sexta-feira, 6 de março de 2015

Nasa afirma que Oceano em Marte era tão extenso quanto o Ártico

Planeta vermelho perdeu 87% de água no espaço, segundo cientistas.
Pesquisa foi publicada na revista 'Science'.



Cientistas descobriram a existência de um oceano primitivo em Marte (Foto: Nasa/GSFC)
Cientistas descobriram a existência de um oceano primitivo em Marte (Foto: Nasa/GSFC)

Cientistas que trabalham na agência espacial americana, a Nasa descobriram que, em algum momento, existiu em Marte um oceano tão extenso quanto o Ártico. A informação foi publicada nesta quinta-feira.
Os pesquisadores também calcularam, mediante a análise da atmosfera marciana, que o planeta vermelho perdeu 87% de água no espaço.
No artigo publicado na revista especializada "Science", a equipe explica que, quando Marte ainda era úmido, havia água o bastante para cobrir completamente o planeta até uma profundidade de 137 metros.
Na realidade, provavelmente a água formava um oceano que cobria a metade do hemisfério norte do planeta, aonde atingia até 1,6 km de profundidade.
Observações detalhadas
Dada a formação geológica em Marte, não é de hoje que os cientistas consideram essa parte do planeta como a zona mais propícia para ter um oceano, que talvez tenha se estendido por 19% da superfície de Marte. Em comparação, o Atlântico ocupa 17% da Terra.
"Nosso estudo estima que havia uma alta concentração de água em Marte, ao determinar as quantidades perdidas no espaço", explica Gerónimo Villanueva, um dos autores do trabalho e pesquisador no Centro Goddard de Voos Espaciais da NASA, em Greenbelt (EUA).
A estimativa se baseia em observações muito detalhadas sobre formas levemente distintas da água: a mais familiar, formada por um átomo de oxigênio e dois de hidrógeno (H2O), e a água pesada, quando um dos dois átomos de hidrogênio é substituído por deutério.
Usando o telescópio infravermelho Keck 2, localizado no Havaí, e o poderoso telescópio europeu ESO, no Chile, os cientistas puderam fazer a distinção entre a constituição química da água nos dois casos. Comparando a proporção de água pesada na água normal, os pesquisadores conseguiram deduzir quanto de água foi perdido no espaço.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/03/nasa-afirma-que-oceano-em-marte-era-tao-extenso-quanto-o-artico.html

Sonda Rosetta envia foto de sua própria sombra sobre cometa

Nave chegou a ponto mais próximo do cometa - apenas 6 km - em 14/2.
Imagem permite distinguir as propriedades da superfície do objeto.


Imagem feita a partir da sonda Rosetta mostra região do cometa Comet 67P/Churyumov-Gerasimenko; mancha escura na parte inferior da imagem é sompra de sonda (Foto:  ESA/Rosetta/MPS for OSIRIS Team MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA)
Imagem feita a partir da sonda Rosetta mostra região do cometa Comet 67P/Churyumov-Gerasimenko; mancha escura na parte inferior da imagem é sombra de sonda (Foto: ESA/Rosetta/MPS for OSIRIS Team MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA)
A sonda Rosetta enviou uma imagem de sua própria sombra sobre o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, que foi captada por um de seus instrumentos no último dia 14 fevereiro, quando esteve a apenas 6 km de distância do objeto.
A foto, com resolução de 11 cm por pixel, cobre uma superfície de 228 x 228 metros do cometa e foi tirada pelo instrumento Osiris de duas câmeras, incorporado na Rosetta, cuja sombra ocupa aproximadamente uma área de 100 metros quadrados, informou nesta terça-feira (3) o Instituto Max Planck.
A nave esteve mais perto do cometa no dia 14 de fevereiro. O "encontro" ocorreu na região de Imhotep, situada no maior dos dois lóbulos do cometa. Atualmente, a Rosetta está a cerca de 80 km de distância.
A foto mostra os contrastes do terreno do cometa. Algumas partes são de superfícies fraturadas. Em outras, o terreno é liso e coberto de pó. Há áreas com cantos arredondados e tamanhos variáveis.
Durante o voo, a Rosetta não só passou perto do cometa. Por um breve espaço de tempo, o Sol, a nave e o cometa estiveram quase perfeitamente alinhados.
"As imagens tomadas desse ponto de vista têm um grande valor científico", afirmou Holger Sierks, principal investigador da Osiris, missão do Instituto Max Planck para a investigação do Sistema Solar, com sede em Munique, na Alemanha.
Por não haver sombras sobre o cometa além da própria Rosetta, é possível distinguir as propriedades de reflexão da superfície, explicou o pesquisador.
"Esse tipo de imagem é chave para o estudo do tamanho dos grãos do solo", acrescentou Sierks, explicando que na foto a sombra da Rosetta tem uma forma retangular um pouco difusa, com tamanho muito maior ao real.
Na imagem, a sombra mede cerca de 100 metros quadrados, quando na realidade, a nave tem um tamanho de 64 metros quadrados.

 Modelo do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko mostra a posição em que a imagem foi feita  (Foto: ESA/Rosetta/MPS for OSIRIS Team MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA)
Modelo do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
mostra a posição em que a imagem foi feita (Foto:
ESA/Rosetta/MPS for OSIRIS Team MPS/UPD/
LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA)

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/03/sonda-rosetta-envia-foto-de-sua-propria-sombra-sobre-o-cometa-67p.html

Sonda da Nasa se aproxima do planeta anão inexplorado Ceres

Sonda Dawn ficará 14 meses fazendo observações de Ceres.
Mini-planeta tem apenas 970 km de diâmetro.


 Imagem de 19 de fevereiro mostra o planeta anão Ceres feita pela sonda Dawn a uma distância de 46 mil km; pontos brilhantes intrigaram pesquisadores (Foto: AP Photo/NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA)
Imagem de 19 de fevereiro mostra o planeta anão Ceres feita pela sonda Dawn a uma distância de 46 mil km; pontos brilhantes intrigaram pesquisadores (Foto: AP Photo/NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA)

Um satélite da Nasa vai concluir, nesta sexta-feira (6), uma jornada de 7 anos e meio para Ceres, um planeta anão inexplorado no principal cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter, anunciaram cientistas nesta segunda-feira (2).
A sonda Dawn visitou o asteroide Vesta antes de se dirigir a Ceres, um mini-planeta de 970 km de diâmetro, que é o maior objeto no cinturão de asteroides. Para se ter uma ideia de seu tamanho, a nossa Lua tem 3.480 km de diâmetro.
A sonda movida a energia solar deve entrar em órbita ao redor de Ceres às 9h20 (horário de Brasília) de sexta-feira. No entanto, radiotelescópios da Tera não estarão em posição para captar o sinal enviado pela Dawn até algumas horas mais tarde, de acordo com fontes da Nasa.
"A aproximação vem ocorrendo sem falha alguma até o momento", disse o gerente do Projeto Dawn, Robert Mase, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena, Califórnia.
Os cientistas estão ansiosos para dar a primeira olhada no planeta anão, formado há 4,6 bilhões de anos. "Eles são literalmente fósseis que podemos investigar para entender os processos que estavam acontecendo naquele tempo", disse a cientista Carol Raymond, também do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.
 Robert Mase (dir.), gerente da Missão Dawn, fala em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira ao lado de Carol Raymond, cientista da Nasa (Foto:  AP hoto/Nick Ut)
Robert Mase (dir.), gerente da Missão Dawn, fala em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira ao lado de Carol Raymond, cientista da Nasa (Foto: AP hoto/Nick Ut)

Outra espaçonave da Nasa, a New Horizons, vai sobrevoar o planeta anão Plutão em julho. Plutão, que já foi considerado um dos planetas do sistema Solar, foi "rebaixado" para a categoria de planeta anão.
Ceres, que recebe o nome da deusa romana da agricultura, já está se provando intrigante. Fotos liberadas pela Dawn no mês passado mostram regiões brilhantes em sua superfície, incluindo dois pontos dentro de uma cratera. "Esses pontos foram extremamente surpreendentes", disse Raymond. Cientistas suspeitam que Ceres pode ter tido um oceano subterrâneo em períodos anteriores, que posteriormente congelou.
O impacto de asteroides ou cometas pode ter exposto pedaços de gelo altamente reflexivos.
O telescópio espacial europeu Herschel já havia detectado vapor d'água em Ceres. "Nas primeiras visões de Ceres, vimos muitas coisas estranhas: áreas lisas, áreas que se fraturam caoticamente e crateras de todos os tamanhos e formatos", disse Raymond. "De interesse particular estão os pontos brilhantes... que se destacam perante a superfície escura de Ceres."
Vai levar um mês para a Dawn se posicionar para conseguir 14 meses de observações de Ceres.

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/03/sonda-da-nasa-se-aproxima-do-planeta-anao-inexplorado-ceres.html

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Cientistas descobrem buraco negro 12 bilhões de vezes maior que o Sol

Buraco negro formou-se quando universo tinha apenas 6% da idade atual.
Descobrir buracos negros dos primórdios do universo é algo raro.


 Concepção artísitca de um quasar com um buraco negro supermaciço no  universo distante  (Foto: Zhaoyu Li/Shanghai Astronomical Observatory)
Concepção artísitca de um quasar com um buraco negro supermaciço no universo distante (Foto: Zhaoyu Li/Shanghai Astronomical Observatory)

Um grupo de cientistas descobriu um buraco negro com uma massa aproximadamente 12 bilhões de vezes maior que a do Sol, segundo publicou nesta quarta-feira (25) a revista britânica "Nature".
A equipe detectou um quasar que contém um buraco negro supermaciço em seu interior e que pertence a uma época na qual o universo tinha cerca de 900 milhões de anos, apenas 6% da idade atual do universo, de 13,6 bilhões de anos.
Esta descoberta poderia questionar determinadas teorias sobre a formação e o crescimento dos buracos negros e das galáxias.
O buraco negro de grande massa está localizado no coração de um quasar ultraluminoso, um corpo celeste de pequeno diâmetro e grande luminosidade que emite grandes quantidades de radiação.
Após analisar a descoberta, o grupo de astrônomos considera que o buraco negro se originou a cerca de 900 milhões de anos depois do Big Bang, algo que consideraram "particularmente surpreendente".
A descoberta e o estudo posterior foram realizados por uma equipe de astrônomos da universidade de Pequim e coordenado por Xue-Bing Wu, professor do departamento de astronomia dessa universidade.
Descoberta rara
Gráfico mostra representação de quasares distantes conhecidos; quanto mais à direita, maior a massa de seu buraco negro e quanto mais ao alto, maior a luminosidade. Círculo vermelho representa o quasar recém-descoberto J0100+2802 (Foto: Zhaoyu Li/Shanghai Astronomical Observatory)
Gráfico mostra representação de quasares distantes conhecidos; quanto mais à direita, maior a massa de seu buraco negro e quanto mais ao alto, maior a luminosidade. Círculo vermelho representa o quasar recém-descoberto J0100+2802 (Foto: Zhaoyu Li/Shanghai Astronomical Observatory)

Xue-Bing Wu e sua equipe realizaram um acompanhamento do quasar utilizando dados de projetos de inspeção e estudos como o SDSS (exploração Digital do Espaço Sloan) e o 2MASS (Reconhecimento em dois micrometros do céu completo).
Além disso, os astrônomos também utilizaram dados do estudo da Nasa Wide-Field Infrared Survey Explorer (WISE), um projeto que lançou um telescópio espacial em 2009 para estudar a radiação infravermelha.
O astrônomo do Max Planck Institute for Astronomy Bram Venemans reagiu em artigo da "Nature" à descoberta e afirmou que "descobrir buracos negros pertencentes ao início dos tempos cósmicos é algo estranho".
Apesar da raridade desta descoberta, Venemans especificou que "a tecnologia atual e futura dará a possibilidade da ciência conhecer as características do universo durante as primeiras centenas de milhões de anos depois do Big Bang".
Segundo a cosmologia atual, a origem do universo se remonta à grande explosão de um ponto de densidade infinita que gerou a matéria, o espaço e o tempo.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/02/cientistas-descobrem-buraco-negro-12-bilhoes-de-vezes-maior-que-o-sol.html

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Nasa resume 5 anos de observação do Sol em vídeo impressionante

Observatório de Dinâmica Solar tem registrado imagens do Sol desde 2010.
Imagens ajudam a compreender as erupções solares.

Imagem de vídeo divulgado pela Nasa mostra explosão solar (Foto: NASA's Goddard Space Flight Center/SDO)
Imagem de vídeo divulgado pela Nasa mostra explosão solar (Foto: NASA's Goddard Space Flight Center/SDO)

Em comemoração a seu aniversário de 5 anos, o Observatório de Dinâmica Solar da Nasa divulgou um vídeo que resume 1.826 dias de observação solar em 4 minutos e meio. VEJA O VÍDEO ABAIXO.
A missão registra imagens detalhadas da superfície solar 24 horas por dia, o que tem permitido observar de maneira inédita como ocorrem exatamente as explosões solares.
O vídeo, que selecionou os "melhores momentos" dos últimos cinco anos de observação solar, exibe nuvens gigantes de material solar explodindo para o espaço e manchas solares crescendo e encolhendo ao longo do tempo.
Segundo a Nasa, ao observar o sol em diferentes comprimentos de onda, os cientistas conseguem observar como o material se movimenta na atmosfera solar, chamada corona. Isso permite investigar o que causam as erupções solares.



Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/02/nasa-resume-5-anos-de-observacao-do-sol-em-video-impressionante.html

Névoa misteriosa em Marte intriga cientistas

Equipe de pesquisadores tenta entender origem dessa espécie de 'neblina' que foi descoberta por astrônomos amadores.

 Damian Peach foi um dos primeiros astrônomos amadores a capturar imagens do fenômeno (Foto: Grupo Ciencias Planetarias (GCP) - UPV/EHU)
Damian Peach foi um dos primeiros astrônomos amadores a capturar imagens do fenômeno: névoa é vista no detalhe (Foto: Grupo Ciencias Planetarias (GCP) - UPV/EHU/Nature)

Uma descoberta feita por astrônomos amadores que passam horas estudando Marte deixou cientistas com a pulga atrás da orelha.
Descoberta pela primeira vez em 2012, uma espécie de névoa apareceu orbitando ao redor do planeta apenas uma outra vez e depois desapareceu.
Ao analisar imagens da misteriosa neblina, os cientistas da Agência Espacial Europeia (ESA) descobriram que ela é a maior já vista e se estende por mais de 1.000 quilômetros.
Em artigo publicado na revista "Nature", eles dizem que a pluma poderia ser uma grande nuvem ou uma aurora excepcionalmente brilhante. Mas deixam claro que ambas as hipóteses são difíceis de serem comprovadas.
"Essa descoberta traz mais perguntas do que respostas", disse Antonio Garcia Munoz, cientista da Agência Espacial Europeia.
Telescópios
Em todo o mundo, uma rede de astrônomos amadores mantém seus telescópios calibrados para analisar o “planeta vermelho”.
Eles viram essa misteriosa formação pela primeira vez em março de 2012, logo acima do hemisfério sul de Marte.
Damian Peach foi um dos primeiros astrônomos amadores a capturar imagens do fenômeno.
"Eu notei essa formação saindo ao lado do planeta, mas eu primeiro achei que havia um problema com o telescópio ou câmera”, disse.
"Mas, à medida que eu ia verificando as imagens de perto, percebi que era algo real - e foi uma grande surpresa."
A neblina brilhante durou cerca de 10 dias. Um mês mais tarde, ela reapareceu e perdurou o mesmo período de tempo. Mas nenhuma formação do tipo foi vista desde então.
Nuvens
Os cientistas que comprovaram o fenômeno buscam agora uma explicação para ele, mas, por enquanto, só têm hipóteses.
Uma teoria é a de que a névoa é uma nuvem de dióxido de carbono ou partículas de água.
"Sabemos que há nuvens em Marte, mas até hoje elas foram observadas apenas até uma altitude de 100 km", disse Garcia Munoz.
Segundo ele, a misteriosa névoa está bem acima dessa altitude, o que coloca em xeque essa possibilidade.
Outra explicação é a de que esta ela é uma versão local das auroras polares.
"Nós sabemos que nesta região em Marte nunca foram relatados auroras antes”, disse Muñoz. “Além disso, a intensidade registrada nessa névoa é muito, mas muito maior do que qualquer aurora já vista em Marte ou na Terra.”
Para o cientista, se qualquer uma dessas teorias estiver certa, isso significaria que a nossa compreensão da atmosfera superior de Marte está errada.
Ele espera que, ao publicar o estudo, outros cientistas também colaborem com explicações para o fenômeno. Mas, se isso não ocorrer, os astrônomos terão de esperar para as névoas retornarem à Marte.
Fotos de telescópios ou naves que estão atualmente em órbita ao redor do planeta também podem ajudar a desvendar esse mistério.

Fonte http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/02/nevoa-misteriosa-em-marte-intriga-cientistas.html

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Objetos da lua são encontrados em armário do astronauta Neil Armstrong

Mulher de astronauta encontrou itens enquanto limpava armário.
Objetos deveriam ter sido abandonados na lua, mas foram trazidos de volta.


 Câmera que filmou primeiros passos de Neil Armstrong na lua está entre objetos encontrados por sua mulher em um armário; objetos estão sendo expostos no Museu Nacional Aeroespacial do Instituto Smithsonian (Foto: AP Photo/National Air and Space Museum, Smithsonian Institution)
Câmera que filmou primeiros passos de Neil Armstrong na lua está entre objetos encontrados por sua mulher em um armário; objetos estão sendo expostos no Museu Nacional Aeroespacial do Instituto Smithsonian (Foto: AP Photo/National Air and Space Museum, Smithsonian Institution)

Uma arca do tesouro de objetos que deveriam ter sido deixados para trás após o primeiro pouso na lua surgiu no armário de Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na superfície lunar, informou a instituição Smithsonian.
Armstrong morreu em agosto de 2012, e sua esposa, Carol, encontrou os itens do pouso de 1969 quando limpava um dos armários de sua casa em Cincinnati, escreveu recentemente Allan Needell, curador de história espacial no National Air and Space Museum, em um blog.
Entre os objetos está uma câmera que foi montada na janela do módulo lunar Eagle para registrar o pouso e duas amarras de cintura. Armstrong usou uma delas para apoiar os pés durante seu período de descanso na lua, afirmou Needell.

Sacola branca

Bolsa de tecido está entre objetos vindos da lua descobertos por mulher de Neil Armstrong (Foto: AP Photo/National Air and Space Museum, Smithsonian Institution, Dane Penland)
Bolsa de tecido está entre objetos vindos da lua descobertos por mulher de Neil Armstrong (Foto: AP Photo/National Air and Space Museum, Smithsonian Institution, Dane Penland)

Os itens estavam guardados em uma sacola branca conhecida informalmente como Bolsa McDivitt, usada na Eagle para armazenar objetos.
“É desnecessário dizer que, para o curador de uma coleção de artefatos espaciais, é difícil imaginar algo mais empolgante”, escreveu Needell.

Trazidos em segredo

 Os itens deveriam ter sido abandonados na lua, mas foram trazidos de volta. Needell disse que, até onde sabe, Armstrong jamais os mencionou e ninguém os tinha visto nos 45 anos desde seu retorno à Terra.
De acordo com transcrições da missão, Armstrong descreveu os objetos para o astronauta Michael Collins, que ficou em órbita ao redor da lua a bordo da nave de comando, como “só um monte de lixo que queremos levar de volta – peças, restos...”
A câmera e a amarra que Armstrong usou durante seu repouso são parte de uma exposição temporária no National Air and Space Museum.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/02/objetos-da-lua-sao-encontrados-em-armario-do-astronauta-neil-armstrong.html