sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Astrônomos acham grãos sólidos ao redor de 'estrela fracassada'

Nuvem de poeira próxima de anãs marrons sugere novos planetas rochosos.
Informações foram divulgadas pelo Observatório Europeu do Sul, o ESO.


Astrônomos descobriram que a região exterior de um disco de poeira em torno de uma anã marrom (uma espécie de estrela "fracassada", incapaz de fazer reações nucleares para brilhar, mas grande demais para ser um planeta) contém grãos sólidos com tamanhos milimétricos que estão presentes em fases de formação de planetas rochosos.
A descoberta desafia teorias de formação de planetas rochosos do tipo terrestre e sugere que tais corpos celestes podem ser ainda mais comuns no Universo do que se esperava.

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (30) pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), que utilizaram o telescópio Alma, que ainda está em construção no norte do Chile.
Planetas rochosos se formam a partir de colisões aleatórias e fusões de partículas microscópicas situadas no disco de material em torno de uma estrela. Os grãos minúsculos, conhecidos como poeira cósmica, são muito semelhantes a fuligem ou areia finas.

Concepção artística do disco de gás e poeira em torno de uma anã marrom (Foto: Divulgação/ESO)
Concepção artística do disco de gás e poeira em torno de uma anã marrom (Foto: Divulgação/ESO)

No entanto, nas regiões exteriores de uma anã marrom, os astrônomos esperavam que os grãos de poeira não pudessem crescer. Para Luca Ricci, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos, ainda não é possível ter certeza que um planeta rochoso se forme neste local.
Concepção artística dos grãos de poeira no disco em torno de uma anã marrom (Foto: Divulgação/ESO)
Concepção artística dos grãos de poeira no disco em torno de uma anã marrom (Foto: Divulgação/ESO)
"Mas estamos a ver os primeiros passos deste fenômeno e, por isso mesmo, teremos que alterar as nossas suposições sobre as condições necessárias ao crescimento de sólidos”, explicou o especialista em comunicado divulgado pelo ESO.

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/11/astronomos-acham-graos-solidos-ao-redor-de-estrela-fracassada.html

Nasa desmente 'fim do mundo' e alerta sobre suicídios

Cientistas rebatem rumores na internet; um deles diz receber cartas de crianças que cogitam se matar e menciona caso de pais que pensam em assassinar filhos por acreditar em rumores do apocalipse.

Após receber uma enxurrada de cartas de pessoas seriamente preocupadas com teorias que preveem o fim do mundo no dia 21 de dezembro de 2012, a agência espacial americana (Nasa) resolveu 'desmentir' esses rumores na internet.
Nesta quarta-feira (28), a Nasa fez uma conferência online com a participação de diversos cientistas. Além disso, também criou uma seção em seu website para desmentir que haja indícios de que um fim do mundo esteja próximo.
Segundo o astrobiologista David Morrison, do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, muitas das cartas expondo preocupações com as teorias apocalípticas são enviadas por jovens e crianças.
Alguns dizem até pensar em suicídio, de acordo com o cientista, que também mencionou um caso, reportado por um professor, de um casal que teria manifestado intenção de matar os filhos para que eles não presenciassem o apocalipse

Nasa desmente 'fim do mundo' e alerta sobre suicídios (Foto: AFP/Nasa)
Nasa desmente 'fim do mundo' e alerta sobre suicídios (Foto: AFP/Nasa)

'Estamos fazendo isso porque muitas pessoas escrevem para a Nasa pedindo uma resposta (sobre as teorias do fim do mundo). Em particular, estou preocupado com crianças que me escrevem dizendo que estão com medo, que não conseguem dormir, não conseguem comer. Algumas dizem que estão até pensando em suicídio', afirmou Morrison.
'Há um caso de um professor que disse que pais de seus alunos estariam planejando matar seus filhos para escapar desse apocalipse. O que é uma piada para muitos e um mistério para outros está preocupando de verdade algumas pessoas e por isso é importante que a Nasa responda a essas perguntas enviadas para nós.'
Calendário maia
Um desses rumores difundidos pela internet justifica a crença de que o mundo acabará no dia 21 dizendo que essa seria a última data do calendário da civilização maia.
Outro rumor tem origens em textos do escritor Zecharia Sitchi dos anos 1970. Segundo tais teorias, documentos da civilização Suméria, que povoou a Mesopotâmia, preveriam que um planeta se chocaria com a Terra. Alguns chamam esse planeta de Nibiru. Outros de Planeta X.
'A data para esse suposto choque estava inicialmente prevista para maio de 2003, mas como nada aconteceu, o dia foi mudado para dezembro de 2012, para coincidir com o fim de um ciclo no antigo calendário maia', diz o site da Nasa.
Sobre o fim do calendário maia, a Nasa esclarece que, da mesma forma que o tempo não para quando os 'calendários de cozinha' chegam ao fim, no dia 31 de dezembro, não há motivo para pensar que com o calendário maia seria diferente - 21 de dezembro de 2012 também seria apenas o fim de um ciclo.
A agência espacial americana enfatiza que não há evidências de que os planetas do sistema solar 'estejam se alinhando', como dizem algumas teorias, e diz que, mesmo que se isso ocorresse, os efeitos sobre a Terra seriam irrelevantes. Também esclarece que não há indícios de que uma tempestade solar possa ocorrer no final de 2012 e muito menos de que haja um planeta em rota de colisão com a Terra.
'Não há base para essas afirmações', diz. 'Se Nibiru ou o Planeta X fossem reais e estivessem se deslocando em direção à Terra para colidir com o planeta em 2012, astrônomos já estariam conseguindo observá-lo há pelo menos uma década e agora ele já estaria visível a olho nu', diz o site da Nasa.

 Fonte:  http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/11/nasa-desmente-fim-do-mundo-e-alerta-sobre-suicidios.html

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Detectada no Chile maior emissão de energia de um buraco negro

Astrônomos americanos detectaram a maior emissão de energia de um buraco negro captada até hoje, com a utilização do potente telescópio VTL (Very Large Telescope), do observatório Paranal, no norte do Chile, informou em um comunicado o Observatório Europeu Austral (ESO) na última quarta-feira (28).
A poderosa emissão de energia, ao menos cinco vezes maior da que os astrônomos tinham conhecimento até agora, partiu de um quasar, centro luminoso de uma galáxia ativado por buracos negros supermaciços, segundo a nota da ESO.
"Descobrimos a ejeção de quasar mais energética conhecida até o momento. A velocidade com que esta energia é liberada é equivalente a dois milhões de vezes a potência que emana do Sol", informou Nahum Arav, um dos astrônomos autores do estudo. Os quasares liberam grandes quantidades de material para suas galáxias anfitriãs, o que desempenha um papel muito importante na evolução galáctica, segundo a ESO.
A descoberta destas potentes ejeções ajudará também a revelar outras teorias, inclusive "como a massa de uma galáxia está associada à massa de um buraco negro central, e porque há tão poucas galáxias grandes no universo", sustentou o informe da ESO.
Os especialistas fizeram a descoberta graças à utilização do Very Large Telescope, que com dez anos de funcionamento, é considerado o telescópio óptico mais avançado do mundo.
O VLT está localizado em Paranal, um potente observatório operado pela ESO que está situado a 2.600 metros de altitude, perto da cidade de Antofagasta (1.361 km ao norte de Santiago).


 Concepção artística mostra o jato de matéria que veio de um buraco negro ejetada pelo quasar SDSS J1106+1939. Segundo o Observatório do Sul (ESO, na sigla em inglês), este é o jato mais poderoso já identificado no espaço, pois sua energia equivale a, pelo menos, dois trilhões de vezes a liberada pelo Sol, ou seja, cerca de cem vezes a força dissipada pela Via Láctea
 Fonte:  http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2012/11/29/detectada-no-chile-maior-emissao-de-energia-de-um-buraco-negro.htm

Robô humanoide japonês fará companhia para astronauta na ISS

Autoridades japonesas anunciaram nesta quinta-feira o desenvolvimento de um pequeno robô humanoide falante que será enviado para fazer companhia ao astronauta japonês a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS).
Pesquisadores da Universidade de Tóquio, em parceria com a divisão de robótica da Toyota, a Agência de Exploração Aeroespacial (Jaxa), ao grupo publicitário Dentsu e outras empresas japonesas, vão fabricar um androide de 34 polegadas de altura, capaz de manter uma conversa de forma natural, em japonês, com o astronauta japonês Koichi Wakata a partir do segundo semestre do próximo ano.
O Japão possui um espaço chamado Kibo dedicado à experimentação na ISS.
O robô, que pode andar, reconhecer rostos e registrar imagens, deve ser concluído em fevereiro.
De acordo com as imagens apresentadas pelos designers do projeto, ele deve parecer com um pequeno astronauta futurista, lembrando também "Astro Boy" (ou Astroboy) concebido pelo falecido artista de mangá Osamu Tezuka.
Um apelo público foi lançado para encontrar um nome para este humanoide, assim como para o seu irmão gêmeo, que permanecerá no solo para eventual ajuda.
O objetivo deste projeto é estudar em que medida um robô de companhia pode levar apoio moral a pessoas isoladas durante um longo período de tempo.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2012/11/29/robo-humanoide-japones-fara-companhia-para-astronauta-na-iss.htm

Físicos na Itália tentam isolar partículas que 'mantêm o universo unido'

Percorrendo a Autoestrada 24 da Itália, uns 130 km a leste de Roma, você chega à cordilheira de Gran Sasso. Trata-se de um dos mais espetaculares parques nacionais italianos, o qual inclui o Corno Grande (2.912 m), ponto culminante dos montes Apeninos. Ursos, gatos selvagens, lobos e camurças vivem aqui, e a cada verão milhares de turistas tiram férias nessa paisagem gloriosa e acidentada.
Mas a montanha esconde um segredo intrigante, que pode ser vislumbrado a partir da A24 quando ela mergulha no túnel de 10 km construído sob o Gran Sasso. No meio do caminho, outro túnel se ramifica da estrada principal. Se você o seguir, chega a um sólido portão de aço inoxidável, com 4 metros de altura, operado por guardas. Você está agora prestes a entrar nos Laboratórios Nacionais do Gran Sasso, uma toca subterrânea onde os cientistas investigam a estrutura da matéria e a composição do universo. Com seu labirinto de túneis, guardas fardados e reluzentes prateleiras de equipamentos, é um dos mais espetaculares laboratórios do mundo. Na minha visita, só faltou uma aparição de Ernst Blofeld afagando um gato persa branco.
O centro de pesquisa foi construído na década de 1990, aproveitando as obras do túnel da A24 sob o Gran Sasso. Basta acrescentar um acesso lateral e alguns quilômetros adicionais de túneis, disseram os cientistas ao governo italiano, e a gente vai criar uma instalação única. "E foi isso que aconteceu", diz o professor Cristian Galbiati, que trabalha no laboratório. "Cerca de 10 km de túneis foram perfurados aqui. Acima de nós há 1.400 metros de rocha - e é isso que torna este lugar tão importante."
A parte superior da atmosfera terrestre é constantemente bombardeada por raios cósmicos, que criam cascatas de partículas chamadas múons, as quais banham a superfície do planeta. Essa radiação de fundo é inofensiva, mas pode atrapalhar medições delicadas de partículas subatômicas. Daí a decisão dos cientistas de construir um laboratório com um telhado rochoso de 1,4 km de espessura (Gran Sasso significa "pedra grande"). Essa rocha bloqueia quase todos os múons que atingem a superfície, segundo Galbiati. "Isso faz deste laboratório um dos lugares menos radiativos do planeta."
A pétrea cúpula protetora do Gran Sasso, porém, motiva uma questão importante: por que é tão importante ter um laboratório livre de radiação? A resposta é simples, mas impressionante. Os cientistas aqui estão tentando localizar um material conhecido como matéria escura, que supostamente permeia o universo na forma de partículas dotadas de massa e fracamente interativas - ou, em inglês, "weakly interacting massive particles", expressão abreviada como Wimp, palavra que também designa uma pessoa "frouxa". Incrivelmente, acredita-se atualmente que cerca de 85% da massa do universo seja composta por Wimps. Essas partículas permeiam o universo ao nosso redor, voando através da matéria normal, mas raramente interagindo com ela.
Acredita-se que cerca de 85% da massa do universo seja composta por matéria escura ou, em inglês, "wimps"

Até agora, ninguém detectou tais partículas, mas as tentativas de localizá-las estão se intensificando. Um projeto euro-americano - o DarkSide50 - deve iniciar suas operações no Gran Sasso em poucas semanas. O fato de o laboratório ter sido construído num local do qual virtualmente todas as demais partículas foram filtradas - graças a esse vasto telhado de pedra - oferece um impulso crucial na caçada às Wimps, segundo os cientistas.
Uma razão muito simples leva os cientistas a acreditarem que a matéria escura existe: as galáxias que compõem o universo estão girando rápido demais. Parece improvável, mas é verdade, insiste Gerry Gilmore, professor do Instituto de Astronomia de Cambridge. "Pense numa semente de castanheira [usada, presa a um fio, num jogo infantil típico da Grã-Bretanha]. Quanto mais rápido você a gira num pedaço de corda, maior a força necessária para segurá-la e evitar que voe para longe de você. Bom, o mesmo vale para as estrelas que orbitam as galáxias."
"Se uma estrela orbita uma galáxia a alta velocidade, isso significa que a galáxia deve ter um campo gravitacional muito forte para segurá-la e evitar que saia voando para o espaço - e campos gravitacionais poderosos só podem ser gerados por corpos com massas enormes."
Munidos dessa ideia, astrônomos decidiram no século passado calcular a massa das galáxias de duas formas diferentes. Eles computaram todo o material observável - estrelas, planetas e nuvens de poeira - em uma galáxia específica e definiram sua massa com base nisso. Eles também observaram as velocidades com que as estrelas orbitavam uma galáxia, e daí deduziram a massa.
Os dois resultados deveriam ser iguais. Mas não eram. As cifras derivadas do segundo método - baseado nas velocidades estelares - invariavelmente indicavam massas dez vezes maiores do que no primeiro método. E isso valia para todas as galáxias estudadas pelos astrônomos.
Inicialmente, os cientistas supuseram que estavam simplesmente deixando de observar estrelas que eram pequenas ou apagadas demais para serem vistas da Terra. Sua presença poderia responder pela massa que faltava no universo - ou pela matéria escura, como eles decidiram batizá-la. O desenvolvimento da astronomia infravermelha, na década de 1980, levou essa noção a ser arquivada.
"Os detectores de infravermelho acoplados aos nossos telescópios nos permitiram observar as estrelas não por sua luz, mas pelo calor que elas emitiam", diz Gilmore. "Isso significou que pudemos ver aquelas estrelas apagadas pela primeira vez. Mas, quando começamos a contá-las, logo se tornou claro que não haveria nem de longe um número suficiente delas para dar conta da matéria escura."
Outras entidades astronômicas que poderiam responder pela matéria escura - estrelas de nêutrons ou anãs-marrons (estrelas que não conseguiram "se acender" por falta de hidrogênio suficiente para queimar) - também não foram encontradas nas quantidades necessárias. Então, os cientistas que buscam a matéria escura se afastaram do que é astronomicamente grande, olhando ao invés disso para o que é incrivelmente pequeno. Em outras palavras, eles decidiram que a massa que está faltando no universo deve ser composta por partículas indetectáveis, que se esbarram pelo espaço em quantidades colossais e formam halos invisíveis ao redor das galáxias, contribuindo enormemente com sua massa. Essas partículas são as Wimps, e elas estão conosco o tempo todo, embora sejam extraordinariamente difíceis de detectar.
"Havíamos eliminado todo o resto", diz Chamkaur Ghag, do University College, de Londres, um dos diretores científicos do projeto DarkSide-50. "As únicas coisas que restaram sobre a mesa eram as partículas subatômicas, e essas, conforme sabíamos, precisariam ser de um tipo muito especial. Elas precisariam ser partículas bastante massudas para dar conta de toda aquela matéria faltante no universo, mas só seriam capazes de interagir fracamente com a matéria normal - porque, se elas interagissem fortemente, a esta altura já as teríamos visto. Daí a sigla Wimps." Essa descoberta fez os cientistas irem cada vez mais fundo - para dentro de cavernas, minas, túneis e outros locais subterrâneos. Nesses locais, as espessas camadas de rocha filtrariam aquelas temíveis chuvas de múons que assolam a superfície da Terra e sobrecarregam os detectores, impedindo os cientistas de localizarem as Wimps. Daí a criação do laboratório do Gran Sasso, junto com centros de pesquisa construídos na mina de sal de Boulby, em Cleveland (Inglaterra), e na antiga mina de ouro de Davis Cavern, na Dakota do Sul (EUA).
"Eliminar os piores efeitos dos raios cósmicos é um grande feito, mas ainda temos outros problemas aqui embaixo", disse Frank Calaprice, professor da Universidade Princeton (EUA), que trabalha na detecção de matéria escura no Gran Sasso. "Para começo de conversa, alguns poucos múons ainda conseguem vir parar aqui embaixo, embora o fluxo seja inferior a um milionésimo do que sobre o solo. Também temos de lidar com o gás radônio, que é produzido pelo decaimento do urânio e do tório nas rochas ao nosso redor. O radônio é radiativo, e novamente precisamos filtrar isso."
O radônio se torna particularmente problemático se impregnar os equipamentos usados nas experiências. Os próprios detectores então começam a liberar partículas, fornecendo sinais espúrios que interferem nos resultados. Por isso os engenheiros se esforçam para assegurar que o radônio seja retirado do ar quando da montagem desses detectores.
Quando ao excesso de múons, eles são eliminados pela colocação dos detectores em enormes tonéis de água puríssima. O do DarkSide-50 contém dezenas de milhares de litros. Dentro dele há uma enorme esfera que contém um cintilador à base de boro, feito com um material capaz de barrar quaisquer partículas desgarradas que possam atravessar a proteção de água. "Essencialmente, estamos tentando criar um experimento livre [de interferências] de fundo aqui", diz Calaprice. "Estamos colocando um dispositivo dentro do outro, como um conjunto de bonecas russas, para tentar nos livrarmos de qualquer possível sinal espúrio, facilitando assim a detecção da matéria escura."
O último dispositivo dentro dessa sequência de bonecas russas é uma esfera de aço inoxidável que contém 150 kg de gás argônio. Esse é o coração do DarkSide-50. "O argônio no interior está principalmente na forma líquida, mas há um pouco na forma de vapor no topo" diz Andrea Iannia, um dos gerentes do DarkSide-50. "Uma Wimp que passe por essas duas formas de argônio irá produzir um clarão de luz caso atinja um átomo na fase líquida e causar a emissão de elétrons do argônio no estado gasoso. Seremos capazes de dizer, a partir da razão entre esses dois sinais, se detectamos uma Wimp."
O DarkSide-50, porém, não é a única máquina procurando energia escura no Gran Sasso. Outro importante detector usa xenônio para localizar Wimps, por exemplo. De forma similar, outras máquinas em Davis Cavern (Dakota do Sul) também exploram o xenônio em suas tentativas de apontarem a massa que falta no universo. "Estamos construindo máquinas cada vez mais sofisticadas para achar a matéria escura. Espero que possamos apontar as nossas primeiras Wimps em poucos anos", acrescenta Ghag
É possível, no entanto, que os cientistas simplesmente não sejam capazes de detectá-las. As partículas que compõem a massa faltante no universo podem afinal não serem partículas que interagem fracamente, e sim que jamais interagem com a matéria normal. "Esperamos que elas interajam para podemos estudá-las, mas afinal de contas não temos provas de que elas irão interagir. Se não interagirem, só poderemos ser capazes de estudá-las a partir dos efeitos gravitacionais que elas têm sobre nós."
Nesse caso, a matéria escura seria como uma matéria fantasma, um material etéreo, feito de partículas que atravessam objetos sólidos sem um efeito discernível. Ghag, no entanto, é enfático sobre a importância da matéria escura. "É bastante simples. Não haveria Terra nem humanos se não existisse a matéria escura. Sem a massa considerável dessas partículas, as galáxias não teriam sido capazes de se formar nos primórdios do universo. Quando as nuvens gasosas gigantes se formaram depois do Big Bang e começaram a girar, elas teriam simplesmente se dispersado, como uma semente de castanha quando a corda se rompe, sem a massa fornecida pela matéria escura. Então as galáxias não teriam se formado, nem as estrelas, nem os planetas - nem a vida, se não fosse pela matéria escura. Estamos aqui porque as Wimps mantiveram nossa galáxia unida. É por isso que queremos estudá-las."
Aglomerados de galáxias Abell 222 e Abell 223 conectados por filamento de matéria escura
OUTROS CENTROS DE TESTES
Colisor de Elétrons-Pósitrons 2, Pequim
Custo estimado: 640 milhões de yuans (US$ 100 milhões)
O que procura: Opera numa gama energética chamada região de tau/charm, por causa dos tipos de partículas elementares formadas na colisão de elétrons e pósitrons nesse nível energético. Permite que os cientistas investiguem esses pequenos constituintes da matéria, e suas antimatérias equivalentes. Espera-se que prove a existência da partícula subatômica "glueball".
Já achou? Ainda não.
Grandes números: Usa o maior ímã da China, do tipo solenoide supercondutor, de 3,39 metros de diâmetro e 3,91 de comprimento.
Instalação Nacional de Ignição, Califórnia
Custo: US$ 3,5 bilhões
O que procura: Dispara 192 lasers, com uma mistura de dois isótopos de hidrogênio, na esperança de encontrar uma maneira de provocar uma reação de fusão nuclear com ganho energético. Reações de fusão geralmente exigem mais energia do que geram.
Já conseguiu? Ainda não.
Grandes números: Os alvos dos lasers atingem temperaturas de 100 milhões de graus Celsius, e pressões superiores a mais de 100 bilhões de vezes a atmosfera terrestre.
Grande Colisor de Hádrons, Genebra
Custo: US$ 7,8 bilhões, mais US$ 1,2 bilhão de dólares por ano
O que procura: O bóson de Higgs, conhecido como "a partícula de Deus".
Já achou? Achou algo "consistente com" o comportamento esperado do bóson de Higgs, mas os cientistas aguardam mais dados e análises.
Grandes números: Tem uma circunferência de 27 km; 10 mil pessoas de 60 países trabalham lá; custou o mesmo que o PIB das Bahamas.
Super-Kamiokande, Japão
Custo: 10,4 bilhões de ienes (US$ 126,1 milhões)
O que procura: Tudo que tenha a ver com neutrinos e seu comportamento, além de observar sua emissão em supernovas.
Já achou? Em 1998, detectou o primeiro indício de uma oscilação de neutrinos - indícios experimentais que amparam a ideia de que os neutrinos não têm massa zero.
Grandes números: Localizado 1 km abaixo da mina de Mozumi, tem 41 metros de altura, um tanque cilíndrico de 40 metros de diâmetro, contendo 50 mil toneladas de água.
Observatório de Neutrinos de Sudbury, Canadá
Custo: US$ 73 milhões
O que procura: Tentou confirmar o número de neutrinos que o Sol emite, além das suas propriedades.
Já achou? O Super-K se antecipou em três anos na publicação dos indícios de que os neutrinos têm massa diferente de zero, mas o Sudbury confirmou especificamente que os neutrinos do Sol não têm massa.
Grandes números: Fica 2 km abaixo da antiga mina de Sudbury. O detector propriamente dito consiste em um barril com mil toneladas de água-pesada.

Fonte:  http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/1192768-fisicos-na-italia-tentam-isolar-particulas-que-mantem-o-universo-unido.shtml

Importante! Temperaturas em 2012 devem bater recordes, afirma relatório

O ano de 2012 deve ser um dos mais quentes da história. Dados da Organização Meteorológica Mundial, da ONU, indicaram que o período entre janeiro e outubro deste ano foi o nono mais quente desde que as medições foram iniciadas, em 1850.
As temperaturas se elevaram mesmo com a ocorrência, no início do ano, do fenômeno meteorológico La Niña, que favorece o resfriamento.
Com a dissipação do La Niña, em abril, os termômetros deram um salto. A temperatura entre maio e outubro foi a quarta mais alta já registrada para esse período.
De acordo com o relatório, divulgado ontem durante a COP 18, conferência do clima da ONU que acontece agora em Doha (Qatar), 2012 está sendo marcado por eventos climáticos extremos.
CONSEQUÊNCIAS
O documento destaca as altas temperaturas na América do Norte, Europa e parte da África, além das secas que castigaram boa parte do globo, inclusive a região Nordeste do Brasil.
O degelo recorde no Ártico também recebeu destaque.
No dia 16 de setembro, a cobertura chegou à menor quantidade já registrada desde que a medição por satélite começou: 3,41 milhões de quilômetros quadrados.
O furacão Sandy, que atingiu o Caribe e a Costa Oeste dos EUA, bem como, mais uma vez, a existência de intensa temporada de tempestades tropicais, também foram destacados pelo grupo.
Os EUA, aliás, caminham para o que deve ser o ano mais quente já registrado. Seu vizinho, o Canadá, deve ter a terceira maior média histórica anual.
De uma maneira geral, a temperatura média no planeta ficou 0,45°C mais quente do que o que a de 1961 a 1990.
"As mudanças climáticas estão acontecendo diante dos nossos olhos e vão continuar a atuar como resultado da concentração dos gases-estufa na atmosfera, que tem aumentado constantemente e vai atingir, mais uma vez, novos recordes", comentou em nota Michel Jarraud, secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1192867-temperaturas-em-2012-devem-bater-recordes-afirma-relatorio.shtml

Sonda da Nasa detecta gelo e compostos orgânicos em Mercúrio

Ainda assim, cientistas não têm expectativa de encontrar vida no planeta.
Planeta orbitado Messenger, da Nasa, tem altas temperaturas.


Imagem da Nasa mostra cratera de mais de 100 km de diâmetro na região polar de Mercúrio (Foto: AP)
Imagem da Nasa mostra cratera de mais de 100 km de diâmetro na região polar de Mercúrio (Foto: AP)

Apesar das escaldantes temperaturas diurnas, Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, tem gelo e compostos orgânicos congelados dentro de crateras que estão permanentemente à sombra, no seu Polo Norte, disseram cientistas da Nasa na quinta-feira (29).
Telescópios na Terra há 20 anos reúnem indícios de gelo em Mercúrio, mas a descoberta de substâncias orgânicas foi uma surpresa, segundo pesquisadores da sonda Messenger, da Nasa, a primeira a orbitar o planeta.
O gelo e os compostos orgânicos, que são semelhantes ao piche ou carvão, supostamente foram levados há milhões de anos por cometas e asteróides que caíram no planeta.
"Não é algo que esperávamos ver, mas aí é claro que você percebe que meio que faz sentido, porque vemos isso em outros lugares", como os corpos gelados do Sistema Solar exterior, e nos núcleos dos cometas, disse à Reuters o cientista planetário David Paige, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.
Ao contrário da Sonda Curiosity, também da Nasa, que examina amostras de pedras e do solo marciano para procurar compostos orgânicos diretamente, a Messenger emite feixes de laser, conta as partículas, mensura os raios-gama e recolhe outros dados remotamente, enquanto orbita o planeta.
As descobertas de gelo e compostos orgânicos, com base em peças minuciosamente montadas ao longo de mais de um ano, se baseiam em modelos de computador, experiências em laboratório e na dedução, mas não na análise direta.
"A explicação que parece encaixar todos os dados é que se trata de material orgânico", disse o cientista-chefe da Messenger, Sean Solomon, da Universidade Columbia, em Nova York. Paige acrescentou que "não é só uma hipótese louca - ninguém conseguiu nada além que parece se encaixar melhor nas observações".
A ideia de haver química orgânica em Mercúrio era tão remota que a Messenger foi relativamente poupada dos procedimentos de esterilização adotados para minimizar a chance de que bactérias terrestres contaminem qualquer material local com capacidade para gerar vida.
A vida na Terra se baseia em compostos orgânicos, mas nem todos os compostos orgânicos - à base de carbono e oxigênio - estão necessariamente associados à vida. Os cientistas não acreditam que Mercúrio seja ou já tenha sido adequado à vida, mas a descoberta de compostos orgânicos em um planeta do Sistema Solar interior pode revelar como a vida começou na Terra, e como ela pode evoluir em outros planetas fora do Sistema Solar.
As descobertas foram publicadas na edição desta semana da revista "Science".

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/11/sonda-da-nasa-detecta-gelo-e-compostos-organicos-em-mercurio.html

Astrônomos encontram em nebulosa molécula de tipo presente no petróleo

Volume encontrado na Nebulosa Cabeça de Cavalo surpreendeu cientistas.
Íon propinilidina é um pequeno hidrocarboneto.


Nebulosa Cabeça de Cavalo (Foto: ESO/Divulgação)
Nebulosa Cabeça de Cavalo (Foto: ESO/Divulgação)

Usando um telescópio de 30 metros de diâmetro, pesquisadores do Instituto para Astronomia Rádio-Milimétrica, que pertence a França, Espanha e Alemanha, detectaram a presença de moléculas do tipo íon propinilidina (C3H+) na Nebulosa Cabeça de Cavalo, que fica na Constelação de Órion.
Essas moléculas são hidrocarbonetos, um tipo de composto que existe também na Terra, e são encontrados em fontes de energia como o petróleo e o gás natural. A descoberta fez o Instituto Max Planck, da Alemanha, chamar a nebulosa de "refinaria cósmica".
Os pesquisadores envolvidos no projeto de investigação da composição da nebulosa ficaram surpresos com a quantidade de hidrocarbonetos encontrados naquela região do espaço. "A nebulosa tem 200 vezes mais hidrocarbonetos que o total de água que existe na Terra", disse a pesquisadora Viviana Guzman, do instituto alemão.
Esses pequenos hidrocarbonetos provavelmente se formam a partir de moléculas de carbono muito maiores, informa o centro de pesquisa.

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/11/astronomos-encontram-em-nebulosa-tipo-de-molecula-presente-no-petroleo.html

Tempestades em redemoinho são vistas por sonda da Nasa em Saturno

Cassini registrou formação de nuvens no polo norte nesta terça-feira (27).
Fenômeno se parece com encontrado há 6 anos no extremo sul do planeta.


A sonda espacial Cassini, da Nasa, registrou nuvens de tempestade em redemoinho no polo norte de Saturno. As imagens foram captadas por uma lente grande angular e outra estreita nesta terça-feira (27), a uma distância de cerca de 400 mil quilômetros do planeta dos anéis.
Esse fenômeno é parecido com o que a Cassini já encontrou no polo sul de Saturno, há seis anos.
A sonda já tinha visto tempestades no extremo norte do planeta, mas apenas por meio de raios infravermelhos, e não em luz visível, pois a região estava em total escuridão. Com a mudança das estações, o Sol começou a iluminar o local e foi possível fazer as fotos.
Tempestade Saturno (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute)
Tempestade no norte de Saturno foi vista com lente estreita (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute)
A missão Cassini-Huygens é um projeto de cooperação entre a Nasa, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Italiana (ASI). As duas câmeras a bordo da sonda foram projetadas, desenvolvidas e montadas no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa, em Pasadena, na Califórnia. A equipe que trabalha com as imagens fica no Instituto de Ciência Espacial em Boulder, no Colorado.

Tempestade Saturno (Foto:  Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute)
Redemoinho no planeta foi registrado com grande angular (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute)

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/11/tempestades-em-redemoinho-sao-vistas-por-sonda-da-nasa-em-saturno.html

Cientistas criam novo meio para usar energia nuclear no espaço

Teste transformou calor de reator atômico em eletricidade usando motor.
Sistema pode alimentar sondas espaciais no futuro, dizem cientistas.


Ilustração mostra sonda de exploração espacial em Júpiter que pode ser movida a energia nuclear (Foto: Reprodução/Los Alamos National Laboratory)
Ilustração mostra sonda de exploração espacial em Júpiter que pode vir a ser alimentada por energia nuclear (Foto: Reprodução/Los Alamos National Laboratory)

Uma equipe de cientistas da agência espacial americana Nasa e do Laboratório Nacional de Los Alamos, nos EUA, anunciou haver testado com sucesso um novo sistema de energia baseado em um reator nuclear. O mecanismo permitiu acionar um motor e pode servir para alimentar sondas ou voos espaciais no futuro, segundo os pesquisadores.
Os cientistas disseram ter conseguido usar técnica de refrigeração conhecida como "tubo de calor" para transformar o calor produzido por um pequeno reator atômico em energia suficiente para mover um motor do tipo Stirling.
O  sistema de "tubo de calor", que também é encontrado em alguns tipos de resfriadores de computadores, é composto de um ou mais tubos selados com um fluído, como água, com a função de transferir ou eliminar calor. Ele foi usado para transferir calor do reator nuclear para um motor Stirling de dois pistões, com tecnologia simples, segundo uma nota divulgada pelo laboratório de Los Alamos na segunda-feira (26).
O motor Stirling foi criado no século 19. Essa tecnologia converte calor em energia elétrica  por meio de um gás pressurizado que move um ou mais pistões, informa a nota.
"Usar os componentes em conjunto permitiu criar uma fonte de energia simples, porém confiável, que pode ser adaptada para uso no espaço", disseram os cientistas.
Urânio
Eles usaram o "tubo de calor" com água para carregar a energia energia térmica oriunda do urânio usado no reator. Então, acionaram os pistões do motor durante o teste.
A maior diferença entre o sistema testado e um candidato para ser usado voos é que a entrada de calor no Stirling precisaria aguentar temperaturas mais elevadas, para garantir eficiência e saída de energia para as missões espaciais", disse o engenheiro David Poston, do Laboratório de Los Alamos, ao site da instituição.

Cientistas do Laboratório Nacional de Los Alamos testam uso de energia nuclear para alimentar motor (Foto: Reprodução/Los Alamos National Laboratory)
Cientistas testam uso de energia nuclear (Foto:
Divulgação/Los Alamos National Laboratory)

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/11/cientistas-criam-novo-meio-para-usar-energia-nuclear-no-espaco.html

Robô Curiosity ganha versão de música criada para metrô da Austrália

'Cool things to find' é paródia de 'Dumb ways to die', feita em Melbourne.
Jipe da Nasa está em Marte há 4 meses atrás de indícios favoráveis à vida.


Depois do sucesso de uma campanha descontraída criada pelo metrô de Melbourne, na Austrália, para evitar acidentes "bobos" e mortes, uma empresa de Seattle, nos EUA, fez uma paródia da música "Dumb ways to die", chamada "Cool things to find", para homenagear o robô Curiosity, que está há quase quatro meses em Marte atrás de indícios favoráveis à vida. Veja o vídeo no YouTube.
Segundo a companhia Cinesaurus, a animação é uma forma de dizer o quanto eles são fãs da agência espacial americana (Nasa) e de tudo o que ela tem feito na Terra, em Marte e no restante do espaço.
Curiosity (Foto: YouTube/Reprodução)
Em animação, Curiosity é cercado por possíveis coisas que poderia encontrar (Foto: YouTube/Reprodução)

No YouTube, a empresa diz: "Gostamos de fazer tudo o que pudermos para ajudar a apoiar a Nasa, e achamos que você também deve! Escreva para o seu Senador, convoque-os e certifique-se de que eles não vão cortar mais o orçamento (da Nasa)".
A letra de "Cool things to find" é da autoria de Forest Gibson, Steven Hudson, David Hudson e Rob Whitehead. Os vocais foram feitos por Cara Peacock, David Hudson, Steven Hudson e David Zimmermann. E a animação, que já ganhou até um tumblr, foi elaborada por David Hudson e Steven Hudson.
Dumb ways to die (Foto: YouTube/Reprodução)
Campanha foi criada para aumentar a segurança no metrô de Melbourne (Foto: YouTube/Reprodução)

A Cinesaurus já foi responsável também pelas paródias "We’re Nasa and we know it", uma alusão à música "Sexy and I know it, e "iPhone 5, a taller change than expected".

Veja a letra original e a tradução da nova música:
"Cool things to find"
Find Amelia Earhart's fate
A golden cake without a sell-by date
See missing socks, of every size and shape
Open a box with a lost Nixon tape
Cool things to find, so many cool things to find
Cool things to find, so many cool things to find
Meet a friend that hugs your face
And a cat in a peculiar place
Learn to love and find your mate
Avoid those who hate and exterminate!
Cool things to find, so many cool things to find
Cool things to find, so many cool things to find
Help a friend that seems a bit encumbered
Play a game with a long awaited number
Detect significant amounts of martian methane
Discover high levels of moisture in soil
Find microbial life beyond Earth for the first time
They may not rhyme but they're quite possibly
(The) coolest things to find
Coolest things to find
Coolest things to find
So many cool
So many cool things to find
Curiosity (Foto: YouTube/Reprodução)
Curiosity usa equipamentos para ver características químicas do solo de Marte (Foto: YouTube/Reprodução)

"Coisas legais para encontrar"
Encontre o destino de Amelia Earhart (pioneira da aviação nos EUA)
Um bolo de ouro sem a data de validade
Veja meias perdidas, de todos os tamanhos e formas
Abra uma caixa com uma fita de Nixon perdida
Coisas legais para achar, tantas coisas legais para encontrar
Coisas legais para achar, tantas coisas legais para encontrar
Conheça um amigo que abraça seu rosto
E um gato em um lugar peculiar
Aprenda a amar e encontrar seu companheiro
Evite aqueles que odeiam e exterminam!
Coisas legais para achar, tantas coisas legais para encontrar
Coisas legais para achar, tantas coisas legais para encontrar
Ajude um amigo que parece um pouco sobrecarregado
Jogue um jogo com uma performance tão aguardada
Detecte quantidades significativas de metano marciano
Descubra altos níveis de umidade no solo
Encontre vida microbiana fora da Terra pela primeira vez
Eles podem não rimar, mas chegam perto
A coisa mais legal para encontrar
As coisas legais para encontrar
As coisas legais para encontrar
Tantas coisas legais
Tantas coisas legais para encontrar
Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/11/robo-curiosity-ganha-versao-de-musica-criada-para-metro-da-australia.html

Buraco negro gigante confunde cientistas

Descoberta contradiz atuais modelos de crescimento dessas formações que ocupam o centro das grandes galáxias.

Uma nova descoberta astronômica está confundindo cientistas que se dedicam a vasculhar diferentes galáxias e sistemas solares. Um grupo de astrônomos identificou um buraco negro gigante - o segundo mais pesado já observado da Terra - em uma galáxia menor até do que as que costumam abrigar formações desse tipo, bastante modestas.
A galáxia NGC 1277, tem só um quarto do tamanho da Via Láctea, onde fica a Terra. No entanto, ele abriga um buraco negro 4.000 vezes maior do que a formação que se localiza no centro da Via Láctea - o buraco negro conhecido como Sagitário A.
Além disso, tem uma massa cerca de 17 bilhões de vezes maior que a do nosso sol. A descoberta contradiz os atuais modelos de crescimento dos buracos negros, que sustentam que eles evoluem juntamente com as galáxias em que se encontram.
Medir a massa de buracos negros é um processo complicado. Para fazer isso, os astrônomos observam sua "esfera de influência" - ou os efeitos gravitacionais que eles provocam nas nuvens de gás e nas estrelas que estão a sua volta.
No caso do Sagitário A, a massa é calculada com base na identificação de estrelas individuais. Mas para os mais de 100 buracos negros que já foram observados em outras galáxias, é feito uma estimativa aproximada a partir da velocidade de 'dispersão' das estrelas que estão em suas imediações.
As observações do buraco negro da NGC 1277 foram feitas pelo telescópio Hobby-Eberly, localizado no estado americano do Texas, como parte de um projeto no qual estão sendo observadas 900 galáxias.
O astrônomo Remco van den Bosch e seus colegas ficaram surpresos ao se dar conta que grandes buracos negros poderiam ser encontrados em pequenas galáxias.
Formações densas
Os buracos negros são formações extremamente densas e com uma força gravitacional fortíssima que atrai e 'engole' até a luz que está a seu redor. Um "buraco negro médio" poderia ter uma massa equivalente a 1.000 sóis, mas ser menor que a terra. Acredita-se que haja uma dessas formações no centro de todas as grandes galáxias.
Buraco Negro da NGC foi observado de um telescópio no Texas (Foto: BBC)
Buraco Negro da NGC foi observado de um telescópio
no Texas (Foto: BBC)
A galáxia NGC 1277 está a 220 milhões de anos-luz de distância da Terra, mas aparece nas imagens de alta resolução feitas pelo telescópio Hubble. "Em geral fazemos um modelo da galáxia (que estamos estudando) e calculamos todas as órbitas possíveis das estrelas (que pertencem a ela)", explicou Van den Bosch à BBC.
"É como montar um quebra-cabeça, analisamos essas órbitas (possíveis) para tentar reproduzir uma galáxia que tem as mesmas velocidades estelares que medimos (com ajuda do telescópio)."
Com tais cálculos, a equipe descobriu que o buraco negro da NGC 1277 era tão grande quanto o nosso Sistema Solar e concentrava cerca de 14% da massa de sua galáxia. "Essa é a única maneira em que você poderia ter esse padrão de dispersão das estrelas: com um buraco negro muito grande (no centro da galáxia NGC 1277)", disse Van den Bosch.
A equipe também observou outras cinco galáxias pequenas que também poderiam ter buracos negros gigantes em seu centro. A observação da NGC 1277 poderia ajudar os astrônomos a entenderem como os buracos negros evoluem.
"Essa galáxia parece ser muito antiga", disse o Van den Bosch. "De alguma forma, seu buraco negro cresceu rapidamente há muito tempo, mas desde então está estabilizado, sem formar mais estrelas."
"Estamos tentando descobrir como isso acontece. Ainda não temos resposta para esse problema, mas é isso que é interessante", completou o astrônomo.
Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/11/buraco-negro-gigante-confunde-cientistas.html

Coreia do Sul adia lançamento de foguete

Lançamento do foguete Naro-1 já tinha sido adiado em outubro.
Programa sul-coreano abortou missão 17 minutos antes do horário previsto.


Foguete sul-coreano Naro 1 na plataforma de lançamento (Foto: AP Photo/Yonhap)
Foguete sul-coreano Naro-1 na plataforma de lançamento (Foto: AP Photo/Yonhap)

A Coreia do Sul adiou nesta quinta-feira (29) o lançamento do foguete Naro-1 (KSLV-1). Foi a segunda vez que o lançamento foi adiado -- a primeira tentativa fracassada foi feita em 26 de outubro.
O adiamento desta quinta aconteceu devido a um novo problema detectado na plataforma de lançamento, desenvolvida parcialmente com tecnologia local.
O lançamento estava previsto para as 16h locais (5h de Brasília) desde a base espacial da ilha de Naro, localizada 485 quilômetros ao sul de Seul, mas a contagem regressiva foi abortada quando faltavam menos de 17 minutos.
Um porta-voz do Instituto de Pesquisa Aeroespacial da Coreia detalhou que foram detectados "problemas" na segunda fase da plataforma de lançamento, e assinalou que a contagem regressiva será retomada assim que eles forem solucionados.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/11/coreia-do-sul-adia-lancamento-de-foguete.html

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Astrônomos detectam faixa no espaço com dez vezes mais cometas que Cinturão de Kuiper


Concepção artística mostra cinturão de cometas ao redor do sistema GJ 581
Concepção artística mostra cinturão de cometas ao redor do sistema GJ 581

Astrônomos detectaram um grande cinturão de cometas ao redor de dois sistemas planetários que têm super-Terras (massas entre duas e dezoito vezes maiores que a da Terra). O observatório Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), detectou tantos sinais de poeira fria nessas regiões (a 200 graus Celsius negativos) que elas podem ter pelo menos dez vezes mais cometas que o Cinturão de Kuiper, que fica no nosso Sistema Solar.
O sistema GJ 581 tem ao redor de uma estrela anã ao menos quatro planetas – inclusive um que está na zona habitável, chamada de zona Goldilocks, a uma distância do Sol que permite ser encontrada água líquida em sua superfície – e o 61 Vir possui outros dois planetas na órbita de uma estrela um pouco menor que o nosso Sol.
Os dois sistemas, no entanto, não hospedam planetas gigantes, o que pode explicar densidade dessa faixa. Segundo os cientistas, a interação gravitacional entre Júpiter e Saturno, os maiores do nosso Sistema Solar, pode ter sido responsável por forçar, há bilhões de anos, um dilúvio de cometas do Cinturão de Kuiper, reduzindo a quantidade desses corpos celestes na região de uma só vez.
“As novas observações nos dão pista de que é possível ter um cinturão de cometas e planetas gigantes no mesmo sistema, mas, diante de um sistema com apenas planetas de massas menores, o cinturão fica mais denso [de cometas]”, explica Mark Wyatt, pesquisador da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que liderou o estudo. “Nós acreditamos que a ausência de um planeta como Júpiter nesses sistemas evita que ocorra um ‘bombardeamento’ no céu, e que tenham um evento gradual de chuva de cometas por bilhões de anos.”
Fonte:  http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2012/11/28/astronomos-descobrem-faixa-com-dez-vezes-mais-cometas-que-cinturao-de-kuiper.htm

Brasileiros poderão ver a Lua ocultando Júpiter na noite desta quarta-feira

Moradores das regiões Sul e Sudeste do Brasil poderão observar a olho nu a Lua passando na frente do planeta Júpiter a partir das 21h (no fuso horário de Brasília) desta quarta-feira (28). O fenômeno, que vai durar aproximadamente 90 minutos, poderá ser observado em sete capitais: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Vitória, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre.
Para potencializar a visualização, o Museu de Astronomia e Ciências Afins, em São Cristóvão, na zona norte do Rio, vai colocar à disposição modernos telescópios e duas lunetas tradicionais, como a Luneta Equatorial (de 21 centímetros) e a Luneta Equatorial (de 46 centímetros), a maior do país e que pertence ao Observatório Nacional. Além disso, o museu transmitirá em um telão, em tempo real, a ocultação do planeta.
O astrônomo do museu, Eugênio Reis, disse que a Lua passará na frente de Júpiter, provocando uma coincidência das órbitas. ?Este é um espetáculo muito bonito. A Lua vai estar um pouco baixa, pois vai ter nascido há pouco tempo. É bom procurar locais onde o horizonte esteja limpo ou desimpedido. A beira da praia, com certeza, é um bom local?, indica o astrônomo.
De acordo com Reis, Júpiter vai estar muito próximo da Lua, mas no momento da ocultação, como a Lua vai estar cheia, recomenda-se o uso de um binóculo para poder acompanhar melhor o fenômeno. "Com um telescópio, poderemos ver que os satélites próximos a Júpiter serão gradativamente ocultados pela Lua. Seu reaparecimento será na mesma ordem, por volta das 22h."
Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar, um gigante gasoso que possui muitas luas. As quatro principais são chamadas Luas Galileanas (Io, Europa, Ganimedes e Calisto), pois foram observadas pela primeira vez pelo físico italiano Galileu Galilei, em 1610. Elas são os satélites naturais mais famosos do Sistema Solar, depois da Lua que orbita ao redor da Terra.
Segundo Reis, o fenômeno voltará a ocorrer no dia 25 de dezembro deste ano, porém um pouco mais tarde.

Fonte:  http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2012/11/28/brasileiros-poderao-ver-a-lua-ocultando-jupiter-na-noite-desta-quarta-feira.htm

Astrônomos observam maior ejeção de matéria vinda de um buraco negro

Jato mais energético foi registrado em quasar alimentado por buraco negro.
Energia dissipada por jato é cem vezes a liberada pela Via Láctea, diz ESO.


Astrônomos observaram a maior ejeção de matéria já registrada vinda de um buraco negro, informou nesta quarta-feira (28) o Observatório Europeu do Sul (ESO). A descoberta foi feita usando o supertelescópio óptico VLT, sigla para "Very Large Telescope".
O supertelescópio registrou o jato mais energético já visto em um quasar, núcleo galáctico alimentado por um buraco negro de grande massa, segundo os astrônomos do ESO. Os quasares podem liberar uma quantidade enorme de matéria vinda do buraco negro que os alimenta. Esta liberação têm papel fundamental na evolução das galáxias, diz o observatório.
Concepção artística mostra o jato de matéria em torno do buraco negro de elevada massa no quasar (Foto: Divulgação/ESO/L. Calçada)
Concepção artística mostra o jato de matéria em torno do buraco negro de elevada massa no quasar (Foto: Divulgação/ESO/L. Calçada)

Embora o buraco negro seja conhecido por atrair matéria, um quasar alimentado por ele, na maior parte das vezes, "também acelera alguma desta matéria em torno de si mesmo, ejetando-a depois a altas velocidades", afirmaram os astrônomos, em nota.
O novo jato de matéria recém-descoberto está a cerca de mil anos-luz de distância de um buraco negro de elevada massa, situado no coração de um quasar.
A energia dissipada pelo jato equivale a pelo menos dois trilhões de vezes a liberada pelo Sol, e cem vezes a energia total liberada pela Via Láctea, segundo o chefe da equipe do ESO, Nahum Arav.
O quasar registrado libera, por ano, uma massa igual a 400 vezes a do Sol, à velocidade de 8 mil km por segundo, ainda de acordo com os astrônomos. "Esta é a primeira vez que um jato de quasar mostra ter as altas energias previstas na teoria", disse Arav ao site do ESO.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/11/astronomos-observam-maior-ejecao-de-materia-vinda-de-um-buraco-negro.html

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Nasa observa tempestade de poeira em Marte

A Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) revelou na última segunda-feira (26) ter observado uma enorme tempestade de poeira na superfície de Marte, que produziu mudanças atmosféricas no planeta. É a primeira vez desde 1970 que a Nasa estuda este fenômeno da órbita e também de uma estação meteorológica na superfície de Marte, destacou o site da agência espacial.
"Isto é agora uma tempestade de poeira regional", afirmou Rich Zurek, chefe científico para Marte do Laboratório de Jato a Propulsão (JPL, na sigla em inglês), em Pasadena, na Califórnia (Estados Unidos).
"A tempestade cobre uma região bastante ampla com sua nuvem de poeira e em uma parte do planeta onde tormentas regionais no passado já provocaram tempestades de poeira globais", explicou Zurek. Tormentas regionais de poeira se expandiram no passado em Marte e afetaram grandes áreas do planeta em 2001 e 2007.
"Uma coisa que queremos entender é por que motivo algumas tempestades marcianas de poeira chegam a este tamanho e deixam de crescer, enquanto outras continuam crescendo e se transformam em globais."
Depois de décadas de observação, os especialistas sabem que há um fator temporal ligado às maiores tormentas de poeira marcianas, segundo a Nasa. A mais recente delas começou há apenas algumas semanas com o começo da primavera no hemisfério sul.
No dia 16 de novembro, a  sonda de reconhecimento MRO, que orbita o planeta vermelho, detectou um aquecimento da atmosfera de 25 quilômetros acima da tormenta. Desde então, a temperatura da atmosfera da região aumentou em 25 graus Celsius. O fenômeno se deve à poeira, que se eleva acima da superfície e absorve a luz do sol nas alturas, segundo a Nasa.
Temperaturas mais quentes também foram detectadas em um "lugar quente" próximo às latitudes polares do norte, devido às mudanças na circulação atmosférica.
Robôs da Nasa
Os instrumentos meteorológicos a bordo do robô Opportunity - que está em Marte desde 2004 e que se encontra, no momento, a mais de 1.300 quilômetros da tempestade - também mediram uma mudança na pressão atmosférica.
Se a tempestade continuar se expandindo, o Opportunity poderá ser afetado, já que seu abastecimento depende da energia solar. Não é o caso do jipe-robô Curiosity, que chegou ao equador marciano no dia 6 de agosto e depende de um gerador nuclear.
A estação meteorológica do Curiosity detectou mudanças atmosféricas ligadas à tormenta. Os sensores observaram uma queda na pressão atmosférica e um leve aumento nas temperaturas noturnas mais baixas. Curiosity é um projeto de dois anos e US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 5,1 bilhões) que tem o objetivo de verificar se é possível viver em Marte e descobrir se as condições do planeta poderiam ter abrigado vida no passado.


Cientistas acham bactérias vivendo em condições extremas na Antártica

Micro-organismos habitam lago salgado onde não há luz nem oxigênio.
Ambiente extremo pode existir em outras partes do nosso Sistema Solar.


Pesquisadores americanos anunciaram na segunda-feira (26) a descoberta de bactérias que vivem em um lago salgado da Antártica sem luz nem oxigênio, um ambiente extremo que pode existir em outras partes do nosso Sistema Solar.
Esse lago, chamado Vida, tem concentrações muito elevadas de substâncias como amoníaco, nitrogênio, hidrogênio, enxofre e óxido nitroso. O local abriga micro-organismos sob 20 metros de gelo, com uma taxa de salinidade superior a 20% e temperatura inferior a 13° C negativos.
"A descoberta desse ecossistema nos dá pistas não apenas sobre outros ambientes gelados e isolados da Terra, mas também sobre um modelo de vida em outros planetas cobertos de gelo que podem abrigar depósitos de sal e oceanos, como Europa, uma das luas de Júpiter", disse Nathaniel Ostrom, da Univerisdade de Michigan e coautor do trabalho publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).

Antártica (Foto: Courtesy of Emanuele Kuhn/Desert Research Institute/Reno NV)
Lago Vida, na Antártica, está a - 13º C (Foto: Courtesy of Emanuele Kuhn/Desert Research Institute/Reno NV)

As altas concentrações de hidrogênio e óxido de nitrogênio em forma gasosa provavelmente proporcionam a fonte de energia química para a existência desse ecossistema isolado, estimam os cientistas. Esses gases se formam a partir de reações químicas da água muito salgada com rochas ricas em ferro.
"Não conhecíamos até agora quase nada sobre esses processos geoquímicos e da vida microbiana nesses ambientes gelados, especialmente em temperaturas abaixo de zero", disse Alison Murray, do Instituto de Pesquisas do Deserto na Universidade de Nevada.
Apesar das temperaturas baixas, da ausência de luz e da forte salinidade, a Antártica abriga uma fauna abundante de bactérias capazes de sobreviver sem energia solar.
Estudos prévios no lago Vida revelam que esses ecossistemas bacterianos estiveram isolados de qualquer influência externa por quase 3 mil anos, ao contrário de outros ambientes extremos que vivem sem luz próximos a fontes hidrotermais no fundo dos oceanos.

Fonte:  http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/11/cientistas-acham-bacterias-vivendo-em-condicoes-extremas-na-antartica.html

EUA e Rússia anunciam nomes de homens que ficarão um ano na ISS

Astronauta Scott Kelly e cosmonauta Mikhail Kornienko são os escolhidos.
Missão servirá de teste para mandar naves tripuladas a lugares distantes.


O astronauta Scott Kelly (esquerda) e o cosmonauta Mikhail Kornienko (Foto: AP)
O astronauta Scott Kelly (à esquerda) e o cosmonauta Mikhail Kornienko (Foto: AP)

O astronauta americano Scott Kelly e o cosmonauta russo Mikhail Kornienko são os escolhidos para ficar um ano a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), segundo anúncio feito nesta segunda-feira (26) pelas agências espaciais dos dois países.  É a primeira missão na estação com essa extensão - normalmente elas duram seis meses.
Ambos já estiveram no espaço por um semestre e sua experiência contribuiu para que fossem escolhidos. O objetivo da missão de longa duração, prevista para 2015, é fazer testes médicos que servirão como base para enviar, futuramente, naves a lugares distantes, como Marte.

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/11/eua-e-russia-anunciam-nomes-de-homens-que-ficarao-um-ano-na-iss.html

Imagens térmicas de luas de Saturno lembram videogame Pac-Man

Registros da sonda Cassini foram feitos em 2010 e 2011 em Mimas e Tétis.
Partes mais frias dos satélites são arroxeadas e as mais quentes, brancas.


A sonda Cassini, da agência espacial americana (Nasa), captou dados térmicos de duas luas de Saturno que lembram o personagem Pac-Man, criado para os consoles de videogame Atari nos anos 1980.
Uma das imagens obtidas por raios infravermelhos é da lua Mimas, vista em fevereiro de 2010, e a outra, de setembro do ano passado, pertence a Tétis.
As partes mais frias dos satélites estão em roxo e as mais quentes aparecem em branco. As temperaturas registradas em Tétis são extremamente frias, entre 203° C e 183° C negativos. Já em Mimas, a variação observada foi de -208° C a -178° C.

Luas de Saturno (Foto: Nasa/JPL-Caltech/GSFC/SWRI)
Imagens térmicas feitas de duas luas de Saturno lembram Pac-Man (Foto: Nasa/JPL-Caltech/GSFC/SWRI)

Os cientistas acreditam que essa forma de Pac-Man seja criada porque elétrons de alta energia bombardeiam regiões de baixa latitude do lado das luas voltado para a órbita de Saturno, o que transforma uma superfície macia em gelo duro compactado. Em Tétis, também há um bombardeio de partículas de gelo vindas de outra lua do planeta, chamada Encélado, o que contribui para alterar a superfície.
"O sistema de Saturno – e até mesmo de Júpiter – poderia ser uma verdadeira galeria desses personagens", disse Carly Howett, principal autora de um artigo publicado recentemente no site da revista "Icarus".
"Encontrar um novo Pac-Man no sistema de Saturno revela que os processos que criam essas figuras são mais amplos que o imaginado", afirmou Linda Spilker, cientista da Cassini no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena, na Califórnia. Segundo ela, observações futuras da sonda poderão mostrar outros fenômenos para ajudar a compreender a evolução das luas de Saturno e além dele.
A variação de brilho em Tétis foi observada pela primeira vez pela sonda Voyager, da Nasa, em 1980.
A missão Cassini-Huygens é um projeto cooperativo da agência espacial americana, da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Agência Espacial Italiana (ASI).

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/11/imagens-termicas-de-luas-de-saturno-lembram-videogame-pac-man.html

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Aniversário do blog 2 anos

Bom hoje o blog completa dois anos,e espero que venha muitos outros anos pois naum quero deixar esse blog na mão como tinha pensado a uns meses atrás,meu  pai sempre me apoio para que cada dia eu colocasse algo novo no blog e sempre tento dar o meu melhor para que esse blog seje bom para todos e para min também e que para o meu pai lá do céu veja que eu ainda posso ser uma grande astrónoma.
Entaum eu desejo um FELIZ ANIVERSÁRIO PARA O BLOG.

Fiz um video para vocês relembrarem de algumas imagens que coloquei aqui no blog,e fiz também esse video para ser um presente meu para o blog.


video


Espero que gostem.


2012 - Fim do Mundo Por The History



E vocês acham que o mundo irá acabar esse ano?

Imagem de marte e o jipe-robô Curiosity

Quando olhamos uma imagem como essa imaginamos muitas coisas,achei muito criativa essa imagem,por isso resolvi colocar ela aqui no blog para saber o que vocês leitores acham sobre ela.
Bom quando eu olhei para ela imaginei muitas coisas,uma imaginação foi muito longe,agente pensa que isso até poderia ser verdade,mas não sabemos ao certo se existe vida fora do Planeta Terra,apesar que já foram encontrados planetas parecidos com a Terra.E pensamos se existe vida em outro planeta será que eles também procuram outras formas de vidas?
Acho que essa é uma pergunta ainda sem uma resposta não acham?


Agora só nos resta espera,para saber se um dia essa pergunta terá uma resposta,mas na minha opinião acho que teremos logo logo em.

domingo, 25 de novembro de 2012

A origem da Lua

Primeira parte.





                                                             Segunda parte


sábado, 24 de novembro de 2012

Relembrando Noticias:Buraco na camada de ozônio é o 2º menor em duas décadas na Antártica

25 de outubro de 2012

Nasa atribui redução deste ano a temperatura mais alta na estratosfera.
Este ano, buraco na camada foi 27,5% menor que em 2011.



A área média do buraco na camada de ozônio sobre a Antártica, no polo sul do planeta, recuou em 2012 ao segundo menor tamanho registrado em duas décadas, segundo informações da agência espacial americana (Nasa) e da Administração Nacional dos Oceanos e da Atmosfera nos Estados Unidos (NOAA).
A camada de ozônio funciona como uma proteção natural da Terra contra a radiação ultravioleta, um dos agentes causadores do câncer de pele, de acordo com a Nasa. O tamanho médio do furo em 2012 foi de 17,9 milhões de km², 27,5% menor que o buraco ocorrido no ano passado, que atingiu 24,7 milhões de km², o equivalente ao território do Brasil, do Canadá e dos EUA somados.
Cientistas da Nasa e do NOAA atribuem o fenômeno a flutuações naturais no padrão do clima da região, que elevaram as temperaturas na estratosfera sobre a Antártica neste ano.
Imagem mostra buraco na camada de ozônio, em lilás, no dia de maior pico do orifício neste ano (Foto: Divulgação/Nasa)
Imagem mostra, em lilás, o buraco na camada de ozônio na Antártica, segundo registro do dia de pico no tamanho do orifício, em 22 de setembro deste ano (Foto: Divulgação/Nasa)


O menor buraco na camada de ozônio nos últimos 20 anos foi registrado em 2002, com 12 milhões de km², de acordo com a agência espacial americana. Já o maior ocorreu em 2006, quando chegou a 26,6 milhões de km², tamanho 32,7% maior do que o ocorrido neste ano.
O buraco na camada de ozônio começou a ser constatado por cientistas na década de 1980. A agência americana prevê que o ozônio não voltará ao seu estado anterior a esta década antes do ano 2065.
Mais quente
O tamanho menor neste ano ocorreu devido a temperaturas mais altas na estratosfera da Antártica, mais do que pela redução de poluentes lançados no ar, ponderou o cientista atmosférico Paul Newman, da Nasa, para o site da agência.
"O orifício é causado principalmente por produtos químicos lançados na atmosfera pelos seres humanos, e estes produtos ainda podem ser medidos na estratosfera da Antártica", disse Newman. O buraco é uma região com concentração baixíssima de ozônio situada na estratosfera da Antártica, fenômeno que acontece todos os anos na primavera, entre agosto e outubro, de acordo com a Nasa.
"Aconteceu de estar mais quente neste ano na atmosfera sobre a Antártica, e nós não enxergamos mais tanta destruição do ozônio quanto ocorreu no ano passado, quando estava mais frio", disse o cientista Jim Butler, da NOAA. Ele não descarta que a redução na emissão de poluentes esteja ajudando a preservar o ozônio.
Há 25 anos, um acordo internacional conhecido como Protocolo de Montreal foi assinado por vários países para controlar a emissão de gases que atacam a camada de ozônio, como os CFC (clorofluorcarbono).

Fonte:  http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/10/buraco-na-camada-de-ozonio-e-o-2-menor-em-duas-decadas-na-antartica.html

Hubble: Segredos Do Espaço

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Relembrando Noticias:Concurso elege 'astros' da fotografia espacial

20 de setembro de 2012

Prestigiada competição do Observatório Real britânico premiou fotógrafos de astronomia de vários países.

A imagem de uma galáxia em forma de espiral, extremamente detalhada, foi a grande vencedora da competição Fotógrafo de Astronomia do Ano, promovida pelo Observatório Real britânico de Greenwich, em Londres.
Essa foi a segunda vez que o autor da foto, Martin Pugh, foi selecionado pelos jurados do concurso, que incluem o célebre astrônomo britânico Patrick Moore.
Além de um cheque de 1,5 mil libras esterlinas (quase R$ 5 mil), ele garantiu posição de destaque na mostra dos vencedores do concurso do Observatório Real, aberta nesta quinta-feira.
Em 2012, ano em que a transição de Vênus entre a Terra e o Sol foi o grande destaque da astronomia mundial, duas fotos foram selecionadas sobre o tema.

O fotógrafo Martin Pugh, que mora na Austrália, ganhou pela segunda vez o prêmio principal da competição de fotografia astronômica do Observatório Real britânico. A obra, que mostra a Galáxia do Rodamoinho (M51) em detalhes, será exposta no Observatório Real, em Greenwich, Londres, a partir de 20 de setembro.  (Foto: Martin Pugh)
O fotógrafo Martin Pugh, que mora na Austrália, ganhou pela segunda vez o prêmio principal da competição de fotografia astronômica do Observatório Real britânico. A obra, que mostra a Galáxia do Rodamoinho (M51) em detalhes, será exposta no Observatório Real, em Greenwich, Londres, a partir de 20 de setembro. (Foto: Martin Pugh)


Nesta imagem de Rogelio Bernal Andreo, dos Estados Unidos, pode-se ver os escombros da supernova Simeis 147 se espalhando pelo espaço, 40 mil anos depois de sua explosão. A foto ficou com o segundo lugar na categoria 'Espaço Profundo' (Foto: Rogelio Bernal Andreo)
Nesta imagem de Rogelio Bernal Andreo, dos Estados Unidos, pode-se ver os escombros da supernova Simeis 147 se espalhando pelo espaço, 40 mil anos depois de sua explosão. A foto ficou com o segundo lugar na categoria 'Espaço Profundo' (Foto: Rogelio Bernal Andreo)


Na categoria "fotografia jovem", o adolescente Laurent V. Joli-Coeur, de 15 anos, montou este belo mosaico da superfície lunar a partir de diversas imagens de alta resolução tiradas durante o dia. O tom azulado é o reflexo da luz azul da atmosfera terrestre. (Foto: Laurent V. Joli-Coeur)
Na categoria "fotografia jovem", o adolescente Laurent V. Joli-Coeur, de 15 anos, montou este belo mosaico da superfície lunar a partir de diversas imagens de alta resolução tiradas durante o dia. O tom azulado é o reflexo da luz azul da atmosfera terrestre. (Foto: Laurent V. Joli-Coeur
O norueguês Arild Heitmann ficou com a segunda colocação na categoria "Terra e Espaço" por sua imagem Mundo Verde. A aurora boreal, aqui fotografada em Nordland Fylke, na Noruega, é provocada por mudanças no campo magnético terrestre. (Foto: Arild Heitmann)
O norueguês Arild Heitmann ficou com a segunda colocação na categoria "Terra e Espaço" por sua imagem Mundo Verde. A aurora boreal, aqui fotografada em Nordland Fylke, na Noruega, é provocada por mudanças no campo magnético terrestre. (Foto: Arild Heitmann)


Em uma delas, do fotógrafo Paul Haese, é possível ter-se uma noção da enorme dimensão do Sol em relação a Vênus - que é praticamente do tamanho da Terra.
Outro destaque da mostra deste ano do Observatório Real é a impressionante foto de um menino de 13 anos, o americano Thomas Sullivan, que compôs uma imagem da Via Láctea usando como pano de fundo um cenário desértico da Califórnia.
A Aurora Boreal do Hemisfério Norte foi também um dos temas escolhidos e aparece em diferentes imagens premiadas.
A competição Fotógrafo de Astronomia do Ano já está no seu quarto ano e é promovida pelo Observatório Real em cooperação com a revista Sky at Night.
A mostra do Observatório Real de Greenwich é gratuita fica aberta até o dia 5 de fevereiro de 2013, na sede da organização, em Greenwich, bairro da região sudeste de Londres.

Fonte:  http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/09/concurso-elege-astros-da-fotografia-espacial.html

Nasa divulga imagem de galáxia que fica a 59 milhões de anos-luz do Sol

Foto feita pelo telescópio Hubble mostra formação em espiral da galáxia.
Sistema estelar foi batizado de ESO 499-G37.


Imagem divulgada pela agência espacial americana, a Nasa, mostra a galáxia espiral ESO 499-G37. Pelo ângulo captado pelo telescópio Hubble, é possível ver a formação em espiral da galáxia (formada por pontos azuis). Segundo a Nasa, o sistema estelar está localizado a 59 milhões de anos-luz do Sol. (Foto: Nasa/Reuters)
Imagem divulgada pela agência espacial americana, a Nasa, mostra a galáxia espiral ESO 499-G37. Pelo ângulo captado pelo telescópio Hubble, é possível ver a formação em espiral da galáxia (no canto direito da imagem, formada por pontos azuis). Segundo a Nasa, o sistema estelar está localizado a 59 milhões de anos-luz do Sol. (Foto: Nasa/Reuters)

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/11/nasa-divulga-imagem-de-galaxia-que-fica-59-milhoes-de-anos-luz-do-sol.html

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Relembrando Noticias:Robô Curiosity pousa em Marte e Nasa comemora início da missão

Controladores da agência espacial festejaram pouso por 10 minutos.
Jipe é o maior e mais moderno veículo já feito para explorar o planeta.


Sombra do jipe-robô Curiosity, na superfície de Marte. (Foto: Nasa / Brian van der Brug / AFP Photo)
Sombra do Curiosity aparece na superfície de Marte nesta segunda (6) (Foto: Nasa/Brian van der Brug/AFP)
O jipe-robô Curiosity pousou na superfície de Marte por volta das 2h33 (horário de Brasília) desta segunda-feira (6), segundo a agência espacial americana (Nasa). A aterrissagem ocorreu após uma viagem de 567 milhões de quilômetros e quase nove meses.
A missão, que investiu cerca de US$ 2,5 bilhões (mais de R$ 5 bilhões) no projeto que pretende saber se o planeta vermelho já reuniu condições favoráveis à vida, foi declarada completa e um sucesso 1 minuto depois.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, qualificou de "feito histórico" a chegada do Curiosity a Marte. "Esse é um triunfo da tecnologia sem precedentes", diz o comunicado presidencial.



Primeira imagem feita pelo Curiosity em Marte mostra a roda do Jipe na superfície do planeta. (Foto: Reprodução / Nasa TV / Reuters)
Sombra do Curiosity aparece na superfície de Marte nesta segunda (6) (Foto: Nasa/Brian van der Brug/AFP)


A Nasa confirmou que a nave, de 1 tonelada, entrou na atmosfera do planeta a 20 mil km/h e pousou na Cratera Gale, ao sul do equador, após uma complexa manobra que se chamou de "sete minutos de terror'. Isso, porque a atmosfera marciana é bem menos densa que a da Terra, o que torna mais difícil frear uma nave lá do que aqui.
"Estou inteiro e a salvo na superfície de Marte", diz uma mensagem no blog da Nasa, que deu lugar a uma comemoração de pelo menos 10 minutos, com aplausos e abraços, entre funcionários na sala de controle do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), em Pasadena, na Califórnia.

Controladores da missão espacial festejam o pouso do Curiosity em Marte. (Foto: Reprodução / Nasa)
Controladores da missão espacial festejam o pouso do Curiosity em Marte. (Foto: Reprodução / Nasa)
Como havia sido planejado, a cápsula abriu um gigantesco paraquedas para frear a queda. A cerca de 20 metros do solo, um sistema baixou o Curiosity, que abriu suas seis rodas e iniciou a aventura em Marte.
O robô está equipado com ferramentas que podem, entre outras coisas, perfurar rochas e coletar amostras de materiais do solo para analisar a composição mineral local.
A poucas horas de o jipe tocar a superfície do planeta vermelho, ainda no domingo (5), o site da Nasa informou que o robô estava com "boa saúde".
estatico curiosity (Foto: Arte/G1)


Lançado em 26 de novembro de 2011, o Curiosity vinha provocando "fortes emoções" no JPL, segundo descreveu o texto no site da agência. "O entusiasmo vai crescendo enquanto a equipe está diligentemente monitorando a nave (que transporta o robô)", afirmou comunicado oficial o chefe do laboratório, Brian Portock
Na época do lançamento do jipe, o G1 preparou o vídeo que você vê ao lado, detalhando todo o processo de pouso.
O veículo deve executar a primeira fase de sua missão em 1 ano, 10 meses e 2 semanas, mas a expectativa é de que continue suas pesquisas por cerca de uma década. Geradores de plutônio têm capacidade de fornecer calor e eletricidade à missão por pelo menos 14 anos. É um sistema de geração de energia diferente do de outras missões que contaram com painéis para geração de energia solar.
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Os estudos do robô começarão em uma montanha localizada no interior da Cratera Gale. O Curiosity vai subir a montanha e estudar as pedras ali sedimentadas ao longo de bilhões de anos. Indícios da presença de água no passado de Marte foram detectados em estudos anteriores, feitos a partir de imagens do local.
Estratégias de descida
O Curiosity é maior e mais pesado que os jipes que a Nasa já mandou para Marte, razão pela qual exige uma nova estratégia de descida. Não bastaria usar apenas paraquedas e retrofoguetes: desta vez, foi criado um novo mecanismo – um guindaste em que o robô desce, pendurado na nave Mars Science Laboratory, até tocar o solo.
"Sabemos que parece maluco", afirmou Adam Steltzner, do Laboratório de Propulsão de Jatos da Nasa (JPL, na sigla em inglês), líder da equipe que projetou o Curiosity. "Mas é, na verdade, o resultado de decisões cautelosas", completou.
Se qualquer parte do plano desse errado, o Curiosity se esborracharia no chão e a missão terminaria imediatamente. A Nasa só soube se o pouso foi ou não um sucesso 14 minutos após o ocorrido, porque esse é o tempo que o sinal levou para chegar à Terra.
O sinal, aliás, não veio direto do veículo para a Terra. Ele foi rebatido pela sonda Odissey, que orbita o planeta vermelho desde 2001. Da perspectiva do Curiosity, a Terra está abaixo do horizonte, e a manobra foi a maneira que a Nasa encontrou para fazer o sinal chegar o mais rápido possível.
O local de pouso foi escolhido de acordo com o objetivo da missão. A Cratera Gale oferece um alvo seguro para a aterrissagem, com uma área de cerca de 140 km² – maior que o município de Niterói (RJ). Dali, o veículo está relativamente próximo ao Monte Sharp, onde sondas na órbita já visualizaram minerais que podem ter sido formados na água.
Curiosity e seus antecessores
Do tamanho de um carro, o novo robô é cinco vezes mais pesado que os jipes Spirit e Opportunity, precursores na exploração de Marte. Mesmo sem tripulação, ele chega a ser maior até que o jipe lunar que carregava dois astronautas por vez nas missões americanas Apollo, que exploraram a Lua nas décadas de 1960 e 1970.
O Curiosity é tão grande porque traz dentro de si um laboratório inteiro. Os instrumentos científicos incluem uma carga 15 vezes maior do que a levada por seus antecessores.
A missão está programada para durar um ano marciano, mas isso não quer dizer muita coisa. Quando o Spirit e o Opportunity chegaram ao planeta, em 2004, tinham como missão apenas três meses de explorações. O Opportunity é usado até hoje, e o Spirit só foi inutilizado porque perdeu contato com a Terra, em 2010.
Os primeiros objetos feitos pelo homem a pousarem em solo marciano foram as sondas Viking 1 e 2, lançadas pela Nasa em 1975 – a chegada foi em 1976. Em 1997, o Mars Pathfinder levou os EUA de volta ao planeta vermelho e inaugurou a era dos jipes, seguida pelo Spirit, pelo Opportunity e, agora, pelo Curiosity. A União Soviética também tentou lançar veículos para lá, mas não obteve sucesso.
(*) Com informações da Nasa e das agências de notícias Efe, France Presse e Reuters

JPL Nasa  (Foto: Robyn Beck/AFP)
Gerente da missão no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, Pete Theisinger comemora o sucesso do pouso do Curiosity em frente à primeira imagem do robô tirada na superfície de Marte (Foto: Robyn Beck/AFP)

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/08/curiosity-pousa-em-marte.html