quinta-feira, 29 de setembro de 2011

China lança primeiro módulo de estação espacial

A China lançou na quarta-feira à noite seu primeiro módulo de teste de estação orbital, segundo a emissora de TV nacional.
O país pretende ter uma estação permanente até 2020, nos moldes da ISS (Estação Espacial Internacional).
O foguete Longa Marcha 2F, que transporta a nave Tiangong-1 (significa "palácio celeste", em chinês), decolou no horário previsto, às 21h15 (10h15 de Brasília), da base de Jiuquan (noroeste), no deserto de Gobi.
Turistas observam o foguete Longa Marcha 2F, que transporta o primeiro módulo da estação chinesa
Turistas observam o foguete Longa Marcha 2F, que transporta o primeiro módulo da estação chinesa

'Ovo frito' estelar vai virar uma supernova, afirma astrônomo

É como dizem os astrônomos: não se pode fazer uma supernova sem quebrar alguns ovos. Uma equipe europeia acabou de identificar uma estrela que está prestes a explodir violentamente e, adivinhe só, ela se parece com um ovo frito.
O objeto foi identificado pelo satélite Iras, em 1983, mas a comunidade astronômica não havia dado muita bola para ele até hoje.
"Eu estava fazendo um censo de estrelas em sua fase final de vida, e ela apareceu como um imenso farol na imagem", conta Eric Lagadec, astrônomo do ESO (Observatório Europeu do Sul) e líder da equipe que fez a descoberta, recém-publicada no periódico "Astronomy & Astrophysics".
"Eu me lembro do pessoal no telescópio dizendo: 'Uau! O que é isso?'." Era o que os astrônomos chamam de uma hipergigante amarela.
Até hoje, só outros três objetos similares haviam sido observados, e nenhum deles era tão brilhante e tão próximo quanto o da nebulosa do Ovo Frito.
A razão para tão poucos exemplares é que a fase hipergigante amarela desses astros é muito efêmera.
O astro fica tão grande que, se colocássemos o "ovo" no lugar do Sol, sua superfície ficaria mais ou menos onde fica a órbita de Júpiter (e a Terra estaria dentro dele).
Localizada a 13 mil anos-luz da Terra, ela provavelmente não trará perigo para nosso planeta quando virar supernova --fenômeno que leva à explosão das camadas exteriores do astro.
Contudo, a promessa é, no mínimo, de um belo espetáculo. Especula-se que, ao explodir, ela possa se tornar visível no céu até de dia.
E os fogos de artifício são para quando? "É difícil dizer. Pode acontecer a qualquer momento, de hoje até as próximas centenas de milhares de anos", diz Lagadec.

Só outros três objetos similares foram observados, e nenhum era tão brilhante quanto o da nebulosa do Ovo Frito
Só outros três objetos similares foram observados, e nenhum era tão brilhante quanto o da nebulosa do Ovo Frito

Estudo confirma validade da teoria da relatividade no espaço

Uma equipe de astrofísicos confirmou que a teoria da relatividade de Albert Einstein é válida em escala cósmica, e não só no Sistema Solar, ao comprovar que a gravidade influi na luz procedente de longínquos conglomerados galácticos, segundo estudo publicado na edição desta quarta-feira da revista "Nature".
Por puro acaso, esta pesquisa, que ainda precisa de confirmação, foi publicada alguns dias depois de uma descoberta que lançou dúvidas sobre a teoria de Einstein.
Uma equipe de físicos detectou neutrinos, partículas elementares da matéria, deslocando-se a uma velocidade sutilmente superior à da luz, um "limite insuperável" segundo a teoria da relatividade.
Muito antes deles, Radek Wojtak (Dark Cosmology Centre, da Universidade de Copenhague) e seus colegas tentavam confirmar a teoria de Einstein, analisando a luz que chega à Terra de galáxias situadas nos 8.000 conglomerados, cada um dos quais é formado por milhares de galáxias.
Segundo esta pesquisa, a gravidade garante a coesão dos agrupamentos, mas também influi na luz que cada uma das galáxias emite no espaço.
De acordo com a teoria de Einstein, a frequência da luz diminui e seu comprimento de onda se amplia por efeito da gravidade.
Como consequência disso, ocorre um desvio do espectro luminoso para o vermelho ("redshift") gravitacional, diferente do que provoca o distanciamento das galáxias.
Comparando o comprimento de onda da luz procedente das galáxias situadas no coração dos conglomerados, onde a gravidade (atração universal) é mais forte, ao das galáxias situadas na periferia, a equipe de astrofísicos conseguiu medir "pequenas diferenças em seu 'redshift'", explicou Radek Wojtak.
"Vimos que a luz das galáxias situadas no meio de um conglomerado demora para sair do campo gravitacional, enquanto que a luz das galáxias periféricas emerge mais facilmente", acrescentou o cientista em um comunicado.
Uma vez calculada a massa de cada conglomerado galáctico, os astrofísicos usaram a teoria da relatividade geral para avaliar o "redshift gravitacional" das galáxias segundo sua posição no conjunto.
Estes "cálculos teóricos" do 'redshift' gravitacional se mostraram "completamente em consonância com as observações", reforçou Wojtak. O desvio para o vermelho varia "proporcionalmente em função da influência gravitacional dos conglomerados galácticos", acrescentou.
"Nossas observações confirmam, assim, a teoria da relatividade", destacou.
Foram feitos testes na escala do Sistema Solar ou de algumas estrelas. Por enquanto, foi "comprovada a escala cósmica e isto confirma que a teoria da relatividade geral funciona", concluiu o cientista.
A equipe de astrofísicos comparou os resultados obtidos com as previsões de vários modelos cosmológicos.
Segundo Wojtak, há "fortes indícios da presença de uma energia escura" responsável pela aceleração da expansão do Universo, mas ele não descarta que possa haver outros motivos.
Segundo cálculos baseados na teoria da relatividade geral, uma energia escura de natureza desconhecida representa 72% do universo. Uma matéria escura misteriosa, invisível, constituiria 23% e teria 5% de matéria visível, formada, por exemplo, de estrelas e planetas.

Nebulosa lembra personagem do game Pacman; veja foto

Grande parte das estrelas de grande massa está relativamente distante da Terra, e elas são pouco estudadas por estarem encobertas por material cósmico. A nebulosa NGC 281, porem, é uma exceção à regra.
Sua localização a cerca de 6.500 anos-luz do nosso planeta facilita o estudo das estrelas por astrônomos. A Nasa (agência espacial americana) divulgou uma foto dela nesta quarta-feira.
A NGC 281 é conhecida informalmente de "nebulosa Pacman". O que seria a "boca" do game Pacman, onde existe na realidade uma massa de poeira e gás estelar, aparece escurecida quando a região é captada por imagens ópticas. Dependendo do tipo de telescópio, ela se apresenta de outra forma. No Spitzer, por exemplo, a região é vista de forma bem mais brilhante.
Estrelas de grande massa são responsáveis por liberar muito da energia na nossa galáxia ao longo de sua existência. Quando elas morrem, tornam-se supernovas que também bombeiam material e energia no Universo.
A NGC 281 é divida em duas partes, sendo a superior considerada mais "jovem" do que a parte debaixo.

Nebulosa NGC 281 está a cerca de 6.500 anos-luz do nosso planeta, o que facilita o estudo por astrônomos
Nebulosa NGC 281 está a cerca de 6.500 anos-luz do nosso planeta, o que facilita o estudo por astrônomos

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

País retoma parceria com a Ucrânia para lançar satélites

O Brasil resolveu tirar da geladeira a Alcântara Cyclone Space, empresa criada com a Ucrânia para lançar satélites comerciais a partir da base de Alcântara (MA).
O governo deve liberar no mês que vem R$ 50 milhões para a capitalização da empresa. A AEB (Agência Espacial Brasileira) já pediu mais R$ 111 milhões para este ano.
A verba havia sido sustada pelo Brasil no início do ano. Como a Ucrânia, arrasada pela crise econômica, ainda não dera contrapartida no capital da empresa, o país condicionou novos pagamentos a um aporte do sócio europeu.
E o aporte foi anunciado: até o dia 10, o governo ucraniano prometeu injetar US$ 180 milhões (R$ 320 milhões) na ACS. "Isso vira o jogo", disse à Folha o presidente da AEB, Marco Antonio Raupp.
O objetivo inicial da agência de lançar um foguete ucraniano Cyclone-4 em 2012 não será atingido. Raupp diz que o lançamento inaugural pode ser feito em 2013. "É só uma questão financeira."
O Brasil já pôs R$ 219 milhões na empreitada, que tem custo estimado em R$ 1 bilhão para criar um sítio de lançamento do Cyclone dentro da base de Alcântara.
Além de dinheiro, a ACS vai ganhar um novo diretor. O ministro Aloizio Mercadante (Ciência, Tecnologia e Inovação) nomeou para a parte brasileira da empresa o brigadeiro Reginaldo dos Santos, reitor do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica).
Mercadante justificou a escolha pelo perfil técnico do brigadeiro. "É o aluno que teve as melhores notas na história do ITA." Mas o convite sinaliza sobretudo uma aproximação com a Aeronáutica, que nunca engoliu a ACS.
COMPETIÇÃO
Os militares veem no projeto com a Ucrânia uma dupla intromissão: primeiro, o Cyclone competia com o programa VLS, da Aeronáutica, para produzir um lançador de satélites nacional.
A ACS foi criada pelo ex-ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, vice-presidente do PSB. Como o ministério esteve nas mãos do partido durante o governo Lula, Amaral -que dirigiu a parte brasileira até ser demitido por Mercadante, em março- trabalhou para direcionar o programa espacial em favor da empresa.
A segunda intromissão foi ver o sítio de lançamento do Cyclone ser construído na base de Alcântara, depois que a ACS perdeu a disputa com quilombolas para erguê-lo em uma área vizinha à base.
A ACS também enfrenta oposição do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que quer ver o gasto com a empresa aplicado em seu programa de satélites.
Seu diretor, Gilberto Câmara, diz que a empresa não terá sucesso no mercado de lançamentos de satélite, porque o Brasil não tem um acordo de proteção de tecnologia com os EUA. Quase todos os satélites têm peças americanas e não podem ser lançados de países sem o acordo.
A volta da ACS foi um dos motivos que levaram Câmara a pedir para sair do cargo no fim de 2011, dois anos antes do fim de seu mandato.

domingo, 25 de setembro de 2011

Satélite da Nasa se desintegra durante queda na Terra

O satélite de 6 toneladas adentrou a atmosfera na madrugada de sábado, quebrando-se e, possivelmente, espalhando destroços no Canadá, segundo a Nasa.
Houve relatos no Twitter de detritos caindo sobre Okotoks, uma cidade ao sul de Calgary, no oeste do Canadá, provavelmente os restos do Satélite de Pesquisa de Alta Atmosfera (UARS, na sigla em inglês), que estava em órbita há 20 anos.
Os cientistas foram incapazes de identificar a hora exata e o local onde o UARS retornaria à Terra devido a quedas imprevisíveis do satélite através da atmosfera superior. A reentrada deveria ter ocorrido entre 0h45 e 1h45 (horário de Brasília).
Com 10,6 m de comprimento e 4,5 m de diâmetro, o UARS estava entre os maiores ônibus espaciais a cair descontroladamente através da atmosfera, embora seja uma versão slim do laboratório espacial de 75 toneladas da Nasa que caiu na Terra em 1979.
O UARS foi enviado ao espaço em 1991 com o Discovery em uma missão para estudar a atmosfera terrestre, principalmente a camada de ozônio.

Satélite de seis toneladas da Nasa cai na Terra

O satélite desativado de seis toneladas da NASA caiu na Terra na madrugada deste sábado. No entanto, ainda não está claro o local onde os restos do satélite caíram.
A queda era prevista para ocorrer entre 0h45 e 1h45 deste sábado (horário de Brasília), segundo a Nasa.
Durante esse período, o Satélite de Pesquisa de Alta Atmosfera (UARS, na sigla em inglês) passou sobre Canadá e África, bem como vastas áreas dos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Nasa diz que satélite deve cair na madrugada de sábado

Em um comunicado divulgado nesta sexta-feira, a Nasa (agência espacial americana) revê a previsão da queda do satélite desativado que se aproxima da Terra.
Contrariando o comunicado anterior, a agência espacial reviu sua previsão de queda do satélite UARS para o final desta sexta ou durante as primeiras horas de sábado, no horário de Nova York (uma hora a menos do que em Brasília). A mudança teria sido ocasionada por uma desaceleração do objeto em sua queda. Novos dados devem ser fornecidos nas próximas horas, de acordo com a Nasa.
Ainda segundo o comunicado, a atividade solar deixou de ser o principal fator de influência na velocidade de queda do satélite. A trajetória aparentemente foi alterada, tornando a sua queda mais lenta.
A agência afirmou que as chances de objetos caírem na América do Norte é remota, mas a possibilidade não pode ser descartada, devido à mudança verificada.
O satélite desativado do tamanho de um ônibus está se aproximando rapidamente da Terra e deve atingir algum ponto do planeta. Apesar disso, a Nasa --proprietária do gigante de 6,5 toneladas-- pede calma à população e diz que as chances de alguém ser atingido são realmente muito baixas, de 1 para 3.200.
Para a Nasa, o mais próvavel é que os fragmentos do objeto, que tem o tamanho de um ônibus e deve se partir quando entrar na atmosfera, atinjam o oceano Pacífico.

Satélite cairá sexta na Terra; veja por que você não deve ser atingido

Um satélite desativado do tamanho de um ônibus está se aproximando rapidamente da Terra e deve atingir algum ponto do planeta amanhã. Onde exatamente isso irá acontecer, no entanto, só poderá ser determinado poucas horas antes do choque.
Apesar disso, a Nasa --proprietária do gigante de 6,5 toneladas-- pede calma à população e diz que as chances de alguém ser atingido são realmente muito baixas. Mas como, afinal, eles podem ter certeza?
A conta começa com a quantidade de detritos que deve chegar à superfície da Terra. Boa parte do Uars (Satélite de Pesquisa da Alta Atmosfera, na sigla em inglês) deve ser incinerado e destruído na reentrada.
Os cientistas estimam, no entanto, que pelo menos 500 kg devam resistir à alta temperatura, divididos em ao menos seis grandes fragmentos.
Considerando o tamanho do planeta e sua grande quantidade de áreas desabitadas, isso já seria um indício da dificuldade. Cerca de 70% do nosso planeta é coberto de água. Além disso, ainda há grandes porções de áreas praticamente desabitadas, como o deserto do Saara e a Sibéria.
De acordo com a Nasa, as chances de uma dos cerca de 7 bilhões de pessoas da Terra ser atingida por algum dos destroços do Uars são de 1 em 3.200. Já as chances de ele acertar uma pessoa específica --como você ou alguém que esteja ao seu lado-- é de quase uma em 22 trilhões.
SÓ UMA PESSOA FOI ATINGIDA
Apesar dos milhares de fragmentos de lixo espacial que se concentram na órbita da Terra, nestes quase 54 anos desde o lançamento do Sputnik 1 (o primeiro satélite artificial em órbita), não há registros confirmados de mortes provocadas por eles.
Na verdade, acredita-se que apenas uma pessoa tenha sido atingida por lixo espacial. Em 1997, a americana Lottie Williams foi atingida no ombro por um pequeno pedaço do que, segundo a própria Nasa, provavelmente era um pedaço de um foguete Delta. Ela não se machucou.
O SATÉLITE
Lançado pelo ônibus espacial Discovery em 1991, o Uars funcionou até 2005, observando a atmosfera da Terra.
Após ser desativado, passou a integrar a gigantesca massa de lixo espacial, que tem desde outros satélites defuntos até partes de foguetes e câmeras fotográficas e ferramentas "perdidas" por astronautas.

Nasa libera sons de missões espaciais para celular e PC

A famosa frase "Houston, we have a problem", dita pelo astronauta John "Jack" Swigert da missão espacial Apollo 13, agora pode ser ouvida na versão original em computadores pessoais em formato MP3 e em celulares como "ringtone" --para escutá-las ou fazer o download, acesse aqui.
O mais novo serviço anunciado pela Nasa (agência espacial americana) nesta quinta-feira tem a frase conhecida que se refere ao centro espacial Lyndon B. Johnson, na cidade texana de Houston, e disponibiliza outros áudios.
Há trechos históricos do pronunciamento de John F. Kennedy sobre a corrida à Lua, o som que é produzido naturalmente pelo espaço, estrelas e planetas do Sistema Solar e até o barulho de um ônibus espacial Atlantis pousando.
A Nasa tem produzido registros históricos das missões espaciais nos últimos 50 anos. "Agora eles são fáceis de achar e de usar", comentou Kerry Colen, que participou do projeto.
O aplicativo para o Android pode ser baixado aqui.
Foto do astronauta Edwin "Buzz" Aldrin de 20 de julho de 1969, quando a Apollo 11 e tripulantes chegaram à Lua
Foto do astronauta Edwin "Buzz" Aldrin de 20 de julho de 1969, quando a Apollo 11 e tripulantes chegaram à Lua

Francês grava satélite em momento de queda na Terra; veja vídeo

Um astrônomo amador gravou imagens da queda de um satélite americano, o Uars (sigla em inglês de Satélite de Pesquisa da Alta Atmosfera), em direção à Terra.
O engenheiro francês Thierry Legault conseguiu gravar o vídeo no último dia 15, quando o satélite passou sobre a França.
Legault, que mora em Paris, usou uma câmera especialmente projetada capturar a imagem da queda do satélite através de seu telescópio. As imagens foram colocadas em seu site de fotos astronômicas.
O satélite tem seis toneladas e 20 anos de uso. Ele se deslocou da órbita em que estava e deve cair no fim de semana em algum lugar da Terra, entre os paralelos 57 norte e 57 sul do Equador, uma área que inclui cidades densamente povoadas.
Mas, a agência espacial americana, a Nasa (agência espacial americana), disse que os cientistas só poderão saber o lugar exato duas horas antes do satélite alcançar a atmosfera.
A Nasa também disse que o risco para as pessoas é muito pequeno e o satélite vai se despedaçar ou queimar antes de chegar à Terra. Segundo os cientistas, apenas 26 pedaços poderão sobreviver a entrada na atmosfera.
 Engenheiro gravou o vídeo no dia 15, quando o satélite passou sobre a França; ele deve cair no fim de semana
Engenheiro gravou o vídeo no dia 15, quando o satélite passou sobre a França; ele deve cair no fim de semana



Veja o vídeo

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Astrônomos estudam jatos de energia gerados por buraco negro

Graças às imagens feitas pelo telescópio espacial Wise, os astrônomos da Nasa (agência espacial americana) puderam ver a emissão detalhada de jatos do buraco negro GX 339-4
A uma distância de 20 mil anos-luz da Terra, perto do centro da Via Láctea, o buraco negro tem aproximadamente uma massa seis vezes maior à do Sol.
Como outros do gênero, o GX 339-4 possui uma matéria tão densa e tanta gravidade, que nem mesmo a luz consegue escapar da sua força.
No caso do buraco negro observado, ele tinha como companhia uma estrela, que se extinguiu ao ser engolida por ele.
Parte dessa estrela desapareceu dentro do buraco negro e outra parte foi expelida como um jato a velocidade da luz.
"Para ver uma atividade de queima brilhante vinda de um buraco negro, você precisa estar olhando para o ponto certo e na hora certa", comentou o cientista Peter Eisenhardt, que participa da prospecção espacial.
"O [telescópio] Wise tirou durante um ano fotos infravermelhas a cada 11 segundos e cobriu todo o céu, permitindo que capturássemos esse raro evento."
Com os dados extras, os astrônomos podem medir o campo magnético do buraco negro, o qual é 30 mil vezes mais forte do que o da Terra.
Ilustração artística mostra a ação do buraco negro GX 339-4 no momento em que engole uma estrela vizinha
Ilustração artística mostra a ação do buraco negro GX 339-4 no momento em que engole uma estrela vizinha

Vídeos mostram aurora austral e 'volta ao mundo' em 1 minuto


A Nasa divulgou imagens da aurora austral vista do espaço. O vídeo inédito foi capturado pela ISS (sigla em inglês de Estação Espacial Internacional), que orbitava a mais de 300 km de altitude entre a Austrália e a Antártida.
A imagem foi montada a partir de centenas de fotografias tiradas pelos astronautas. Como o fenômeno aconteceu em uma noite encoberta, não foi possível visualizá-lo a partir da Terra.
A aurora austral --identificada pelas luzes verdes no céu-- é um fenômeno ótico que acontece no polo Sul da Terra.
O cientista James Drake usou 600 imagens fornecidas gratuitamente no site da ISS e criou uma volta ao mundo em 60 segundos --as imagens são do Gateway to Astronaut Photography of Earth, e foram publicadas no site do cientista.
O vídeo começa no oceano Pacífico e percorre todo o continente americano, até chegar à Antártida.
É possível ver as cidades de Vancouver e Victoria, no Canadá, Seattle, Portland, São Francisco, Los Angeles e Phoenix, nos Estados Unidos, e Cidade do México.
Em seguida as imagens mostram Guatemala, Panamá, Colômbia, Equador, Peru, Amazônia brasileira e o Chile.
A montagem de James Drake virou um sucesso na internet.


 
Aurora boreal aparece em verde na foto; assista ao vídeo feito a partir de uma montagem com várias fotos
Aurora boreal aparece em verde na foto; assista ao vídeo feito a partir de uma montagem com várias fotos


Veja o vídeo

Nasa mostra em foto sequência com cinco luas de Saturno

A Nasa (agência espacial americana) divulga nesta quarta-feira em seu site uma foto que enquadra de uma só vez cinco das várias luas de Saturno.
A primeira da esquerda é Janus, seguida de Pandora. Enceladus, a mais brilhante, aparece bem no centro. A segunda maior lua do planeta, Rhea, está segmentada na imagem. Uma menor, Mimas, se encontra ao lado dela.
A imagem foi feita pela sonda Cassini em 29 de julho, que orbita Saturno, a uma distância aproximada de 1,1 milhão de km de Rhea e a 1,8 milhão de km de Enceladus
Foto feita pela sonda Cassini mostra cinco luas de Saturno; o planeta não está no enquadramento
Foto feita pela sonda Cassini mostra cinco luas de Saturno; o planeta não está no enquadramento

Telescópio europeu fotografa nebulosa da Galinha Fugitiva

O ESO (Observatório Europeu do Sul), no Chile, fotografou uma nebulosa da constelação Centauro cuja parte brilhante lembra a forma de um pássaro e, por isso, também é chamada com o prosaico nome de Galinha Fugitiva --pela foto, um tanto difícil de ver; ela é melhor visualizada pelos telescópios espaciais, que são mais potentes.
Com o nome oficial de IC 2944 ou Lambda Centauri, ela está a cerca de 6500 anos-luz de distância da Terra e pôde ser observada pelo telescópio MPG/ESO.
O tom vermelhado da imagem, divulgada nesta quarta-feira, tem uma explicação. As estrelas quentes recém-nascidas, que se formaram a partir de nuvens de hidrogênio gasoso, brilham intensamente. Esta radiação excita, por sua vez, a nuvem de hidrogênio à sua volta, fazendo com que nuvem brilhe em tons rubros.
Essa cor é típica de regiões de formação estelar, sendo outro exemplo famoso a Nebulosa da Lagoa.
Para além do gás brilhante, outro sinal de formação estelar na IC 2944 consiste em uma série de glóbulos negros opacos, que aparecem sob o fundo vermelho, em algumas partes da imagem.
São exemplos de um tipo de objetos chamados glóbulos de Bok, que são escuros por absorver a radiação espacial e onde muitas estrelas se formam no interior deles.
A coleção mais proeminente de glóbulos de Bok nesta nebulosa é conhecida por Glóbulos de Thackeray, batizado assim em homenagem ao astrônomo sul-americano que os descobriu nos anos 1950.
A nebulosa Lambda Centauri é uma nuvem de hidrogênio brilhante e de estrelas recém-nascidas
A nebulosa Lambda Centauri é uma nuvem de hidrogênio brilhante e de estrelas recém-nascidas

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

China se prepara para lançar módulo da sua 1ª estação espacial

Já começaram os preparativos na base de Jiuquan, no deserto de Gobi, na China, para o lançamento de um módulo da primeira estação espacial do país.
O governo apresenta a nave não tripulada batizada de "Palácio Celestial" (ou "Tiangong1") como o primeiro passo rumo à estação orbital.
O lançamento deve acontecer nos próximos dez dias, em tempo para as comemorações de 1º de outubro, o Dia Nacional da China.
Mas o teste mais difícil só será enfrentado semanas depois do lançamento, quando a nave de oito toneladas tentar se acoplar a outro equipamento não tripulado, a nave Shenzhou, que ainda será lançada.
Em contraste com o orçamento da Nasa, nos Estados Unidos, a China parece estar disposta a desafiar a supremacia espacial de americanos e russos, construindo a sua própria base tripulada orbital.
Governo chinês pretende lançar a não tripulada "Palácio Celestial" ("Tiangong1") em 1º de outubro
Governo chinês pretende lançar a não tripulada "Palácio Celestial" ("Tiangong1") em 1º de outubro

Foto mostra pôr do sol na visão de um astronauta

Uma imagem divulgada nesta terça-feira no site da Nasa (agência espacial americana) mostra um pôr do sol como ele é visto no espaço --uma visão exclusivíssima que têm os astronautas em missão.
A foto, tirada no último dia 16, é de autoria de um dos membros da tripulação da ISS (Estação Espacial Internacional, na sigla em inglês).
A tênue linha azul é o limite da atmosfera terrestre e o sol aparece em tons rosa no horizonte.
Sol brilha na cor rosa nesta foto tirada por astronauta da ISS; o módulo que aparece na imagem é da ISS
Sol brilha na cor rosa nesta foto tirada por astronauta da ISS; o módulo que aparece na imagem é da ISS

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Nasa prova que fim de dinossauros não foi culpa do Baptistina

Observações do telescópio espacial Wise indicam que um asteroide da família Baptistina não é responsável pelo fim dos dinossauros.
Com a prova oficial da Nasa (agência espacial americana), um dos grandes mistérios sobre a extinção dos animais pré-históricos permanece aberto.
Há evidências de que um grande asteroide atingiu a Terra há aproximadamente 65 milhões de anos, como uma enorme cratera no golfo do México.
Segundo um outro estudo de 2007, um objeto teria se chocado com um asteroide de proporções gigantescas, conhecido como Baptistina, no cinturão de asteroides localizado entre Marte e Júpiter. Essa batida formou uma série de fragmentos, alguns com o tamanho de montanhas, que vagaram livremente no espaço.
Em 2010, astrônomos do Rio também inocentaram o asteroide. "Não tem nenhuma chance de ter sido ele", disse na época Jorge Carvano, astrônomo do ON (Observatório Nacional).
A colisão teria acontecido, em uma primeira hipótese, há 160 milhões de anos, mas na verdade ocorreu 80 milhões de anos atrás, segundo a Nasa. Ou seja, não daria tempo dele se deslocar até a Terra na data que se acredita que os dinos morreram.
A foto que ilustra esta página mostra como seria o asteroide perdido em imagem divulgada nesta terça-feira.
Ilustração artística mostra como seria asteroide que se soltou do cinturão que existe entre Marte e Júpiter
Ilustração artística mostra como seria asteroide que se soltou do cinturão que existe entre Marte e Júpiter

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Nasa descobre planeta semelhante ao da ficção "Star Wars"

A Nasa anunciou o descobrimento de um planeta que viaja ao redor de duas estrelas, algo semelhante do planeta imaginário "Tatooine", presente na saga de ficção científica "Star Wars" (Guerra nas Estrelas).

Bento 16 recebe astronautas da Estação Espacial Internacional

O papa Bento 16 recebeu nesta segunda-feira, em Castel Gandolfo, os astronautas da ISS (Estação Espacial Internacional, na sigla em inglês) com os quais conversou via satélite em 21 de maio, quando a tripulação estava ainda em órbita, informou a AEI (Agência Espacial Italiana).
Participaram do encontro com o papa os astronautas italianos Roberto Vittori e Paolo Nespoli, além do presidente da AEI, Enrico Saggese, e o diretor-geral da ESA (Agência Espacial Europeia), Jean-Jacques Dordain.
"Estamos muito emocionados e nos sentimos honrados pelo fato de o papa ter recebido a tripulação internacional da ISS, o que demonstra que os voos espaciais humanos são o símbolo de paz e da cooperação internacional", afirmou Saggese em nota oficial.
O grupo de astronautas era formado por Paolo Nespoli, Catherine Coleman, Roberto Vittori, Mark Kelly, Gregory Harold Johnson, Edward Michael Fincke, Andrew Jay Feustel e Scott Kelly.
Bento 16 conversou em maio via satélite com os tripulantes da ISS e transmitiu ao grupo sua admiração pela coragem e o compromisso que demonstram ao participar das missões espaciais.
"Estou muito feliz por ter a oportunidade de conversar com vocês. A humanidade está atravessando neste momento um período de grande progresso do ponto de vista do conhecimento científico e das aplicações tecnológicas", afirmou Bento 16 na ocasião.

Papa Bento 16 faz videoconferência com astronautas da Estação Espacial Internacional em maio deste ano
Papa Bento 16 faz videoconferência com astronautas da Estação Espacial Internacional em maio deste ano

Queda de satélite nesta semana aumenta tensão com lixo espacial

Um satélite desativado do tamanho de um ônibus vai cair em algum lugar da Terra nesta semana, provavelmente entre a quinta e a sexta-feira.
A informação é da Nasa (agência espacial americana), que afirma, porém, que as chances de que alguém seja atingido são mínimas --cerca de 1 em 3.200.
Lançado pela agência espacial americana em 1991, o Uars funcionou até 2005, observando a atmosfera.
Desde então, ele é apenas um entre vários satélites defuntos e outros objetos que sujam a órbita do planeta.
De acordo com a Nasa, há "pelo menos" 20 mil fragmentos com mais de 10 cm nos arredores terrestres.
Nesse "lixão" espacial tem de tudo. Desde satélites inteiros desativados, até peças de foguetes e naves. Também entram na conta câmeras fotográficas e até uma luva "perdidas" por astronautas.
No início do mês, um relatório do Conselho de Pesquisa Nacional dos EUA --entidade privada e sem fins lucrativos que fornece consultoria científica-- afirmou que os detritos espaciais chegaram a um "ponto crítico".
Em junho, o lixo espacial forçou a evacuação da ISS (Estação Espacial Internacional). Os astronautas tiveram que se refugiar na nave Soyuz porque um pedaço de satélite passaria muito próximo. Felizmente, o objeto se desviou e a tripulação pode retornar logo depois.
O bilionário laboratório flutuante, aliás, já foi projetado para resistir ao impacto de pequenos objetos.
Um de grandes proporções, porém, seria desastroso. Por isso, a nave conta com um sistema que permite desviá-la da rota do lixo desgovernado.
Para que isso aconteça, porém, é preciso que o objeto seja detectado com antecedência. Com a quantidade crescente de dejetos, monitorar isso tudo é cada vez mais caro e complicado.
RISCOS
Embora sempre exista a possibilidade de cair na cabeça de alguém, o maior risco mesmo, diz a Nasa, é o de que o lixo se choque com satélites ou naves, prejudicando e muito a nossa vida.
Vagando no espaço, até um fragmento mínimo pode provocar um grande estrago ao colidir com uma nave ou um satélite. Com isso serviços como GPS e transmissões de tevê e internet seriam gravemente prejudicados.
SOLUÇÃO
Apesar de desejável, ainda não é possível fazer uma faxina espacial. Não existe tecnologia para remover todos os fragmentos, especialmente os menores, da órbita terrestre. Os cientistas, porém, continuam tentando.
Entre as alternativas apresentadas, há desde a criação de um sistema de redes gigante, que conseguiria capturar a sujeira, além de sistemas de raios laser que desviariam o lixo de sua rota.

domingo, 18 de setembro de 2011

Nasa pesquisa o misterioso asteroide Vesta

A Nasa apresentou nesta sexta-feira um vídeo sobre o asteroide Vesta, visível a olho humano, com mais detalhes do que nunca, graças as imagens que a sonda Dawn realizou desde que chegou à órbita no mês de julho.
Com um diâmetro de 575 quilômetros, o Vesta é o segundo objeto de maior tamanho no cinturão de asteroides, entre Marte e Júpiter, que rodeia o Sistema Solar.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Observatório Forcarei fotografa supernova a 27 milhões de anos-luz

O observatório astronômico de Forcarei, em Pontevedra, na Espanha, fotografou recentemente a evolução de uma supernova situada a 27 milhões de anos-luz, a SN2011Fe.
A imagem, divulgada nesta sexta-feira, é o terceiro registro de explosão estelar feito pelo Forcarei neste ano.
Segundo os astrônomos, captar o estágio inicial de uma supernova pode fornecer dados a mais para a compreensão desse fenômeno.
Fotografada em 24 de agosto, a supernova se encontra na galáxia M101, que é também conhecida como Catavento.
Foto divulgada pelo observatório espanhol Forcarei mostra supernova que se encontra na galáxia do Catavento
Foto divulgada pelo observatório espanhol Forcarei mostra supernova que se encontra na galáxia do Catavento

Soyuz aterrissa no Cazaquistão com 3 tripulantes da estação espacial

A nave russa Soyuz TMA-21 com três tripulantes a bordo aterrissou nesta sexta-feira com sucesso nas estepes do Cazaquistão, informou o CCVE (Centro do Controle de Voos) da Rússia.
O módulo, que trouxe de volta da ISS (Estação Espacial Internacional, na sigla em inglês) os cosmonautas russos Aleksandr Samokutiáyev e Andrei Borisenko e o astronauta americano Rolamd Garan, voltou à Terra a 1h de Brasília.
O retorno da Soyuz TMA-21 estava previsto inicialmente para o último dia 8, mas foi adiado devido ao fracasso do lançamento do cargueiro russo Progress M-12M, que caiu em 24 de agosto.
Atualmente estão na ISS apenas três tripulantes: o americano Mike Fossum, o russo Sergei Vólkov e o japonês Satoshi Furukawa.

Astronauta americano Rolamd Garan é carregado após aterrissagem da nave russa Soyuz nas estepes do Cazaquistão
Astronauta americano Rolamd Garan é carregado após aterrissagem da nave russa Soyuz nas estepes do Cazaquistão

CURIOSIDADE!!

Vocês sabiam que a TERRA tem som????
Sim ela tem, não só ela mas o UNIVERSO tem som,hoje vou mostra o som do nosso planeta,confesso que a primeira vez que ouvi fiquei um pouco assustada,mas depois achei super interessante e entaum resolvi postar no blog...
Espero que vcs curtam!!!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Telescópio espacial Kepler descobre planeta com dois sóis

Um planeta com dois sóis é a descoberta mais nova do telescópio espacial Kepler, da Nasa (agência espacial americana). Em um estudo publicado nesta quinta-feira, cientistas mostram como é o novo astro, com tamanho similar a Saturno.
O novo corpo celeste fica no sistema estelar batizado de Kepler-16, na região da constelação da Lira. Suas duas estrelas mães têm tamanhos diferentes; uma possui massa equivalente a 70% o tamanho do Sol e a outra, menos brilhante e de espectro mais avermelhado, de 20%.

O novo astro com dois sóis, descoberto pelo telescópio espacial Kepler, tem um tamanho similar a Saturno
O novo astro com dois sóis, descoberto pelo telescópio espacial Kepler, tem um tamanho similar a Saturno

Sistemas binários, como são conhecidos esses pares de estrelas, são comuns na nossa galáxia e teóricos já havia postulado a possibilidade de planetas orbitarem ao seu redor. Esta, porém, é a primeira vez que astrônomos descrevem isso sem margem de dúvida.
A descoberta do novo planeta foi possível porque o telescópio Kepler observa sua órbita de perfil, e é capaz de perceber a tênue queda de luminosidade cada vez que o planeta eclipsa uma das duas estrelas.

Os astrônomos estudaram a relação gravitacional entre os três objetos celestes ao mesmo tempo
Os astrônomos estudaram a relação gravitacional entre os três objetos celestes ao mesmo tempo

O planeta, porém, está longe demais para que os astrônomos consigam enxergar seu contorno diretamente.
Batizado de Kepler-16b, o planeta faz a luminosidade do sistema sofrer uma queda de 1,7% durante o eclipse da estrela maior e de 0,1% durante o eclipse da estrela menor.
O Kepler, que monitora mais de 150 mil estrelas na região, é o único telescópio com sensibilidade suficiente para detectar variações tão pequenas e capaz de acompanhá-las sem interrupções.
O novo planeta foi observado em todo o seu "ano" e cientistas conseguiram determinar que o raio médio de sua órbita é de aproximadamente 100 milhões de quilômetros, dois terços da distância entre o Sol e a Terra.
Para confirmar a descoberta, porém, astrônomos precisaram encarar um desafio bem mais complexo, pois não tiveram de estudar apenas a órbita do novo planeta, que dura 229 dias.
As estrelas A e B também exercem força gravitacional entre si e mudam de posição o tempo todo em relação ao centro do sistema. Isso fez com que os períodos de órbita detectados pelos cientistas em um primeiro momento variassem entre 221 dias e 230 dias, um dado difícil de interpretar.
DANÇA A TRÊS
A relação gravitacional entre três objetos celestes --desafio conhecido pelos físicos como o "problema dos três corpos"-- ainda é um problema para o qual não existe solução geral. Quando se estudam apenas dois objetos interagindo no espaço, a exata posição de cada um deles pode ser prevista no futuro simplesmente por meio da medição de sua trajetória e aplicação de uma fórmula. A inclusão de um terceiro corpo na equação, porém, torna tudo imprevisível.
"A atração gravitacional de cada estrela ao terceiro corpo varia com o tempo em razão das mudanças de posição dos três corpos", escrevem os cientistas em estudo na edição de hoje da revista "Science". O trabalho foi coordenado pelo astrônomo Laurance Doyle, do Centro Carl Sagan para Estudos da Vida no Universo.
Para lidar com o problema de medir a configuração orbital de um planeta mais duas estrelas, os cientistas tiveram de criar uma simulação do movimento dos astros. Usando um computador e um modelo matemático complexo para prever o comportamento do sistema de maneira aproximada, os pesquisadores conseguiram reproduzir a dança celeste em Kepler-16 com grande precisão.
O cenário que inicialmente se apresentou como desafio aos cientistas, afinal, acabou se apresentando como vantagem: um número maior de interações gravitacionais permitiu aos pesquisadores calcular com grande precisão a massa e o tamanho das estrelas, algo que nem sempre é possível em sistemas binários sem planetas.
Os astrônomos, por fim, conseguiram determinar a massa do planeta como sendo similar à de Saturno. Kepler-16b, porém, é um pouco mais denso, sendo composto provavelmente metade de gás e metade de elementos em forma sólida. (Saturno tem 2/3 de sua massa na forma de gás).
TATOOINE
Fãs da série de filmes "Guerra nas Estrelas" podem se perguntar a recente descoberta não seria uma encarnação de Tatooine, planeta ficcional com dois sóis onde o personagem protagonista da série, Luke Skywalker, cresceu.
Kepler-16b, porém, teria uma atmosfera muito mais espessa e escura do que a de seu companheiro imaginário, e temperaturas gélidas que chegam a -100 ºC. Provavelmente incapaz de abrigar vida e em nada parecido com o deserto ensolarado de Tatooine.

Primeira sonda europeia para Mercúrio será lançada em 2014

A ESA (Agência Espacial Europeia, na sigla em inglês) anunciou nesta quinta-feira a assinatura de um acordo para que um lance, em julho de 2014, a primeira missão europeia a Mercúrio.
A sonda BepiColombo chegará seis anos depois de lançada e vai elaborar diferentes mapas do planeta em diferentes longitudes, o que definirá sua estrutura geológica e a composição de suas crateras.
A Nasa (agência espacial americano) está à frente dos europeus, japoneses e russos, já que sua sonda Messenger, lançada em 2003, já estuda a superfície do menor planeta do Sistema Solar.
PLANO DE ESTUDO
A missão conjunta da ESA e da Jaxa (Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial, na sigla em inglês) será composta por dois módulos que navegarão em órbitas distintas ao redor do planeta, o MPO (Orbitador Planetário de Mercúrio), de tecnologia europeia, e o MMO (Orbitador da Magnetosfera de Mercúrio), desenvolvido pela agência japonesa.
A BepiColombo, construída pela Astrium GmbH, partirá a bordo do foguete Ariane 5 do centro espacial europeu de Kuru, na Guiana Francesa.
A BepiColombo servirá, além disso, para elaborar um plano magnético de Mercúrio, estudar sua exosfera (uma das camadas da atmosfera), a composição de seus pólos e fazer experiências relacionadas à Teoria da Relatividade.
De acordo com o calendário, a sonda euro-japonesa chegará antes da Merkuri-P russa, cujo lançamento está previsto para 2019, propulsada por um foguete Soyuz.

Nasa apresenta novo sistema para levar homem a Marte

O diretor da Nasa (agência espacial americana), Charles Bolden, apresentou nesta quarta-feira (14) o novo sistema de lançamento espacial que permitirá a realização de voos tripulados além da órbita terrestre baixa, como os feitos até agora, até chegar em um futuro a Marte.

Magnata prevê primeiro voo espacial comercial dentro de um ano

O magnata britânico Richard Branson espera lançar uma nave ao espaço no período de até um ano, e iniciar assim uma era de viagens espaciais privadas.
"A nave-mãe está pronta. Os testes com os propulsores vão muito bem. Penso que vamos fazer um lançamento dentro de 12 meses", declarou Branson ao canal de notícias CNN, na quarta-feira à noite.
"Isto pode ser o início de uma era completamente nova das viagens espaciais, que seria a das viagens espaciais comerciais", afirmou.
A empresa Virgin Galactic espera ter condições de enviar pessoas ao espaço e lançar satélites por um custo muito menor que o dos programas governamentais e, talvez, oferecer viagens intercontinentais em alta velocidade.
"Cerca de uma hora entre Los Angeles e Londres não é algo completamente fora de propósito", disse Branson.
Ele explicou, porém, que serão necessários muitos anos para que a empresa possa oferecer um serviço desse porte.

Modelo de como seria o aeroporto espacial da Virgin Galactic; dono da empresa estima voo inaugural em breve
Modelo de como seria o aeroporto espacial da Virgin Galactic; dono da empresa estima voo inaugural em breve

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Formato da Via Láctea teve origem em colisão de galáxia, diz estudo

Colisões envolvendo uma galáxia anã tiveram papel fundamental no formato em disco espiralado da Via Láctea.
O estudo, publicado na edição desta semana da revista "Nature", contradiz a hipótese mais em voga, que diz que a Via Láctea não teria sofrido influências externas ao ser "moldada".
O impacto cósmico formou um fluxo de estrelas e elas foram "puxadas" pela Via Láctea. As sobras remanescentes transpassaram o disco e se perderam.
O pesquisador Chris Purcell e seus colegas da Universidade da Califórnia (EUA) chegaram a essa conclusão com simulações feitas em computador, tendo como objeto de estudo a galáxia anã de Sagitário.
No modelo, dois arcos foram produzidos. Um deles se assemelhou ao anel conhecido como Monoceros, um conjunto de estrelas que envolve a Via Láctea.
Isso provou, defende o grupo, que a Via Láctea pode agregar à sua formação fenômenos externos e não se gerou sozinha.

Imagem gerada por computador mostra a galáxia anã de Sagitário (espiral azul) e a Via Láctea (no centro)
Imagem gerada por computador mostra a galáxia anã de Sagitário (espiral azul) e a Via Láctea (no centro)

Nasa anuncia novo foguete para viagens tripuladas até Marte

O diretor da Nasa (agência espacial americana), Charles Bolden, apresentou nesta quarta-feira o novo sistema de lançamento espacial que permitirá a realização de voos tripulados além da órbita terrestre baixa, como os feitos até agora, e pousar no futuro em Marte.
O projeto chega para preencher a lacuna deixada após a aposentadoria do programa dos EUA de ônibus espaciais neste ano.
O sistema de lançamento espacial (SLS) foi projetado para levar o veículo de carga e tripulação Orion a novos destinos no espaço profundo, e servirá como apoio para as naves de transporte comercial que farão voos à ISS (sigla em inglês de Estação Espacial Internacional).
"Este novo sistema de lançamento criará novos postos de trabalho nos Estados Unidos e garantirá a liderança americana no espaço", afirmou Bolden em declarações à imprensa concedidas no Edifício Dirksen do Senado.
Desta forma, foram encerrados meses de revisões exaustivas de planos e projetos para que a Nasa contasse com um sistema de lançamento não só potente, mas versátil, que permitisse adaptações com novas tecnologias de acordo com suas necessidades.
O foguete será o mais potente desde a construção do Saturno V, também criado pelos EUA e que levou os astronautas do Apollo à Lua, e permitirá ao homem alcançar lugares inexplorados.
O aparelho terá uma capacidade inicial de 70 toneladas, que serão ampliadas a 130, e utilizará hidrogênio e oxigênio líquidos como combustível.
O primeiro teste de lançamento está previsto para 2017 e será seguido por voos tripulados em 2021.
Este novo foguete será fundamental para a execução do plano traçado por Barack Obama e o Congresso sob o Nasa Authorization Act, lei que o presidente assinou no ano passado, indicou Bolden.
"Depois de resolvida a arquitetura do sistema de lançamento, a Nasa pode agora seguir adiante com a construção uma nova geração de veículos e de tecnologias necessárias para um ambicioso programa de missões tripuladas no espaço profundo", assinalou em comunicado John Holdren, assistente da Casa Branca para Ciência e Tecnologia.
No ano passado, Obama marcou as novas pautas da agência espacial americana com ênfase na retomada da prospecção e, entre as novas metas, apontou a viagem a um asteroide em torno do ano 2025 e a primeira missão tripulada a Marte, prevista para a década de 2030.

Ilustração mostra como será o novo foguete da Nasa para viagens de longa distância no espaço
Ilustração mostra como será o novo foguete da Nasa para viagens de longa distância no espaço

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Sol brilha sobre a Terra e a estação espacial; veja foto

Uma foto divulgada nesta terça-feira pela Nasa (agência espacial americana) mostra como o Sol é visto na escuridão do Cosmos.
A imagem foi tirada em maio deste ano, durante uma das quatro saídas dos astronautas para fora da ISS (sigla em inglês de Estação Espacial Internacional).
A câmera automática enquadrou também parte da ISS e da superfície da Terra.
Foto tirada em maio deste ano durante uma das excursões dos astronautas na parte externa da ISS
Foto tirada em maio deste ano durante uma das excursões dos astronautas na parte externa da ISS

Cientistas questionam formação de estrelas a partir de colisões

Cientistas com base de pesquisa na França apresentaram uma nova hipótese sobre a formação das estrelas. A informação, divulgada nesta terça-feira, é da ESA (Agência Espacial Europeia).
Fundamentados em dados coletados pelo telescópio Herschel, eles afirmam que o nascimento de estrelas depende da quantidade de gases existentes nas galáxias, e das colisões entre elas.
Na foto, filamentos de gás frio de uma galáxia, que fornecem matéria-prima para a formação de estrelas
Na foto, filamentos de gás frio de uma galáxia, que fornecem matéria-prima para a formação de estrelas

Os gases e a poeira cósmica são materiais essenciais para dessa formação.
Segundo o grupo da CEA (sigla em francês de uma instituição de pesquisa tecnológica com fundo governamental), liderado por David Elbaz, a equação é simples: quanto mais gases a galáxia contém, mais estrelas nascem.
A teoria mais corrente entre astrônomos é que as estrelas são originadas a partir da colisão entre galáxias diferentes. O "pico" dessa atividade teria ocorrido cerca de 10 bilhões de anos atrás, com galáxias formando estrelas em uma velocidade muito superior à atual.
Os pesquisadores da CEA, contudo, defendem que essas colisões galáticas tiveram um papel menor no passado quando se se refere à formação das estrelas.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Novo planeta semelhante à Terra tem potencial para vida

Astrônomos europeus anunciaram nesta segunda-feira a descoberta de 50 novos planetas fora do Sistema Solar. Entre eles, um que poderia ter água líquida, condição fundamental para o desenvolvimento da vida como a conhecemos.
Batizado de HD 85512b, o novo astro é uma das 16 super-Terras --nome dos planetas com massa entre uma e dez vezes a da nossa Terra-- localizadas pelo ESO (Observatório Europeu do Sul).
Situado a 35 anos-luz da Terra, o exoplaneta (nome dado aos astros do tipo fora do Sistema Solar) fica na chamada zona habitável.
"A zona habitável é a distância do planeta à estrela que ele orbita onde há condições de existir água em estado líquido. Isso varia conforme o tamanho e o brilho de cada astro", explica Gustavo Rojas, físico da Universidade Federal de São Carlos e responsável pela divulgação das ações do ESO no Brasil.
Ilustração artística do HD 85512b, planeta localizado fora do Sistema Solar que pode conter água líquida
Ilustração artística do HD 85512b, planeta localizado fora do Sistema Solar que pode conter água líquida


No caso do novo planeta, a estrela é menor e menos brilhante do que o Sol. Por isso, para haver condições que permitam ter vida, ele precisa ter a órbita mais próxima dela. O HD 85512b, no entanto, está quase no limite dessa proximidade. "Ele fica bem perto, no extremo da zona habitável", afirmou Rojas.
Para que o planeta não seja quente demais para a vida, é preciso uma condição especial. Ele tem de ser nublado, com pelo menos 50% do céu coberto de nuvens.
"As nuvens ajudam a refletir a luz solar, e isso auxilia no resfriamento da temperatura", disse o físico.
Mas, para saber como é a composição e a possível atmosfera do planeta recém-descoberto, ainda é preciso esperar. A geração atual de telescópios ainda não consegue captar essas informações.
Na opinião de Rojas, é preciso cautela. "O fato de o planeta estar na zona habitável não significa necessariamente que poderia ter vida. São coisas diferentes, é preciso salientar."
CAÇADOR DE PLANETAS
Os novos exoplanetas foram descobertos pelo espectrógrafo Harps, o descobridor de planetas mais bem-sucedido do mundo.
Ele fica montado em um telescópio de 3,6 metros no Observatório de La Silla, do ESO, no Chile, e já localizou mais de 150 outros planetas.
Como esses astros ficam muito longe da Terra para serem fotografados, os astrônomos usam um método que capta a presença do planeta medindo a ação gravitacional dele sobre sua estrela.
O anúncio dos 50 novos planetas, feito em um congresso científico sobre sistemas solares extremos nos EUA, animou os pesquisadores. Esse é o maior número de planetas desse tipo anunciado de uma só vez.
E, segundo os astrônomos, os números não devem parar de crescer. Se há pouco mais de 20 anos não se tinha certeza de que havia planetas fora do Sistema Solar, agora já há mais de 600 confirmados. E 1.235 fortes candidatos ainda por confirmar.

domingo, 11 de setembro de 2011

Caça-planetas usará software brasileiro

A ESA (Agência Espacial Europeia, na sigla em inglês) está desenvolvendo, em parceria com o Brasil, a próxima geração de satélites caçadores de planetas.
O projeto, denominado Plato, deve ser capaz de caracterizar de forma mais completa os sistemas planetários que descobrir --e encontrar muitas potenciais Terras ao longo do caminho.
O satélite (cujo nome é a sigla de "trânsitos planetários e oscilações de estrelas") é uma versão aperfeiçoada dos dois atuais caçadores de planetas, o Corot (europeu) e o Kepler (americano).
"Ele será capaz de detectar e caracterizar planetas de todos os tipos, inclusive telúricos [rochosos] na zona habitável", disse Eduardo Janot Pacheco, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, durante a reunião anual da Sociedade Astronômica Brasileira, nesta semana.
"Isso é uma coisa que o Corot não faz, e o Kepler deve acabar fazendo, mas só daqui a uns três anos."
NACIONAL
O envolvimento de cientistas nacionais com o projeto se deu graças às contribuições feitas para o satélite Corot, seu predecessor imediato, lançado em 2006.
Criado como um projeto francês, o Corot se abriu para parceiros para reduzir custos e melhorar seu desempenho. Sem recursos para investir na sonda, o Brasil participou com a estação de coleta de dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) em Natal, para receber transmissões. A eficiência do Corot quase dobrou.
Além disso, brasileiros ajudaram a elaborar um software para análise dos dados do satélite. Em troca, o Brasil passou a participar das decisões científicas da missão, como a escolha de alvos.
"Agora, com o Plato, como estamos no projeto desde o início, teremos mais participação", diz Janot. Um dos avanços é que agora o Brasil terá de produzir software de bordo para o satélite.
"É uma coisa muito mais complexa, porque ele não pode dar pane", afirma ele.
A IDADE REVELA
Um dos aspectos que colocam o Plato como um caçador de planetas de segunda geração é o fato de que ele não só será capaz de detectar outros mundos passando na frente de suas estrelas-mães como também coletará informações que permitirão determinar a idade desses sóis.
Como a idade da estrela corresponde mais ou menos ao tempo de existência do sistema planetário circundante, será possível saber quantos anos têm os mundos descobertos, com uma margem de erro de 400 milhões de anos (um décimo da idade do Sol).
Assim, será possível analisar um outro aspecto dos planetas extrassolares, comparando-os pela idade e estabelecendo padrões evolutivos para esses mundos.
Outra melhoria é o número de alvos que ele poderá sondar. "A missão está sendo projetada para durar seis anos, mais dois em extensão, e rastreará 50% do céu", diz Janot. "Serão cerca de 300 mil estrelas-alvo, número muito maior que o atingido por Corot e Kepler, cerca de 25 mil."
O Plato já está sendo desenvolvido, mas seu lançamento ainda pende por uma vitória: ele concorre com outros dois projetos por duas vagas no orçamento da ESA.
Além dele, há o Euclid (voltado para o estudo da energia e matéria escuras) e o Solar Orbiter (focado no estudo do Sol). O trio saiu de uma concorrência ainda maior, que envolveu 52 propostas.
A definição da ESA deve sair em outubro, e as chances de o Plato receber o sinal verde são boas, segundo Janot. Apesar disso, ninguém deve prender a respiração para esperar seus resultados: pelo cronograma da agência espacial, a decolagem não deve acontecer antes de 2017.

Nasa lança sondas gêmeas para estudar a Lua

Após adiar por duas vezes, a Nasa (agência espacial norte-americana) lançou na manhã deste sábado, na Base Aérea de Cabo Canaveral, o Laboratório de Recuperação da Gravidade e Interior (Grail, na sigla em inglês, ou Graal), que deverá estudar o interior e o campo gravitacional da Lua.
A bordo do foguete United Launch Alliance Delta 2 viajam dois satélites idênticos, projetados para revelar os altos e baixos do campo gravitacional lunar, o que dará aos cientistas pistas sobre seu interior. O custo foi de US$ 500 milhões
As sondas do laboratório devem chegar ao satélite até o fim do ano e, depois de alguns meses de manobras para entrar em órbita, terá 82 dias para estudar os polos lunares.
Fortes ventos obrigaram o adiamento da primeira tentativa de lançamento na quinta-feira.
Os cientistas esperam da missão Grail resposta a algumas incógnitas sobre o lado escuro da Lua, que os humanos jamais exploraram, e dados sobre como foram formados os outros planetas rochosos, como a Terra, Vênus, Marte e Mercúrio.
Foguete Delta 2 é lançado da Base Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida, com as sondas gêmeas Grail
Foguete Delta 2 é lançado da Base Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida, com as sondas gêmeas Grail

sábado, 10 de setembro de 2011

Concurso premia fotos que capturam beleza do universo

O Observatório Real britânico, em Greenwich, abriu uma exposição com as imagens premiadas em seu concurso Fotógrafo de Astronomia de 2011.
O concurso tem quatro categorias principais --Terra e Espaço, Nosso Sistema Solar, Espaço Profundo e Jovem Fotógrafo de Astronomia--, além de prêmios especiais.
Neste ano, o astrônomo amador Damian Peach se tornou o primeiro britânico a vencer o concurso geral, com uma foto que mostra com detalhes o planeta Júpiter circundado por duas de suas 64 luas conhecidas, Io e Ganímedes.
"Havia tantas imagens lindas este ano, mas para mim esta realmente se destaca. Parece uma foto do telescópio Hubble", disse o astrônomo do Observatório Real, Marek Kukula, um dos juízes do concurso.
"O detalhe nas nuvens e tempestades de Júpiter é incrível, e o fotógrafo também conseguiu capturar detalhes em duas das luas planetárias de Júpiter, o que é extraordinário para uma imagem feita a partir do chão. Uma foto incrível."
Mais de 700 trabalhos foram inscritos para a terceira edição do concurso. Os premiados nas categorias são da Turquia, Itália, Índia, Austrália e Estados Unidos.
"O nível da competição neste ano foi de primeira classe, como sempre", disse Patrick Moore, editor da revista The Sky at Night, que co-organiza o concurso.
A exposição no Observatório Real, em Greenwich, Londres, fica em cartaz até o dia 5 de fevereiro de 2012.

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Nasa adia lançamento de naves à Lua para sábado

A Nasa, agência espacial americana, adiou para sábado (10) o lançamento de naves espaciais não tripuladas, com um custo de US$ 500 milhões, que terão o objetivo de orbitar a Lua para medir seu campo gravitacional e elaborar um mapa sem precedentes do interior do satélite da terra.
A equipe de lançamento informou nesta sexta-feira que precisa de mais tempo para concluir as revisões técnicas depois das operações de abastecimento de combustível do foguete Delta II, que transportará as naves de Recuperação de Gravidade e Laboratório Interno (Grail, na sigla em inglês).
"O adiamento dará à equipe de lançamento um tempo adicional para revisar os dados", afirma a Nasa em um comunicado.
No sábado serão duas janelas de lançamento, às 8h29 (9h29 de Brasília) e às 9h08 (10h08 de Brasília), na base da Força Aérea em Cabo Canaveral, na Flórida.
Fortes ventos obrigaram o adiamento da primeira tentativa de lançamento na quinta-feira (8).
Os pesquisadores esperam que a missão Grail responda a algumas das incógnitas sobre o lado escuro da Lua, que os humanos jamais exploraram, e também forneça dados sobre como foram formados os outros planetas rochosos, como a Terra, Vênus, Marte e Mercúrio.
Segundo o previsto, as naves gêmeas alcançarão a órbita polar da Lua no final do ano e girarão em torno do satélite terrestre durante três meses, utilizando cartografia da gravidade para revelar seu interior.

Primeira missão do Apollo pegou fogo antes de deixar a Terra

O vôo da nave Apollo-1 estava previsto para acontecer no dia 21 de fevereiro de 1967. Seria a primeira missão tripulada do programa Apollo, que tinha por objetivo cumprir a ideia proposta por John F. Kennedy, presidente norte-americano, ao Congresso em 1961: até o final da década, enviar o homem à Lua e fazê-lo retornar à Terra em segurança.
No dia 27 de janeiro, porém, um incêndio no módulo de comando durante testes com a nave matou os três tripulantes da missão: Virgil Ivan "Gus" Grissom, Edward Higgins White e Roger Bruce Chaffee.
Uma investigação foi feita para tentar entender como o fogo havia começado. No entanto, não foi possível chegar a nenhuma conclusão sobre o estopim do acidente, somente sobre as condições que permitiram que ele acontecesse, como a grande quantidade de materiais combustíveis na cabine.
Além de ajudar a compreender a tragédia de janeiro de 1967, essa investigação ajudou a aprimorar tecnicamente as naves que serviriam para as próximas missões espaciais norte-americanas.

Supernova próxima da Terra fica cada vez mais brilhante

Astrônomos da Califórnia descobriram a mais próxima e mais brilhante supernova de seu tipo em 25 anos, capturando o brilho de uma minúscula estrela autodestrutiva a 21 milhões de anos-luz da Terra.
Inicialmente detectada em 24 de agosto, a PTF 11kly literalmente se tornou mais brilhante a cada minuto e ficou 20 vezes mais luminosa em apenas um dia.
Ela deve atingir seu pico em algum momento entre os próximos dias 9 e 12, quando provavelmente se tornará visível a observadores de estrelas com um bom par de binóculos ou um telescópio pequeno.
A PTF 11kly apareceu na galáxia do Catavento, localizada na constelação Ursa Maior, a uma distância de cerca de 21 milhões de anos-luz. Isso a coloca, na escala cósmica, praticamente "no nosso quintal".
A detecção tão cedo de uma supernova tão perto mobilizou astrônomos do mundo todo, que estão se empenhando para observá-la com qualquer telescópio à disposição, incluindo o gigante Telescópio Espacial Hubble.
Astrônomos do mundo inteiro vão estar observando a supernova PTF 11kly, que está cada vez mais brilhate
Astrônomos do mundo inteiro vão estar observando a supernova PTF 11kly, que está cada vez mais brilhate

Lançamento de sondas para Lua é adiado para sexta-feira

A Nasa (agência espacial americana) teve de adiar em 24 horas a sua nova missão à Lua, a Graal (Grail, em inglês), com o objetivo de medir o campo gravitacional do satélite.
A Nasa tentará fazer o lançamento da missão às 9h33 (de Brasília) desta sexta-feira a partir do Cabo Canaveral (Flórida).
O adiamento do voo ocorreu devido aos ventos fortes.

Sondas da Nasa investigarão o que há dentro da Lua

Mais de cem naves já foram à Lua, sendo seis delas levando astronautas dos EUA, mas uma importante informação sobre o satélite natural da Terra continua faltando: o que existe dentro dele.
Aprender sobre o interior da Lua é o objetivo primordial da nova missão da Nasa, chamada Laboratório de Recuperação da Gravidade e Interior (Grail, na sigla em inglês, ou Graal). O lançamento está previsto para hoje, às 8h37 (9h37 pelo horário de Brasília), na Base Aérea de Cabo Canaveral.
A bordo do foguete United Launch Alliance Delta 2 viajam dois satélites idênticos, projetados para revelar os altos e baixos do campo gravitacional lunar, o que dará aos cientistas pistas sobre seu interior.
Em geral, a Lua tem cerca de um sexto da gravidade da Terra, mas tal força não é distribuída de forma homogênea. Na Lua, uma montanha na verdade pode ser oca, gravitacionalmente falando.
"Às vezes a gente vê uma montanha grande e espera um sinal gravitacional forte, mas na verdade não tem nenhum sinal gravitacional (adicional)", disse Sami Asmar, cientista-adjunto do projeto no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena, na Califórnia.
Da mesma forma, mapas gravitacionais das planícies lunares mostram bolsões inexplicáveis de gravidade extra, o que indica depósitos ou estruturas subterrâneas.
Conhecer a estrutura interior da Lua é visto como algo crucial para remontar a história do que aconteceu por lá desde a formação do satélite, há cerca de 4,5 bilhões de anos.
Os cientistas acreditam que a Lua foi "construída" com enormes pedaços de material expelidos da Terra após uma colisão com um objeto que poderia ser tão grande quanto Marte.
Além de desvendar a história lunar, os cientistas da Graal pretendem extrapolar suas conclusões para outros corpos rochosos, tanto no nosso Sistema Solar quanto eventualmente além dele.
As duas sondas farão uma lenta viagem até a Lua, chegando lá na virada do ano. Após alguns meses de manobras para entrar na órbita adequada, eles passarão 82 dias sobrevoando os polos lunares, comunicando-se por rádio.
Quando uma das sondas passar sobre uma região com gravidade maior, ela irá se acelerar momentaneamente, distanciando-se da sua "irmã".
De forma análoga, regiões menos densas também afetarão a posição dos satélites. Usando as ondas de rádio como régua, alterações de apenas um mícron (um milésimo de milímetro) podem ser detectadas.
De posse dos mapas gravitacionais, os cientistas poderão usar modelos computadorizados e dados de missões anteriores para determinar se o núcleo da Lua é sólido, líquido ou uma combinação de ambas as coisas, e quais elementos ela contém.
"Na verdade acho que nos próximos cinco anos iremos re-escrever os livros relacionados à nossa compreensão dos planetas rochosos", disse Maria Zuber, cientista-chefe da Graal, ligada ao MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).

Ouro e platina vieram do espaço, dizem cientistas

Cientistas britânicos dizem que metais preciosos, incluindo ouro e platina, vieram do espaço bilhões de anos atrás.
Os pesquisadores da Universidade de Bristol chegaram à conclusão após analisar amostras de algumas das pedras mais antigas do mundo, na Groenlândia.
Segundo eles, os isótopos encontrados nessas formações - átomos que identificam a origem e idade dos materiais - são claramente diferentes daqueles que se originaram na Terra.
Isso confirmaria a teoria de que os metais preciosos que usamos hoje chegaram ao planeta em uma violenta chuva de meteoros quando a Terra tinha apenas 200 milhões de anos.
"Nosso trabalho mostra que a maior parte dos metais preciosos nos quais se baseiam nossas economias e muitos processos industriais foram adicionados a nosso planeta por coincidência, quando a Terra foi atingida por cerca de 20 bilhões de toneladas de material espacial", diz Mathias Willbold, que liderou a pesquisa da Universidade de Bristol.
ESTOQUE ORIGINAL
Durante a formação da Terra, o planeta era uma massa de minerais derretidos, que era constantemente atingida por grandes corpos cósmicos.
O centro da Terra foi criado a partir de metais em estado líquido que afundaram.
De acordo com os cientistas, a quantidade de ouro e outros metais preciosos presente no coração do planeta seria suficiente para cobrir toda a superfície da Terra com uma camada de quatro metros de profundidade.
A concentração de todo o ouro e outros metais no centro do planeta deveria ter deixado as camadas externas da Terra praticamente livres da presença desses materiais, por isso a origem do ouro que exploramos na superfície e no manto terrestre (a camada imediatamente abaixo da crosta terrestre) já havia sido motivo de especulações no mundo científico.
TECNOLOGIA
O estudo publicado na revista científica Nature foi o primeiro, segundo os pesquisadores, a conseguir realizar as medidas isotópicas com a qualidade necessária para descobrir que os metais preciosos vieram do espaço.
Os cientistas dizem que estudos futuros podem tentar descobrir mais sobre os processos que fizeram com que os meteoros que atingiram a Terra se misturassem ao manto terrestre.
Em seguida, processos geológicos formaram os continentes e concentraram os metais preciosos nos depósitos de minerais que são explorados hoje.

Missão da Nasa se prepara para estudar gravidade da Lua

A Nasa deve lançar nesta quinta-feira uma nova missão à Lua, a Graal (ou Grail, em inglês), com a missão de medir o campo gravitacional do satélite natural.
A agência espacial estabeleceu um período de 42 dias para o lançamento da missão, embora seus diretores esperem que possa sair desde Cabo Canaveral (Flórida) na primeira oportunidade, prevista para as 9h37 desta quinta-feira (horário de Brasília).
A missão é composta por duas sondas que proporcionarão imagens em raios X da crosta e do núcleo da Lua, com as quais a Nasa espera conhecer mais sobre a estrutura sob a superfície e sua composição.
Entre outras utilidades, as medidas que serão tomadas pela Graal ajudarão a entender melhor a relação entre a Terra e seu satélite natural, segundo explicou recentemente o diretor da Divisão de Ciências Planetárias do quartel-general da Nasa em Washington, Jim Green.
A missão também ajudará a agência espacial americana a ter mais conhecimento sobre o satélite e aprimorar suas estimativas no caso de voltar a enviar homens à Lua novamente.

Concepção artística da missão Graal, da Nasa, que busca medir o campo gravitacional da Lua
Concepção artística da missão Graal, da Nasa, que busca medir o campo gravitacional da Lua

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Mosaico de fotos mostra como é o polo Norte lunar; veja

Uma montagem de fotos divulgada pela Nasa (agência espacial americana) nesta quarta-feira mostra como é o polo Norte na Lua.
A imagem parece reunir meia dúzia de tomadas, mas foram reunidas 983 para formar essa única montagem.
Todas são provenientes da LROC (sigla em inglês para Câmera do Orbitador de Reconhecimento Lunar), que teve como uma de suas primeiras missões a identificação de áreas lunares onde a luz do sol não chega.
A Nasa reuniu 983 fotos para formar o mosaico acima, que mostra o polo Norte lunar, onde a Apollo 11 pousou
A Nasa reuniu 983 fotos para formar o mosaico acima, que mostra o polo Norte lunar, onde a Apollo 11 pousou

Explosão de estrela explica funcionamento do Universo; veja vídeo

A explosão de uma estrela pode trazer pistas sobre o passado e o futuro do Universo.

Supernova pode explicar funcionamento do Universo; entenda como acessando o vídeo


O fenômeno chamado de supernova consiste na explosão de uma estrela, que vai espalhar uma nuvem de metais pelo espaço.
A matéria dará origem a novos astros, assim como ocorreu no chamado Big Bang, bilhões de anos atrás.
Segundo a física britânica Renee Hlozek, a localização da supernova também dá pistas aos astrônomos sobre o tamanho e a idade do Universo.

Veja o vídeo

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Nasa divulga fotos das pegadas dos astronautas que foram à Lua

A Nasa divulgou uma coleção de imagens feita pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) que mostra as pegadas que as naves e os astronautas das missões Apolo 12, 14 e 17 deixaram na superfície da Lua.
Segundo a agência espacial americana, essas fotos são provas para os que ainda duvidam que o homem esteve na Lua. As fotografias permitirão aos especialistas seguir os passos dos astronautas com maior clareza para ver de onde foram retiradas as amostras da Lua que trouxeram para a Terra.


Novas imagens desmentem teorias de que o homem nunca pisou na Lua

Uma nova imagem do solo da Lua mostra o local de pouso das missões da Nasa (agência espacial americana) até o local.
É possível ver as pegadas dos astronautas e o rastro deixado pelo veículo lunar. No vácuo do espaço, o equipamento deixado lá está intacto até hoje.
Com a vitória na corrida espacial, a Nasa abandonou a missão Apollo, e desde 1972 nunca mais voltou lá.
A Nasa cortou o seu programa de ônibus espaciais, mas afirma que agora quer voltar ao que é o satélite natural da Terra.
Muitos duvidam, no entanto, que o governo americano tenha dinheiro e vontade para concretizar o projeto.
Por ora, as imagens servem, pelo menos, para dispersar as teorias de que o homem nunca teria chegado à Lua e que as imagens famosas de 1969 foram filmadas em um estúdio em Hollywood.
Novas fotos divulgadas recentemente, é possível ver as pegadas dos astronautas e o rastro do veículo lunar
Novas fotos divulgadas recentemente, é possível ver as pegadas dos astronautas e o rastro do veículo lunar

Na foto divulgada pela Nasa do solo lunar, vê-se pegada deixada por astronauta, a área de pouso e da bandeira
Na foto divulgada pela Nasa do solo lunar, vê-se pegada deixada por astronauta, a área de pouso e da bandeira


Veja o vídeo

Observatório no Nordeste vigia trajetória de asteroides

Um observatório astronômico construído no sertão nordestino para rastrear asteroides que ameaçam a Terra entrou em operação e já acompanha seus primeiros objetos, afirmam os coordenadores do projeto.
"Na semana passada, conseguimos, pela primeira vez, controlar o telescópio via internet, do Rio", disse Daniela Lazzaro, líder científica do esforço e astrônoma do Observatório Nacional.
Ela falou durante a 36ª Reunião Anual da Sociedade Astronômica Brasileira, em Águas de Lindoia (SP).
O projeto Impacton (sigla "esperta" para Iniciativa de Mapeamento e Pesquisa de Asteroides nas Cercanias da Terra no Observatório Nacional) foi proposto em 2002.
Mas só em março deste ano o telescópio, em Itacuruba (interior de Pernambuco), fez sua primeira observação
POR QUE A DEMORA?
"É a pergunta que todos fazem", afirma Teresinha Rodrigues, pesquisadora que coordenou a montagem do Oasi (Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica).
Os cientistas alegam que a rigidez das regras para o gasto das verbas atrapalha.
"Para construir um muro que seja, no meio do nada, é difícil conseguir uma empresa disposta a fazer, que dirá entrar numa licitação."
Para montar o telescópio de um metro, o grupo brasileiro levou o mesmo tempo que uma organização internacional planeja para erguer um de 40 m.
NÃO PERDER DE VISTA
Agora que o telescópio pode ser controlado pela internet, não será preciso enviar equipes do Rio em expedições de observação. A quantidade de dados coletados deve aumentar.
O objetivo do Impacton é acompanhar bólidos recém-descobertos por outros grupos. "Cerca de 70% dos novos asteroides são imediatamente perdidos", diz Lazzaro. "É feita uma estimativa da órbita, conclui-se que o asteroide não vai colidir com a Terra e ele é abandonado. Mas essa órbita determinada às pressas é imprecisa."
A meta da equipe é criar uma base de dados robusta sobre NEOs (Objetos Próximos à Terra, em inglês).
O grupo ainda está calibrando os instrumentos, mas já tem histórias para contar.
"Em 11 de abril, um astrônomo amador da Inglaterra encontrou um objeto. Ele chegou a estar a 525 mil km de nós", conta Lazzaro. "O bichinho andava numa velocidade muito grande, foi um ótimo teste para nós."
Mais de 500 imagens do objeto foram obtidas, e a análise está em andamento.
"O perigo apresentado por um asteroide não pode ser resumido pelo tamanho e se está ou não em rota de colisão", explica Lazzaro. "Sua composição e o fato de ser poroso ou não podem influenciar no estrago que ele pode causar."

Telescópio do ESO capta aglomerado estelar 'ignorado'

O ESO (Observatório Europeu do Sul) divulgou nesta quarta-feira a foto do aglomerado estelar NGC 2100. Ele está localizado na galáxia Grande Nuvem de Magalhães e é relativamente "jovem", com cerca de 15 milhões de anos.
As estrelas que compõem o NGC 2100 são mais velhas e menos energéticas e, logo, têm pouca ou nenhuma nebulosidade associada a elas.
Por esse motivo, muitas vezes o NGC 2100 é ignorado pelos observadores espaciais, perdendo lugar para seus vizinhos --a nebulosa da Tarântula e o superaglomerado RMC 136.
A imagem feita por um dos telescópios do ESO, o New Technology Telescope, no Chile, mostra hidrogênio ionizado (em vermelho) e oxigênio (em azul).
Esses aglomerados são grupos de estrelas que se formaram quase ao mesmo tempo a partir de uma única nuvem de gás e poeira.
As estrelas de maior massa tendem a formar-se no centro, enquanto que as de menor massa dominam as regiões externas.
O NGC 2100 tem cerca de 15 milhões de anos e situa-se na galáxia Grande Nuvem de Magalhães
O NGC 2100 tem cerca de 15 milhões de anos e situa-se na galáxia Grande Nuvem de Magalhães

ESO pode ter supertelescópio capaz de 'ver' outras Terras

O supertelescópio E-ELT deve receber o aval para o início de sua construção no fim do ano. "Ele será capaz de visualizar planetas do tamanho da Terra em estrelas próximas. Será o único capaz disso", afirmou Tim de Zeeuw, astrônomo holandês, diretor-geral do ESO (Observatório Europeu do Sul), durante a 36a Reunião Anual da Sociedade Astronômica Brasileira, em Águas de Lindóia (SP).
O E-ELT (sigla inglesa de Telescópio Europeu Extremamente Grande) seria o primeiro do tipo a ter um espelho da ordem de 40 metros.
Atualmente, os maiores telescópios do mundo têm de 8 a 10 metros. Há vários projetos concorrentes, mas a iniciativa europeia tem tudo para ser a primeira a sair do papel.
"Esperamos conseguir o sinal verde para a construção em dezembro", afirmou. "É complicado porque precisamos que todos os países-membros do ESO concordem. Todos os países parecem dispostos, mas uma coisa é uma conversa informal, outra é ir à reunião e votar favoravelmente", disse Zeeuw.
O ESO é composto por 14 países-membros (o Brasil será o 15º, e o primeiro não europeu, quando o Congresso Nacional ratificar o acordo assinado pelo governo no fim do ano passado).
Cada país deverá investir 250 milhões de euros ao longo de dez anos de construção. Parte desse dinheiro irá para custos operacionais e outras despesas --só o telescópio custará 1 bilhão de euros.
A importância de captar diretamente a luz de um planeta pequeno é que se pode descobrir sua composição. Presença de oxigênio na atmosfera, por exemplo, seria um forte indicativo de vida.
Hoje, o máximo que se consegue saber sobre planetas como a Terra é a massa e o diâmetro.
Concepção artística do supertelescópio; aparelho terá espelho de metros e custará 1 bilhão de euros
Concepção artística do supertelescópio; aparelho terá espelho de metros e custará 1 bilhão de euros