A Nasa selecionou três projetos dos quais escolherá um para levar a cabo em 2016, que vão desde uma missão para investigar o interior de Marte pela primeira vez, estudar um mar extraterrestre de uma das luas de Saturno ou analisar detalhes da superfície do núcleo de um cometa.
Cada equipe de investigação receberá US$ 3 milhões para desenvolver o conceito da missão e o desenvolvimento dos estudos preliminares e análise do projeto.
A Nasa fará outra revisão dos trabalhos conceituais em 2012 e selecionará um para concentrar os esforços dos pesquisadores em seu desenvolvimento para realizar a missão.
A missão tem de ter custo máximo de US$ 425 milhões, sem incluir o veículo com o qual será feito o lançamento dos instrumentos desenvolvidos para ela.
A Nasa recebeu as propostas em junho de 2010 e um painel de cientistas e engenheiros revisaram os 28 projetos recebidos dentro de seu programa Discovery.
As pesquisas selecionadas "podem revelar muito sobre a formação do nosso sistema solar e seu processo dinâmico", indicou a Nasa em comunicado no qual destacou que quaisquer dos projetos contribuirão para aprimorar a tecnologia para futuras missões planetárias.
Missões como esta "são uma grande promessa para aumentar infinitamente nosso conhecimento, estender nosso alcance no sistema solar e inspirar futuras gerações de explorações", assinalou o diretor da agência espacial americana, Charles Bolden.
A missão Geophysical Monitoring Station (GEMS) propõe estudar a estrutura e a composição de Marte e avançar no entendimento da evolução e da formação dos planetas.
Já o Titan Mare Explorer (Time) proporcionaria a primeira prospecção direta de um mar e seu entorno ambiental fora da Terra, aterrissando e flutuando no mar composto de etano e metano de Titã, uma das luas de Saturno.
O último projeto, intitulado Comet Hopper, teria o objetivo de estudar a evolução de um cometa aterrissando várias vezes e observando as mudanças sofridas pela interação com o sol.
Criado em 1992, o programa Discovery patrocina missões de custo limitado ao sistema solar centradas em alcançar objetivos científicos específicos.
O programa já deu como frutos 11 missões, entre elas Messenger, Dawn, Stardust, Impacto Profundo e Genesis.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
CURIOSIDADE:As estrelas se movem?
Se movem sim, em 1718, o astrônomo Edmund Halley observou que a posição da estrela Arcturus no céu havia mudado um grau em relação à posição medida por Ptolomeu. Sírius também havia mudado, de meio grau. Desde então os astrônomos têm medido o movimento transverso, isto é, o movimento aparente das estrelas no céu, perpendicular à linha de visada. Este movimento é chamado de movimento próprio e usualmente é medido em segundos de arco por ano.
Os desenhos das constelações como vemos hoje, eram diferentes a milhares de anos atrás.
Os desenhos das constelações como vemos hoje, eram diferentes a milhares de anos atrás.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Escritora apresenta "lado B" das viagens espaciais
Esqueça narrativas heróicas sobre astronautas super-homens que estão à frente das viagens ao Cosmos. O livro "Packing for Mars: The Curious Science of Live in The Void" (sem versão em português), lançado em 2010 pela escritora Mary Roach, apresenta uma visão inusitada e uma série de situações curiosas relacionadas às missões.
Roach trata do "lado B" do programa espacial em suas palestras, levantando questões que poderiam passar na cabeça de qualquer um, como o que acontece com os astronautas quando eles ficam dias sem tomar banho ou se todos estão confortáveis com a ideia de beberem urina filtrada.
Segundo a autora, são esses detalhes "sujos" que atraem a atenção do público, que passa a se interessar novamente pelas viagens espaciais.
Basta lembrar que, em ambientes sem gravidade, o processamento de tudo que é consumido --e eliminado de alguma forma-- precisa ser repensado, relata reportagem do site livescience.com.
No início do programa espacial, a Nasa (agência espacial americana) teve que se concentrar em resolver o cheiro corporal e caspas flutuantes produzidas por astronautas sem banho --algo que se torna intolerável em estadas de longa duração. E são casos como esses que Roach aborda.
Mas, lembra ela, somente um dos capítulos de seu livro foca esse aspecto --e não é o tema principal. E, mesmo assim, obter informações dos astronautas não foi nada fácil, já que eles não querem contar o que realmente de estranho acontece lá em cima.
Roach trata do "lado B" do programa espacial em suas palestras, levantando questões que poderiam passar na cabeça de qualquer um, como o que acontece com os astronautas quando eles ficam dias sem tomar banho ou se todos estão confortáveis com a ideia de beberem urina filtrada.
| Protótipo de banheiro espacial usado por astronautas que se encontra no centro espacial Johnson, nos EUA |
Basta lembrar que, em ambientes sem gravidade, o processamento de tudo que é consumido --e eliminado de alguma forma-- precisa ser repensado, relata reportagem do site livescience.com.
No início do programa espacial, a Nasa (agência espacial americana) teve que se concentrar em resolver o cheiro corporal e caspas flutuantes produzidas por astronautas sem banho --algo que se torna intolerável em estadas de longa duração. E são casos como esses que Roach aborda.
Mas, lembra ela, somente um dos capítulos de seu livro foca esse aspecto --e não é o tema principal. E, mesmo assim, obter informações dos astronautas não foi nada fácil, já que eles não querem contar o que realmente de estranho acontece lá em cima.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Agências espaciais fotografam galáxia em forma de "S"
A agência europeia ESA e a norte-americana Nasa divulgaram nesta quarta-feira a foto da galáxia NGC 2442, também conhecida como distorcida pelo seu formato curvado em "S" --seu nome em inglês é "Meathook", algo como "gancho de carne".
A imagem foi produzida pelo telescópio MPG/ESO, que se encontra em La Silla, no Chile.
Além da NGC 2442, é possível ver galáxias vizinhas. E isso é justamente o que diferencia o telescópio terrestre MPG/ESO do Hubble que se encontra no espaço: o pçrimeiro capta mais áreas fotografadas em uma única exposição.
O trabalho dos dois telescópios, combinados, fornece informações para astrônomos estudarem o espaço
A imagem foi produzida pelo telescópio MPG/ESO, que se encontra em La Silla, no Chile.
| Galáxia NGC 2442, também conhecida como distorcida pelo seu formato em "S", em foto feita do Chile |
O trabalho dos dois telescópios, combinados, fornece informações para astrônomos estudarem o espaço
terça-feira, 3 de maio de 2011
Chuva de meteoritos será visível a olho nu nesta semana
Quem olhar para o céu na noite dos próximos dias poderá se deparar com um espetáculo diferente. O horizonte será cortado por uma chuva de meteoritos do cometa Halley, visível a olho nu.
De acordo com a Nasa, o melhor período para observá-la é entre a noite de quinta-feira (5) e a manhã de sexta (6).
Dessa vez, quem estiver no Brasil, se a meteorologia ajudar, poderá assistir de camarote. As melhores condições de visibilidade estarão no hemisfério Sul.
Em condições ideais, segundo a agência espacial americana, devem ser vistos entre 40 e 60 meteoritos por hora.
Para contemplar bem o fenômeno, o ideal é que se vá para um lugar sem muita iluminação.
"É um espetáculo muito bonito. É uma chuva de estrelas cadentes. Só que, com a luz de São Paulo, fica difícil de ver. O ideal são locais mais afastados", disse a astrobiólogo da USP Douglas Galante.
Cada um desses meteoritos é um pedaço do cometa Halley fazendo um um voo kamikaze na atmosfera", explica o astrônomo Bill Cooke, da Nasa.
"Muita gente nunca viu esse famoso cometa, mas, na manhã do dia 6 de maio, poderá assistir partes dele deixando rastros ardentes no céu", completa.
O COMETA
Um resquício antigo da formação do Sistema Solar, o cometa Halley completa uma volta ao redor do Sol a cada 76 anos. A última vez em que ele se aproximou da Terra foi em 1986.
Atualmente, ele se encontra bem longe daqui, para onde só deve voltar novamente em 2061.
Ainda assim, a trilha de poeira gelada que ele deixa pode ser vista duas vezes por ano, quando nosso planeta cruza o caminho dessas partículas.
No mês de maio, essa chuva recebe o nome de Eta Aquarídea, porque o fenômeno parece começar perto dessa estrela da constelação de Aquário.
Em outubro, ela se chama Orionídea.
Apesar de começarem na constelação de Aquário, não será preciso olhar diretamente para ela para ver os meteoritos caindo.
"Os meteoritos podem aparecer em qualquer parte do céu", disse Cooke
De acordo com a Nasa, o melhor período para observá-la é entre a noite de quinta-feira (5) e a manhã de sexta (6).
Dessa vez, quem estiver no Brasil, se a meteorologia ajudar, poderá assistir de camarote. As melhores condições de visibilidade estarão no hemisfério Sul.
Em condições ideais, segundo a agência espacial americana, devem ser vistos entre 40 e 60 meteoritos por hora.
Para contemplar bem o fenômeno, o ideal é que se vá para um lugar sem muita iluminação.
"É um espetáculo muito bonito. É uma chuva de estrelas cadentes. Só que, com a luz de São Paulo, fica difícil de ver. O ideal são locais mais afastados", disse a astrobiólogo da USP Douglas Galante.
| Meteoritos que passam perto da Terra são do cometa Halley, que se aproxima do planeta em períodos de 76 anos |
"Muita gente nunca viu esse famoso cometa, mas, na manhã do dia 6 de maio, poderá assistir partes dele deixando rastros ardentes no céu", completa.
O COMETA
Um resquício antigo da formação do Sistema Solar, o cometa Halley completa uma volta ao redor do Sol a cada 76 anos. A última vez em que ele se aproximou da Terra foi em 1986.
Atualmente, ele se encontra bem longe daqui, para onde só deve voltar novamente em 2061.
Ainda assim, a trilha de poeira gelada que ele deixa pode ser vista duas vezes por ano, quando nosso planeta cruza o caminho dessas partículas.
No mês de maio, essa chuva recebe o nome de Eta Aquarídea, porque o fenômeno parece começar perto dessa estrela da constelação de Aquário.
Em outubro, ela se chama Orionídea.
Apesar de começarem na constelação de Aquário, não será preciso olhar diretamente para ela para ver os meteoritos caindo.
"Os meteoritos podem aparecer em qualquer parte do céu", disse Cooke
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Astronauta relembra dias de glória da viagem do homem à Lua
O principal coordenador da comunicação realizada entre a Terra e a missão Apollo 11, que levou os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin à Lua, Charles Duke diz em entrevista à Folha que é melancólica a decisão dos EUA de encerrar o programa espacial neste ano.
A íntegra está disponível para assinantes da Folha e do UOL.
Duke também participou de uma missão pela Nasa, em 1972, e se tornou o mais jovem astronauta a viajar à Lua, aos 36 anos de idade.
A íntegra está disponível para assinantes da Folha e do UOL.
Duke também participou de uma missão pela Nasa, em 1972, e se tornou o mais jovem astronauta a viajar à Lua, aos 36 anos de idade.
| O astronauta americano Charles Duke posa ao lado de modelo da Lua em 1971, um ano antes de sua viagem |
domingo, 1 de maio de 2011
Último voo do ônibus espacial Endeavour sofre o segundo adiamento
O lançamento derradeiro do ônibus espacial Endeavour foi adiado até pelo menos o fim desta semana, porque técnicos da Nasa precisam substituir um elemento do compartimento do motor que sofreu problemas.
Os seis astronautas da nave, liderados pelo comandante Mark Kelly, não perderam tempo e voltaram para sua base em Houston, no Texas.
A mulher de Kelly, deputada Gabrielle Giffords, também voltou para Houston. Ele continuará seu tratamento lá (após ser ferida por balas na cabeça há quatro meses). Giffords atraiu a atenção da mídia ao comparecer ao centro de lançamento na Flórida. Não se sabe se ela vai comparecer às novas tentativas de voo.
Os problemas técnicos impediram que a Endeavour fosse lançada na última sexta, dia 29 de abril, conforme planejado. O presidente Obama e sua família planejavam assistir à decolagem.
Um dos complicadores para a próxima tentativa é a necessidade da Nasa de lançar um satélite militar antes da Endeavour. O ônibus espacial carregará um experimento de física de partículas que custou US$ 2 bilhões e peças para a ISS (Estação Espacial Internacional).
Apesar de desapontados por não presenciarem a decolagem, Obama e sua família visitaram o Centro Espacial Kennedy, conheceram o ônibus espacial Atlantis e se encontraram com Giffords e com toda a tripulação do Endeavour. Centenas de milhares de turistas também tiveram de dar meia-volta.
O Atlantis será o último ônibus espacial a voar, no verão do hemisfério Norte.
Os seis astronautas da nave, liderados pelo comandante Mark Kelly, não perderam tempo e voltaram para sua base em Houston, no Texas.
A mulher de Kelly, deputada Gabrielle Giffords, também voltou para Houston. Ele continuará seu tratamento lá (após ser ferida por balas na cabeça há quatro meses). Giffords atraiu a atenção da mídia ao comparecer ao centro de lançamento na Flórida. Não se sabe se ela vai comparecer às novas tentativas de voo.
Os problemas técnicos impediram que a Endeavour fosse lançada na última sexta, dia 29 de abril, conforme planejado. O presidente Obama e sua família planejavam assistir à decolagem.
Um dos complicadores para a próxima tentativa é a necessidade da Nasa de lançar um satélite militar antes da Endeavour. O ônibus espacial carregará um experimento de física de partículas que custou US$ 2 bilhões e peças para a ISS (Estação Espacial Internacional).
Apesar de desapontados por não presenciarem a decolagem, Obama e sua família visitaram o Centro Espacial Kennedy, conheceram o ônibus espacial Atlantis e se encontraram com Giffords e com toda a tripulação do Endeavour. Centenas de milhares de turistas também tiveram de dar meia-volta.
O Atlantis será o último ônibus espacial a voar, no verão do hemisfério Norte.
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