quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Buraco negro na Via Láctea ameaça 'engolir' estrela e planetas, diz estudo

Segundo astrônomos, buraco negro no centro de nossa galáxia está atraindo nuvem de gás e poeira cósmica que envolve uma jovem estrela.


Uma jovem estrela e a nuvem de poeira cósmica a partir da qual seriam formados planetas ao seu redor estão sendo atraídos para um enorme buraco negro localizado no centro da nossa galáxia, segundo pesquisadores do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, em Cambridge, nos EUA.
Como outras galáxias, a Via Láctea abriga um buraco negro em seu centro, conhecido como Sagitário A* (Sgr A*), e a estrela em questão orbita um anel de jovens sóis em volta desse buraco.
Buraco negro (Foto: Divulgação/BBC)
Estrela é atraída por buraco negro no centro da Via
Láctea, diz estudo nos EUA (Foto: Divulgação/BBC)
Juntamente com o disco de gás e poeira que a envolve, a estrela evoluiria para um sistema solar, mas a força de atração do buraco negro deve impedir que isso ocorra.
Os estudos sobre essa situação, publicados na revista "Nature Communications", tiveram início depois que pesquisadores identificaram uma nuvem de gás ionizado e poeira cósmica movendo-se em direção ao SgrA* no início do ano. Eles tiveram ajuda dos telescópios de alta precisão Very Large Telescope (VLT), um conjunto de lentes de 8 metros de altura administrado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês).
A hipótese inicial era de que esse deslocamento teria sido causado por uma colisão de nuvens envolvendo duas estrelas. Após o choque, a poeira cósmica dos astros teria sido atraída para o buraco.
Os astrônomos Ruth Murray-Clay e Abraham Loeb, porém, defendem uma explicação diferente. Para eles, a nuvem que se dirige para o SgrA* é, na realidade, um disco protoplanetário – ou seja, um disco de material cósmico a partir do qual seriam formados planetas – que circunda uma estrela de baixa massa.
VLT telescópio (Foto: ESO/Divulgação)
VLT é um conjunto de telescópios de alta precisão
administrado por europeus (Foto: ESO/Divulgação)
Hipótese
Estrelas recém-nascidas mantêm um disco de gás e poeira ao redor de seu núcleo por milhares de anos. Quando uma delas é atraída para um buraco negro, a radiação e ondas gravitacionais dispersam essa matéria circundante em alguns anos.
Como a estrela estudada pela equipe do Harvard-Smithsonian é muito pequena para ser observada diretamente da Terra, é essa nuvem de poeira protoplanetária que os pesquisadores teriam detectado dirigindo-se para o SgrA*.
A força de atração do buraco negro faz o gás ao redor da estrela formar uma espiral e se aquecer. Além disso, o gás torna-se brilhante, facilitando sua detecção.
Segundo Murray-Clay, porém, enquanto a nuvem planetária caminha para a destruição, há uma possibilidade de que a estrela envolvida por ela sobreviva. "A força de atração do buraco é suficientemente forte para atrair o gás, mas não para destruir a estrela", disse ela à BBC.
Força gravitacional
A pesquisadora explica que o fenômeno em questão é causado pelo mesmo tipo de forças responsáveis pelas marés oceânicas. "Marés são causadas pela atração dos oceanos pela Lua. Nesse caso, o buraco negro gera forças de atração tão fortes que puxam o disco (de gás e poeira cósmica) para longe da estrela", explica Murray-Clay.
Os resultados desse estudo são interessantes porque, até agora, o centro da Via Láctea era considerado um lugar muito inóspito para a formação de planetas, por estar repleto de estrelas, radiação e intensas forças gravitacionais.
Apesar de o disco protoplanetário observado caminhar para a destruição, sua simples existência e a presença de estrelas semelhantes na mesma região sugerem que planetas ainda podem ser criados nessa parte da galáxia.
"É fascinante pensar que planetas estejam se formando tão perto de um buraco negro", afirma Loeb.

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/09/buraco-negro-na-lactea-ameaca-engolir-estrela-e-planetas-diz-estudo.html

Telescópio mostra imagem de 'vassoura de bruxa' em nebulosa

Explosão de supernova cria imagem colorida com formato curioso.
Imagem é do Observatório Europeu do Sul.


Telescópio do ESO captou nebulosa que lembra 'vassoura de bruxa' (Foto: ESO)
Telescópio do ESO captou nebulosa que lembra 'vassoura de bruxa' (Foto: ESO)

O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) publicou nesta quarta-feira (12) uma nova imagem de uma nebulosa que, segundo os próprios astrônomos definem, lembra uma “vassoura de bruxa”.
O conjunto registrado na imagem é conhecido como Nebulosa do Lápis. Ela recebeu esse nome porque antes só era possível ver a parte mais brilhante, entre a camada azul e a vermelha, e essa faixa realmente lembra um lápis.
A nova imagem feita pelo telescópio do ESO no Chile revelou mais detalhes da estrutura, mostrando o formato da vassoura de bruxa.
Os filamentos mais brilhantes são o resultado de uma explosão de supernova, que ocorre quando uma estrela morre. O material expelido passa por nuvens de gás cósmico. A parte em azul representa a área com gás mais quente, enquanto o gás mais frio aparece em vermelho.

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/09/telescopio-mostra-imagem-de-vassoura-de-bruxa-em-nebulosa.html

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Nasa republica foto de Nova York vista do espaço no 11 de Setembro


Imagem mostra grande quantidade de fumaça saindo das Torres Gêmeas.
Astronauta Frank Culbertson tirou a foto a bordo da Estação Espacial.


Foto feita da ISS mostra Nova York em 11 de setembro de 2001 (Foto: Nasa)
Foto feita da ISS mostra Nova York em 11 de setembro de 2001 (Foto: Nasa)
Em homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001, a agência espacial norte-americana (Nasa) destacou como "foto do dia" uma imagem da cidade de Nova York e seus arredores naquele dia.
Bem no centro da imagem está o sul da ilha de Manhattan, onde se localizavam as Torres Gêmeas do World Trade Center. Do local dos atentados, sai um grande rastro de fumaça, que é levado pelo vento na direção sudeste, à direita da foto.
A foto, tirada pelo astronauta Frank Culbertson, a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), já tinha sido publicada na época.


Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/09/nasa-republica-foto-de-nova-york-vista-do-espaco-em-11-de-setembro.html

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Simulação por computador indica que pode haver vida em vários outros planetas

Cientistas criam modelo que põe em cheque teoria da 'zona habitável', que procurava água líquida apenas nas superfícies dos planetas; pesquisadores escoceses miram reservatórios subterrâneos.


Cientistas escoceses desenvolveram um simulador para identificar planetas onde há condições para a existência de vida. O sistema poderá indicar a existência de diversos planetas habitáveis em sistemas solares distantes.
Até o presente estudo da Universidade de Aberdeen, as estimativas sobre o número de planetas habitáveis eram baseadas na probabilidade de que houvesse água na superfície desses lugares.
O simulador, baseado em um modelo científico, permite, no entanto, que os pesquisadores identifiquem planetas com água subterrânea mantida em forma líquida, por calor gerado pelo próprio planeta. O estudo foi apresentado durante o British Science Festival, em Aberdeen.
Entre astrônomos, a teoria era a de que, para possuir água em forma líquida (estado que favorece a formação de vida), o planeta tinha de estar a uma certa distância de seu sol -- na chamada zona habitável.Isso porque planetas muito próximos de seu sol perdem a água de sua superfície por meio da evaporação.
Já a água presente na superfície de planetas que orbitam regiões mais distantes de seus sóis -- e portanto mais frias -- transforma-se em gelo.'Simples demais'
Sean McMahon, responsável pelo projeto, diz que entre os pesquisadores o conceito de zona habitável (também chamado de Goldilocks Zone), aumenta a sensação de que essa teoria é simples demais.
"Tradicionalmente as pessoas dizem que se um planeta está nessa Goldilocks Zone -- nem tão quente nem tão frio -- pode conter água líquida em sua superfície e ser um planeta habitável", diz.
McMahon lembra, no entanto, que um planeta é aquecido por duas fontes de calor -- calor direto da estrela (energia solar) e calor gerado nas profundezas do próprio planeta, chamado de calor interno.
Quanto mais longe um planeta está de seu sol, menos energia ele recebe e a água em sua superfície congela. Conforme a distância aumenta, a água subterrânea também começa a congelar. Mas se o planeta produzir calor interno suficiente, poderia ainda manter reservatórios profundos de água líquida capazes de sustentar a vida, não importa sua distância do sol.
'Vida primitiva'
O cientista John Parnell, da Universidade de Aberdeen, que também está liderando o estudo, disse que "há um habitat significativo para microorganismos abaixo da superfície da Terra, extendendo-se por muitos quilômetros abaixo".
"E alguns acreditam que a maior parte da vida da Terra poderia até mesmo residir nessa biosfera profunda", ressalta.
O simulador desenvolvido na Escócia quer apontar, justamente, os planetas distantes que possuem tais reservatórios subterrâneos de água líquida com a possibilidade de desenvolver vida alienígena.
"Se você levar em conta a possibilidade de biosferas profundas, então terá um problema em tentar relacionar isso com a ideia de que uma zona habitável é definida somente por algumas condições encontradas na superfície", disse McMahon ao explicar a lógica.
McMahon acredita que, mesmo se um planeta estiver tão distante da estrela a ponto de receber quase nenhum calor solar, ele ainda poderia manter água líquida no subterrâneo. Por isso mesmo o cientista é otimista em relação aos frutos do experimento.
"Veremos muitos outros planetas (habitáveis)", diz.

Estudo desafia teoria da 'zona habitável' (Foto: BBC)
Estudo desafia teoria da 'zona habitável'
(Foto: BBC)

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/09/simulacao-por-computador-indica-que-pode-haver-vida-em-varios-outros-planetas-1.html

Astronauta faz autorretrato durante caminhada espacial

Akihiko Hoshide se fotografou e revelou máquina fotográfica usada na ISS.
Operação aconteceu na quarta-feira (5) para trocar distribuidor elétrico.


O astronauta japonês Akihiko Hoshide fez um autorretrato na última quarta-feira (5) durante caminhada espacial e revelou o equipamento fotográfico utilizado na Estação Espacial Internacional (ISS). A câmera do tipo DSLR, com lente intercambiável, aparece refletida no visor do capacete do astronauta.
Akihiko estava acompanhado da astronauta Sunita Williams, que bateu o recorde ao se tornar a mulher com mais horas de caminhadas espaciais, ela superou 44 horas de operações fora da estação. As imagens foram divulgadas no flickr da Nasa na semana passada.
Auto-retrato do astronauta Akihiko Hoshide. (Foto: NASA: 2Explore/Nasa)
Autorretrato do astronauta Akihiko Hoshide. (Foto: NASA: 2Explore/Flickr)
O astronaura russo Gennady Padalka, comandante da tripulação, aparece usando o mesmo equipamento Gennady Padalka (Foto: NASA: 2Explore/ Flickr)
O astronaura russo Gennady Padalka, comandante da tripulação, aparece usando o mesmo equipamento em outra caminhada espacial (Foto: NASA: 2Explore/ Flickr)
O astronaura russo Gennady Padalka, comandante da tripulação, aparece usando o mesmo equipamento Gennady Padalka (Foto: NASA: 2Explore/ Flickr)
Gennady Padalka manipula equipamento dentro da ISS  (Foto: NASA: 2Explore/ Flickr)


Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/09/astronauta-faz-auto-retrato-durante-caminhada-espacial.html

Nasa remove tampa de câmera do Curiosity e Marte é visto em detalhes

Novas imagens, em cores e alta resolução, são feitas desde domingo (9).
Cobertura de lente foi atingida por poeira após o pouso, no dia 6 de agosto.


Cientistas da agência espacial americana (Nasa) removeram no sábado (8) a tampa da câmera Mahli, localizada na ponta do braço robótico do jipe Curiosity, e as novas imagens captadas desde domingo (9) em Marte mostram mais detalhes da superfície do planeta e do próprio veículo.
Na semana passada, o robô fez um autorretrato que serviu para verificar se a cobertura da lente estava totalmente livre de poeira e detritos, acumulados após a aterrissagem no dia 6 de agosto. Depois desse teste, foi possível usar a Mahli sem a proteção.
A imagem abaixo combina duas fotos tiradas no domingo. Ao fundo, aparece o Monte Sharp, que fica ao sul do equador marciano, próximo à Cratera Gale, e tem 5,5 km de altura.
Curiosity Marte  (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems)
Rodas esquerdas do Curiosity aparecem na imagem (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems)
O principal objetivo dessa câmera – uma das várias do Curiosity – é tirar fotos coloridas, em close e alta resolução. A Mahli é capaz de capturar qualquer objeto de 2,1 cm de distância ao infinito, de vários ângulos.
Nesta outra imagem, também feita no domingo, aparecem outras câmeras do jipe, chamadas Hazard Avoidance (Prevenção de Risco, em inglês), ou Hazcams.
Curiosity (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems)
Câmeras Hazcams são vistas acima pela Mahli (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems)
A foto abaixo revela as rodas central e traseira do lado esquerdo do Curiosity, além da "moedinha da sorte" e dos painéis de cores que ajudam os cientistas a identificar o tamanho, a profundidade e as tonalidades de tudo o que é registrado.
Curiosity (Foto: NASA/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems)
'Moedinha da sorte' do jipe ainda tem poeira em volta (Foto: NASA/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems)

Este conjunto de três imagens abaixo mostra a superfície de Marte com e sem a tampa da Mahli. As fotos são miniaturas, com cerca de um oitavo da resolução máxima da câmera.
Curiosity (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems)
Solo aparece com, sem e com a tampa da lente (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems)
Elas foram obtidas a 1,5 metro de altura do solo, para baixo. Cada pedaço de terra observado tem 86 centímetros de diâmetro.
Curiosity (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems)
Detalhes da superfície marciana são captados (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems)

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/09/nasa-remove-tampa-de-camera-do-curiosity-e-marte-e-visto-em-detalhes.html

domingo, 9 de setembro de 2012

Descoberta do objeto mais vermelho do Sistema Solar faz 120 anos

O objeto mais vermelho do Sistema Solar - talvez seja assim que a lua Amalteia, de Júpiter, mais se destaque. Ela segue abaixo da órbita de Io (um dos quatro maiores satélites do planeta), assim como Métis, Adrasteia e Tebe, mas é a maior desse grupo. Edward Emerson Barnard quem descobriu Amalteia, no dia 9 de setembro de 1892.
Segundo a Universidade Livre de Bruxelas, acredita-se que a cor vermelha de Amalteia é resultado do enxofre expelido pelos inúmeros vulcões de Io. Observações feitas com o espectrômetro (instrumento que mede o espectro eletromagnético de um objeto) do Hubble confirmam grande presença do enxofre que deixa Amalteia tão vermelha.
Outra curiosidade sobre esse satélite natural é que ele emite mais calor do que recebe do Sol. Há duas hipóteses para isso: a energia que ele recebe do poderoso campo magnético de Júpiter ou efeito do campo gravitacional do planeta gasoso.
Assim como Tebe, completa uma rotação ao redor do seu eixo quando completa uma volta ao redor de Júpiter, o que significa que mostra sempre a mesma face para o planeta, do qual está distante 181.400 km. Para se ter ideia, a distância da Lua para a Terra é de 384 mil km. Essa proximidade de um planeta deveria fazer com que Almateia fosse destruída pela gravidade. Isso não ocorre por causa de seu tamanho pequeno (apenas 19 vezes menor que Io, ou 83,45 km).
Por outro lado, os astrônomos calculam que o fim de Almateia será digno de uma tragédia grega: ela está tão próxima de Júpiter que está destinada a cair e ser morta por seu planeta. Na mitologia grega, Amalteia era uma ninfa que cuidou de Zeus quando o deus era criança.
Concepção artística mostra passagem da sonda Galileu por Amalteia. No detalhe, uma imagem da lua feita pela sonda. Foto: Michael Carroll/Nasa/Divulgação
Concepção artística mostra passagem da sonda Galileu por Amalteia. No detalhe, uma imagem da lua feita pela sonda
Foto: Michael Carroll/Nasa/Divulgação

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6136617-EI301,00-Descoberta+do+objeto+mais+vermelho+do+Sistema+Solar+faz+anos.html