quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Astrônoma flagra cometa 'Lemmon' passando pelo céu de Itanhaém, SP

Com tonalidade esverdeada, cometa pode ser visto com binóculos.
Imagem foi registrada durante a madrugada com uma câmera amadora.

Cometa Lemmon é fotografado nos céus de Itanhaém (Foto: Meire Ruiz/Arquivo Pessoal)
Uma astrônoma amadora de Itanhaém, no litoral de São Paulo, registrou o momento exato em que um cometa cruzava o céu. Identificado como Lemmon (C/2012 F6), o cometa, fotografado por Meire Ruiz, estava na constelação Cruzeiro do Sul na hora do registro. Na imagem ele é representado por uma pequena mancha verde quase no centro da foto. Os cometas são corpos celestes compostos por gelo, poeira e pequenos fragmentos rochosos que vagam pelo Sistema Solar.  (Foto: Meire Ruiz/Arquivo Pessoal)
Cometa Lemmon é fotografado nos céus de Itanhaém (Foto: Meire Ruiz/Arquivo Pessoal)
A foto foi registrada pela astrônoma amadora às 3h55 do último dia 18. A imagem foi registrada sem o auxílio de telescópio, com uma câmera semi-profissional que capturou a luz durante 10 segundos. Por causa do tempo de exposição as estrelas ficam com uma 'sensação' de movimento nas imagens. (Foto: Meire Ruiz/Arquivo Pessoal)

Fonte: http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2013/01/internauta-flagra-cometa-lemmon-passando-pelo-ceu-de-itanhaem-sp.html

Estudo retrata 'um dia na vida' de bilhões de micro-organismos no mar

Pesquisa do MIT aponta comportamento e interação de seres marinhos.
Robô foi utilizado para coletar exemplares no litoral dos EUA.

Imagem capta 'rastros' de bacterioplâncton que ocorre no mar (Foto: Divulgação/MIT)
Imagem capta 'rastros' de microorganismos
marinhos (Foto: Divulgação/MIT)
Para estudar o comportamento de micro-organismos dos oceanos e suas interações, cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) usaram um robô para coletar bilhões deles no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos.
O resultado foi um levantamento que retrata "um dia na vida" dos diminutos seres, segundo a instituição. A pesquisa foi publicada nesta semana no periódico "Proceedings of the National Academy of Sciences".
O robô, com capacidade para coletar cerca de um bilhão de bactérias, plânctons e demais micro-organismos a cada quatro horas, "fixou" cada amostra para que os seres capturados ficassem preservados, de maneira que seus genes pudessem ser posteriormente estudados em laboratório.
Como os microorganismos são sensíveis às mudanças no ambiente que os cercam, variando a maneira como seus genes se expressam em resposta a modificações de temperatura, luz e outros fatores, sua genética mostra muito sobre o habitat em que estão inseridos, dizem os cientistas.
Pesquisadores preparam o robô para participar da coleta de micróbios (Foto: Divulgação/MIT)
Pesquisadores preparam o robô para participar da coleta de micróbios (Foto: Divulgação/MIT)
"De certa forma, cada micróbio na natureza é um sensor vivo", disse o pesquisador Edward DeLong, um dos principais autores do estudo. "Há três anos atrás, não seria sequer possível obter um retrato tão exato da dinâmica das populações de microorganismos e sua atividade no mundo."
Uma surpresa, dizem os pesquisadores, foi encontrar espécies diferentes de seres microscópicos variando a maneira como seus genes se expressam de forma "sincronizada", respondendo às mudanças do ambiente praticamente em conjunto.
É como se os microorganismos estivessem respondendo "coletivamente" diante de alterações ambientais, como a presença de matéria orgânica na água, apontam os cientistas. Isso ocorreu principalmente entre os seres que não fazem fotossíntese.
As amostras de microorganismos foram coletadas ao longo de dois dias, de acordo com os pesquisadores.

Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/01/estudo-retrata-um-dia-na-vida-de-bilhoes-de-micro-organismos-no-mar.html

EUA investem US$ 180 milhões em reciclagem de satélites

Projeto prevê envio de robô para extrair peças de satélites inoperantes.
Reciclagem pode gerar economia ao reaproveitar materiais em órbita.


Pentágono investe em reciclagem espacial (Foto: DARPA/AP)
Ilustração da DARPA retrata satélite do projeto Fênix de reciclagem espacial (Foto: DARPA/AP)


A Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (Darpa, na sigla em inglês) está investindo US$ 180 milhões, o equivalente a R$ 366 milhões, em novas tecnologias que viabilizem a reciclagem espacial e a reutilização de satélites inoperantes. O órgão, que financia projetos espaciais pioneiros, é ligado ao Pentágono – Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Quando os satélites são “aposentados”, algumas peças - tais como antenas e painéis solares - muitas vezes ainda funcionam. No entanto, não há atualmente nenhum esforço para salvar e reutilizar peças de satélites, uma vez que esses objetos são lançados no espaço.
No entanto, a Darpa acredita que pode economizar dinheiro reaproveitando o material colocado em órbita. "Estamos tentando essencialmente aumentar o retorno sobre o investimento e encontrar uma maneira mudar a economia para que possamos reduzir o custo de missões espaciais militares”, disse o coordenador do programa da Darpa, David Barnhart.
Para isso, a agência criou o projeto Fênix (Phoenix) - nome da ave mitológica que renascia das próprias cinzas. O programa prevê o envio de um mecanismo robótico, equipado com um conjunto de ferramentas, para extrair peças de satélites inutilizados. Além disso, seriam lançados minissatélites que poderiam ser encadeados aos antigos pelo robô, criando um novo satélite de comunicação.

O programa traria dois benefícios: limparia a órbita da Terra, dando nova função aos satélites de comunicação que já não funcionam, e permitiria que valiosas peças desses equipamentos fossem reutilizadas na construção de novos satélites mais baratos.

Um teste importante para o projeto ocorrerá em 2016, quando será realizada uma missão de demonstração que pretende dar vida nova a um satélite desativado ainda a ser escolhido. A Darpa identificou cerca de 140 satélites que podem ser escolhidos para o primeiro teste.

De acordo com representantes da Darpa, uma maneira de manter os custos baixos é fazer com que os minissatélites peguem uma “carona” até o espaço, a bordo dos foguetes comerciais disponíveis.

Para Jonathan McDowell, astrofísico da Universidade de Harvard que acompanha lançamentos espaciais ao redor do mundo, a ideia é “bastante interessante", pois pode reduzir os custos no longo prazo. "As primeiras vezes serão definitivamente mais caras do que apenas construir uma nova antena em seu satélite a partir do zero. Mas, no longo prazo, pode funcionar”, acredita.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/01/eua-investem-us-180-milhoes-em-reciclagem-de-satelites.html

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Astronautas usam 'cápsula espacial' em treinamento na Rússia

Grupo será enviado em missão na Estação Espacial Internacional em 2014.
Treino foi realizado em campo nos arredores de Moscou.


O astronauta alemão Alexander Gerst entra em uma 'cápsula espacial' como parte de um treinamento realizado nesta quarta-feira (23) para uma missão que será realizada em maio de 2014 na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) (Foto: Sergei Remezov/Reuters)
O astronauta alemão Alexander Gerst, ligado à Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), entrou em uma simulação de cápsula espacial como parte de um treinamento, realizado nesta quarta-feira (23), para uma missão na Estação Espacial Internacional (ISS) (Foto: Sergei Remezov/Reuters)

Astronautas fizeram treinamento nesta quarta-feira (23), em campo de preparação na Rússia, nos arredores de Moscou. Três deles - o alemão Alexander Gerst, o russo Maxim Suraev e o americano Gregory Wiseman - estão se preparando para uma missão na Estação  (Foto: Sergei Remezov/Reuters)
Astronautas fizeram treinamento nesta quarta-feira em um campo de preparação na Rússia, nos arredores de Moscou. Os três - o alemão Alexander Gerst, o americano Gregory Wiseman e o russo Maxim Suraev -  estão se preparando para uma missão na ISS, em maio de 2014 (Foto: Sergei Remezov/Reuters)

O astronauta americano Gregory Wiseman carrega roupas e equipamentos usados em treinamento em base russa, nesta quarta-feira (23) (Foto: Sergei Remezov/Reuters)
O astronauta americano Gregory Wiseman carrega roupas e equipamentos usados em treino em campo de preparação russo, nesta quarta-feira (23). A missão da qual ele vai participar vai ser realizada em maio do próximo ano (Foto: Sergei Remezov/Reuters)

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/01/astronautas-usam-capsula-espacial-em-treinamento-na-russia.html

Empresa americana lançará sondas para explorar recursos de asteroides

Primeira missão deve ocorrer em 2015, segundo previsão da companhia.
Objetivo é explorar minerais no espaço com 'minissatélites' de baixo custo.


Empresa lançará sondas para explorar recursos de asteroides (Foto: Divulgação/ Deep Space Industries)
Segundo diretor da empresa, explorar recursos que estão no espaço é a única maneira de assegurar um desenvolvimento espacial sustentável (Foto: Divulgação/ Deep Space Industries)
A empresa americana Deep Space Industries anunciou na terça-feira (22) que vai lançar, a partir de 2015, uma frota de sondas para pesquisar e explorar os minerais e outros recursos presentes em asteroides que viajam próximos à Terra.
"Usar os recursos que estão no espaço é a única maneira de assegurar um desenvolvimento espacial sustentável", avaliou o diretor da empresa, David Gump.
"Descobrimos a cada ano mais de 900 novos asteroides que passam perto da Terra, e esses corpos celestes podem ser tão importantes para as atividades espaciais deste século quanto foram as jazidas mineradoras de Minnesota para a indústria automobilística de Detroit no século 20", explicou Gump em comunicado.
A Deep Space Industries vai começar a avaliar alvos potencialmente promissores para a exploração de minerais utilizando pequenos aparelhos espaciais de 25 quilos, chamados "FireFlies" (vaga-lumes). O primeiro deles tem previsão de ser lançado em 2015, em missões de duas a seis semanas.
A empresa está em fase de busca de clientes e investidores, e trabalha com a Nasa e outras organizações para identificar os asteroides mais promissores.
Empresa lançará sondas para explorar recursos de asteroides (Foto: Divulgação/ Deep Space Industries)
Sondas serão fabricadas a partir de elementos de
satélites (Foto: Divulgação/Deep Space Industries)

As sondas devem ser econômicas e fabricadas a partir de elementos em miniatura de satélites "cubo". Elas serão postas em órbita também a um preço acessível, a bordo de lançadores usados para transportar grandes satélites de comunicação.
"Podemos fazer sondas espaciais incríveis de pequeno porte e baixo custo mais rápido do que nunca", explicou o presidente da Deep Space Industries, Rick Tumlinson.
A partir de 2016, a empresa começará a lançar sondas mais pesadas, de 32 quilos, as "Dragonflies" (libélulas), capazes de alcançar um asteroide e trazer de volta à Terra amostras de 27 a 68 quilos durante uma viagem de dois a quatro anos.
Empresa lançará sondas para explorar recursos de asteroides (Foto: Divulgação/ Deep Space Industries)
A partir de 2016, empresa lançará sondas mais pesadas, com 32 quilos (Foto:Divulgação/Deep Space)
A Deep Space Industries é a segunda companhia a se lançar na prospecção e exploração de minerais procedentes de asteroides, depois da Planetary Resources, criada em abril de 2012 pelo presidente da gigante da internet Google, Larry Page, e pelo cineasta James Cameron.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/01/empresa-americana-lancara-sondas-para-explorar-recursos-de-asteroides.html

Nasa faz montagem de fotos do Sol em diferentes comprimentos de onda

Técnicas destacam vários aspectos da superfície e da atmosfera solares.
Luz do astro vista por telescópios vai muito além da faixa captada a olho nu.

Uma montagem divulgada pela agência espacial americana (Nasa) com diferentes imagens e cores do Sol mostra a estrela do nosso sistema sob a ótica de vários comprimentos de onda.
Cada uma dessas técnicas de captação busca destacar aspectos distintos da superfície e da atmosfera solares. Algumas revelam o astro mais amarelo, outras mais alaranjado, e até em tonalidades aparentemente estranhas, como cinza, cor-de-rosa, verde e azul.
Segundo explicam os astrônomos, o Sol emite luz em todas as cores, mas, como o amarelo é o seu comprimento de onda mais brilhante, essa é a cor que vemos a olho nu – lembrando que nunca devemos olhar diretamente para o Sol.
Sol é visto em diferentes comprimentos de onda (Foto:  Nasa/SDO/Goddard Space Flight Center)
Montagem revela o Sol visto por vários comprimentos de onda (Foto: Nasa/SDO/Goddard Space Flight Center)

Essas imagens que compõem a montagem acima foram feitas por telescópios terrestres e espaciais capazes de observar a luz muito além das faixas visíveis pelo olho humano. Com essas informações, os cientistas podem "pintar" um quadro completo dessa estrela em constante mutação e saber como as partículas e o calor se movem pela atmosfera.
Além da luz visível, o Sol emite luz ultravioleta e raios X, dependendo da temperatura e do comprimento de onda. Na superfície do astro, a temperatura é de cerca de 5.700 graus Celsius, contra 15 milhões de graus Celsius no núcleo.
Essas diferenças ocorrem porque o Sol contém diferentes átomos – como hélio, hidrogênio e ferro –, com cargas elétricas distintas, chamadas de íons. Cada um desses íons pode emanar luz em comprimentos de onda específicos a determinadas temperaturas.

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/01/nasa-faz-montagem-de-fotos-do-sol-em-diferentes-comprimentos-de-onda.html

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Arcos de estrela podem bater contra 'muro' de poeira em até 5 mil anos

Gigante vermelha mais próxima da Terra se chocaria 12.500 anos depois.
Alpha Orionis tem mil vezes o diâmetro do Sol e brilho 100 mil vezes maior.


A estrela gigante vermelha mais próxima da Terra, chamada Alpha Orionis ou Betelgeuse, pode colidir seus múltiplos arcos de poeira em forma de escudo contra um "muro" também de poeira espacial nos próximos 5 mil anos, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA). Já o astro bateria contra essa barra 12.500 anos depois.
A imagem abaixo, feita em infravermelho pelo Observatório Espacial Herschel, da ESA, mostra os vários arcos em torno da Alpha Orionis, que fica sobre o "ombro do caçador" na constelação de Órion.
Estrela Alpha Orionis pode se chocar contra muro de poeira (Foto: ESA/Divulgação)
Gigante vermelha Alpha Orionis pode se chocar contra 'muro' de poeira à esquerda (Foto: ESA/Divulgação)
O astro pode ser facilmente visto a olho nu no Hemisfério Norte durante as noites de inverno. Ele aparece na cor vermelho-alaranjada, à esquerda das famosas Três Marias, localizadas no cinturão de Órion.
A Alpha Orionis tem cerca de mil vezes o diâmetro do nosso Sol e um brilho 100 mil vezes maior. Como ela já se transformou em uma gigante vermelha – caminho natural pelo qual o Sol deve passar, dentro de 5 bilhões de anos – e perdeu uma parte significativa de suas camadas externas, essa estrela deve em breve explodir como uma supernova.
Os dados do Herschel revelam como os ventos da Alpha Orionis colidem contra o meio interestelar ao redor, criando uma onda de choque à medida que o astro se movimenta pelo espaço, a cerca de 30 km/s.
Longe da estrela, além dos arcos de poeira, é possível ver o "muro" de poeira, uma estrutura linear que, segundo teorias anteriores, seria resultado do material ejetado pela Alpha Orionis em uma fase anterior de sua evolução. A nova análise, porém, sugere que a barra seja um filamento ligado ao campo magnético da galáxia ou à borda de uma nuvem próxima.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/01/arcos-de-estrela-podem-bater-contra-muro-de-poeira-em-5-mil-anos.html