segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Brasileiros poderão ver a Lua ocultar Júpiter na madrugadaComente

Grande parte da América do Sul poderá ver a Lua passando na frente de Júpiter na madrugada desta terça-feira (22).  O satélite irá esconder completamente o planeta perto das 4 horas da manhã, no fuso horário de Brasília.
Aqui no Brasil, os moradores dos Estados do Sul, do Sudeste e de algumas cidades do Centro-Oeste poderão acompanhar a ocultação de Júpiter pela Lua. No entanto, segundo os astrônomos, os brasileiros não conseguirão perceber o aparecimento do planeta novamente no céu, pois, no extremo leste do continente, a visão do fenômeno será parcial.
Como é um dos astros mais brilhantes do céu noturno, Júpiter é visto facilmente a olho nu ao lado da Lua hoje. Mas quem estiver com um telescópio, terá a oportunidade de encontrar, ainda, a Grande Mancha Vermelha, uma tempestade duas vezes maior que o diâmetro da Terra e que persiste há mais de 400 anos no hemisfério Sul do planeta.
Se o tempo estiver limpo, Aldebaran, uma gigante vermelha da constelação de Touro, e os aglomerados Plêiades e Hyades, dois dos mais conhecidos grupos de estrelas do céu da Terra, vão brilhar intensamente nesta madrugada, de acordo com o site Sky & Telescope.
Quem não puder ficar acordado para ver o fenômeno, poderá ter uma segunda chance no dia 17 de março, quando Júpiter e Lua ficarão, novamente, mais próximos. Na noite de Natal do ano passado, a Lua escondeu Júpiter por quase uma hora, depois das 20h30 (fuso horário de Brasília).

Ocultação de Júpiter


Fonte:  http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2013/01/21/brasileiros-poderao-ver-a-lua-ocultar-jupiter-na-madrugada.htm

Terra 'foi atingida por explosão de raios gama na Idade Média'

Cientistas afirmam ter encontrado provas em árvores e no gelo de que planeta recebeu radiações de evento ocorrido na Via Láctea.

Explosão teria sido resultado da fusão de dois buracos negros ou estrelas de nêutrons em nossa galáxia (Foto: Nasa/BBC)
Explosão teria sido resultado da fusão de dois
buracos negros ou estrelas de nêutrons em nossa
galáxia (Foto: Nasa/BBC)
Uma explosão de raios gama, a mais poderosa explosão conhecida no Universo, pode ter atingido a Terra no século 8. Em 2012, pesquisadores encontraram evidências de que o nosso planeta foi atingido por uma súbita onda de radiação durante a Idade Média, mas ainda não havia clareza sobre que tipo de evento cósmico pudesse ter sido sua causa.
Agora, um estudo sugere que a explosão teria sido resultado da fusão de dois buracos negros ou estrelas de nêutrons em nossa galáxia. Esta colisão teria gerado e arremessado para fora uma grande quantidade de energia. A pesquisa foi publicada no "Monthly Notices of the Royal Astronomical Society".
'Totalmente consistente'
No ano passado, uma equipe de pesquisadores constatou a presença em nível incomum de um tipo de carbono radioativo - conhecido como carbono-14 - em algumas antigas árvores de cedro-do-japão.
Na Antártica, também, houve um aumento nos níveis de uma forma de berílio - berílio-10 - no gelo. Estes isótopos são criados quando uma radiação intensa atinge os átomos na atmosfera superior, o que sugere que uma explosão de energia havia atingido o nosso planeta.
Usando dados recolhidos nas árvores e no gelo, os pesquisadores foram capazes de identificar que este evento teria ocorrido entre os anos 774 e 775 d.C., mas que sua causa era desconhecida.
A possibilidade de uma supernova - explosão de uma estrela - foi considerada, mas descartada em seguida porque os rastros de um evento como esse ainda seriam visíveis hoje por telescópio.
Outra equipe de físicos americanos recentemente publicou um artigo sugerindo que uma explosão solar extraordinariamente grande poderia ter causado a emissão de energia. No entanto, outros membros da comunidade científica acharam pouco provável que explosões solares fossem capazes de gerar os níveis de carbono 14 e berílio-10 encontrados nas árvores e no gelo.
Agora, pesquisadores alemães ofereceram outra explicação: uma enorme explosão que teria ocorrido dentro da Via Láctea. Um dos autores do estudo, o professor Ralph Neuhauser, do Instituto de Astrofísica da Universidade de Jena, disse: "Nós observamos os espectros de curtas explosões de raios gama para estimar se seriam consistentes com a taxa de produção de carbono-14 e berílio-10 - e [achamos] que é totalmente consistente".
Cientistas divergem sobre origem de raios gama que atingiram a terra na Idade Média (Foto: Nasa/BBC)
Cientistas divergem sobre origem de raios gama que
atingiram a terra na Idade Média (Foto: Nasa/BBC)

Alguns segundos
Estas emissões enormes de energia ocorrem quando os buracos negros, estrelas de nêutrons ou anãs brancas (estrelas na fase final de suas vidas, prestes a explodir) colidem - as fusões galácticas levam apenas alguns segundos, mas enviam uma vasta onda de radiação.
Neuhauser disse: "Explosões de raios gama são eventos muito, muito explosivos e enérgicos. Então usamos a quantidade de energia encontrada (na Terra) para estimar a distância do evento". "Nossa conclusão foi de que era de 3.000 a 12.000 anos-luz de distância - e isso está dentro de nossa galáxia". Embora o evento soe dramático, nossos antepassados medievais podem mal tê-lo notado.
Uma explosão de raios gama ocorrida nesta distância teria sido absorvida pela nossa atmosfera, deixando apenas um traço nos isótopos que eventualmente passaram pelo filtro da atmosfera e chegaram às árvores e ao gelo. Os pesquisadores não acham que foi emitida qualquer luz visível.
Eventos raros
Observações do espaço sugerem que explosões de raios gama são raras. Elas ocorrem no máximo a cada 10 mil anos e pelo menos uma vez em um milhão de anos em uma galáxia. O professor Neuhauser disse ser improvável que o planeta Terra fosse atingido por outro fenômeno do tipo, mas, caso isso ocorra, deverá ter mais impacto.
Se uma explosão cósmica ocorrer na mesma distância que o evento do século 8, poderia derrubar nossos satélites. Mas se ocorrer ainda mais perto - a apenas algumas centenas de anos-luz de distância - poderia destruir a camada de ozônio, com efeitos devastadores para a vida na Terra. No entanto, esta hipótese, disse o professor Neuhauser, é "extremamente improvável".
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/01/terra-foi-atingida-por-explosao-de-raios-gama-na-idade-media.html

Sonda da Nasa encontra evidências de antigo lago subterrâneo em Marte

Características geológicas em cratera foram captadas pela sonda MRO.
Observações sugerem formação de carbonatos e argila, informou a Nasa.


Uma sonda da Agência espacial americana (Nasa) que orbita Marte encontrou evidências da existência de um antigo lago de cratera alimentado por águas subterrâneas, o que respalda as teorias de que o planeta vermelho pode ter abrigado vida, de acordo com informações publicadas neste domingo (20) na revista "Nature Geoscience".
Informações da sonda espacial Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) mostram vestígios de carbonato e minerais de argila, geralmente formados na presença de água, na parte inferior da cratera McLaughlin, a 2,2 quilômetros de profundidade.
"Estas novas observações sugerem a formação de carbonatos e argila em um lago alimentado por águas subterrâneas na bacia fechada da cratera", informou a Nasa.
Segundo o comunicado da Nasa, "algumas pesquisas propõem que o interior da cratera captura água" e que "na zona subterrânea podem ter existido ambientes úmidos e potenciais habitats". "A cratera carece de canais de grande afluência, por isso, o lago era provavelmente alimentado por águas subterrâneas", disseram os cientistas.

As setas apontam para camadas de argila e carbonato em área que pode ter sido lago em Marte (Foto: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona)
As setas apontam para camadas de minerais de argila e carbonato em áreas que podem ter abrigado lago em Marte (Foto: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona)

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/01/sonda-da-nasa-encontra-evidencias-de-antigo-lago-subterraneo-em-marte.html

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Astrônoma amadora de Itanhaém, SP, faz foto impressionante da Via Láctea

Meire Ruiz não precisou da ajuda de telescópio para captar a imagem.
A Via Láctea é a galáxia 'responsável' por abrigar o Sistema Solar.


Moradora do litoral sul de São Paulo, registrou imagens da Via Láctea do céu de Itanhaém. (Foto: Meire Ruiz/Arquivo pessoal)
Uma astrônoma amadora de Itanhaém, no litoral de São Paulo, registrou, sem a ajuda de um telescópio, uma foto impressionante. Meire Ruiz, que tem como passatempo fotografar os céus do litoral, capturou uma imagem da Via Láctea. A astrônoma utilizou uma câmera normal, mas com uma exposição do filme aumentada para 15 segundos. As cores da foto precisaram ser ressaltadas para mostrar os detalhes. A Via Láctea é uma galáxia espiral onde se encontra o Sistema Solar, da qual faz parte o Planeta Terra e mais de 200 bilhões de estrelas.  (Foto: Meire Ruiz/Arquivo pessoal)

Fonte:  http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2013/01/astronoma-amadora-de-itanhaem-sp-faz-foto-impressionante-da-lactea.html

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Nasa vai testar módulo inflável para expandir estação espacial

Equipamento será enviado para testes na ISS em 2015, diz agência.
Astronautas vão medir resistência e desempenho do módulo por dois anos.


A agência espacial americana (Nasa) apresentou um plano para usar módulos infláveis como uma maneira de expandir a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
O primeiro deles deve ser enviado como teste em 2015, informou a agência na quarta-feira (16), após divulgar a assinatura do contrato com a empresa responsável pelo equipamento, a Bigelow Aerospace.

Concepção artística mostra como seria o módulo no espaço, em comparação com a Terra (Foto: Nasa/Bigelow Aerospace/Reuters)
Concepção artística mostra como seria o módulo inflável no espaço (Foto: Nasa/Bigelow Aerospace/Reuters)

O contrato, de US$ 17,8 milhões (R$ 36,3 milhões, em valores atuais), prevê que o módulo fique no espaço para testes até 2017. Chamado de Beam (sigla em inglês para Módulo de Expansão de Atividades Bigelow), o equipamento será enviado daqui a dois anos em uma missão de reabastecimento da ISS, afirmou a Nasa.
Imagem mostra interior do módulo espacial inflável (Foto: Nasa/Bigelow Aerospace/Reuters)
Nasa apresentou interior do módulo espacial
inflável durante entrevista coletiva (Foto: Nasa/
Bigelow Aerospace/Reuters)

A ideia é que o módulo seja testado como apoio para a vida dos astronautas, disse a agência espacial. "Estamos tendo progresso com uma tecnologia que permitirá avanços para viagens de longa duração de seres humanos no futuro", afirmou uma das diretoras da Nasa, Lori Garver.
Durante o período de testes, os astronautas e uma equipe de engenheiros na Terra vão reunir informações sobre o desempenho do módulo, sua resistência e estrutura, além de medições sobre mudanças de temperatura e incidência de radiação, na comparação com os módulos de alumínio tradicionais.
Os astronautas periodicamente vão entrar no módulo para reunir informações e fazer inspeções, mas não vão ficar permanentemente no equipamento, disse a Nasa. Após o período de testes, o módulo vai ser ejetado da ISS.

Concepção artística retrata o módulo acoplado à estação espacial (Foto: Nasa/Bigelow Aerospace/Reuters)
Concepção artística retrata o módulo acoplado à estação espacial (Foto: Nasa/Bigelow Aerospace/Reuters)

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/01/nasa-vai-testar-modulo-inflavel-para-expandir-estacao-espacial.html

Imagens mostram que Marte pode ter tido rio de água corrente no passado

Canal Reull Vallis, no polo sul do planeta, tem quase 1.500 km de extensão.
Fluxo de detritos e gelo ajudou a dar as atuais características da região.


A sonda Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), registrou imagens de uma região de Marte chamada Reull Vallis, que em um passado distante pode ter sido formada pela passagem de água corrente.
Essa estrutura sinuosa de rochas, que lembra um rio, estende-se por quase 1.500 km de distância e tem vários "afluentes" no polo sul do planeta vermelho.
Marte pode ter tido rios de água corrente no passado (Foto:  ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum))
Estrutura de Marte lembra rio e pode ter tido água líquida no passado (Foto: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum))

A foto acima, em alta resolução, mostra um ponto em que esse canal tem quase 7 km de largura e 300 metros de profundidade.
Os astrônomos acreditam que um fluxo de detritos e gelo ajudou a dar as atuais características dessa área durante o período geológico Amazoniano – o mais recente de Marte, que permanece até hoje. Mas a formação do canal pela água líquida é bem anterior, do período Hesperiano, entre 3,5 bilhões e 1,8 bilhão de anos atrás.
Marte pode ter tido rios de água corrente no passado (Foto: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum))
Vista de cima do polo sul do planeta mostra canal que teria tido água (Foto: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum))

Estruturas parecidas, que se acredita terem sido ricas em gelo no passado, também são encontradas em muitas crateras vizinhas do Reull Vallis. E a morfologia desses locais se parece muito com partes da Terra atingidas pela glaciação, segundo geólogos planetários.
A imagem abaixo mostra montanhas próximas com crateras cheias de sedimentos.

Marte pode ter tido rios de água corrente no passado (Foto: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum))
Montanhas cheias de sedimentos ficam perto de antigo 'rio' de Marte (Foto: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum))


Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/01/imagens-mostram-que-marte-pode-ter-tido-rio-de-agua-corrente-no-passado.html

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Robô Curiosity deve começar em breve a perfurar rochas marcianas

Desde agosto de 2012, jipe havia apenas recolhido amostras do solo.
Nasa espera ter pistas sobre existência de água no passado do planeta.


O robô Curiosity, da agência espacial americana (Nasa), deve começar em breve a fazer perfurações pela primeira vez em Marte, informaram autoridades que participam da missão de R$ 5 bilhões.
Os cientistas também explicaram a natureza de uma pequena rocha apelidada de "flor marciana", que provocou comoção na internet por ser muito diferente da superfície do planeta vermelho. Aileen Yingst, do Instituto de Ciência Planetária, disse que o que foi visto como uma flor, na verdade, era um grão ou uma pedra relativamente grande.
Robô Curiosity vai perfurar primeira amostra de rocha de Marte (Foto: Nasa/JPL-Caltech/MSSS)
Imagem feita no dia 10 mostra local onde Curiosity vai perfurar solo de Marte (Foto: Nasa/JPL-Caltech/MSSS)

"Todas essas são rochas sedimentares que nos dizem que Marte teve ambientes com depósito ativo de material', afirmou Aileen na terça-feira (15). "Os diferentes tamanhos dos grãos também nos falam de condições de transporte diferentes", emendou.
O Curiosity se dirige agora para uma rocha plana, com faixas opacas, que os cientistas esperam fornecer pistas sobre a existência de água no passado do planeta.
"Perfurar uma rocha para coletar uma amostra será a atividade mais desafiadora dessa missão desde o pouso (em 6 de agosto de 2012). Isso nunca foi feito em Marte", disse Richard Cook, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena, na Califórnia.

Robô Curiosity vai perfurar primeira amostra de rocha de Marte (Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS)
Grãos no solo são grossos o suficiente para impedir que vento os transporte (Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS)

"O equipamento de perfuração interage energeticamente com um material sobre o qual não temos controle. Não ficaremos surpresos se alguns passos no processo não saírem exatamente como o planejado", disse.
O robô vai recolher amostras de dentro da rocha "John Klein" – que recebeu esse nome em homenagem a um ex-vice-gerente de projeto do Laboratório de Ciências de Marte, que morreu em 2012 – e as analisará para determinar sua composição química e mineral.
As câmeras do jipe já revelaram algumas características inesperadas na rocha, incluindo veios, nódulos, estratificações oblíquas, um seixo brilhante incrustado em arenito e possivelmente alguns buracos no chão.

Robô Curiosity vai perfurar primeira amostra de rocha de Marte (Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS)
Local 'Sheepbed' tem partes esbranquiçadas que seriam sulfato de cálcio (Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS)

A missão, com duração prevista de pelo menos dois anos, busca estudar o ambiente marciano para preparar uma futura missão tripulada. O presidente americano, Barack Obama, prometeu mandar humanos ao planeta vermelho em 2030.

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/01/robo-curiosity-deve-comecar-em-breve-perfurar-rochas-marcianas.html