sexta-feira, 31 de julho de 2015

Lua azul ocorre nesta sexta-feira

Expressão 'lua azul' designa a segunda lua cheia do mês.
Uso do termo teve origem em um erro ocorrido em 1946.


Lua cheia, conhecida como Lua azul por ser a segunda lua cheia do mês, é vista em Nova York nesta sexta-feira (31) (Foto: REUTERS/Eduardo Munoz)
Lua cheia, conhecida como Lua azul por ser a segunda lua cheia do mês, é vista em Nova York nesta sexta-feira (31) (Foto: REUTERS/Eduardo Munoz)

A noite desta sexta-feira (31) terá a segunda lua cheia de julho. Essa ocorrência é chamada, desde a década de 1940, de lua azul. Mas isso não significa que a lua realmente terá a coloração azulada.
Como explica o astrônomo Cassio Barbosa, autor do Blog Observatório, trata-se apenas de uma lua cheia comum. O uso do termo com esse sentido teve origem em 1946, quando um astrônomo amador publicou um texto em uma revista popular de astronomia dos Estados Unidos afirmando que à segunda lua cheia do mês dava-se o nome de lua azul.
A última vez que o fenômeno ocorreu foi em agosto de 2012 e a próxima vez será em janeiro de 2018.
Lua azul, a segunda lua cheia do mês, é vista na noite desta sexta-feira (31) na cidade de Taguig, nas Filipinas (Foto: AP Photo/Bullit Marquez)
Lua azul, a segunda lua cheia do mês, é vista na noite desta sexta-feira (31) na cidade de Taguig, nas Filipinas (Foto: AP Photo/Bullit Marquez)
 
 

Philae revela presença de quatro moléculas orgânicas em cometa

Robô coletou dados do núcleo do cometa 67P/Churymov-Guerasimenko.
Observação dessas moléculas é inédita em cometas.


Imagem fiet aem novembro de 2014 mostra a superfície do cometa fotografada a uma altitude de 67,4 metros, quando o robô Philae estava descendo para a superfície do cometa  (Foto: ESA/Rosetta/Philae/ROLIS/DLR via AP)
Imagem fiet aem novembro de 2014 mostra a superfície do cometa fotografada a uma altitude de 67,4 metros, quando o robô Philae estava descendo para a superfície do cometa (Foto: ESA/Rosetta/Philae/ROLIS/DLR via AP)

Os novos resultados científicos da exploração inédita do cometa 67P/Churymov-Guerasimenko revelam estruturas e características inesperadas, entre elas a presença de quatro moléculas orgânicas, fundamentais para a vida, nunca antes observadas nestes pequenos corpos celestes.
Estas são as principais conclusões tiradas dos dados e análises efetuados pelos instrumentos do robô Philae, que pela primeira vez na história conseguiu coletar dados diretamente do núcleo de um cometa.
"Descobrimos quase tudo o que ignorávamos antes sobre o núcleo de um cometa", explicou Jean-Pierre Bibring, professor da Universidade Paris-Sud, responsável científico do Philae.
"E nada do que vemos corresponde realmente ao que podíamos imaginar sobre um cometa, da estrutura global e em pequena escala, às propriedades físicas e sua composição", esclareceu o professor, em entrevista à AFP.
Segundo ele, este "caldo" de informações vai ajudar a aumentar a compreensão dos cometas, testemunhas da gênese do sistema solar há 4,6 bilhões de anos.
Os estudos foram publicados nesta quinta-feira (30) na revista norte-americana "Science".
"Estamos convencidos de que Philae nos fará avançar consideravelmente sobre a origem da vida" em nosso planeta e também sobre o fato de saber se ela é frequente ou não no Universo, avaliou o professor Bibring.
As quatro moléculas detectadas sobre o cometa entram numa cadeia de evolução química que pode levar à formação de elementos fundamentais para a vida, explicou o cientista.
A descoberta foi feita pouco depois da movimentada chegada de Philae em 12 de novembro de 2014 - após sua separação da sonda Rosetta - por um de seus dez instrumentos.
Ao todo, puderam ser identificados 16 compostos que puderam se repartir em seis classes de moléculas orgânicas - dentre eles álcoois e aminas. Entre estas moléculas, quatro nunca antes encontradas até hoje num cometa, são, por exemplo, o metil e a acetona - precursores das moléculas fundamentais para a vida, como os açúcares e os aminoácidos.
Imagem divulgada pela Agência Espacial Europeia em 12 de junho mostra o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko pelas lentes da Sonda Rosetta (Foto: ESA/Rosetta/NavCam )
Imagem divulgada pela Agência Espacial Europeia em 12 de junho mostra o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko pelas lentes da Sonda Rosetta (Foto: ESA/Rosetta/NavCam )

Mas a presença destes últimos compostos mais complexos não pode ser identificada com esta primeira análise, informaram os pesquisadores.
Estas observações dão um panorama dos processos químicos que se produzem no núcleo de um cometa e mesmo na nuvem de poeira que, ao afundar, deu origem ao sistema solar há 4,6 bilhões de anos, segundo os astrônomos.
Origem da vida
Na medida em que os cometas não sofreram mudanças desde a emergência do sistema solar, é possível deduzir destas observações que estes compostos orgânicos cometários já estavam aglomerados na forma de grãos de diversos milímetros, como no cometa "Churi".
Acreditava-se até então que apenas pequenas moléculas orgânicas pairavam no gelo dos núcleos cometários.
São estes grãos que, ao chegarem aos oceanos da Terra e talvez de outros planetas e luas do sistema solar, teriam favorecido o surgimento da vida, estimam os autores destes trabalhos.

Combinação de fotos divulgada pela Agência Espacial Europeia mostra o robô Philae na superfície do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko (Foto: Esa/Rosetta/Philae/AP)
Combinação de fotos divulgada pela Agência Espacial Europeia mostra o robô Philae na superfície do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko (Foto: Esa/Rosetta/Philae/AP)

A trajetória de Philae e os dados registrados por seus instrumentos no momento do contato com o cometa 67P/Churymov-Guerasimenko, ou simplesmente Churi, mostram uma superfície granulada ou dura, de acordo com os locais.
O interior parece mais homogêneo do que o previsto, segundo um radar à bordo do robô que conseguiu penetrar o núcleo de cinco quilômetros de diâmetro. Estas observações confirmam também uma forte porosidade estimada em 75 a 85%.
As fotos e medidas puderam determinar a posição de Philae, que repousa num vale, deitado de lado com apenas dois de seus três pés em contato com o solo.
O módulo está cercado de paredes que complicam sua alimentação de energia solar e suas comunicações com Rosetta.
Robô pousa em cometa (Rede Globo) (Foto: Reprodução Rede Globo)
Concepção artística ilustra robô pousando em cometa (Foto: Reprodução Rede Globo)

Após sua chegada em 12 de novembro, ela conseguiu funcionar durante 60 horas antes de adormecer, culpa de uma exposição ao sol insuficiente para recarregar suas baterias solares. Ela acordou apenas em 13 de junho, após sete meses de hibernação, enquanto o cometa se aproximava do sol.
Desde então, o robô tem dificuldades em estabelecer uma comunicação suficiente com Rosetta, que está distante 200 quilômetros para evitar os jatos de gás e de poeira.
Durante seu oitavo e último contato em 9 de julho, Philae se comunicou por mais tempo e conseguiu transmitir dados. Mas a qualidade da comunicação não permitiu aos cientistas transmitir os comandos ao robô para fazer com que os instrumentos funcionassem.
"Philae não morreu, mas continua em sobrevida de maneira muito eficiente", insistiu nesta quinta-feira o professor Bibring.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/07/philae-revela-presenca-de-quatro-moleculas-organicas-em-cometa.html

Câmera da Nasa fotografa montanha com 'neve' de CO2 em Marte

Neve de Marte, composta de CO2, destaca acidentes geográficos da região.
Imagem é da câmera de Veículo Orbital de Reconhecimento de Marte.



Imagem divulgada pela Nasa nesta quinta-feira (30) mostra montanhas de marte com 'neve' (Foto:  Reuters/NASA/JPL/University of Arizona)
Imagem divulgada pela Nasa nesta quinta-feira (30) mostra montanhas de marte com 'neve' (Foto: Reuters/NASA/JPL/University of Arizona)

Uma câmera de alta resolução da Nasa fotografou uma paisagem em Marte que lembra as montanhas nevadas da Terra. Em vez de água congelada, porém, a "neve" de Marte é composta por dióxido de carbono (CO2). A imagem foi divulgada pela agência espacial americana nesta quinta-feira (30).
Na imagem, é possível ver o gelo destacando os barrancos nas laterais do morro. Segundo a Nasa, a formação sazonal desse tipo de neve é comum em altas latitudes no planeta vermelho.
A paisagem foi registrada em 11 de abril pela câmera do Experimento Científico de Imagem de Alta Resolução (HiRISE, na sigla em inglês), do Veículo Orbital de Reconhecimento de Marte. O experimento HiRISE é cordenado pela Universidade do Arizona.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/07/camera-da-nasa-fotografa-montanha-com-neve-em-marte.html

Pesquisadores identificam 'aurora polar' fora do Sistema Solar pela 1ª vez

Cientistas avistaram show de luzes semelhante à aurora boreal na constelação de Lira.

Brilho luminoso se parece com o das auroras polares, mas é quase um milhão de vezes mais brilhante e tem a cor vermelha (e não verde) como predominante. (Foto: BBC)
Brilho luminoso se parece com o das auroras polares, mas é quase um milhão de vezes mais brilhante e tem a cor vermelha (e não verde) como predominante. (Foto: BBC)

Uma equipe internacional de cientistas identificou pela primeira vez um fenômeno semelhante às auroras polares da Terra fora do Sistema Solar.
Os cientistas conseguiram detectar uma exposição de luz ao redor de uma anã marrom na constelação de Lira.
Eles dizem que o brilho luminoso se parece com o das auroras polares, mas é quase um milhão de vezes mais brilhante e tem a cor vermelha (e não verde) como predominante.
As descobertas foram divulgadas na publicação científica Nature.
Stuart Littlefair, astrônomo da Universidade de Sheffield, diz que a descoberta é inédita. "Essa é a primeira vez que conseguimos confirmar que estamos vendo auroras em anãs marrons".
Interação de partículas
Auroras brilhantes são alguns dos fenômenos mais deslumbrantes da Terra. Este brilho luminoso também pode aparecer em torno de todos os planetas do nosso Sistema Solar.
Elas ocorrem quando partículas carregadas do Sol interagem com a atmosfera.
Mas a anã marrom iluminada, um objeto que é muito pequeno para ter se tornado uma estrela, mas com massa muito grande para ser um planeta, fica bem longe na galáxia.
Chamada LSRJ1835, ela foi vista no observatório de radioastronomia Very Large Array usando os telescópios óticos Hale e Keck.
Os cientistas avistaram o objeto conforme ele rodava rapidamente e observaram como as luzes mudavam.
"As mudanças no brilho eram consistentes, o que é algo que você esperaria ver em auroras", explicou Littlefair.
A aurora na anã marrom é majoritariamente vermelha porque as partículas carregadas estão interagindo principalmente com o hidrogênio na sua atmosfera. Na Terra, o brilho esverdeado é causado conforme os elétrons do Sol atingem os átomos de oxigênio.

As luzes verdes que aparecem na aurora da Terra são causadas pela interação de partículas com o oxigênio da atmosfera (Foto: Reprodução/Nasa)
As luzes verdes que aparecem na aurora da Terra são causadas pela interação de partículas com o oxigênio da atmosfera (Foto: Reprodução/Nasa)

No entanto, os cientistas ainda estão confusos sobre como aquele show de luzes foi gerado.
A anã marrom é como uma estrela que 'falhou' e não há outra estrela como o Sol nas proximidades para explodir as partículas carregadas.
"É possível que o material esteja saindo da superfície da anã marrom para produzir seus próprios elétrons", disse Littlefair.
Outra opção é um planeta ou lua ainda não identificados ao redor da anã marrom esteja expelindo material para gerar as luzes.
Algumas auroras de Júpiter são produzidas dessa forma, quando partículas carregadas são emitidas por vulcões em suas luas.
Planeta ou estrela?
A descoberta também está ajudando os cientistas a entender melhor as anãs marrons.
Existe algum debate sobre a definição delas como 'estrelas' ou como 'planetas'.
"Se você está trabalhando com anãs marrons, faz diferença se você os considera estrelas pequenas ou planetas grandes", afirma Littlefair.
"Nós já sabemos por observações em anãs marrons que eles têm nuvens na atmosfera. Agora, sabemos que elas também têm auroras, então temos uma razão ainda maior para considerar uma anã marrom como uma versão de maior escala dos planetas do que uma versão de menor escala de estrelas."

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/07/pesquisadores-identificam-aurora-polar-fora-do-sistema-solar-pela-1-vez.html

sábado, 25 de julho de 2015

Nasa divulga imagem inédita da atmosfera de Plutão

Foto mostra atmosfera iluminada pela luz do Sol, atrás do planeta anão.
Sonda New Horizons enviou material para a Terra nesta quinta-feira (23).


Imagem divulgada pela Nasa nesta sexta-feira (24) mostra a atmosfera de Plutão iluminada pela luz do Sol, que está atrás do planeta-anão. A imagem foi feita quando a sonda New Horizons estava a cerca de 2 milhões de km de Plutão  (Foto: Nasa/JHUAPL/SwRI via AP)
Imagem divulgada pela Nasa nesta sexta (24) mostra a atmosfera de Plutão iluminada pelo Sol, que está atrás do planeta anão. Foto foi feita quando a sonda New Horizons estava a cerca de 2 milhões de km de Plutão
(Foto: Nasa/JHUAPL/SwRI via AP)

A Nasa divulgou, nesta sexta-feira (24), fotos inéditas de Plutão. Uma das imagens, feita pela sonda New Horizons e enviada para a Terra nesta quinta-feira (23), revela um anel que representa a atmosfera de Plutão iluminada pelo Sol, que está atrás do planeta anão.
A imagem foi captada apenas 7 horas depois de a sonda passar pelo ponto de aproximação máxima de Plutão e revela um nevoeiro que se estende até 130 km acima da superfície.
"Meu queixo caiu no chão quando vi essa primeira imagem de uma atmosfera alienígena no Cinturão de Kuiper", disse o principal pesquisador do projeto New Horizons, Anan Stern.
"Isso nos faz lembrar que a exploração nos traz mais do que apenas descobertas incríveis – ela nos traz belezas incríveis." Observar a atmosfera de Plutão vai ajudar a entender melhor o que está acontecendo na superfície do planeta anão, afirmam os membros do projeto.

 Imagem divulgada nesta sexta-feira mostra uma combinação de imagens captadas pela New Horizons com cores artificiais para mostrar diferenças na composição e na textura na superfície de Plutão  (Foto: NASA/JHUAPL/SwRI via AP)
Imagem divulgada nesta sexta (24) mostra uma combinação de fotos da New Horizons com cores artificiais para mostrar diferenças na composição e na textura na superfície de Plutão (Foto: NASA/JHUAPL/SwRI via AP)

As novas imagens também revelaram a movimentação de nitrogênio congelado na planície Sputnik, que fica no canto esquerdo da área em formato de coração, como explica o astrônomo Cassio Barbosa (leia o post no Blog Observatório para saber mais detalhes). Segundo cientistas, há sinais de atividade geológica recente na região.

Longa jornada Em 14 de julho, a New Horizons, que viaja pelo espaço há mais de nove anos, atingiu a distância mais próxima de Plutão, 12,5 mil quilômetros. O feito deve ajudar cientistas a descobrir mais detalhes sobre o corpo celeste e o chamado Cinturão de Kuiper.
A sonda espacial viajou durante nove anos por quase 5 bilhões de quilômetros (que é a distância entre Plutão e a Terra) até chegar perto de Plutão.
Ela foi lançada em 2006, dos Estados Unidos, a bordo do foguete Atlas. A sonda viajou até Júpiter e usou a gravidade desse planeta como um estilingue para acelerar sua velocidade. Desde então, ficou adormecida e viajou pelo espaço até ser reativada, em dezembro de 2014.
Sete instrumentos que estão a bordo da sonda captam essas imagens, que estão sendo transmitidas para a Terra. O tempo de transmissão dos dados de Plutão até a Nasa, nos Estados Unidos, é de quatro horas e meia.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/07/nasa-divulga-imagem-inedita-da-atmosfera-de-plutao.html

Nasa encontra planeta similar à Terra em potencial zona habitável

Planeta Kepler-452b é 60% maior que a Terra e orbita a estrela Kepler 452.
Informação foi divulgada nesta quinta-feira pela agência espacial americana.


Cientistas da Nasa divulgaram nesta quinta-feira (23) que descobriram um exoplaneta com características muito similares à Terra e que orbita uma estrela semelhante ao Sol.
O planeta Kepler-452b foi chamado pelos cientistas de "primo distante" da Terra. Ele é 60% maior e tem boa chance de ser rochoso, embora sua massa e composição ainda não tenham sido determinados.
Ele demora 385 dias para dar uma volta completa ao redor de sua estrela, chamada de Kepler-452, astro do sistema que está a 1.400 anos-luz de distância da Terra.

Concepção artística mostra o exoplaneta Kepler-452b, o primeiro com tamanho aproximado da Terra a ser encontrado em uma zona habitável (Foto: NASA/JPL-Caltech/T. Pyle)
Concepção artística mostra o exoplaneta Kepler-452b, o primeiro com tamanho aproximado da Terra a ser encontrado em uma zona habitável (Foto: NASA/JPL-Caltech/T. Pyle)

Essa estrela é um pouco mais velha que o Sol (tem "só" 1,5 bilhão de anos a mais), tem a mesma temperatura, é 20% mais brilhante e possui um diâmetro 10% maior.
Os achados desta quinta foram publicados no periódico "The Astronomical Journal". Com a descoberta, aumentou para 521 o total de exoplanetas descobertos pelo satélite Kepler.
'Condições necessárias para a vida'
Em comunicado divulgado pela Nasa, Jon Jenkins, chefe do projeto do satélite Kepler, disse que a descoberta fornece uma oportunidade de entender e refletir sobre o ambiente em evolução da Terra.
[...] Devem existir todos os ingredientes e as condições necessárias para a vida existir
neste planeta"
Jon Jenkins, chefe do projeto do satélite Kepler
"É inspirador considerar que esse planeta já vive há 6 bilhões de anos na área habitável dessa estrela, mais do que a Terra. Isso é uma oportunidade substancial para a vida surgir, devem existir todos os ingredientes e as condições necessárias para a vida existir neste planeta", afirmou o pesquisador.
Além desse achado, foram descritos ainda outros 11 candidatos à planeta que também estão em zona habitável.
A busca de planetas similares à Terra é uma das maiores aventuras na pesquisa espacial, e embora já tenham sido detectadas centenas de planetas do tamanho do nosso e outros menores, eles circulam em órbitas próximas demais de suas estrelas para que haja água líquida em sua superfície.

Comparação feita pela Nasa mostra o Sol e a Terra (à esquerda) e a estrela Kepler-452 com o planeta Kepler-452b (Foto: NASA/JPL-Caltech/T. Pyle)
Comparação feita pela Nasa mostra o Sol e a Terra (à esquerda) e a estrela Kepler-452 com o planeta Kepler-452b (Foto: NASA/JPL-Caltech/T. Pyle)

Comparação entre o Sistema Kepler-452 e o Sistema Solar feita pela agência espacial americana, a Nasa (Foto: NASA/JPL-CalTech/R. Hurt)
Comparação entre o Sistema Kepler-452 e o Sistema Solar feita pela agência espacial americana, a Nasa (Foto: NASA/JPL-CalTech/R. Hurt)

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/07/nasa-encontra-planeta-similar-terra-em-potencial-zona-habitavel.html

Nasa divulga foto inédita da Terra feita por satélite lançado em fevereiro

Satélite DSCOVR está em órbita a 1,6 milhão de km da Terra.
Câmera do satélite, chamada 'Epic', obtém imagens com diferentes filtros.


Foto da Terra foi feita por câmera 'Epic' (Earth Polychromatic Imaging Camera), do satélite DSCOVR (Deep Space Climate Observatory (Foto: Nasa/Divulgação)
Foto da Terra foi feita por câmera 'Epic' (Earth Polychromatic Imaging Camera), do satélite DSCOVR (Deep Space Climate Observatory (Foto: Nasa/Divulgação)

A Nasa divulgou, nesta segunda-feira (20), uma imagem inédita da Terra feita pela câmera do satélite DSCOVR (Deep Space Climate Observatory, ou Observatório Climático do Espaço Profundo).
O satélite foi lançado em fevereiro e recentemente atingiu sua órbita planejada, a cerca de 1,6 milhão de km da Terra. Veja a imagem ampliada no site da Nasa.
A câmera do satélite, chamada 'Epic' (Earth Polychromatic Imaging Camera, ou Câmera de Imagem Policromática da Terra), permite a obtenção de imagens com diferentes filtros para chegar a uma variedade maior de informações científicas. A coloração da imagem divulgada esta semana é resultado da combinação de três diferentes imagens.
"Esta primeira imagem feita pelo DSCOVR de nosso planeta demonstra os benefícios únicos e importantes da observação da Terra a partir do espaço", disse Chalie Bolden, administrador da Nasa. "Como um ex-astronauta que teve o privilégio de ver a Terra do espaço, quero que todos consigam ver e apreciar nosso planeta como um sistema integrado e interativo."
Para ele, as observações da Terra feita pelo satélite ajudarão as pessoas a monitorarem as mudanças do planeta e entender como ele interage com o Sistema Solar.
A imagem motivou até uma manifestação do presidente americano Barack Obama. "Um bonito lembrete de que precisamos proteger o único planeta que temos", publicou Obama em seu perfil do Twitter.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/07/nasa-divulga-foto-inedita-da-terra-feita-por-satelite-lancado-em-fevereiro.html