segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Asteroide passará perto da Terra nesta segunda, mas sem causar danos

Asteroide é relativamente grande: tem 500 metros de diâmetro.
Será possível vê-lo entre 23h e 4h com binóculo ou telescópio.


Animação mostra a órbita do asteróide 2004 BL86 em reçlação à órbita da Terra, representada em azul  (Foto: NASA/JPL-Caltech)
Animação mostra a órbita do asteróide 2004 BL86 em reçlação à órbita da Terra, representada em azul (Foto: NASA/JPL-Caltech)

Um asteroide com cerca 500 metros de diâmetro vai passar relativamente perto da Terra na noite desta segunda-feira (26), mas será inofensivo, segundo a Nasa.
O asteroide vai passar a cerca de 1,2 milhão de quilômetros da Terra, cerca de três vezes mais distante do que a Lua.
Astrônomos profissionais e amadores estão se preparando para assistir à passagem, que será mais visível entre 23h desta segunda e 4h da madrugada de terça (horário de Brasília) nas Américas, Europa e África.
Será preciso ter um pequeno telescópio ou binóculo para ver o asteroide, conhecido como 2004 BL86.
"Embora não represente uma ameaça à Terra num futuro próximo, é uma abordagem relativamente perto de um asteroide relativamente grande, o que nos proporciona uma oportunidade única para observar e aprender mais", disse em comunicado o astrônomo Don Yeomans, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena.
O asteroide, que orbita o Sol a cada 1,84 ano, foi descoberto há 11 anos pelo telescópio Linear (Lincoln Near-Earth Asteroid Research), localizado no Estado do Novo México.
Mapeamento da superfície
Os cientistas planejam mapear a superfície dele com radar durante o sobrevoo, na esperança de aprender mais sobre o seu tamanho, a forma, a taxa de rotação e outras características.
"No momento, não sabemos quase nada sobre esse asteroide, portanto, é provável que haja surpresas”, declarou ao SpaceWeather.com o astrônomo Lance Benner, do Laboratório de Propulsão a Jato, da Nasa, em Pasadena, na Califórnia.
De acordo com a Nasa, o 2004 BL86 será o maior asteroide a passar tão perto da Terra até a chegada do 1999 AN10 em 2027.
A Nasa atualmente rastreia mais de 11 mil asteroides em órbitas que passam relativamente perto da Terra. A agência espacial norte-americana diz ter localizado mais de 95% dos maiores asteroides, aqueles com diâmetro de 900 metros ou mais, com órbitas que os levam relativamente perto da Terra.
Um objeto desse tamanho atingiu o planeta há cerca de 65 milhões de anos no que hoje é a península de Yucatán, no México, provocando uma mudança climática global que se acredita tenha sido responsável pela extinção dos dinossauros e muitas outras formas de vida na Terra.
Dois anos atrás, um meteoro relativamente pequeno explodiu na atmosfera sobre a cidade de Chelyabinsk, na Rússia, deixando mais de 1.500 pessoas feridas por estilhaços de vidro e destroços voando. Nesse mesmo dia, um outro asteroide não relacionado com ele passou a apenas 28 mil quilômetros da Terra, mais perto do que as redes de satélites de comunicação que cercam o planeta.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/01/asteroide-passara-perto-da-terra-nesta-segunda-mas-sem-causar-danos.html

Depois de 9 anos de voo, sonda da Nasa está prestes a chegar a Plutão

New Horizons vai começar a fotografar planeta anão neste domingo.
Nave foi lançada em janeiro de 2006 e, em julho, deve sobrevoar Plutão.


Concepção artísitca da espaçonave New Horizons, atualmente em rota rumo a Plutão, é mostrada nesta imagem divulgada pela Nasa (Foto: Reuters/Science@NASA)
Concepção artísitca da espaçonave New Horizons, atualmente em rota rumo a Plutão, é mostrada nesta imagem divulgada pela Nasa (Foto: Reuters/Science@NASA)

A nave New Horizons, da Nasa, já viajou 4,8 bilhões de km e está quase no fim de sua jornada de 9 anos até Plutão. Neste domingo (25), ela começa a fotografar esse mundo misterioso, inexplorado e gelado atualmente classificado como planeta anão.
As primeiras fotos não devem revelar nada além de pontos brilhatntes - a nave ainda está a mais de 160 milhões de km de Plutão. Ma as imagens ajudarão os cientistas a calcular a distância remanescente e manter o robô no caminho certo para um sobrevoo em julho.
É a primeira viagem da humanidade até Plutão e os cientistas estão ansiosos para começar a explorar. "New Horizons tem sido uma missão de gratificação adiada em muitos aspectos, e está finalmente acontecendo agora", disse o cientista Hal Weaver, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, que participa do projeto.
"Vai ser uma corrida pelos próximos sete meses, basicamente, até a linha de chegada", disse nesta sexta-feira (23). "Mal podemos esperar o momento de transofrmar Plutão em um mundo real, em vez de uma pequena mancha pixelizada."

 Combinação de imagens feita pelo Telescópio Espacial Hubble em 2002 e 2003 mostra Plutão em diferentes ângulos; nave New Horizons começará a fazer imagens do planeta anão neste domingo (Foto: AP Photo/NASA, ESA, M. Buie)
Combinação de imagens feita pelo Telescópio Espacial Hubble em 2002 e 2003 mostra Plutão em diferentes ângulos; nave New Horizons começará a fazer imagens do planeta anão neste domingo (Foto: AP Photo/NASA, ESA, M. Buie)

Lançada do Cabo Canaveral em janeiro de 2006 em uma missão de US$ 700 milhões, a New Horizons "acordou" de um período de hibernação no começo do mês passado. Controladores de voo passaram as últimas semanas preparando a nave para a etapa final e mais importante de sua jornada.
"Algumas pessoas estão trabalhando neste projeto por mais de um quarto de suas carreiras para fazer essa missão acontecer", disse o gerente de projeto Glen Fontain, do Laboratório de Física Aplicada.
A câmera de longo alcance da espaçonave fará centenas de fotos de Plutão nos próximos meses. Ela já tirou algumas fotos no ano passado, antes de entrar em hibernação, mas as novas devem ser consideravelmente mais brilhanes. Os cientistas esperam divulgá-las publicamente no início de fevereiro.
A verdadeira conquista será quando a New Horizons sobrevoar Plutão em 14 de julho a uma distância de cerca de 12 mil km e a uma velocidade de quase 50 mil km/h.
Os cientistas não têm ideia de como é a aparência de Plutão. Trata-se do maior objeto no Cinturão de Kuiper. Juntas, as órbitas de Plutão e de sua mega-lua Charon, que tem quase a metade do tamanho do planeta anão, caberiam dentro do território dos Estados Unidos.
Até o momento, cinco luas já foram encontradas em torno de Plutão. Mas outras podem estar esperando para ser descobertas pela New Horizons.
Plutão ainda era oficialmente um planeta do Sistema Solar quando a nave decolou. Era o último planeta que ainda não tinha sido explorado no nosso sistema. Mas, sete meses depois, a União Astronômica Internacional "rebaixou" Plutão à categoria de planeta anão. Depois veio o termo "plutoide".
Alguns cientistas estão esperando que as observações de Plutão possam levar a entidade a reverter sua decisão. A natureza da ciência, afinal de contas, é fluida, como a própria união astronômica defende.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/01/depois-de-9-anos-de-voo-sonda-da-nasa-esta-prestes-chegar-plutao.html

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Via Láctea 'pode ser buraco de minhoca para viagens no tempo'

Teoria proposta por equipe internacional de pesquisadores afirma que galáxia pode ser um túnel parecido ao retratado no filme 'Interestelar'.

Nossa galáxia pode ser, em teoria, um grande túnel semelhante a um buraco de minhoca (ou túnel de viagens no espaço e no tempo), possivelmente "estável e navegável" e, portanto, "um sistema de transporte galático". É o que sugere um artigo publicado no periódico Annals of Physics.
O estudo - que, ressaltam os cientistas, ainda é uma hipótese - é resultado de uma colaboração entre pesquisadores italianos, americanos e indianos.
Para chegar a essas conclusões, os estudiosos combinaram equações da teoria da relatividade geral, desenvolvida por Albert Einstein, com um mapa detalhado da distribuição de matéria escura (que representa a maior parte da matéria existente no Universo) na Via Láctea.
"Se unirmos o mapa da matéria escura na Via Láctea com o modelo mais recente do Big Bang para explicar o Universo e teorizarmos a existência de túneis de espaço-tempo, o que obtemos é (a teoria) de que nossa galáxia pode realmente conter um desses túneis e ele pode ser do mesmo tamanho da própria galáxia", disse Paolo Salucci, um dos autores do estudo e astrofísico da Escola Internacional de Estudos Avançados de Trieste (Sissa, na sigla em italiano).
"Poderíamos até viajar por esse túnel, já que, com base em cálculos, ele seria navegável. Assim como o visto recentemente no filme Interestelar."
Ainda que túneis desse tipo tenham ganhado popularidade recentemente com o filme de ficção científica, eles já chamam a atenção de astrofísicos há muito tempo, explica comunicado do Sissa.
Salucci afirmou não ser possível dizer com absoluta certeza que a Via Láctea é igual a um buraco de minhoca, "mas simplesmente que, segundo modelos teóricos, essa hipótese é possível".
O cientista explicou que, em teoria, seria possível comprovar essa hipótese fazendo uma comparação entre duas galáxias - aquela à qual pertencemos e outra parecida. "Mas ainda estamos muito longe de qualquer possibilidade real de fazer tal comparação."
Matéria escura
Estudos prévios já haviam demonstrado a possível existência desses buracos de minhoca em outras regiões galáticas. Segundo o estudo do Sissa, os resultados obtidos agora "são um importante complemento aos resultados prévios, confirmando a possível existência dos buracos de minhoca na maioria das galáxias espirais".
O estudo também reflete sobre a matéria escura, um dos grandes mistérios da astrofísica moderna. Essa matéria não pode ser vista diretamente com telescópios; tampouco emite ou absorve luz ou radiação eletromagnética em níveis significativos. Mas a misteriosa substância compõe 85% do universo.
Salucci lembra que há tempos os cientistas tentam explicar a matéria escura por meio de hipóteses sobre a existência de uma partícula específica, o neutralino - o qual, porém, nunca foi identificado pelo CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, que pesquisa o Bóson de Higgs, a chamada "partícula de Deus") ou observado no Universo. Mas há teorias alternativas que não se baseiam nessa partícula.
"Talvez a matéria escura seja uma 'outra dimensão', talvez um grande sistema de transporte galático. Em todo o caso, realmente precisamos começar a nos perguntar o que ela é."

 Cientista diz que, em teoria, túnel galático seria 'navegável'  (Foto: Paolo Salucci)
Cientista diz que, em teoria, túnel galático seria 'navegável' (Foto: Paolo Salucci)
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/01/via-lactea-pode-ser-buraco-de-minhoca-para-viagens-no-tempo.html

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Telescópio Hubble faz a maior e mais nítida foto da Galáxia de Andrômeda

Imagem retrata uma extensão de 40 mil anos-luz da galáxia espiral.
Foto de 1,5 bilhão de pixels mostra mais de 100 milhões de estrelas.


Imagem é a maior já feita da Galáxia de Andrômeda (Foto: NASA, ESA, J. Dalcanton (University of Washington, USA), B. F. Williams (University of Washington, USA), L. C. Johnson (University of Washington, USA), the PHAT team, and R. Gendler)
Imagem é a maior e mais nítida já feita da Galáxia de Andrômeda (Foto: NASA, ESA, J. Dalcanton (University of Washington, USA), B. F. Williams (University of Washington, USA), L. C. Johnson (University of Washington, USA), the PHAT team, and R. Gendler)

O Telescópio Espacial Hubble fez a maior imagem já conhecida da Galáxia de Andrômeda. A foto tem 1,5 bilhão de pixels e mostra mais de 100 milhões de estrelas e milhares de conglomerados de estrelas. Explore os detalhes da imagem com uma ferramenta de zoom.
Para se ter ideia da grandeza da imagem, ela retrata uma extensão de 40 mil anos-luz (cada ano-luz equivale a cerca de 10 trilhões de km), cerca de um terço de toda a Galáxia de Andrômeda. Esta é a galáxia espiral mais próxima da Via Láctea e fica a uma disância aproximada de 2,54 milhões de anos-luz da Terra.
Imagem mostra Galáxia de Andrômeda (centro) e a região ao seu redor (Foto: ESA/Divulgação)
Imagem mostra Galáxia de Andrômeda (centro) e a
região ao seu redor (Foto: ESA/Divulgação)
De acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA), que administra o Hubble em conjunto com a Nasa, seriam necessárias 600 televisões HD para mostrar a imagem total. Para obter a imagem completa, o telescópio fez 411 fotos que foram agregadas em um tipo de mosaico.
Para os pesquisadores, a imagem de alta precisão pode dar origem a novos estudos sobre esse tipo de galáxia. "A clareza dessas observações ajudará os astrônomos a interpretar a luz das muitas galáxias que têm uma estrutura similar, mas ficam a distâncias muito maiores", afirmou a ESA, em texto divulgado este mês.

Imagem mostra Galáxia de Andrômeda, com destaque para a região retratada em alta resolução pelo Hubble (Foto: NASA, ESA, J. Dalcanton (University of Washington, USA), B. F. Williams (University of Washington, USA), L. C. Johnson (University of Washington, USA), the PHAT team, and R. Gendler)
Imagem mostra Galáxia de Andrômeda, com destaque para a região retratada em alta resolução pelo Hubble (Foto: NASA, ESA, J. Dalcanton (University of Washington, USA), B. F. Williams (University of Washington, USA), L. C. Johnson (University of Washington, USA), the PHAT team, and R. Gendler)

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/01/telescopio-hubble-faz-maior-e-mais-nitida-foto-da-galaxia-de-andromeda.html

ESA acredita em 'possível despertar' do módulo Philae entre maio e junho

Baterias do módulo só vão se carregar se temperatura superar zero grau.
A princípio, expectativa é que ele despertasse em março.


Imagem divulgada pela Agência Espacial Europeia mostra o robô Philae na superfície do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Montada a partir de duas das seis fotos feitas pelo instrumento Çiva, a imagem mostra o módulo Philae na superfície do cometa (Foto: Reuters/ESA/Rosetta/Philae/ÇIVA)
Imagem divulgada pela Agência Espacial Europeia mostra o robô Philae na superfície do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Montada a partir de duas das seis fotos feitas pelo instrumento Çiva, a imagem mostra o módulo Philae na superfície do cometa (Foto: Reuters/ESA/Rosetta/Philae/ÇIVA)

A Agência Espacial Europeia (ESA) acredita em um "possível despertar" entre maio e junho do módulo Philae, o primeiro dispositivo comandado pelo ser humano que conseguiu aterrissar sobre um cometa, após se separar da sonda mãe Rosetta.
"Esperamos que desperte, mas ninguém pode garantir", declarou em entrevista coletiva no centro de operações de Darmstadt, na Alemanha, o diretor de Navegação Espacial Tripulada e Missões da ESA, Thomas Reiter.
O importante é que a temperatura de Philae supere zero grau quando o cometa em que se encontra se aproximar do Sol, o que permitirá que as baterias do módulo comecem a recarregar com energia solar.
Philae pousou sobre o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko em 12 de novembro de 2014 após três aterrissagens e dois rebotes, o que fez com que não caísse no ponto programado e que ficasse em uma região escura e rochosa, sem a luz necessária para carregar as baterias e trabalhar de forma autônoma.
No dia 15 de novembro, 57 horas após a histórica aterrissagem, entrou em hibernação, mas antes foi capaz de enviar à Terra informações de seus primeiros experimentos.
Segundo Reiter, a sonda mãe Rossetta está a 29 quilômetros do cometa e espera-se que em fevereiro possa se aproximar a seis quilômetros da superfície do cometa para enviar imagens.
Os cientistas da ESA estudam a informação recebida de Rosetta e Philae, uma missão que deveria ser concluir no final de 2015, mas que Reiter acredita em que demore um ano mais. Segundo ele, tudo dependerá dos resultados dos trabalhos científicos e que se consiga uma ampliação do orçamento.
A sonda Rosetta e seu módulo Philae foram reconhecidos pelas revistas científicas "Science" e "Nature" como um dos dez descobrimentos do ano 2014.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/01/esa-acredita-em-possivel-despertar-do-modulo-philae-entre-maio-e-junho.html

Sistema Solar pode ter dois planetas a mais além da órbita de Plutão

Estudo chegou a conclusão ao observar órbita de objetos transnetunianos.
Ainda não há evidências diretas de que planetas existam de fato.


  Pelo menos dois planetas desconhecidos podem existir em nosso sistema solar além de Plutão (Foto: Nasa/JPL-Caltech)
Pelo menos dois planetas desconhecidos podem existir em nosso sistema solar além de Plutão (Foto: Nasa/JPL-Caltech)

É possível que o Sistema Solar tenha, pelo menos, mais dois planetas esperando para ser descobertos, além da órbita de Plutão, anunciaram astrônomos britânicos e espanhóis nesta segunda-feira (19).
A lista oficial de planetas do nosso sistema solar inclui oito corpos solares, entre os quais o gigante gasoso Netuno é o mais afastado.
Para além da órbita de Netuno, Plutão foi relegado ao status de "planeta anão" pela União Astronômica Internacional em 2006, embora seja considerado por alguns o planeta mais distante do sol.
Em um estudo publicado na última edição do periódico mensal "Monthly Notices", da Sociedade Astronômica Real, cientistas propõem que há "pelo menos" dois planetas além de Plutão.
Objetos transnetunianos
Seus cálculos se baseiam no comportamento orbital incomum de rochas espaciais muito distantes, denominados objetos transnetunianos, ou Etnos, na sigla em inglês.
Em teoria, os Etnos deveriam estar dispersos em uma faixa de cerca de 150 Unidades Astronômicas (UA) do Sol. Uma UA corresponde ao espaço entre a Terra e o Sol: quase 150 milhões de quilômetros. Os Etnos também deveriam estar, mais ou menos, no mesmo plano orbital que os planetas do Sistema Solar.
Mas observações de cerca de uma dúzia de Etnos sugeriram uma imagem bem diferente, segundo o estudo. Se a pesquisa estiver correta, os cientistas deduzem que os Etnos se dispersaram muito mais amplamente, entre 150 e 525 UA, com uma inclinação orbital de cerca de 20 graus.
Para explicar esta anormalidade, o estudo sugere que alguns objetos muito grandes, como planetas, devem estar nos arredores e sua força gravitacional está influenciando os Etnos, muito menores, ao redor.
'Forças invisíveis'
"Este excesso de objetos com inesperados parâmetros orbitais nos leva a crer que algumas forças invisíveis estão alterando a distribuição" de Etnos, disse Carlos de la Fuente Marcos, da Universidade Complutense de Madri.
"O número exato é incerto, uma vez que os dados que temos são limitados, mas nossos cálculos sugerem que há pelo menos dois planetas e, provavelmente, mais, nos confins do nosso Sistema Solar", noticiou a agência de notícias científicas espanhola Sinc, citando o cientista.
"Se isto se confirmar, nossos resultados podem ser realmente revolucionários para a astronomia", concluiu. Até agora, não há evidências diretas que sustentem esta teoria.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/01/sistema-solar-pode-ter-dois-planetas-mais-alem-da-orbita-de-plutao.html

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Encontrada em Marte nave espacial britânica perdida desde 2003

Satélite da Nasa que orbita Marte avistou Beagle 2, diz agência britânica.
Sonda estava parcialmente acionada na superfície do planeta vermelho.


  Imagem da superfície de Marte feita pelo satélite Mars Reconnaissance Orbiter mostra um objeto brilhante reconhecido como a sonda britânica Beagle 2, sumida em 2003; imagem foi feita pela câmera HiRISE, do módulo (Foto: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona/University of Leicester)
Imagem da superfície de Marte feita pelo satélite Mars Reconnaissance Orbiter mostra um objeto brilhante reconhecido como a sonda britânica Beagle 2, sumida em 2003; imagem foi feita pela câmera HiRISE, do módulo (Foto: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona/University of Leicester)

A sonda espacial britânica Beagle 2, que estava perdida desde dezembro de 2003, foi encontrada em Marte por um satélite da Nasa que orbita o planeta vermelho, confirmou nesta sexta-feira (16) a Agência Espacial do Reino Unido, segundo a agência AFP.
O Beagle-2 "foi encontrado parcialmente implantado na superfície do planeta, acabando com o mistério sobre o que ocorreu com a missão há mais de uma década", disse a agência em um comunicado.
"Estou muito contente que o Beagle 2 finalmente foi encontrado em Marte", disse Mark Sims, da Universidade de Leicester, no Reino Unido, em comunicado divulgado pela Nasa. Ele participou do projeto do Beagle 2 desde o início, liderando a fase inicial do estudo e atuando como gerente da missão.
'Natal arruinado'
"Todo dia de Natal desde 2003 eu tenho me perguntado o que aconteceu com o Beagle 2. Meu Natal de 2003, assim como o de muitos outros que trabalharam no Beagle 2, foi arruinado pela decepção de não receber informações da superfície de Marte", afirmou. "As imagens mostram que chegamos tão perto de atingir o objetivo de fazer ciência em Marte."
A descoberta demonstra que "a sequência de entrada, descida e aterrissagem do Beagle 2 funcionou e a sonda pousou com êxito em Marte no Natal de 2003", acrescentou a agência britânica sobre a nave batizada em homenagem ao barco "Beagle" com o qual o pai da teoria da evolução, Charles Darwin, fez suas pesquisas.
Não será possível ressucitar sonda
A nave, que tem menos de dois metros de comprimento, precisava se implantar completamente depois de aterrissar para entrar em funcionamento, já que era necessária a abertura total dos painéis solares para expor a antena RF, que iria transmitir os dados e receber os comandos a partir da Terra.
"Infelizmente, devido à implantação parcial", lamentou a agência, "não será possível ressuscitar a Beagle 2 e recuperar os dados" da sonda. A nave foi uma ambiciosa colaboração entre a indústria, as universidades britânicas e a Agência Espacial Europeia.
O diretor deste organismo europeu, Jean-Jacques Dordain, comemorou nesta sexta-feira a descoberta. "O que foi encarado há 11 anos como um fracasso por fim não foi um fracasso total. Ao menos houve uma aterrissagem em Marte", considerou Dordain.

 Foto divulgada pela Nasa mostra sonda Beagle 2, perdida em 2003 e encontrada por satélite que orbita Marte (Foto: Nasa/Divulgação)
Foto divulgada pela Nasa mostra sonda Beagle 2,
perdida em 2003 e encontrada por satélite que
orbita Marte (Foto: Nasa/Divulgação)

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/01/encontrada-em-marte-nave-espacial-britanica-perdida-desde-2003.html