terça-feira, 31 de maio de 2011

Ônibus espacial Endeavour deve pousar na Terra nesta quarta

A última viagem do ônibus espacial Endeavour está próxima do fim. Depois de passar 17 dias em missão, a nave tem pouso previsto nesta quarta-feira (1º de junho), no Centro Espacial Kennedy, na Flórida (EUA), à 1h35 (horário de Brasília).
Após ficar ancorado à ISS (sigla em inglês de Estação Espacial Internacional) desde o último dia 18, o Endeavour começou sua volta para Terra no domingo (29). Um dia antes de se desacoplar da estação, foi fotografado pelos astronautas -- a imagem mostra, ao fundo, uma vista dos limites da Terra e do espaço.
Composta por seis astronautas, a tripulação levou à estação o Espectrômetro Magnético Alfa (AMS, na sigla em inglês), um detector de partículas de US$ 2 bilhões, além de partes extras para suprir o posto avançado de órbita depois do final do programa de ônibus espaciais.
Após 25 viagens ao espaço, o Endeavour será aposentado e colocadp para exposição no Centro de Ciências da Califórnia, em Los Angeles --outras naves terão destino semelhante.
O programa americano de ônibus espaciais será encerrado, depois de 30 anos de atividade, com o lançamento do Atlantis, previsto para 8 de julho, que levará suprimentos suficientes para um ano à ISS.

Depois de passar 17 dias no espaço, Endeavour volta à Terra; nave será aposentada e irá para um museu
Depois de passar 17 dias no espaço, Endeavour volta à Terra; nave será aposentada e irá para um museu

Foto mostra onde termina a atmosfera terrestre e começa o espaço

A Nasa (agência espacial americana) divulgou nesta terça-feira a foto tirada por astronautas da ISS (Estação Espacial Internacional, na sigla em inglês) que deixa claro onde termina a atmosfera do planeta Terra e começa o espaço.
A imagem foi tirada quando o ônibus espacial Endeavour ainda se encontrava acoplado à ISS. A nave atualmente faz o caminho de retorno à Terra.
O pouso será nesta quarta-feira (1º de junho), no Centro Espacial Kennedy, na Flórida (EUA), e está previsto para a 1h35 (horário de Brasília).
Imagem tirada por astronautas quando o ônibus espacial Endeavour ainda se encontrava acoplado à ISS
Imagem tirada por astronautas quando o ônibus espacial Endeavour ainda se encontrava acoplado à ISS

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ônibus espacial Endeavour começa viagem de volta à Terra

O ônibus espacial Endeavour deixou a ISS (Estação Espacial Internacional) na noite de domingo (29) no que é a sua última viagem de volta à Terra antes de a Nasa (agência espacial dos EUA) aposentar a frota de ônibus espaciais.
A aeronave estava a 346 quilômetros acima da Bolívia quando o piloto Greg Johnson realizou a manobra para se afastar do porto de ancoragem que sustentou o Endeavour desde a sua chegada à estação, no último dia 18.
O Endeavour levou o mais importante experimento científico da estação -- o Espectrômetro Magnético Alfa, um detector de partículas de US$ 2 bilhões -- e partes extras para suprir o posto avançado de órbita depois do final do programa de ônibus espaciais.
"O Endeavour está partindo", disse o engenheiro de voo da estação, Ron Garan, via rádio. "Bons ventos e mar calmo, pessoal."
"Obrigado Ron", respondeu o comandante do Endeavour, Mark Kelly. "Agradecemos toda a ajuda."
Antes de deixar a órbita da estação, a tripulação do ônibus espacial esperava testar um novo sistema automático que está sendo desenvolvido para a próxima nave espacial da Nasa, o Veículo Multi-Funcional Tripulado, com o objetivo de transportar astronautas à Lua, a asteróides e, mais para frente, à Marte.
Uma última missão está prevista antes de os Estados Unidos aposentarem seu programa de 30 anos de ônibus espaciais.
O Atlantis deve ser lançado em 8 de julho para transportar suprimentos de um ano à estação, um plano de contingência caso as empresas comerciais contratadas para assumir o fornecimento à estação enfrentarem atrasos com seus novos veículos.
Endeavour retorna à Terra; esta é a última missão da nave que será aposentada junto com o programa espacial
Endeavour retorna à Terra; esta é a última missão da nave que será aposentada junto com o programa espacial

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Astronautas encerram série de caminhadas fora da ISS

Os astronautas Mike Fincke e Greg Charmitoff encerraram nesta sexta-feira, às 8h39 (horário de Brasília), a última caminhada no espaço prevista pela missão da tripulação do Endeavour que se encontra atualmente na ISS (Estação Espacial Internacional).
Durante sete horas e 24 minutos, a dupla instalou cabos para câmeras no bloco de baterias solares, retiraram um dos braços mecânicos do robô Dexter e colocaram o revestimento térmico em um dos tanques de gás de alta pressão, entre outras atividades extraveiculares.
A caminhada também representou um marco para a Nasa (agência espacial americana) ao chegar às mais de mil horas que astronautas e cosmonautas permaneceram fora da ISS para realizarem a montagem e consertos externos.
Astronautas fazem trabalhos de manutenção fora da ISS; caminhada espacial durou sete horas e 24 minutos
Astronautas fazem trabalhos de manutenção fora da ISS; caminhada espacial durou sete horas e 24 minutos

Esta missão com quatro jornadas de trabalho dos astronautas fora do complexo ISS-Endeavour são também as últimas do programa espacial que, iniciada em 1981, será encerrada com em julho com o ônibus Atlantis.
O Endeavour, cuja missão no espaço vai durar 16 dias, será separadi da plataforma orbital no próximo dia 30.

Astronautas da Endeavour iniciam sua última caminhada espacial

Os tripulantes da Endeavour iniciaram nesta sexta-feira sua quarta caminhada espacial no exterior da ISS (Estação Espacial Internacional) --a última na história dos ônibus espaciais.
Os americanos Michael Fincke e Greg Chamitoff, especialistas da missão, deixaram o laboratório orbital à 1h15 (horário de Brasília) e permanecerão no exterior durante mais de seis horas, segundo informou um porta-voz da Nasa no CCVE (Centro de Controle de Voos Espaciais).
Durante a atividade extraveicular, os astronautas vão instalarr cabos para câmeras no bloco de baterias solares, retirar os suportes do braço mecânico do robô Dexter e colocar o revestimento térmico em um dos tanques de gás de alta pressão, entre outras tarefas.
O ônibus Endeavour terá uma missão de 16 dias e será desacoplado da plataforma orbital no próximo dia 30.
Os seis tripulantes da nave Endeavour são o comandante, Mark Kelly; o piloto da missão, Greg Johnson; os especialistas Mike Fincke, Andrew Feustele Greg Chamitoff, e o astronauta da ESA (Agência Espacial Europeia), Roberto Vittori.
Na ISS, eles foram recebidos pelos americanos Catherine Coleman e Roland Garan, os russos Dmitri Kondrátiev, Aleksandr Samokutiáyev e Andrei Borisenko e o italiano Paolo Nespoli. Parte desse grupo já retornou à Terra.
Esta é a 25ª e última missão espacial do Endeavour, que começou a operar em 1992. Assim que voltar à Terra, em 1º de junho, será enviado a um museu de ciências em Los Angeles (EUA).

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Lua pode conter tanta água quanto a Terra, revela estudo

A Lua poderia ter muito mais água do que o imaginado, talvez tanta quanto a Terra, uma descoberta que lança dúvidas sobre a formação do satélite, revela um estudo divulgado esta quinta-feira nos Estados Unidos.
Durante muito tempo acreditou-se que a Lua fosse um local seco e poeirento até que, há poucos anos, descobriu-se água pela primeira vez.
Agora, cientistas das universidades Case Western Reserve e Brown acreditam que no interior da Lua haja cem vezes mais água do que se pensava inicialmente.
Amostra retirada da Lua; cientistas acreditam que interior da Lua haja cem vezes mais água do que se pensava
Amostra retirada da Lua; cientistas acreditam que interior da Lua haja cem vezes mais água do que se pensava

As descobertas foram feitas com o uso de um instrumento de precisão, chamado NanoSIMS 50L --um microanalisador de íons-- para examinar o magma lunar ou pequenas quantidades de rocha derretida, coletada pela Apolo 17, a última missão americana à Lua, em 1972.
"Estas amostras são a melhor janela que temos para [calcular] a quantidade de água no interior da Lua", disse James Van Orman, coautor do estudo e professor de ciências geológicas do Case Western.
"O interior parece ser bastante similar no interior da Terra, razão pela qual sabemos sobre a abundância de água", acrescentou.
As descobertas foram publicadas na edição de 26 de maio da "Science Express".
A mesma equipe publicou um trabalho na "Nature" em 2008, descrevendo a primeira evidência da presença de água nos cristais vulcânicos trazidos pelas missões Apolo.
"O essencial é que em 2008 dissemos que o conteúdo primitivo de água no magma lunar deveria ser similar à água contida na lava proveniente da drenagem do manto superior da Terra", disse outro coautor do estudo, Alberto Saal. "Agora, provamos que este é o caso", acrescentou.
Enquanto as descobertas corroboram a teoria longamente sustentada de que a Lua e a Terra têm origens comuns, também lançam dúvidas sobre a crença de que a Lua pode ter se formado após um desprendimento da Terra, perdendo boa parte de sua umidade neste processo de alta temperatura.
Segundo esta teoria, de "enorme impacto" nos anos 1970, a Lua se formou depois que o nosso planeta colidiu com uma rocha espacial ou planeta 4,5 bilhões de anos atrás.
"Esta nova pesquisa revela que aspectos desta teoria devem ser reavaliados", destacou o estudo.
As descobertas também levantam interrogações sobre as teorias que afirmam que o gelo encontrado nas crateras dos polos lunares pode ser resultante do impacto de meteoros, sugerindo que parte do mesmo pode ter provindo da erupção de magmas lunares.
A Nasa (agência espacial americana) anunciou, em 2009, que duas naves enviadas à Lua para colidir com a superfície do satélite descobriram pela primeira vez água congelada, uma revelação considerada um enorme passo adiante na exploração espacial.

Braço-robô da Nasa coletará amostras de asteroide em 2016

A Nasa (agência espacial americana) anunciou que vai enviar uma espaçonave até um asteroide próximo da Terra para a coleta de amostras que será feita por um braço robotizado.
A missão Osiris-Rex, com início daqui a cinco anos, será a primeira dos EUA a trazer partículas de um asteroide para análise na Terra --o Japão já desenvolve trabalho semelhante.
A nave viajaria durante quatro anos para chegar ao asteroide 1999 RQ36, que fica perto do nosso planeta, em 2020. As amostras, em si, chegariam à Terra em 2023.
Sem o custo de lançamento do veículo, a missão envolveria aproximadamente US$ 800 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão).
Asteroides são considerados restos que surgiram com a formação do Sol e de planetas que deram origem ao Sistema Solar. Por isso, conteriam partículas que poderiam indicar como se processa o nascimento de um conjunto planetário.
Mais dois projetos estavam em análise --uma coleta de amostras no lado mais distante da Lua e uma viagem exploratória à superfície de Vênus, mas predominou o do Osiris-Rex no final.
A missão Osiris-Rex, com início daqui a cinco anos, será a primeira dos EUA a trazer partículas de um asteroide
A missão Osiris-Rex, com início daqui a cinco anos, será a primeira dos EUA a trazer partículas de um asteroide

Nasa abandona esforços para contatar robô Spirit em Marte

A Nasa (agência espacial americana) abandonou em definitivo seus esforços para restabelecer a comunicação com seu robô explorador Spirit, preso nas areias de Marte e com o qual perdeu contato no ano passado.
"As avaliações feitas pelos engenheiros em meses recentes concluíram que existe pouca probabilidade de recuperação das comunicações com Spirit", indicou um comunicado da Nasa na quarta-feira.
A equipe dos engenheiros do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato), da Nasa, perdeu o contato há quase 14 meses e acredita que o inverno marciano danificou os componentes internos e as conexões elétricas. No interior do aparelho as temperaturas caíam a menos de 20 graus abaixo de zero Celsius.
A última comunicação de Spirit com a Terra ocorreu em 22 de março de 2010.
Os técnicos da agência espacial achavam que a melhor oportunidade para recuperar o contato com "Spirit" ocorreria em março deste ano no solstício do hemisfério sul de Marte, mas as chamadas por rádio não receberam resposta.
"Com energia insuficiente para o funcionamento de seus aquecedores, é provável que as temperaturas no interior do aparelho explorador fossem mais baixas no ano passado que durante qualquer um de seus outros seis invernos em Marte", assinalou o comunicado da Nasa.
O Spirit deixou a Terra em junho de 2003 transportado por um foguete Delta 2, e desceu em Marte, amortecido por bolsas de ar, em janeiro de 2004.
Uma falha no pneu dianteiro da direita, em 2006, comprometeu a mobilidade do veículo e, três anos depois, fez com que ele encalhasse em uma região marciana de areia fofa.
Há dois anos, apenas o outro explorador, o Opportunity, está trabalhando na coleta de informações sobre o planeta.
Réplica do veículo explorador americano Spirit; o original já não funciona mais e será abandonado pela Nasa em solo marciano
Réplica do veículo explorador americano Spirit; o original já não funciona mais e será abandonado pela Nasa em solo marciano

Marte adquiriu massa em relativamente pouco tempo, diz estudo

O planeta Marte adquiriu sua massa em um período de tempo muito curto, a partir de corpos menores --entre dez e cem quilômetros de diâmetro-- que se encontravam no disco protoplanetário solar, afirma um estudo publicado na edição mais recente da revista científica "Nature".
Chefiada por Nicolas Dauphas, da Universidade de Chicago, e Ali Pourmand, da Universidade de Miami, a pesquisa oferece elementos para esclarecer a origem geológica de Marte e sua posterior evolução, e também o motivo de seu pequeno tamanho --quase metade que o da Terra.
A partir de dados isotópicos do háfnio, tungstênio e tório encontrados em meteoritos marcianos, Dauphas e Pourmand estimam que o planeta vermelho adquiriu sua massa a grande velocidade, alcançando a metade de seu tamanho em apenas 1,8 milhão de anos.
Segundo suas conclusões, Marte se desenvolveu entre 2 milhões e 4 milhões de anos depois do nascimento de nosso Sistema Solar, muito mais rápido que a Terra, que demorou entre 50 milhões e 100 milhões de anos para alcançar seu tamanho máximo.
Os planetas terrestres, ao contrário dos gigantes gasosos, têm superfície sólida e se formaram a partir das colisões de grandes "embriões planetários" que possuíam diâmetros entre 1.000 e 5.000 quilômetros.
Apesar de os atuais modelos que reproduzem a formação dos planetas rochosos poderem explicar a massa e a dinâmica de corpos como Terra e Vênus, estes não esclarecem o pequeno tamanho de Marte.
Uma das hipóteses é de que o planeta vermelho era um desses embriões que, após escapar das colisões com outros corpos maiores, acumulou sua massa a partir de outros corpos pequenos.
Para confirmar essa hipótese, é necessário determinar com exatidão o tempo que Marte levou para alcançar sua atual massa, uma medida que até agora produziu resultados contraditórios.
O estudo de Dauphas e Pourmand, que afirma que o planeta vermelho acumulou sua massa a grande velocidade, aprova a teoria "embrionária" de sua formação.
A pesquisa indica também que Marte se formou antes que se dissipasse a nuvem gasosa de hidrogênio, hélio e pó que deu origem ao Sistema Solar, num momento em que os planetesimais (objetos sólidos nos discos protoplanetários com cerca de 100 quilômetros de diâmetro) estavam ainda em formação.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Astronautas da Endeavour iniciam sua terceira caminhada espacial

Os tripulantes da Endeavour iniciaram nesta quarta-feira a terceira caminhada espacial da última série da história das naves americanas no exterior da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
Os americanos Drew Feustel e Michael Fincke, os especialistas da missão, deixaram o módulo Quest do segmento americano do laboratório orbital às 2h43 de Brasília e permanecerão no exterior durante mais de seis horas, segundo informou um porta-voz da Nasa no Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE).
Durante a atividade extraveicular, os astronautas instalarão no módulo russo "Zaryá" uma plataforma para o manipulador SSRMS e um conversor de vídeo para receber imagens desde o SSRMS.
Além disso, estenderão cabos elétricos desde o módulo "Harmony" até o "Zaryá" para assegurar a provisão de energia de reserva ao segmento russo da ISS.
Os astronautas conectarão ainda uma antena sem fio na superfície exterior do módulo laboratório "Destiny" que enviará valiosas informações à Estação.
Esta missão inclui quatro jornadas de trabalho fora do complexo ISS-Endeavour, nessas que são as últimas caminhadas espaciais realizadas na era das naves, iniciada em 1981 e que chegará ao fim em julho com a missão da Atlantis.
A nave, cuja última missão irá durar 16 dias, se desenganchará da plataforma orbital no dia 30 de maio.
Os seis tripulantes da nave Endeavour são o comandante, Mark Kelly; o piloto da missão, Greg Johnson; os especialistas de missão, Mike Fincke, Andrew Feustel, Greg Chamitoff; e o astronauta da Agência Espacial Europeia Roberto Vittori.
Na ISS, foram recebidos pelos americanos Catherine Coleman e Roland Garan, os russos Dmitri Kondrátiev, Aleksandr Samokutiáyev e Andrei Borisenko e o italiano Paolo Nespoli.
Esta é a 25ª e última missão espacial da nave americana, que realizou sua primeira missão em 1992 e que assim que retornar à Terra, em 1º de junho, será enviada a um museu de ciências em Los Angeles (EUA).

Nasa anuncia veículo que substituirá frota de ônibus espaciais

A Nasa (agência espacial americana) anunciou nesta terça-feira um novo sistema de transporte para substituir a frota de ônibus espaciais, que deve ser "aposentada" até o final de junho.
O chamado MPCV (do inglês Multi-Purpose Crew Vehicle, ou "Veículo Tripulado para Múltiplos Propósitos") carregará até quatro astronautas em viagens com autonomia de até 21 dias.
Novo veículo que substituirá ônibus espaciais carregará até quatro astronautas em viagens de até 21 dias
Novo veículo que substituirá ônibus espaciais carregará até quatro astronautas em viagens de até 21 dias

Os procedimentos de subida e reentrada, afirma a Nasa, serão dez vezes mais seguros do que nos atuais ônibus espaciais.
Com um volume total de 690 pés cúbicos (aproximadamente 20 metros cúbicos) e área disponível para habitação de 316 pés cúbicos (9 metros cúbicos --menos que o espaço interno de um carro popular), o MPCV deverá ser lançado das bases atuais da agência e poderá pousar no oceano Pacífico, na costa do Estado da Califórnia.
Charles Bolden, administrador da Nasa, afirmou: "Estamos comprometidos com a exploração espacial humana além da órbita baixa da Terra e esperamos agora desenvolver a próxima geração de sistemas para nos levar lá."
Ilustração do Veículo Tripulado para Múltiplos Propósitos, ou MPCV; início de operações ainda está indefinido
Ilustração do Veículo Tripulado para Múltiplos Propósitos, ou MPCV; início de operações ainda está indefinido

O novo veículo deve responder aos anseios do programa espacial norte-americano, que desde o anúncio da aposentadoria dos ônibus espaciais confronta a perspectiva de depender de "caronas" na nave russa Soyuz.
A Nasa não especificou, porém, a data em que o MPCV vai entrar em operação.

Vida útil da estação espacial é prorrogada até 2020

Os participantes do programa de criação da ISS (sigla em inglês de Estação Espacial InternacionaL) aprovaram a prorrogação do prazo de sua vida útil, anunciou nesta terça-feira o chefe do programa de voos tripulados da Roscosmos, Alexei Krasnov.
"A operação da ISS foi prorrogada até 2020 e serão destinados fundos para que continue seu funcionamento", comentou Krasnov em entrevista à imprensa.
O russo ressaltou que, apesar de o prazo de operação da ISS estar para vencer em 2016, não é preciso elaborar acordos adicionais para prorrogá-lo.
A ISS opera desde 20 de novembro de 1998, quando foi posto em órbita o primeiro módulo russo, o Zaryá.
O projeto, que realizou 27 missões, é formado por uma parceria internacional entre Estados Unidos e Rússia --os parceiros principais--, Canadá, Japão e os países da União Europeia.
Mais tarde se uniram Brasil e Ucrânia como colaboradores.

Cápsula Soyouz pousa no Cazaquistão com três astronautas

A nave russa Soyuz TMA-20, com três tripulantes a bordo, aterrissou com normalidade nos estepes do Cazaquistão às 6h27 da hora local (23h27 de Brasília), informou a Nasa (Agência Espacial Americana) em comunicado.
A Soyuz TMA-20, tripulada por Dmitri Kondratiev (russo e comandante da nave), Catherine Coleman (americana) e Paolo Nespoli (italiano), havia sido lançada ao espaço em 15 de dezembro a partir da base de Baikonur, no Cazaquistão.
Segundo a Nasa, Kondratiev voltará ao Centro de Treinamento de Cosmonautas Yuri Gagárin, na chamada Cidade das Estrelas, próxima a Moscou, enquanto Coleman, astronauta da Nasa, e Nespoli, da Agência Espacial Europeia, voarão diretamente a Houston (Estados Unidos).
Os três tripulantes passaram 159 dias no espaço, 157 deles na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), e durante sua missão trabalharam em mais de 150 experimentos em condições de microgravidade.
Dos três astronautas, a mais veterana é Catherine Coleman (50 anos), com três viagens espaciais, seguida de Nespoli (53 anos), com duas, e Kodratiev (41 anos), que teve sua primeira experiência.
Nave russa aterrissou nos estepes do Cazaquistãoos com três tripulantes a bordo; veja galeria de fotos

domingo, 22 de maio de 2011

'Desemprego' já é preocupação entre vários astronautas

Com a aposentadoria da frota de ônibus espaciais da Nasa -prevista para daqui a pouco mais de um mês- e sem perspectiva de uma nave espacial substituta nos próximos anos, a carreira de astronauta passa por um momento de crise.
A Nasa ficará sem meios próprios para mandar seu pessoal para o espaço e dependerá inteiramente de "caronas" na nave russa Soyuz.
Bem menor do que os ônibus espaciais, a Soyuz tem capacidade para apenas três passageiros, contra os sete normalmente levados nos "space shuttles".
A "fila" para ir ao espaço aumentará consideravelmente, com americanos, japoneses, italianos e até turistas espaciais disputando as vagas "sobressalentes" dos russos.
Sem a perspectiva de voar ou com a necessidade de esperar anos sem a certeza da decolagem, muitos astronautas demonstram insatisfação.
"Eu não diria que o clima está pesado, mas é realmente um momento de incerteza", avalia o astronauta brasileiro Marcos Pontes, que é alocado no Centro Espacial Johnson, em Houston, onde acontecem os treinamentos.
Só no ano passado, 20 astronautas pediram desligamento da ativa da Nasa. Um número excepcionalmente alto considerando todas as dificuldades da admissão. Além de uma concorrida seleção acadêmica, os aspirantes à carreira passam por um intenso treinamento por cerca de dois anos, que envolve provas de resistência na selva, na água e em diversas situações de emergência.
MUDANÇAS
Desde a explosão do ônibus espacial Columbia, em 2003, a Nasa vem diminuindo o ritmo das admissões. Atualmente, as inscrições estão fechadas. Em nota, a Nasa disse à Folha que ainda "não há planos de começar uma nova seleção".
Como boa parte do atual treinamento é sobre o funcionamento dos ônibus espaciais, é praticamente certo que ele passará por uma transformação radical. Para lidar com a Soyuz, os 61 astronautas ainda na ativa da Nasa precisarão de um esforço de adaptação.
Além de aprender russo, uma vez que os controles e o contato com o centro de comando são nesse idioma, os eles terão de aprender a voar do jeito Souyz: muito mais apertado que nos "shuttles".
Tão apertado que astronautas com mais de 1,90 m podem dar adeus às chances de voar no futuro próximo.
Caso de Scott Altman, 51, que pediu baixa dos quadros da agência em agosto. Além de astronautas, outros profissionais ligados ao programa espacial também têm as vagas em risco. Desde 2010,mais de 2.000 já perderam o emprego.

Astronautas do Endeavour fazem segunda caminhada espacial

Dois astronautas iniciaram neste domingo a segunda de quatro caminhadas espaciais da última missão do ônibus espacial americano Endeavour na Estação Espacial Internacional (ISS), informou a Nasa.
Os astronautas Drew Feustel e Mike Fincke saíram às 03h05 de Brasília para encher com amoníaco os radiadores da Estação, disse a Nasa.
Além disso, deverão lubrificar um painel solar e partes do Dextre, um robô de dois braços capaz de executar delicadas tarefas de montagem de peças que eram feitas normalmente por astronautas.
A caminhada deste domingo é a de número 246 de astronautas americanos e a 157 para trabalhos de manutenção da ISS.
O Endeavour foi lançado na segunda-feira com cinco astronautas americanos e um italiano, e acoplou-se à ISS na quarta-feira.
O ônibus espacial permanecerá na Estação Espacial Internacional até o dia 30 de maio e aterrissará no dia 1º de junho nos Estados Unidos.
A missão de 16 dias é a última do Endeavour antes de sua aposentadoria. O programa espacial americano deve terminar no fim de 2010, após o último voo do Atlantis, previsto para meados de julho.
Astronauts Drew Feustel e Mike Fincke fazem a segunda de quatro caminhadas no espaço, na última missão do Endeavour
Astronauts Drew Feustel e Mike Fincke fazem a segunda de quatro caminhadas no espaço, na última missão do Endeavour

Papa fala com tripulantes da Estação Espacial Internacional

O papa Bento 16 conversou neste sábado por videoconferência com os tripulantes da Estação Espacial Internacional (ISS) e demonstrou sua admiração pela coragem e o compromisso deles nas missões espaciais.
O bate-papo começou às 13h11 (8h11 de Brasília), durou 20 minutos e foi transmitido ao vivo pela TV a partir da Biblioteca do Vaticano.
"Estou feliz com essa oportunidade extraordinária de conversar com os senhores nessa missão. Principalmente, sinto-me honrado. Neste momento, a humanidade atravessa uma época de grande progresso do ponto de vista do conhecimento científico e das aplicações tecnológicas", destacou Bento 16.
"Os senhores representam essa tecnologia, com a qual desenvolvem a capacidade humana e as novas possibilidades do futuro, que tornam melhor nossa vida todos os dias", acrescentou.
O pontífice disse ainda aos tripulantes, entre eles dois italianos, que eles servem de inspiração para muitas pessoas.
Bento 16 aproveitou a oportunidade para fazer perguntas sobre diversos temas, entre estes a paz, o cuidado com o ambiente, a aventura espacial como forma de busca das origens da humanidade, assim como a mensagem que vão transmitir aos jovens quando retornarem à Terra.
Entre as questões, o papa perguntou também ao engenheiro italiano Paolo Nespoli, como tinha vivido a recente morte de sua mãe, a milhares de quilômetros de distância.
"Querido Paolo, sei que nos últimos dias sua mãe o deixou. Estamos todos perto de ti e rezamos por ti", disse Bento 16, que falou com os astronautas em inglês, exceto nesse último diálogo, em italiano.
Nespoli declarou que as missões no espaço oferecem a vantagem de poder observar a Terra de cima, mas também tem o inconveniente de estar longe da família em momentos como a morte de algum familiar, embora tenha revelado que se sentiu muito próximo e confortado pelos companheiros.
Durante a conversa foi possível ver o outro astronauta italiano, Roberto Vittori, entregar a Nespoli a medalha com a imagem da criação do homem de Miguel Ângelo, que o papa deu a ele para que levasse ao espaço e que agora seu companheiro deverá trazer de novo à Terra.
O bate-papo estava previsto em princípio para o dia 4 de maio, mas foi adiado por motivos técnicos no lançamento da nave Endeavour, que realiza sua última missão.
Papa Bento 16 conversou por 20 minutos com os astronautas e perguntou sobre paz, ambiente e a mensagem que querem trazer à Terra
Bento 16 conversou por 20 minutos com os astronautas e perguntou sobre paz e a mensagem que trarão à Terra

Astrônomos registram jatos de partículas saindo de buraco negro

Radiotelescópios operados por um grupo internacional de pesquisadores, incluindo cientistas da Nasa (agência espacial dos EUA), conseguiram capturar a imagem mais detalhada de jatos de partículas saindo de um buraco negro em uma galáxia próxima.
As imagens foram obtidas com nove radiotelescópios distribuídos em vários pontos da África do Sul, Chile e Antártida.
Segundo a autora principal do estudo, Cornelia Mueller, da Universidade de Erlangen-Nuremberg, na Alemanha, os jatos de partículas surgem quando matéria é atraída para um buraco negro no interior da galáxia. Porém, os cientistas ainda não sabem com detalhes como os jatos se formam e se mantêm.
Os jatos interagem com o gás ao redor e interferem no processo de formação e evolução das galáxias de uma forma que ainda não é bem compreendida pelos cientistas.
A equipe comandada por Mueller estudou a galáxia de Centaurus A, que está a 12 milhões de anos-luz da constelação de Centauro e possui um buraco negro com 55 milhões de vezes a massa do Sol.


Imagem do buraco negro foi obtida com radiotelescópios distribuídos em pontos da África do Sul, Chile e Antártida
Imagem do buraco negro foi obtida com radiotelescópios distribuídos em pontos da África do Sul, Chile e Antártida

A Centaurus A é uma das galáxias que mais emitem ondas de rádio e, por isto, aparece como um dos objetos mais brilhantes nos radiotelescópios.
A grande emissão de energia de galáxias como Centaurus A ocorre por causa dos gases que são engolidos pelo buraco negro, e parte deles é ejetada de volta, na forma de jatos que se concentram ao redor do buraco negro, no centro da galáxia.
Imagens mais detalhadas dos jatos podem ajudar os astrônomos a determinar como eles se formam. O pesquisador Mathias Kadler, da Universidade de Wuerzburg, na Alemanha, espera que as descobertas do Tanami ajudem a explicar o fenômeno.
Segundo ele, esta radiação é bilhões de vezes mais energética do que a registrada pelos radiotelescópios, e não se sabe exatamente de onde ela se origina.

Lançamento do último ônibus espacial será em 8 de julho

O último ônibus espacial americano ainda em atividade, o Atlantis partirá para sua última missão em 8 de julho.
O voo, que inicialmente estava previsto para 28 de junho, teve de ser postergado para a nova data devido ao atraso no lançamento do Endeavour, provocado por uma falha elétrica.
Atualmente, o Endeavour se encontra acoplado à ISS (Estação Espacial Internacional) --os astronautas realizaram nesta sexta-feira a primeira série de manutenção no módulo, com a instalação de um sistema de comunicação wireless.
O lançamento do Atlantis será o 135º de um ônibus espacial desde o primeiro voo do Columbia, em 1981. As checagens e acertos finais serão realizados a partir de 31 de maio, quando a nave será transportada para a base de lançamento.
A ignição está programada para as 12h40 (horário de Brasília) do Centro Espacial Kennedy, próximo a Cabo Canaveral (Flórida, nos EUA), com uma tripulação de quatro astronautas.
Será a missão 33 do Atlantis, que marca o fim do programa americano de ônibus espaciais após 30 anos em atividade.
Depois da aposentadoria do Atlantis, os astronautas americanos dependerão da carona em cápsulas russas Soyuz para chegarem à ISS.
Atlantis durante aterrissagem na Flórida (EUA); nave será levada à base de lançamento em 31 de maio para últimos acertos
Atlantis durante aterrissagem na Flórida (EUA); nave será levada à base de lançamento em 31 de maio para últimos acertos

Dupla completa caminhada espacial apesar de falha em traje

A falha detectada no traje de um dos dois astronautas, na manhã desta sexta-feira, não impediu a primeira caminhada na parte externa da ISS (Estação Espacial Internacional).
A Nasa (agência espacial dos EUA) informou que Drew Feustel e Greg Chamitoff ficaram seis horas e 19 minutos no espaço.
A instalação das antenas de um sistema de comunicação wireless e o retorno à ISS foram completadas exatamente às 10h29 (horário de Brasília).
A missão, que começou às 4h10 de hoje, foi interrompida porque o sensor de dióxido de carbono do traje do astronauta Greg Chamitoff parou de funcionar. A Nasa decidiu, naquele momento, suspender a atividade externa.
Como não havia indicações que os níveis de dióxido de carbono fossem aumentar, colocando em risco a vida do astronauta, os controladores decidiram dar prosseguimento às atividades, mas reduzindo o tempo de permanência no espaço em dez minutos ao anteriormente programado.
Esta é a primeira das quatro caminhadas que a tripulação do ônibus espacial e da ISS vai realizar até a volta do Endeavour à Terra.

Argentina lança cápsula espacial para testar controle remoto

A Associação Argentina de Tecnologia Espacial lançou na quinta-feira uma cápsula espacial não tripulada a uma altitude de 20 quilômetros. A missão é um teste de como comandar um computador por controle remoto.
A cápsula, denominada Clementina em homenagem ao primeiro computador científico que chegou à Argentina há 50 anos, tem também a finalidade de estimular entre os jovens o interesse pela ciência e tecnologia espacial.
O lançamento, realizado por meio de balões de gás hélio que propulsaram a sonda, ocorreu no Parque Astronômico La Punta, na província de San Luis, sede do 6º Congresso de Tecnologia Espacial.
Os organizadores esperavam que a cápsula alcançasse 30 quilômetros de altura, mas o balão explodiu antes.
Clementina, que alcançou os 20 quilômetros em pouco menos de uma hora de voo, desceu depois a uma média de 17 km/h até aterrissar na própria província de San Luis.
A sonda levava três sistemas de posicionamento para permitir seu rastreamento.
O boneco Gaturro e o robô Clemente foram os únicos "tripulantes" da cápsula, que levou em seu interior vários objetos que serão leiloados em benefício de um refeitório da cidade de Buenos Aires.
Durante a viagem, três câmeras de alta definição capturaram imagens do voo de diversos ângulos.
Dessa forma, foram registradas imagens do território argentino desde o espaço, da curvatura da Terra e da escuridão estelar.

Caminhada espacial é interrompida por falha em traje espacial

A Nasa (agência espacial americana) interrompeu nesta sexta-feira a caminhada espacial que dois astronautas do ônibus Endeavour realizavam por causa de uma falha detectada em um dos trajes usados na missão.
O sensor de dióxido de carbono do traje do astronauta americano Greg Chamitoff parou de funcionar, motivo pelo qual a Nasa decidiu suspender a atividade fora do veículo, informou a agência de notícias Interfax.
Chamitoff e seu companheiro Drew Feustel tinham iniciado a caminhada às 4h10 (horário de Brasília).
A previsão era de que a dupla permaneceria no exterior da ISS (Estação Espacial Internacional) por mais de seis horas.
Sensor de dióxido de carbono do traje do astronauta Greg Chamitoff parou de funcionar
Sensor de dióxido de carbono do traje do astronauta Greg Chamitoff parou de funcionar

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Planetas "órfãos" de estrela são muito comuns, diz novo estudo

Astrônomos descobriram uma classe planetária inteiramente nova: são os planetas "órfãos", que flutuam livremente sem orbitar uma estrela. E eles estão longe de ser raridade. Pode haver bilhões na Via Láctea: mais até do que estrelas "comuns".
Esses planetas, no entanto, não devem ter sido solitários durante todo o tempo. Provavelmente foram expulsos de sistemas ainda em formação, em uma pancadaria gravitacional causada pela proximidade de estrelas ou de outros planetas.
"Nós esperávamos encontrar alguns deles [planetas flutuando livremente], mas não tantos assim", disse à Folha Takahiro Sumi, da Universidade de Osaka, líder do trabalho na "Nature".
Sumi e sua equipe não encontraram os tais bilhões de planetas, mas apenas dez.
Segundo o grupo, porém, eles funcionaram como um censo estelar. Pela amostra de uma área, é possível estimar o total na galáxia.
Os cientistas não descartam que alguns desses planetas --mais ou menos do tamanho de Júpiter, o maior do nosso Sistema Solar-- possam estar orbitando uma estrela realmente distante, a mais de 500 vezes a distância que separa a Terra do Sol. Mas a maioria deles estaria de fato flutuando livremente.
A afirmação foi feita com base numa técnica de observação inovadora, as microlentes gravitacionais.
O método aproveita o momento em que um objeto de grande massa passa na frente de uma estrela, vista da perspectiva da Terra.
Esse objeto mais próximo age como uma lente, amplificando a luz de uma estrela distante e fornecendo vários dados sobre sua vizinhança galáctica.
Mario Perez, do programa de Exoplanetas (fora do Sistema Solar) da Nasa, disse em nota que a descoberta "tem grandes implicações para os modelos de formação e evolução planetária".
Concepção artística de planeta que flutua livremente sem orbitar uma estrela (Associated Press)
Concepção artística de planeta que flutua livremente sem orbitar uma estrela (Associated Press)

Astrônomos japoneses afirmam ter descoberto novo tipo de planeta

Astrônomos japoneses afirmam ter encontrado um novo tipo de "planeta", que fica sozinho no espaço, aparentemente sem orbitar nenhuma estrela.
Em um artigo publicado na revista especializada "Nature", a equipe de cientistas afirmou ter encontrado dez desses novos planetas, que têm o tamanho de Júpiter e não estão ligados a nenhum sistema solar.
Cientistas já suspeitavam que planetas desse tipo existissem no Universo, mas essa seria a primeira evidência concreta de sua presença.
Um dos coautores da descoberta, o professor da Universidade de Osaka Takahiro Sumi, disse que esses planetas ditos "solitários" podem ser tão comuns como são as estrelas na Via Láctea.
"Sua existência já era esperada, tendo em conta a teoria da formação planetária. O que é surpreendente é o quanto eles parecem ser comuns", disse Sumi.
VIA LÁCTEA
Segundo os astrônomos, os planetas estão localizados em uma região conhecida como Bojo Galáctico, que fica no centro da Via Láctea.
Uma das hipóteses exploradas pelos cientistas é a de que os planetas poderiam ter sido expulsos de sistemas solares incipientes por forças gravitacionais ou colisões interplanetárias.

Astrônomos japoneses dizem que os 'novos planetas' teriam o tamanho de Júpiter
Astrônomos japoneses dizem que os 'novos planetas' teriam o tamanho de Júpiter

De acordo com convenções astronômicas, se um planeta não orbita uma estrela ou um remanescente de uma estrela, ele não pode ser tecnicamente considerado um planeta, mesmo tendo sido formado da mesma maneira.
No entanto, a hipótese dos pesquisadores é que esses objetos foram formados em um disco planetário, como os planetas no nosso Sistema Solar, antes de forças gravitacionais os terem expulsado desses sistemas.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Empresa catalã planeja levar turistas em balão espacial

A empresa catalã Zero2infinity tem planos de oferecer um passeio turístico de balão, inflado com gás hélio, em que é possível ver tanto a Terra em tons azulados quanto o espaço negro.
A tripulação seria formada por quatro pessoas e mais dois pilotos de voo que, acomodados dentro de uma cabine em formato ovalado --içada pelo tal balão--, teriam uma visão privilegiada da Terra a nada menos do que 36 quilômetros de distância.
Imagem de como seria a cabine que levará quatro pessoas e dois pilotos para um passseio turístico espacial
Imagem de como seria a cabine que levará quatro pessoas e dois pilotos para um passseio turístico espacial
Os passageiros, afirma a Zero2infinity, não passariam por nenhuma formação ou treinamento especial e nem seriam obrigados a atender a determinadas condições físicas.
"A 4.000 metros, há um desconforto respiratório. Só uma pessoa treinada consegue chegar a 6.000 metros em um balão comum", rebate Miguel Leiva, 57, que há 23 anos faz balonismo. "Essa altura que a empresa cita é uma zona da morte. A temperatura é muito baixa."
Ainda não se sabe como a empresa pretende colocar os passageiros dentro da cabine e em quais condições internas.
O Bloon, como é chamado o projeto, faria sua primeira viagem em 2015 e receberia quem está disposto a pagar o preço do entretenimento, estimado em 110.000 euros (aproximadamente R$ 252 mil).
Empresas de outros países também estão envolvidas no próximo filão da exploração espacial --o turismo espacial-- e atualmente desenvolvem protótipos de espaçonaves que poderão levar pessoas comuns a locais que antes eram só reservados a astronautas.

Endeavour chega à ISS; tripulação deve desembarcar hoje

O ônibus espacial Endeavour, com seis astronautas a bordo, se acoplou nesta quarta-feira com sucesso à ISS (Estação Espacial Internacional), informou o porta-voz da Nasa no CCVE (Centro de Controle de Voos Espaciais) da Rússia.
A chegada ocorreu às 7h15 (horário de Brasília) e foi realizada de forma manual pelo comandante da nave, Mark Kelly.
A previsão da Nasa é de que, aproximadamente duas horas e 20 minutos depois da acoplagem, os astronautas abririam as escotilhas para entrar na plataforma orbital.
Além do comandante, participam da missão o piloto Greg Johnson; os especialistas Mike Fincke, Andrew Feustel, Greg Chamitoff, e o astronauta da ESA (Agência Espacial Europeia), Roberto Vittori.
Foto mostra Endeavour chegando à ISS; astronautas serão recebidos por tripulação que se encontra na estação
Foto mostra Endeavour chegando à ISS; astronautas serão recebidos por tripulação que se encontra na estação

Na ISS, serão recebidos, entre outros, pela americana Catherine Coleman e pelo italiano Paolo Nespoli, que fotografaram a manobra de acoplamento.
Esta é a 25ª e última missão espacial da nave, que realizou sua primeira missão em 1992. Quando retornar à Terra, em 1º de junho, será enviada a um museu de ciências em Los Angeles.
Durante quatro jornadas de trabalho dos astronautas fora do complexo ISS-Endeavour, os astronautas realizarão diversos experimentos científicos, como o estudo da física das partículas nos raios cósmicos.
Os astronautas também encherão os radiadores com amoníaco e instalarão ganchos e plataformas de suporte no braço robótico da nave.
A Endeavour, que se desprenderá da plataforma orbital em 30 de maio, foi construída depois da explosão da nave Challenger, pouco após seu lançamento em janeiro de 1986, que provocou a morte de todos os sete astronautas da missão.

Europeus querem Brasil como parceiro do programa Galileo

A UE (União Europeia) estuda convidar o Brasil para participar do desenvolvimento do programa Galileo.
Trata-se do sistema europeu de posicionamento por satélites, que ainda está em fase de implantação e concorrerá com o GPS americano. De 2007 a 2020, estima-se um investimento de mais de 5 bilhões de euros no projeto.
A ideia de convidar o Brasil partiu da Comissão da UE (o órgão executivo do bloco), mas ainda está em processo de aprovação pelo Conselho da União Europeia (formado por ministros e chefes de Estado dos países do bloco).
Depois de aprovada, só então a proposta deve ser apresentada ao Itamaraty.


A condição para a entrada do Brasil no programa é que uma base de monitoramento europeia seja instalada em território nacional.
Ela deve fazer parte de uma rede de ao menos 20 bases instaladas em diversos países, que serão usadas no controle dos satélites e na troca de dados e informações.
Tais bases terão conexão direta com centrais de controle no continente europeu.
CIVIL, NÃO MILITAR
Uma vez estabelecida a parceria, o Brasil deve ter o direito de usar o sistema em aplicações civis, tais como o controle do tráfego aéreo, gestão de linhas ferroviárias e transporte marítimo, agricultura e proteção ambiental.
Também devem ser possíveis usos domésticos, como o sistema de navegação em carros particulares.
Apesar de o Brasil ceder uma base em seu território, não terá o direito de usar aplicações militares do sistema. Isso significa que, em ações bélicas, o país continuará dependente de sistemas internacionais, que podem ser bloqueados em conflitos.
Além do GPS dos EUA, a Rússia tem uma rede de satélites com fins militares (Glonass), e a China e o Japão trabalham no desenvolvimento de um sistema regional.
O Galileo promete ser mais preciso que o atual GPS. Enquanto o sistema americano admite uma margem de erro de metros, os europeus dizem que errarão por centímetros.
Mas o sistema da UE precisará fazer uso de satélites americanos para complementar a sua rede.
O Galileo utilizará 30 satélites em órbita média da Terra, em uma inclinação que, em tese, trará informações mais precisas de áreas localizadas em latitudes mais altas, sendo mais útil para países no norte da Europa.
Até agora só dois satélites experimentais foram lançados. Os dois primeiros satélites funcionais devem ser colocados em órbita no segundo semestre deste ano.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Planeta fora do Sistema Solar é potencialmente habitável, diz estudo

Um dos planetas que gira ao redor da estrela anã vermelha Gliese poderia ser habitável, segundo um novo estudo científico. O Gliese 581d, como é conhecido, teria clima propício para a existência de água em estado líquido e também para abrigar vida.
A afirmação, feita em comunicado na segunda-feira (16), vem do CNRS (Centro Nacional de Pesquisas Científicas), que classifica o 581d como o "primeiro planeta potencialmente habitável".
Quando detectado em 2007, o 581d indicava que não poderia ser habitável por ser frio demais.
Esquema com temperaturas no planeta; áreas em azul são mais frias e em vermelho, quentes
Esquema com temperaturas no planeta; áreas em azul são mais frias e em vermelho, quentes
Esse exoplaneta, que orbita uma estrela pouco quente, uma anã-vermelha, recebe três vezes menos energia, se comparada à que a Terra recebe do Sol. Também é possível que tenha sempre a mesma face voltada para a sua estrela, enquanto a outra permanece em eterna escuridão.
Apesar dessas desvantagens, o 581d poderia se beneficiar de um "efeito estufa", afirma o CNRS, que tornaria seu clima quente o suficiente para permitir a formação de oceanos, nuvens e chuva.
Segundo os cientistas, o exoplaneta poderia inclusive evitar a condensação de sua atmosfera na face noturna.
A equipe dos cientistas Robin Wordworth e François Forget, do LMD (Laboratório de Meteorologia Dinâmica), que pertence ao Instituto Pierre Simon Laplace de Paris, baseou sua simulação em modelos que costumam ser usados para estudar o clima terrestre. Para chegar às conclusões sobre o 581d, a margem de condições possíveis foi ampliada.
Detalhes da pesquisa constam na revista científica "The Astrophysical Journal Letters".

Engenheiros espaciais querem lançar barco-robô em mar de Titã

O mar que existe em Titã, a maior lua de Saturno, pode ser explorado por um barco-robô no futuro.
A proposta, que vem de um grupo de engenheiros espaciais da Universidade Aberta (Reino Unido), é medir ventos e ondas da superfície de Ligeia Mare, formado por etano e metano líquidos. E, principalmente, detectar evidências de um complexo químico orgânico capaz de gerar a vida.
As baixas temperaturas, que chegam à casa dos -180ºC, representam o maior desafio da empreitada. Além de desenvolverem equipamento resistente o suficiente para suportar um clima como esse, os pesquisadores também precisam considerar o envio do barco-robô até o lago de forma cirúrgica.
O barco-robô viajaria através do Sistema Solar e, tão logo entrasse na atmosfera de Titã, seria lançado com um paraquedas a alguns metros de acima de Ligeia Mare.
O projeto, enviado à Nasa (agência espacial dos EUA), poderia estar pronto em 2016 e demandaria sete anos até a volta do barco-robô com os dados procurados.
O professor John Zarnecki, que pertence à Universidade Aberta, é um dos envolvidos na proposta do barco-robô, que ganhou o nome de Time (sigla em inglês de "Titan Mare Explorer", ou Explorador do Mar de Titã).
Zarnecki também tem em seu currículo a construção para a ESA (Agência Espacial Europeia) da sonda Huygens, que chegou a Titã em 2005.
Temperaturas em Titã, que chegam aos -180ºC, representam um dos maiores desafios no envio do barco-robô
Temperaturas em Titã, que chegam aos -180ºC, representam um dos maiores desafios no envio do barco-robô

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Argentina lançará cápsula espacial não tripulada na quinta-feira

Uma cápsula espacial não tripulada será lançada na próxima quinta-feira da província argentina de San Luis. A nave deve chegar a uma altura de 35 quilômetros para testar o funcionamento de um computador comandado a distância, anunciaram os responsáveis pelo projeto.
A cápsula estratosférica, denominada "Clementina" em homenagem ao primeiro computador de uso científico que chegou à Argentina há 50 anos, será lançada pela Aate (Associação Argentina de Tecnologia Espacial) do Parque Astronômico La Punta, em San Luis
O lançamento coincidirá com a realização, na mesma cidade, do 6º Congresso de Tecnologia Espacial, organizado pela Aate.
A Universidade La Punta, responsável pelo Parque Astronômico, informou que o projeto tem como finalidade incentivar o interesse de jovens pela ciência, embora de modo concreto permitirá provar como comandar de forma remota o computador que leva a sonda para registrar imagens e executar outras ordens.
Para o lançamento serão utilizados globos especiais de hélio, que serão liberados pela sonda em forma remota quando deixar a atmosfera terrestre.
Durante a viagem de 35 quilômetros até a estratosfera, três câmeras de alta definição capturarão diferentes ângulos do voo.
A travessia permitirá observar imagens do território argentino do espaço, da curvatura da Terra e da escuridão do espaço.
Após as duas horas programadas de voo, a cápsula cairá na Terra em uma área que abrange quatro províncias argentinas, mas a sonda leva três sistemas de posicionamento que permitirão rastreá-la.
Como curiosidade, "Clementina" levará em seu interior vários objetos, que serão leiloados em Buenos Aires, entre eles, uma obra da artista plástica Marta Minujin, um boneco do personagem de caricaturas "Gaturro", um robô e um mapa da Argentina feito com tijolos plásticos de brinquedo.

Lançamento do ônibus espacial Endeavour é realizado com sucesso

O ônibus espacial Endeavour partiu do centro espacial Kennedy, na Flórida (EUA), nesta segunda-feira no horário previsto, às 8h56h (hora de Brasília).
A tripulação a bordo ficará 16 dias na ISS (Estação Espacial Internacional) e é formada pelo comandante Mark Kelly, o piloto Gregory H. Johnson e os especialistas Michael Fincke, Greg Chamitoff e Andrew Feustel e o astronauta da ESA (Agência Espacial Europeia), o italiano Roberto Vittori.
Esta será a última missão do Endeavour, que será aposentado e exibido posteriormente para turistas de um museu em Los Angeles. Ele leva a bordo um detector de matéria escura, o Espectômetro Magnético Alpha, que custou US$ 2 bilhões.
Além de todos os funcionários da Nasa (agência espacial americana) envolvidos na operação, são esperados cerca de 45 mil convidados no centro espacial Kennedy, de onde partirá a nave.
Nas cidades e estradas que ficam próximas ao Kennedy, são aguardados outros 500 mil espectadores --a multidão começou a se juntar na noite de domingo ao longo dos rios Banana e Indian.
Esta será a última missão do Endeavour, que será aposentado e exibido posteriormente para turistas de um museu em Los Angeles. Ele leva a bordo um detector de matéria escura cuja construção custou US$ 2 bilhões.
Depois do Endeavour, será a vez do Atlantis partir, encerrando o programa de ônibus espaciais dos Estados Unidos que operou nos últimos 30 anos.

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O presidente Barack Obama e família, que compareceram na ocasião, conheceram as instalações da Nasa e a tripulação do Endeavour, mas não devem participar da cerimônia desta segunda.

Fenômeno de alinhamento de planetas impressiona moradores da Austrália

O espetáculo, que acontece a cada cem anos, sendo o último em 1910, alinhou Mercúrio, Vênus, Marte e Júpiter. Em Sidney, os moradores conseguiram visualizar o fenômeno sem ajuda de binóculos e lunetas. Os quatro planetas devem ficar alinhados durante todo o mês de maio.



Ônibus espacial Endeavour já está pronto para lançamento

A contagem regressiva para o lançamento do último voo do ônibus espacial Endeavour, que deve partir nesta segunda-feira (16) para a ISS (Estação Espacial Internacional), já começou.
Na missão, prevista para durar 16 dias, haverá quatro saídas ao espaço. Os astronautas levarão à ISS um importante experimento físico para estudar a origem do Universo.
O programa americano de ônibus espaciais, que recentemente completou 30 anos, terminará formalmente em 2011 com esta missão do Endavour e com o último voo do Atlantis, possivelmente em julho. A partir de então, os astronautas americanos dependerão de cápsulas espaciais russas para ir e vir da ISS.
O lançamento do Endeavour seria no dia 29 de abril, mas problemas técnicos acabaram adiando a partida. Engenheiros solucionaram as falhas nas últimas duas semanas.
Segundo informações da Nasa, as previsões meteorológicas indicam 70% de probabilidade de clima favorável ao lançamento na segunda-feira, às 08h56 da Flórida (09h56 de Brasília).
"Os reparos feitos nestas duas últimas semanas já estão terminados, todas as peças suspeitas foram repostas e todas as provas destes sistemas terminaram. Está tudo bem", explicou Jeff Spaulding, diretor de provas do ônibus espacial. "Estamos prontos para o lançamento.
A contagem regressiva começou oficialmente na sexta-feira às 08h00 de Brasília. Os seis membros da tripulação - cinco americanos e um italiano, o astronauta Roberto Vittori, da Agência Espacial Europeia - chegaram ao centro espacial Kennedy na quinta-feira (12).
A meteorologista da Nasa Kathy Winters disse que se for necessário adiar o lançamento por mais 24 horas, a probabilidade de um clima bom cairá para 60%. O abastecimento do tanque externo de combustível começará às 23h36 local de domingo (00h36 de segunda-feira em Brasília).

sexta-feira, 13 de maio de 2011

ESA transmitirá voo do Endeavour pela internet na segunda-feira

A segunda tentativa de lançamento do ônibus espacial Endeavour será transmitida via internet pela ESA (Agência Espacial Europeia) na próxima segunda-feira (16).
A transmissão ao vivo, que será feita do centro da ESA localizado na cidade italiana de Frascati, começa por volta das 8h (horário de Brasília). A partida tem previsão de início às 10h.
A Itália participa da última viagem do Endeavour com um astronauta, Roberto Vittori, que se junta a mais cinco integrantes da missão.
Transmissão ao vivo do lançamento do Endeavour será pela internet, da cidade italiana de Frascati
Transmissão ao vivo do lançamento do Endeavour será pela internet, da cidade italiana de Frascati

Em 29 de abril, uma falha técnica prejudicou o cronograma da Nasa e minou não só a partida prevista como os planos de pelo menos 70 mil americanos que queriam acompanhar o lançamento nas imediações do centro espacial Kennedy, onde fica a base de lançamento.
O presidente Barack Obama e família também participariam do acontecimento. Apesar de desapontados por não presenciarem a decolagem, a família conheceu as instalações da Nasa (agência espacial americana), o Atlantis --próximo ônibus espacial a decolar-- e se encontraram com toda a tripulação do Endeavour.

Nasa confirma lava em uma lua de Júpiter

Confirmado: a Terra não está sozinha no Sistema Solar quando o assunto são erupções vulcânicas de magma em superfícies rochosas.
Dados da sonda Galileo, da Nasa (agência epacial americana), deixam claro que existe um "oceano" de magma por baixo das rochas de Io, uma das luas de Júpiter, e a quantidade de material liquefeito não é pouca.
Essa lua libera cerca de cem vezes mais magma do que todos os vulcões da Terra. Com isso, o manto magmático de Io, estimam os cientistas, alcançaria mais de 50 quilômetros de espessura --ou o mesmo que cerca de 10% de seu volume. A temperatura estimada do manto é de cerca de 1.200 graus Celsius.
O achado, publicado na última edição da revista americana "Science", deriva do trabalho de pesquisadores de três universidades dos EUA.
"Estamos animados porque finalmente conseguimos explicar algumas das informações obtidas pela Galileo", disse Krishan Khurana, da UCLA (Universidade da Califórnia, em Los Angeles).
Lua Io de Júpiter, onde pesquisadores da agência espacial dos EUA encontraram erupções vulcânicas de magma
Lua Io de Júpiter, onde pesquisadores da agência espacial dos EUA encontraram erupções vulcânicas de magma

A sonda Voyager, da Nasa, já havia indicado a possibilidade da presença de vulcões em Io em 1979.
Desde então, de acordo com Khurana, os cientistas acreditavam que a lua tivesse erupções com lava (basicamente magma que sai para a superfície). Mas a hipótese ainda não estava completamente confirmada.
ELETRICIDADE
Como a instalação de aparelhos na superfície dessa lua seria inviável, as erupções foram percebidas por um sinal eletromagnético que o interior de Io emite conforme a movimentação do magma.
Esse sinal é percebido porque, quando derretidas, as rochas de Io (assim como outras) são capazes de transmitir eletricidade.
Isso já tinha sido levantado por trabalhos recentes na física dos minerais. Um grupo de rochas, conhecidas como "ultramáficas", possui essa propriedade. Alguns exemplos desse tipo de rocha são encontrados aqui na Terra, na Suécia.
Mas, no caso de Io, o magma é ainda mais potente. "Nessa lua, ele é milhões de vezes melhor na condução de eletricidade do que as rochas da Terra", diz Khurana.
O sensor da Galileo mostrou ainda que o campo magnético de Júpiter continuamente rebate os sinais das rochas derretidas nessa lua. E é esse sinal ricocheteado que o sensor "enxergava".
Diferentemente do que acontece na Terra, os vulcões de Io ficam espalhados por toda a sua superfície. Por aqui, a concentração vulcânica é maior perto do oceano Pacífico. Mas os cientistas acreditam que a Terra e Io tenham magma de origem similar.
Agora, na próxima fase, os cientistas vão projetar alguns modelos de interação entre o campo magnético de Júpiter e o da lua "vulcânica".
SONDA ORBITOU PLANETA DE 1995 a 2003
A sonda Galileo, que leva o nome do astrônomo italiano que descobriu a lua Io no século 17 (o célebre Galileu Galilei), foi lançada em 1989. A nave robótica começou a orbitar Júpiter em 1995. No final de 1999, a sonda começou a receber sinais magnéticos de Io.
Depois de uma longa e brilhante carreira científica, a Galileo foi intencionalmente destruída ao entrar na atmosfera de Júpiter em 2003. A intenção do "suicídio" foi proteger de contaminação o oceano de Europa, outra lua de Júpiter.

Foto mostra "laboratório" de estrelas jovens em galáxia-anã

O telescópio espacial Hubble divulgou nesta quinta-feira uma foto de várias estrelas jovens e nuvens de gás na galáxia-anã NGC 4214.
Localizada a cerca de 10 milhões de anos-luz, na constelação de Canes Venatici --ou "cães de caça"--, a galáxia é um perfeito laboratório para a Nasa (agência espacial americana) pesquisar a formação e evolução de estrelas em variados estágios.
Galáxia-anã NGC 4214 está localizada a cerca de 10 milhões de anos-luz, na constelação de Canes Venatici
Galáxia-anã NGC 4214 está localizada a cerca de 10 milhões de anos-luz, na constelação de Canes Venatici

Pouco estudado, planeta-anão Haumea tem água cristalizada

Astrônomos europeus anunciaram nesta quinta-feira que o planeta-anão Haumea é coberto por água cristalizada.
Apesar de ser conhecido desde 2004, ainda permanece um mistério para os pesquisadores. Até hoje há poucas informações sobre o objeto.
O Haumea, que orbita o Sol, é um dos maiores objetos estelares do chamado cinturão Kuiper. Ele possui dois satélites naturais --Hi'iaka e Namaka--, que se acredita terem se formado a partir de uma colisão.
O planeta-anão ganhou o nome de Haumea em homenagem a uma deusa da fertilidade cultuada no Havaí e chama a atenção por seu formato ovalado.
Ilustração artística mostra o planeta-anão Haumea e seus dois satélites naturais Hi'iaka e Namaka
Ilustração artística mostra o planeta-anão Haumea e seus dois satélites naturais Hi'iaka e Namaka

Astronautas retornam à base de lançamento do Endeavour

Os seis astronautas que integram a missão do Endeavour retornam nesta quinta-feira ao centro espacial Kennedy, na Flórida (EUA). Esta será a segunda tentativa de lançamento, marcada para a próxima segunda-feira.
O primeiro voo, em 29 de abril, foi abortado quatro horas antes da decolagem devido a um problema elétrico, já sanado, em um dos geradores auxiliares de energia,
Apesar de desapontados por não presenciarem a decolagem, Obama e sua família visitaram as instalações da Nasa (agência espacial americana), conheceram o ônibus espacial Atlantis e se encontraram com toda a tripulação do Endeavour.
Segunda tentativa de voo do Endeavour será nesta segunda; a nave será aposentada depois de missão
Segunda tentativa de voo do Endeavour será na segunda; a nave será aposentada depois de missão

A missão é comandada pelo astronauta Mark Kelly, marido da deputada republicana Gabrielle Giffords, que se recupera de um atentado. Ela viajou ao centro de lançamento na Flórida, quando o primeiro voo foi cancelado, mas ainda não se sabe se vai comparecer às novas tentativas de voo.
O ônibus espacial é o mais novo em atividade --o primeiro voo ocorreu em 1992-- e substituiu o Challenger, destruído em 1986 depois da explosão durante o lançamento.
ATLANTIS
Independente do êxito no lançamento do Endeavour, a Nasa dá seguimento aos preparativos do voo do Atlantis, que marcará o encerramento do programa de ônibus espaciais norte-americano.
A nave será transportada para o centro espacial Kennedy, onde serão atachados o tanque de combustível externo e um conjunto de propulsores, mas a data ainda depende da decolagem do Endeavour.

Campo eletromagnético afeta velocidade da luz, dizem cientistas

O CNRS (Centro Nacional de Pesquisas Científicas, na sigla em francês), da França, informou na quarta-feira que uma equipe da entidade comprovou, pela primeira vez em laboratório, que a luz não se propaga à mesma velocidade em todas as direções sob o efeito de um campo eletromagnético.
O CNRS indica que, no vazio absoluto, a luz viaja a uma velocidade constante de 299.792.458 metros por segundo, mas que há casos, principalmente quando um campo elétrico e um magnético entram em ação, em que essa propriedade não tinha sido demonstrada.
Até o momento, as possíveis variações da velocidade da luz nessas condições eram muito difíceis de verificar, mas os avanços tecnológicos, de acordo com o CNRS, permitiram detectar esses efeitos em um gás (neste caso, o nitrogênio).
Os pesquisadores conceberam uma cavidade óptica na qual feixes luminosos atravessavam um dispositivo com ímãs e eletrodos que geraram campos eletromagnéticos intensos, 20 mil vezes superiores ao da Terra, e demonstraram que a luz não se propagava à mesma velocidade em um determinado sentido e no sentido inverso.
A diferença registrada é de aproximadamente 1 bilionésimo de metro por segundo, uma quantidade ínfima que já tinha sido prevista teoricamente, mas que até o momento não havia sido comprovada de forma empírica, em laboratório.
Esses resultados permitiriam, demonstram os casos citados, refinar a detecção de anisotropia da propagação luminosa, que poderia ter "aplicações inéditas" em óptica, como por exemplo no que diz respeito a componentes cujo comportamento poderia diferir segundo a direção da luz.

Estudo resolve mistério de planetas que giram "ao contrário"

Um mistério da astronomia está perto de terminar. Cientistas dizem ter conseguido explicar por que alguns planetas gigantes giram no sentido oposto ao das estrelas que orbitam, contrariando teorias de formação planetária.
Embora não haja exemplos assim no Sistema Solar, o Universo está cheio deles.
Normalmente, são planetas gasosos muito grandes e bem próximos às suas estrelas. Esse tipo de planeta foi batizado de Júpiter Quente.
Com modelos projetados em computador, analisando órbita, massa e outros dados, os cientistas da Universidade Northwestern (EUA) concluíram que os astros desse tipo "nasceram" com órbitas que não eram opostas às seguidas por suas estrelas.
Eles ficaram "ao contrário", na verdade, pela influência gravitacional de um outro planeta gigante que orbita a mesma estrela


Os dois astros interagem gravitacionalmente e, algumas vezes, com essa influência, a órbita daquele que está mais próximo à estrela começa lentamente a se alongar, ficando quase com a forma de uma agulha.
Nesse ponto, a estrela e o planeta passam a interagir de tal forma que acontecem pequenos puxões gravitacionais.
É aí que existe uma espécie de fricção que faz a órbita encolher e, em alguns casos, mudar totalmente. Estima-se que 25% de todos os planetas do tipo Júpiter Quente já registrados tenham órbitas inversas.
"Achávamos que nosso Sistema Solar era típico do Universo, mas tudo pareceu muito estranho nos sistemas extrassolares desde o início. Nós somos, na verdade, atípicos. Entender os outros sistemas nos dá um contexto de como o nosso é especial", disse Frederic Rasio, astrofísico que é coautor do trabalho, publicado na "Nature".

Erupção inédita de luminosidade no espaço intriga astrônomos

A estrutura espacial chamada Nebulosa do Caranguejo impressionou os astrônomos ao emitir uma quantidade inédita de raios gama, uma forma de energia extremamente luminosa.
A nebulosa é composta principalmente de detritos de uma supernova cuja destruição foi observada no ano 1054.
O que motivou a erupção sem precedentes de raios gama, ocorrida em meados de abril, é um grande mistério para os cientistas.
Aparentemente, ela vem de uma pequena área da nebulosa, há tempos considerada uma fonte constante de luz.
A novidade é que o telescópio Fermi, que observa a nebulosa, detectou uma atividade luminosa ainda mais intensa na estrutura.
A emissão de raios gama durou cerca de seis dias, alcançando níveis 30 vezes maiores que o normal e, em alguns momentos, com variações a cada hora.
Erupção sem precedentes de raios gama na Nebulosa do Caranguejo é ainda um grande mistério
Erupção sem precedentes de raios gama na Nebulosa do Caranguejo é ainda um grande mistério

TELESCÓPIO
O fenômeno foi descrito em um simpósio de especialistas que acontece até esta quinta-feira em Roma.
Há fontes de luz em abundância no céu, mas o telescópio Fermi é programado para medir apenas a mais energética delas: os raios gama.
Eles emanam dos ambientes mais extremos do Universo e são decorrentes dos processos mais violentos, como a explosão de uma supernova.
No coração da nuvem colorida e brilhante de gás é possível observar um pulsar --uma estrela que emite ondas de rádio em impulsos repetidos regularmente.
Mas, até o momento, nenhum dos componentes já conhecidos da nebulosa é capaz de explicar a luminosidade observada pelo Fermi, diz Roger Blandford, diretor de um instituto de astrofísica e cosmologia nos EUA.
"Tem de haver outra fonte para esses raios gama altamente energéticos", ele disse à BBC News. "São necessários cerca de seis anos para a luz cruzar a nebulosa, então essas erupções, (ocorridas) em horas, têm de ser produzidas em uma região bem compacta em comparação com o tamanho da nebulosa."
Desde seu lançamento, há quase três anos, o Fermi já identificou três dessas erupções. As duas primeiras foram relatadas no início deste ano na reunião da Sociedade Astronômica Americana.
Essas erupções liberam raios gama com energia de mais de 100 milhões de elétron-volts --ou seja, cada pacote de luz, ou fóton, carrega dezenas de milhões de vezes mais de energia do que a luz que vemos.
Mas a erupção mais recente da Nebulosa do Caranguejo é mais de cinco vezes mais intensa do que qualquer outra emanação de luz já observada.
QUEBRA-CABEÇA
O entendimento do fenômeno deve levar algum tempo, opina o pesquisador Rolf Buehler. "É incomum que algo coloque toda a sua energia em raios gama", disse. "Estamos diante de um grande quebra-cabeça e provavelmente precisaremos de alguns anos para entendê-lo."
A principal suspeita até agora é de que, em uma região próxima ao pulsar, intensos campos magnéticos vão em direções opostas, reorganizando-se repentinamente e acelerando partículas a uma velocidade próxima à da luz.
À medida que eles se movem em caminhos curvados, as partículas emitiriam os raios gama observados no Fermi.
A cientista Julie McEnery, participante do projeto do Fermi, diz que a descoberta é uma demonstração do poder do telescópio para elucidar a física do Cosmos.
"Com o Fermi, temos a oportunidade de captar (o fenômeno) nesse estado extraordinário de luminosidade. É a vantagem de ter um instrumento que olha todo o céu todo o tempo; você capta o inesperado."
O telescópio, parceria da Nasa (agência espacial americana) com alguns países europeus e asiáticos, foi lançado em 2008. Seu nome é uma homenagem a Enrico Fermi, físico ítalo-americano que trabalhou no desenvolvimento do primeiro reator nuclear e que recebeu o Nobel de Física em 1938 por sua pesquisa sobre a radiatividade.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Vídeo faz sucesso com 'síntese' de 170 horas de imagens da Via Láctea

O fotógrafo norueguês Terje Sørgjerd passou uma semana sobre a montanha mais alta da Espanha, El Teide, para captar imagens impressionantes do céu.
A sequência de imagens captada ao longo de 170 horas foi montada no vídeo "A Montanha", que mostra a evolução da paisagem local a uma altitude de 3.718 metros.

Em menos de um mês, o vídeo já foi visto por mais de 8 milhões de pessoas nos sites Vimeo e YouTube.
As imagens captadas (veja fotos) por Sørgjerd mostram a evolução da Via Láctea no céu em diversas fases do dia, vista a partir do topo da montanha, no parque nacional de mesmo nome localizado nas ilhas Canárias.
"O local é também uma de minhas ilhas favoritas, com uma variedade fantástica de natureza e paisagens. Sabia que se eu conseguisse colocar essas coisas juntas eu certamente inspiraria as pessoas", disse o fotógrafo à BBC Brasil.
Sørgjerd diz que para conseguir captar suas imagens, dormiu menos de dez horas ao todo ao longo da semana em que ficou sobre a montanha e enfrentou desafios como uma tempestade de areia vinda do deserto do Sahara. A visibilidade quase nula a olho nu não o impediu de capturar com sua câmera a luz das estrelas por trás das nuvens de poeira.
Sørgjerd já havia feito sucesso com um trabalho anterior, A Aurora, no qual conseguiu capturar imagens da aurora boreal em um parque nacional no norte da Rússia, a temperaturas que chegavam a -25 graus Celsius.
"Depois do sucesso de A Aurora, me senti imensamente inspirado a fazer algo semelhante depois. A Via Láctea me pareceu um grande desafio, e El Teide, a montanha mais alta da Espanha, me pareceu a locação perfeita", diz o fotógrafo.
Sørgjerd conta que sua forte paixão pela natureza o levou a adotar como profissão em 2006 o antigo hobby.
Mas ele diz que fotografar o céu com qualidade está cada vez mais fácil, mesmo para os amadores. "As câmeras estão cada vez melhores e capturar mais luz sem muito ruído se torna mais fácil a cada ano. É só sair e praticar, praticar e praticar", sugere.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Nasa divulga imagens inéditas do Sol em alta definição

A Nasa (agência espacial americana) divulgou novas imagens do Sol capturadas pela sonda SDO (sigla em inglês de Observador Dinâmico Solar).
A agência trabalha em conjunto com a UCLan (Universidade Central de Lancashire), no Reino Unido, para monitorar detalhes inéditos sobre o campo magnético do astro e a coroa solar.
As imagens têm qualidade dez vezes superior ao de uma televisão em alta definição.
A UCLan é um dos centros europeus que estuda dados coletados pelo SDO. No Reino Unido, é o único instituto que fornece fotos com estudos sobre o Sol.
O telescópio do satélite faz 80 imagens do Sol a cada minuto, gerando o equivalente a 1,5 terabite de dados por dia, o equivalente a meio milhão de músicas baixadas no iTunes.
Além do interesse científico, as imagens também serão usadas como inspiração para uma obra do artista digital Chris Meigh-Andrews, que é professor da mesma universidade.
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As imagens captadas serão projetadas em um telão em uma das ruas da cidade britânica de Preston até o fim desta semana.

Choques planetários formaram atmosfera de lua de Saturno

A atmosfera de nitrogênio existente no entorno da lua de maior tamanho do planeta Saturno, Titã, poderia ter surgido há 4 bilhões de anos a partir dos choques planetários ocorridos no período do intenso bombardeio tardio, detalha estudo publicado no site "Nature Geoscience".
A descoberta explicaria a peculiaridade da atmosfera da lua Titã, mais espessa que um corpo planetário de temperatura média.
Titã, a maior lua do planeta, teria sido formada durante período de intenso bombardeio planetário
Titã, a maior lua do planeta, teria sido formada durante período de intenso bombardeio planetário

Pesquisadores da Universidade de Tóquio dirigidos pelo cientista Yasuhito Sekine investigavam esta formação de nitrogênio na atmosfera de Titã por meio de experiências com uma pistola de raios laser.
Os impactos dos raios laser transformavam amoníaco congelado --formado por três átomos de hidrogênio e um de nitrogênio-- em nitrogênio e isso permitiu aos pesquisadores deduzir que Titã poderia ter adquirido sua atmosfera de nitrogênio em processo similar.
Para os estudiosos, se este foi o mecanismo responsável pela formação da atmosfera de Titã, a fonte do nitrogênio dessa lua é diferente da que formou a atmosfera da Terra, que é composta em sua maioria por este mesmo gás.
Em artigo que acompanha o estudo, a professora Catherine Neish da Universidade Johns Hopkins (nos Estados Unidos) afirma que a pesquisa da Universidade de Tóquio propicia com esta hipótese um marco para futuras pesquisas.

Endeavour deve partir somente depois do dia 16

O lançamento do Endeavour está adiado para até o dia 16, anunciou a Nasa (agência espacial dos EUA) no fim de semana. A data limite para a partida é dia 26 e, se não ocorrer até lá, passará para junho.
Com o atraso, mais dois dias serão acrescentados à missão de 14 dias na ISS (Estação Espacial Internacional) prevista inicialmente.
Uma falha mecânica encontrada em 29 de abril, quatro horas antes da decolagem, prejudicou o cronograma da Nasa e minou os planos de pelo menos 70 mil americanos que queriam acompanhar o lançamento de longe.
O presidente Barack Obama e família também veriam o lançamento de Cabo Canaveral (Flórida), onde fica o centro espacial Kennedy.
O defeito em um dos geradores auxiliares de energia já foi consertado. Como os engenheiros não conseguiram determinar a sua causa, substituíram toda a fiação externa por precaução.
O Endeavour levará o detector de partículas chamado Espectrômetro Magnético Alfa, que custou US$ 2 bilhões, além de peças de reposição para a ISS.
Após esse voo, a Nasa realizará outra missão, com o ônibus Atlantis, em meados do ano, e depois disso a frota de ônibus espaciais será aposentada, após 30 anos em atividade.

Site da Nasa exibe fotomontagem com 20 cometas

Uma fotomontagem exibida no site da Nasa nesta segunda-feira mostra 20 cometas, com cauda ou com apenas seu brilho visível, captados pela sonda americana Wise.
A sonda monitora o espaço há um ano, usando para isso raios infravermelhos.
O fundo das fotos registradas não é uniformizado devido às próprias variações da poeira cósmica que acontecem no nosso Sistema Solar
Os 20 cometas fazem parte do trabalho de monitoramento da sonda Wise no espaço
Os 20 cometas fazem parte do trabalho de monitoramento da sonda Wise no espaço

Foto inédita mostra gases deixando conglomerado de galáxias

A ESA (Agência Espacial Europeia) divulgou nesta segunda-feira uma foto feita pelo observatório espacial Herschel que mostra o momento em que nuvens de gases moleculares se expandem no interior de um conglomerado de galáxias.
A imagem é considerada um feito e tanto pelos astrônomos já que a velocidade do fenômeno é de mais de mil quilômetros por segundo, o que a torna difícil de ser captada. Segundo a ESA, isso equivaleria a ser dez mil vezes mais rápido do que um furacão no planeta Terra.
A boa notícia é que esta é a primeira vez que se tem uma foto dessas expansões que ocorrem no espaço. Acredita-se que as estrelas são formadas a partir desses gases moleculares.
A má notícia é que essas expansões, se muito potentes, carregam boa parte da matéria-prima utilizada na formação de estrelas. Ou seja, podem até interferir negativamente na sua criação.
Foto mostra gases moleculares em expansão; acredita-se que as estrelas se formam a partir desses gases
Foto mostra gases moleculares em expansão; acredita-se que as estrelas se formam a partir desses gases