainda", afirmou Spencer ao programa Newshour, da BBC.

O astrônomo Alex Parker, da equipe da New Horizons, publicou essa ilustração no Twitter (Foto: Twitter/BBC)
O astrônomo Alex Parker, da equipe da New Horizons, publicou essa ilustração no Twitter (Foto: Twitter/BBC)

Spencer e seus colegas acreditam que a área mais clara pode estar coberta por monóxido de carbono congelado e que a mancha escurecida possa ser um depósito de hidrocarbonetos, queimados na atmosfera de Plutão por raios cósmicos e radiação ultravioleta.
Mas por ora tudo não passa de palpite.
"Teremos registros 500 vezes melhores na próxima terça, quando teremos nossa passagem mais próxima", disse Spencer.
Na aproximação final, a New Horizons estará viajando a quase 14km por segundo – muito rápido para entrar em órbita.
A sonda fará um voo automático de reconhecimento, coletando o máximo de imagens e dados ao passar pelo planeta de 2.300 km de diâmetro e suas cinco luas conhecidas: Charon, Styx, Nix, Kerberos e Hydra.
A missão ocorre durante o 50o aniversário da primeira passagem bem sucedida de uma sonda norte-americana por Marte, feita pela Mariner 4. A New Horizons irá coletar 5.000 vezes mais informações do que a Mariner conseguiu quando passou pelo planeta vermelho.
Um dos grandes desafios da missão a Plutão é enviar toda a informação de volta até a Terra. A distância é enorme, o que torna o ritmo de envio dos dados muito lento. Serão ao menos 16 meses para encaminhar todos os dados científicos a serem reunidos nos próximos dias.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/07/foto-inedita-mostra-coracao-na-superficie-de-plutao.html

Astrônomos descobrem sistema com cinco sóis em Ursa Maior

Equipe britânica diz que combinação de duas estrelas binárias e uma 'simples' é a primeira do gênero já descoberta; grupo está a 250 mil anos-luz da Terra.

Um dos pares de estrelas binárias do novo sistema poderia estar em processo de fusão (Foto: Nasa/BBC)
Um dos pares de estrelas binárias do novo sistema poderia estar em processo de fusão (Foto: Nasa/BBC)

Astrônomos britânicos anunciaram a descoberta de um sistema solar com nada menos que cinco sóis, na constelação de Ursa Maior.
Distante 250 mil anos-luz da Terra, o grupo de estrelas é inédito por conta de sua configuração: duas estrelas binárias e uma "simples", um agrupamento jamais antes encontrado.
A descoberta foi anunciada num encontro anual de astrônomos britânicos, na cidade de LLandudno, no País de Gales. Ela foi possível graças ao uso de um sistema robotizado de telescópios operando continuamente nos dois hemisférios terrestres - um nas Ilhas Canárias, próximo à Espanha, e outro em Sutherland, na África do Sul.
'Sol-satélite'
Os pares de binárias seguem uma órbita em torno do mesmo centro de gravidade, mas estão separados por uma distância de mais de 21 bilhões de quilômetros - mais de três vezes maior, por exemplo, que a separando Plutão do Sol.
Uma das estrelas duplas é o que a astronomia conhece como "binária de contato" - elas estão próximas o suficiente para se tocarem ou mesmo se fundirem, e compartilham da mesma exosfera (atmosfera externa).
O outro par está separado por 3 milhões de km. E conta com uma espécie de "sol-satélite".
Segundo um dos astrônomos que fizeram a descoberta, Marcus Lohr, o sistema solar pode conter planetas ou mesmo abrigar vida.
"Trata-se de um sistema verdadeiramente exótico. Em princípio, não há razão para que ele não contenha planetas. Habitantes teriam um céu capaz de botar os produtores de Guerra nas Estrelas no chinelo", brincou Lohr, referindo-se às paisagens fantásticas da série de filmes de ficção científica.
"Eles poderiam ter nada menos que cinco sóis de diferentes brilhos ao mesmo tempo no céu".
Lohr disse ainda que, apesar da configuração inédita do sistema em Ursa Maior, um outro grupo de cinco estrelas já foi descoberto pelo telescópio Kepler, na Nasa, a Agência Espacial dos EUA.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/07/astronomos-descobrem-sistema-com-cinco-sois-em-ursa-maior.html

Cometa estudado por missão Rosetta teria microrganismos na superfície

Teoria foi apresentada por astrônomos do Reino Unido nesta semana.
Tese reforçaria que cometas têm importância na aparição da vida na Terra.


Imagem divulgada pela Agência Espacial Europeia em 12 de junho mostra o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko pelas lentes da Sonda Rosetta (Foto: ESA/Rosetta/NavCam )
Imagem divulgada pela Agência Espacial Europeia em 12 de junho mostra o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko pelas lentes da Sonda Rosetta (Foto: ESA/Rosetta/NavCam )

O cometa Churyumov-Gerasimenko, onde o robô europeu Philae aterrissou em novembro do ano passado, poderia abrigar microrganismos em abundância - é o que diz a teoria apresentada nesta semana por dois astrônomos em uma conferência científica na Grã-Bretanha.
Caso a tese seja confirmada, reforçaria a teoria segundo a qual os cometas desempenharam um papel importante na aparição da vida sobre a Terra.
A comunidade científica acredita que não apenas levaram água, mas também encheram os oceanos com moléculas complexas.
Os cometas são pequenos corpos do sistema solar constituídos por um núcleo integrado por gelo, matéria orgânica e rochas, tudo cercado por pó e gás.
Missão Rosetta Desde agosto, o cometa 67P/Churymov-Gerasimenko está escoltado pela sonda europeia Rosetta a caminho do Sol, atualmente a uma velocidade de 32,9 quilômetros por segundo.
Os dados coletados pela missão Rosetta revelaram uma superfície preta, rica em materiais orgânicos complexos que abrangem o gelo. As imagens mostram grandes "mares" e lagoas que poderiam ser formadas por água congelada coberta por detritos orgânicos e grandes blocos.
Todos estes elementos são "compatíveis" com a presença de organismos vivos microscópicos, disse Max Willis, da Universidade de Cardiff e Chandra Wickramasinghe, diretor do Centro de Astrobiologia de Buckingham, durante uma reunião da Royal Astronomical Society, em Llandudno, País de Gales.
"Rosetta já mostrou que um cometa não deve ser considerado um corpo muito frio e inativo, mas neles ocorrem em fenômenos geológicos e podem vir a ser mais acolhedores para os microrganismos que o Ártico ou a Antártica", explicou Max Willis em declaração.
A detecção pelo robô Philae de moléculas orgânicas complexas em abundância na superfície do cometa ajuda a proporcionar um "teste" da presença de vida, de acordo com os pesquisadores.
Sais anticongelamento
"Os microrganismos se desenvolveriam sob a superfície, levando à formação de bolsões de gás em alta pressão que quebrariam o gelo liberando partículas orgânicas", disse à AFP Chandra Wickramasinghe.
De acordo com o modelo apresentado pelos dois cientistas, estes micróbios podem se alojar nas fendas de gelo e de neve. Possivelmente contendo sais de anticongelamento, o que permitiria sua adaptação ao frio e permanecer ativo em temperaturas de 40 graus abaixo de zero.
Em setembro passado, as áreas do cometa expostas à luz solar já se aproximavam dessa temperatura quando estava cerca de 500 milhões quilômetros do Sol, e começou a emitir um fluxo de gases, destacam.
Desde então, o cometa chegou muito perto do sol e em 13 de agosto atingirá seu periélio - o ponto de sua órbita mais próximo do sol -, cerca de 186 milhões de quilômetros.
À medida que o cometa se aproxima do Sol, a temperatura aumenta, as trilhas de gás e poeira se intensificam e os microrganismos devem aumentar sua atividade, os investigadores estimam. Se tudo correr bem, Rosetta e Philae estarão na primeira fila para observar o fenômeno.
Como surgiu a vida
O objetivo da missão Rosetta, organizada pela Agência Espacial Europeia (ESA), é compreender melhor a evolução do sistema solar a partir do momento do nascimento, com os cometas vistos como vestígios de matéria primitiva.
Lançada em março de 2004, a sonda Rosetta viajou por dez anos acompanhada de Philae até se encontrar com o cometa 67P. Em 12 de novembro o robô pousou no cometa, em uma façanha histórica.
O robô-laboratório trabalhou por 60 horas antes de 'adormecer' por causa da iluminação insuficiente de seus painéis solares. Acordou em junho, graças ao aumento da temperatura e da la luz solar.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/07/cometa-estudado-por-missao-rosetta-teria-microrganismos-na-superficie.html

Imagens da Nasa mostram buraco negro 'arrotando' raios-X

Satélite americano detecta pulso de energia em constelação a 8 mil anos-luz da Terra, em fenômeno detectado pela última vez há mais de 25 anos.

O buraco negro V404 Cygni estava "quieto" desde 1989 (Foto: Nasa/BBC)
O buraco negro V404 Cygni estava "quieto" desde 1989 (Foto: Nasa/BBC)

Um satélite dos Estados Unidos fotografou o que astrônomos descreveram como simplesmente o "arroto" de um buraco negro.
O Swift, controlado pela Agência Espacial Americana (Nasa), detectou um pulso de raios-X emitido por um buraco negro batizado de V404 Cygni.
Localizado na constelação de Cisne, a 8 mil anos-luz da terra, o corpo celeste já tinha "arrotado" antes, mas a última vez tinha sido em 1989.
Raridade
"Esse tipo de erupção é bastante raro. Quando detectamos um, usamos tudo o que temos para monitorar suas emissões, dos sinais de rádio aos raios gama", explica Neil Gehrels, astrônomo da Nasa.
"No momento, V404 Cygni está mostrando uma variação excepcional nas emissões e oferece uma rara chance de observarmos (o fenômeno)".
O Swift não é um satélite comum: ele tem a habilidade de girar rapidamente para observar as emissões de raios gama, que normalmente duram menos de um minuto, assim como outras rajadas energéticas, incluindo os raios-X. Emissões deste tipo são brilhantes, mas atingem seu pico de intensidade em apenas alguns dias.
Ocorrem quando gases são atraídos pela gravidade dos buracos negros - apesar do nome, eles são estrelas contraídas e cujo pulso gravitacional é capaz de atrair até a luz.
Os buracos negros são extremamente difíceis de serem observados e sua localização normalmente é "denunciada" pelo movimento de corpos celestes próximos.
Por isso, a oportunidade apresentada pelo V404 Cygni foi preciosa. Ainda mais porque o buraco negro voltou a "dormir", segundo a Nasa.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/07/imagens-da-nasa-mostram-buraco-negro-arrotando-raios-x.html