quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Agência Espacial Europeia estabelece data de pouso de sonda em cometa

Primeiro pouso do tipo da ESA está previsto para novembro de 2014.
Um dos objetivos é estudar se água da Terra poderia ter vindo de cometas.


Concepção artística da Rosetta liberando sonda Philae ao cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko (Foto: ESA–C. Carreau/ATG medialab)
Concepção artística da Rosetta liberando sonda Philae ao cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko (Foto: ESA–C. Carreau/ATG medialab)

A Agência Espacial Europeia (ESA) estabeleceu uma data provisória para o seu primeiro pouso de veículo espacial em um cometa. Se tudo ocorrer de acordo com o plano, sua nave Rosetta lançará uma sonda na superfície do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko no dia 11 de novembro de 2014.
A ESA afirma a nave Rosetta acordará de hibernação no dia no dia 20 de janeiro de 2014, antes de perseguir o cometa.
A missão é diferente da sonda Deep Impact da Nasa, que disparou um projétil no cometa Tempel 1 em 2005 para que cientistas estudassem a nuvem de matéria que ele arremessou no espaço.
Mark McCaughrean, diretor de ciência da ESA, disse nesta terça-feira (10) que a sonda Philae vai escavar amostras do cometa e analisá-las usando instrumentos de bordo.
Um dos objetivos é saber se a água na Terra poderia ter vindo de cometas.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/12/agencia-espacial-europeia-estabelece-data-de-pouso-de-sonda-em-cometa.html

Curiosity detecta local em Marte que pode ter abrigado lago com micróbios

Rochas sedimentares com granulações sugerem presença de lago.
Local seria propenso a hospedar microrganismos procariotas, diz estudo.


A área de Yellowbayknife Bay, em Marte, pode ter abrigado lago com micróbios (Foto: NASA/JPL-Caltech)
A área de Yellowbayknife Bay, em Marte, pode ter abrigado lago com micróbios (Foto: NASA/JPL-Caltech)

Novos dados do robô Curiosity da Nasa (agência espacial americana) mostram que o planeta vermelho chegou a abrigar um antigo lago que seria, por suas condições, capaz de acolher micróbios. O local em que a possível presença de um antigo lago foi detectada foi a Cratera Gale, lugar de pouso do robô. Ele foi guiado para investigar uma anomalia térmica em uma calha de cinco metros de profundidade chamada Yellowknife Bay.
Segundo estudo liderado por John P. Grotzinger, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, este antigo lago teria sido capaz, em outra época, de abrigar bactérias autótrofas (que não dependem de compostos orgânicos para se alimentar) que quebram rochas e minerais para obter energia. Na Terra, esses seres podem ser encontrados em cavernas e fontes hidrotermais.
Os pesquisadores chegaram à conclusão porque o Curiosity detectou a presença de rochas sedimentares com granulações, o que sugere que uma vez houve um lago ali por dezenas, senão centenas de milhares de anos.
O estudo, publicado na edição desta segunda-feira (9) na revista "Science Express", diz que este lago teria acidez relativamente neutra, baixa salinidade e elementos biológicos, como carbono, hidrogênio, enxofre, nitrogênio e fósforo. As características, segundo os pesquisadores, são propensas à hospedagem de ampla gama de microrganismos procariotas (sem núcleo celular organizado).
O Curiosity posou em Marte em agosto de 2012, para missão de dois anos em busca de provas de vida no planeta vermelho.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/12/curiosity-detecta-local-em-marte-que-pode-ter-abrigado-lago-com-microbios.html

sábado, 7 de dezembro de 2013

Brasil e China lançam 4º satélite juntos

Um foguete deve decolar na madrugada da próxima segunda-feira colocando em órbita o satélite CBERS-3, o quarto lançado pelo programa de observação da Terra que o Brasil mantém em parceria com a China.

O novo orbitador possui quatro câmeras diferentes -- uma a mais do que a versão anterior (o CBERS-2B), que parou de operar em 2010. Desde então, o Brasil está sem meios próprios de observar seu território do espaço.

Durante esse período, programas importantes --como os de monitoramento do desmatamento na Amazônia-- vêm dependendo exclusivamente da compra de imagens geradas por satélites estrangeiros, como os americanos Landsat, Terra e Acqua.

O novo satélite CBERS não dá ao Brasil independência total para monitorar seu território, mas deve tornar a fiscalização mais eficaz.

Segundo José Carlos Epiphanio, coordenador de aplicações do CBERS, a nova câmera de grande campo de visão usada pelos satélites do programa, a WFI, será capaz de fazer imagens de toda a Amazônia a cada cinco dias com resolução de 64 metros. "Isso vai ser de grande utilidade para o Deter, o sistema de combate ao desmatamento em tempo real", afirma.

Hoje o Deter já conta com imagens mais rápidas do Acqua e do Terra, mas sem resolução tão boa.



A WFI e os outros componentes brasileiros do satélite foram desenvolvidos pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que também opera o satélite, em parceria com os chineses.

A principal inovação do novo CBERS em relação ao modelo 2B é a câmeran PAN, que tem um sensor de alta resolução móvel capaz de apontar para os lados e fotografar locais fora da trilha de órbita do satélite. Por isso, ela deve ser útil no monitoramento de desastres imprevistos.

Já a MUX, câmera padrão do CBERS, fará imagens cobrindo todo o território do Brasil e da China com resolução de 20 metros, automaticamente, a cada 26 dias. Todas as imagens ficarão disponíveis on-line gratuitamente.

EMBARGO AMERICANO
O lançamento do CBERS-3 estava previsto originalmente para 2011, mas atrasou dois anos em razão de imprevistos no desenvolvimento de tecnologias que o Brasil ainda não dominava, diz Leonel Perondi, diretor do Inpe.

Um dos problemas foi o Itar, um decreto do governo dos EUA que proíbe empresas americanas de vender componentes espaciais para projetos de cooperação com a China.

O Inpe havia acertado a compra de conversores de corrente elétrica americanos, que não eram peças consideradas de uso espacial. Quando o Inpe estava prestes a obter os componentes, o governo americano resolveu inclui-los na lista do embargo, e o Brasil teve de encontrar outro fornecedor. "Só isso já representou um atraso de um ano", afirma Perondi.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2013/12/1381528-brasil-e-china-lancam-4-satelite-juntos.shtml

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Cientistas encontram sinais de água em atmosfera de cinco exoplanetas



Dois times de cientistas, usando o telescópio espacial Hubble, descobriram sinais de água na atmosfera de cinco exoplanetas distantes. Os planetas não são do tamanho da Terra, mas são planetas mais massivos conhecidos como Júpiters quentes porque eles orbitam próximo a suas estrelas.
Os instrumentos do Hubble podem deduzir o tipo de gás na atmosfera destes planetas ao determinar que cores da luz da estrela são transmitidas e quais são absorvidas quando os planetas passam em frente à estrela.
A presença de água na atmosfera, uma das condições para a existência da vida, já foi reportada em alguns planetas fora do Sistema Solar, mas esta é a primeira vez que se mede e compara conclusivamente os perfis e intensidades destes sinais de água em vários planetas.
Os cinco planetas são WASP-17b, HD209458b, WASP-12b, WASP-19b e XO-1b. A intensidade dos traços de água varia - o WASP-17b e o HD209458b têm os sinais mais fortes.
"Nós estamos muito confiantes que nós vimos a assinatura de água em múltiplos planetas," disse Avi Mandell, um cientísta planetário da Central de Voo Espacial da Nasa Goddard, e autor do estudo publicado nesta terça-feira (3) no Astrophysical Journal. "Este trabalho abre a porta para a comparação de quanta água está presente na atmosfera de diferentes tipos de exoplanetas, por exemplo, comparando quentes com os mais frios".

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2013/12/03/cientistas-encontram-sinais-de-agua-em-atmosfera-de-cinco-exoplanetas.htm

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Dia do Astrônomo


China lança sua primeira sonda espacial destinada a pousar na Lua

Missão 'Chang'e-3' decolou por volta das 15h30 deste domingo.
Equipamento batizado de 'Coelho de Jade' pesa 120 kg.


Imagem divulgada pela agência de notícias Xinhua mostra o foguete Long March 3B decolando neste domingo (1º) na China (Foto: Xinhua, Li Gang/AP)
Imagem divulgada pela agência de notícias Xinhua
mostra o foguete Long March 3B decolando neste
domingo (1º) na China (Foto: Xinhua, Li Gang/AP)

A China lançou neste domingo (1º) sua primeira sonda espacial destinada a pousar na Lua, segundo as agências de notícias France Presse, EFE e a televisão estatal chinesa.
A missão, batizada de “Chang’e-3” decolou às 15h30 da base de satélites Xichang, na província de Sichuan. A bordo do foguete Long March 3B está o veículo de exploração teleguiado chamado "Coelho de Jade".
Com o lançamento, a China quer realizar seu primeiro pouso na Lua, após os sucessos das missões precedentes com duas sondas lunares.
As sondas Chang'e-1 (outubro de 2007) e Chang'e-2 (outubro de 2010) permitiram realizar observações detalhadas em órbita da Lua.
O novo equipamento tem painéis solares para obter energia, realizará análises científicas e enviará à Terra imagens em três dimensões.
O veículo, de 120 quilos, pousará na Baía do Arco Íris, um território inexplorado do satélite, onde as condições são favoráveis para a comunicação com a Terra e a exposição ao Sol.
A sonda funcionará durante três meses e poderá se deslocar a velocidade máxima de 200 metros por hora.
Poderio espacial chinês
A conquista do espaço é percebida na China, que investe bilhões de dólares ao setor, como o símbolo do novo poder do país e das ambições do Partido Comunista (PCC) no poder.
As autoridades têm planos ambiciosos, como criar uma estação espacial permanente em 2020 e eventualmente enviar um ser humano à Lua, mas sua tecnologia atualmente carece da precisão que Rússia e Estados Unidos têm.

A missão, batizada de “Chang’e-3”, leva o veículo de exploração teleguiado chamado "Coelho de Jade" (Foto: Xinhua, Li Gang/AP)
A missão, batizada de “Chang’e-3”, leva o veículo de exploração teleguiado chamado "Coelho de Jade" (Foto: Xinhua, Li Gang/AP)

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/12/china-lanca-sua-primeira-sonda-espacial-destinada-pousar-na-lua.html

Sonda indiana rumo a Marte deixa a órbita da Terra

Foguete, em órbita desde início de novembro, leva a sonda Mangalyaan.
Com projeto barato, Índia tenta ser 1º país asiático a chegar ao planeta.


Imagem do canal de televisão NDTV mostra o Veículo de Lançamento de Satélite Polar (PLSV - C25) no momento do lançamento da missão. (Foto: AFP Photo/NDTV/Doordarshan)
Imagem do canal de televisão NDTV mostra o Veículo de Lançamento de Satélite Polar (PLSV - C25) no momento do lançamento da missão, no início de novembro. (Foto: AFP Photo/NDTV/Doordarshan)

A Índia iniciou neste domingo (1º) uma nova etapa da viagem de sua sonda para explorar Marte, um projeto com o qual o país quer se converter no primeiro da Ásia a chegar ao Planeta Vermelho.
"O foguete está a caminho para chegar a Marte depois de uma viagem de dez meses em torno do Sol", afirmou a Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO, na sigla em inglês), em um comunicado.
O foguete, que estava em órbita ao redor da Terra desde o início de novembro, leva a bordo a sonda Mangalyaan (também chamada Mars Orbiter), de cor dourada e do tamanho de um carro pequeno.
Como o foguete indiano que transporta a sonda não é bastante potente para a missão (32 km por segundo), os engenheiros tiveram a ideia de fazê-lo orbitar em torno da Terra durante um mês para ganhar velocidade e, neste domingo, o aparelho conseguiu deixar a órbita terrestre.
A decolagem aconteceu em 5 de novembro e desde então foram realizadas com êxito seis manobras com os propulsores.
"É um momento crucial. A Índia entrará pela primeira vez no vasto espaço interplanetário com um aparelho de concepção indiana para demonstrar suas capacidades tecnológicas", afirmou à AFP o diretor da Isro, K. Radhakrishnan.
A sonda indiana, desenhada e construída em muito pouco tempo e com um orçamento reduzido, possui captadores para medir se há metano na atmosfera de Marte, uma presença que validaria a hipótese da existência de formas de vida primitivas no planeta.
Nunca antes a Índia tinha se aventurado em viagens interplanetárias e mais da metade de todas as missões a Marte fracassaram, inclusive a da China, em 2011, e a do Japão, em 2003.
O custo do projeto, de 4,5 bilhões de rúpias (US$ 73 milhões), corresponde a menos de um sexto dos US$ 455 milhões destinados pela Nasa a uma sonda marciana.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/12/sonda-indiana-rumo-marte-deixa-orbita-da-terra.html